segunda-feira, 15 de setembro de 2014

5 Livros escritos por comediantes que farão você rir à toa

Os últimos anos tem sido 'trevosos' para a comédia em escala mundial, não só tanto pela frequente patrulha política que muitos profissionais vem sofrendo aqui no Brasil, mas também pela constante perda de talentos lendários como Chico Anysio e, mais recentemente, Robin Williams.
Isso me fez refletir um pouco sobre essa situação e me inspirar em criar uma singela lista que você confere abaixo com obras literárias escritas por grandes comediantes:

✔ Nascido para Matar... De Rir, de Steve Martin
Em meados dos anos 70. o nome de Steve Martin estourou no cenário da comédia nos Estados Unidos. Em 1978, ele já atraia as maiores plateias da história da stand-up comedy. Em 1981. deixou os palcos para sempre. O que este livro conta, nas palavras do próprio Martin, é "por que eu fui parar na stand-up e por que eu sai de lá". Martin mostra todo o sacrifício, disciplina e originalidade que fizeram dele um ícone e que continuam transparecendo no seu trabalho até hoje. Um livro muito divertido. Uma obra-prima de quem leva a sério a profissão de fazer rir.
Diferente da imagem louca que cultivamos de Martin pelo seu trabalho na TV, neste livro ele revela-se com um homem reservado, pensativo e com um apetite voraz por conhecimento em diversas áreas. Suas memórias com certeza irão surpreendê-lo.

✔ A Poderosa Chefona, de Tina Frey
Antes de Liz Lemon, antes do 'Weekend Update', antes de Sarah Palin, Tina Fey era só uma jovem com um sonho: um pesadelo recorrente em que ela era perseguida em um aeroporto por seu antigo professor de educação física. Ela também tinha o sonho de, um dia, ser comediante na TV. Ela viu esses dois sonhos se tornarem realidade. 
Finalmente, a história de Tina Fey pode ser contada. De seus dias de adolescente nerd depravada até se tornar chefe do Saturday Night Live; de sua busca pouco entusiasmada pela beleza física até sua vida como mãe que come coisas do chão; de seu romance unilateral no colégio até sua lua de mel quase mortal - do início deste parágrafo até a última linha. 
Tina Fey revela tudo e prova algo que sempre suspeitamos: você não é ninguém na vida até alguém chamá-lo de 'chefe'. 

✔ Você Está Aí, Vodca? Sou Eu, Chelsea, de Chelsea Handler
As histórias da famosa série de televisão 'Are You There, Chelsea?' compiladas em um livro. Um das vozes mais geniais da comédia atual, Chelsea Handler, traz o que há de mais surreal e cômico em matéria de relacionamentos, amizades, família e cotidiano em sua vida para esta hilária coletânea. Tudo isso acompanhada da sua mais fiel escudeira e conselheira nas horas difíceis: a vodca.
"-Você está aí Vodca? Sou eu Chelsea. Por favor, me tire da cadeia e prometo nunca mais beber. Beber e dirigir. Nunca mais vou beber e dirigir. Posso até lançar meu próprio grupo, batizado, em homenagem a MCDA, Mães Contra Dirigir Alcoolizado, de AGBFC, Alcoólatras que Gostam de Beber e Ficar em Casa."(pág. 76)


✔ Meninos de Kichute, de Márcio Américo
As aventuras da entrada de Beto na adolescência, além de sua relação com a família e amigos. A vontade de jogar futebol, as partidas contra o bairro vizinho e a relação com o pai autoritário e religioso são alguns dos conflitos presentes em "Meninos de Kichute". O tênis Kichute foi sucesso entre os meninos por mais de 20 anos e chegou a vender mais de nove milhões de pares anuais entre 1978 e 1980.
Com seu grupo de amigos, vizinhos e outros colegas da escola, o clube dos meninos de kichute é fundado enquanto jogam uma tímida “pelada” à vista de olheiros que os convidam para uma peneirada, a qual Beto é impedido em um primeiro momento de participar por conta de sua religião e da opressão do pai. Após um dos membros de seu time perceber que teria medo de uma cobrança de pênalti, nosso amigo encara o gol e descobre seu talento para goleiro.

✔ 3 Casos de Polícia, de Chico Anysio
Uma sugestiva relação criminal entre ficção e realidade. A trama decorrente do insuspeitado convívio entre hábito e acaso. A trapaça da memória cobrando velhas dívidas. Três relatos, escritos de forma envolvente e sensível, ocorridos em três cidades que, afinal, são a mesma, e em qualquer parte do planeta. E tema o ambiente delituoso e não propriamente marginal, já anteriormente visitado por Chico Anysio , porém da maneira distinta, ao publicar Negro Léo (1980). 
Diversa é, também, a abordagem do humor, não de todo ausente em tais casos: uma outra leitura, não menos desconcertante, ao investigar a condição humana em sua patética desarmonia existencial. O grande criador de tipos humorísticos inesquecíveis aqui recria histórias de alguma maneira presenciadas por ele mesmo, o que o torna, sob todos os aspectos, ele próprio um verdadeiro caso de polícia.

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-4 Tabus que ainda resistem na literatura atual
-5 livros que podem te levar a uma conversa com estranhos na rua
-6 Livros para ler se você gosta de 'Orange is the New Black'

terça-feira, 9 de setembro de 2014

A Defensora da Causa Gay

Até onde me lembro, Gabriela sempre foi uma participante ativista pela causa gay. Frequentou baladas GLBT e nunca faltou à uma passeata sequer na Avenida Paulista, as vezes até viajando para participar da edição carioca na praia de Copacabana. Ela se gaba de ter todo tipo de amigos, mas é notório que 90% deles são gays. A única variação que possuem são suas subcategorias divididas entre lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e similares, mas o importante é que Gaby sempre abraçou todos sem descriminação alguma, a ponto dos outros 10% de amigos questionarem a sua própria sexualidade. “Mas, nãooooooooo!” ela logo explica que isso não tem nada a ver, e ela continua gostando de homem. Mesmo já tendo beijado algumas amiguinhas às escondidas.

Arrumou um baita problema na família quando ajudou o primo mais novo a se assumir. O tio nunca mais olhou na sua cara, a tia possui um ódio profundo pela sobrinha, mas ela diz que sente que tudo isso vale a pena quando encontra seu primo Rafinha e acompanha sua incrível transformação em uma linda mocinha, sua adorada prima Rafaella. Que, aliás, da última vez que fiquei sabendo, estava com a operação de mudança de sexo marcada na Tailândia.
Orgulho mesmo ela tem do seu último relacionamento, em que conseguiu tirar o próprio namorado do ‘armário’. Foi um trabalho difícil, mas depois de convencer Willian a deixar ela maquiá-lo, vesti-lo com suas calcinhas na hora da transa e até praticar o ‘fio-terra’ com o cara, ela logo percebeu que o rapaz só podia ser gay. Insistiu tanto, até que um dia o namorado concordou em fazer a três com outro homem. Confabularam durante algum tempo e decidiram convidar Jonas, um amigo de Gaby, para a festa. A coisa deu tão certo, que os dois se apaixonaram e hoje moram em algum lugar na Califórnia. E saíram dois gays libertos pelo preço de um no currículo de Gabriela, como ela gosta de falar.
Não vou mentir. Durante um tempo, Gaby ficou tão obcecada com a causa, que chegou a tentar usar seus argumentos gays até mesmo comigo, logo comigo. Um papo torto que logo dispensei abruptamente. Se tem uma minoria que faço questão de participar, é a na do grupo de amigos dela.
Na semana passada encontrei com ela. Gabriela. Ainda é uma mulher atraente. Está muito bem fisicamente para quem já passou dos trinta anos. Aceitei seu convite para um café e sentei para ouvir o quanto ela estava feliz com sua nova promoção na empresa que trabalhava. Disse que era uma mulher independente, bem sucedida e apaixonada pela vida. Continua frequentando as melhores baladas eletrônicas e acaba de voltar do Estados Unidos onde foi madrinha de casamento de um casal de amigos gays e teve a oportunidade de ir à numa festa Rave eletrônica LGBT onde tocaram os melhores DJs do mundo.
Ela tentou prorrogar a conversa e marcar um novo encontro, mas expliquei que no momento estava comprometido, e que não seria legal manter esse tipo de contato. Quando foi convencida de que não rolaria nada entre a gente, Gabriela se abriu. Confessou que estava sozinha já fazia um bom tempo e estava beirando o desespero. Suas noites de balada sempre acabavam com ela bêbada em casa, vendo filme pornô com o tablet em uma mão e usando o vibrador com a outra. Lamentava que todos a sua volta fossem gays, os que não eram ela havia transformado em gays, e estava ficando cada vez mais difícil encontrar alguém ‘hetero’ pra se relacionar.

Eu não sei se ela percebia a ironia do que estava falando, mas para não prolongar o assunto, preferi não me manifestar. Depois de uns 40 minutos, olhei para a hora no meu celular e fingi estar atrasado para algum compromisso que não existia. Trocamos contatos das redes sociais por educação, mesmo sabendo que não usaríamos, e cada um seguiu o seu caminho. Eu fui para casa, e Gabriela estava saindo do trabalho e só ia passar em casa rapidinho para tomar um banho e partir para viajar com um grupo de amigos que são Drag Queens e vão fazer um super show em Campinas, que ela diz que não perde por nada nesse mundo. Quem sabe lá, ela não encontra um bom partido desta vez.

Veja Também:
-A Atoladinha do Metrô

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Clássicos da Literatura que foram baseados em histórias reais

De acordo com o escritor Jack London: "Você não pode esperar para se inspirar, você tem que ir atrás dela em um clube.". E foi durante o tempo em que viveu no Canadá e no Alasca, quando se viu cercado por cães e trenós em meio a Corrida do Ouro, que London inspirou-se para escrever O Chamado Selvagem, de 1903.
Depois de relatar aqui, em duas partes, alguns personagens da literatura inspirados em pessoa reais, descobri que também muitas outras obras literárias memoráveis tiveram suas histórias findadas nessas origens, veja abaixo a descrição de algumas delas.

✔ Ardil-22, de Joseph Heller 
O autor entrou para a Força Aérea Americana em 1942, aos 19 anos. Durante seu serviço, ele participou de mais de 50 bombardeios na Europa antes do Fim da Segunda Guerra. Após encerras suas atividades militares, ele tornou-se um roedor de unhas crônico que costumava a gritar durante o sono, e levou mais oito anos até conseguir lidar com suas experiências através da escrita. Depois de um longo período trabalhando como copywriter em um escritório tedioso, uma ideia surgiu em sua cabeça. Na mesma hora ele começou a escrever as primeiras vinte páginas do que, inicialmente, seria apenas um conto curto, mas virou um livro que Heller levou mais oito anos para concluir.
Este primeiro romance do autor foi aclamado pela crítica inglesa ao enfatizar, de modo irônico, o absurdo da guerra e as atrocidades cometidas nos campos de batalha. O livro inspirou o filme de guerra homônimo dirigido por Mike Nichols, uma peça de teatro apresentada no John Drew Theater de Nova York, a comédia M.A.S.H. de Robert Altman sobre a Guerra da Coreia e, mais recentemente, o 66º episódio da série televisiva Lost, intitulado Catch-22. Um clássico mais que atual nos dias belicosos de hoje.

✔ Crime & Castigo, de Fyodor Dostoyevsky 
Quando ele começou a escrever este clássico, no início da década de 1860, Dostoyevsky originalmente previu Crime & Castigo como uma novela intitulada "O Bêbado", no qual ele pretendia explorar as conseqüências do alcoolismo na vida familiar. Até que ele descobriu os escritos de um autor francês e assassino chamado Pierre François Lacenaire, que foi executado em Paris em 1836 pelo assassinato brutal de um jovem e sua mãe. 
Enquanto estava na prisão, Lacenaire tinha escrito ensaios e poemas, se reuniu com jornalistas e pesquisadores, deu entrevistas, discursos e conferências de imprensa, ofereceu-se para estudos psicológicos, e até mesmo para ter uma máscara com os moldes de seu rosto, tudo em uma busca de virar um ícone da Injustiça Social e garantir uma notoriedade que perpetuasse após a sua morte. Não é claro se Dostoievski já havia criado o personagem Raskolnikov quando conheceu Lacenaire, mas há uma série de fortes semelhanças entre o assassinato do agiota Alyona Ivanovna do livro, com os crimes que Lacenaire executou trinta anos antes.

✔ Frankenstein, de Mary Shelley 
No verão de 1816, Mary Godwin, seu amante Percy Bysshe Shelley, John William Polidori, e Claire Clairmont (meia-irmã de Mary) visitaram Lord Byron em Genebra, Suíça. A ideia era relaxar e aproveitar o leve verão suíço, mas infelizmente choveu muito durante aqueles dias. Incapaz de desfrutar do ar livre, o grupo decidiu ler histórias alemãs de fantasmas para se divertir. Foi essa leitura que inspirou Byron a propor que o grupo escrevesse suas próprias histórias sobrenaturais para ver quem se sairia melhor. 
Mary, teve um sonho sobre um cadáver que voltou à vida. Com base nesse sonho, ela escreveu Frankenstein. Com Percy encorajando a edição, ela concretizou a história ao longo do próximo ano e criou o que hoje é considerado uma obra-prima do horror gótico.
Embora muitos ainda se refiram incorretamente ao monstro como "Frankenstein", na realidade esse é o nome de seu criador, Victor Frankenstein. E a própria criatura, na verdade, não tem nome.
Dadas as analogias óbvias com 'Deus', uma teoria popular sobre o por que do criador ser chamado Victor, afirma que é uma alusão ao poema Paraíso Perdido de John Milton , onde Deus é o "vencedor". "Frankenstein"  também não é um nome aleatório. A tradução literal seria "Pedra dos francos", e há um famoso Castelo de Frankenstein, que, de acordo com Radu Florescu (um historiador romeno respeitado), Mary e Percy visitaram a caminho da Suíça.

✔ O Cão dos Baskerville, de Arthur Conan Doyle 
Em julho de 1900, Arthur Conan Doyle conheceu um jornalista Inglês chamado Bertram Fletcher Robinson a bordo de um navio de voltar para a Inglaterra. Rapidamente viraram bons amigos, no ano seguinte, Doyle concordou em visitar Robinson em sua casa em Devon, no sudoeste da Inglaterra, com a intenção de pedir a sua colaboração em seu novo romance. 
Robinson levou Doyle para Dartmoor, e lhe contou uma lenda antiga sobre um latifundiário local famoso chamado Richard Cabell, que aparentemente vendeu sua alma ao diabo. A lenda local afirmava que existia uma grande matilha de monstruosos cães negros descendentes de mouros para escoltar a sua alma no inferno. Embora Doyle não tenha criado o tal livro em parceria com Robinson, depois de colocar algumas ideias rapidamente no papel ele acabou criando uma história que evoluiu para um dos casos mais famosos de Sherlock Holmes, seu primeiro em oito anos.

✔ Mulherzinhas, de Louisa May Alcott 
As quatro irmãs personagens deste clássico foram todas baseadas na autora e suas três irmãs. Louisa seria a protagonista Jo; sua irmã mais velha Anna era Meg; a irmã mais nova de foi Amy; e sua irmã do meio Elizabeth, que morreu aos 23 anos de idade, era Beth. 
Nascida em 1832, na Pensilvânia, Estados Unidos da América do Norte, Louise May Alcott sonhava em ser atriz, mas tornou-se escritora. Inspirou-se nas próprias experiências para escrever suas histórias. Foi educada pelo pai, o filósofo e educador Amos Bronson Alcott, tendo a oportunidade de conviver com intelectuais do círculo do pai, como Thoureau e Emerson. Em Mulherzinhas (1868), a autora apresenta o retrato de uma família de classe média norte-americana do seu tempo, salientado os seus valores morais: civismo e amor à pátria, que chega ao sacrifício de seus filhos, dedicação extrema ao lar e ao próximo. Este romance obteve muito sucesso no cinema com o título Adoráveis Mulheres.

✔ Os 39 Degraus, de John Buchan 
John Buchan estava se recuperando de uma úlcera no estômago em uma casa de repouso em Ramsgate, na costa do extremo sudeste da Inglaterra, ele começou a trabalhar no que se referia como seu primeiro "choque". Em 1914, Buchan supostamente tirou o título do romance de uma escada de madeira que levava até a praia de Ramsgate. 
Embora existam vários relatos conflitantes: uma versão da história diz que a filha mais nova de Buchan descia as escadas de dois em dois, anunciando que havia "39 passos" para a praia, enquanto outro afirma que, como houve na verdade 78 passos, Buchan cortpou o número pela metade simplesmente para o título ficar mais curto, ou então mudou, porque ele tinha 39 anos na época.
O romance inspirou o filme homônimo de Alfred Hitchckok, a peça de Patrick Barlow e a peça radiofônica de Orson Welles, e é considerado um dos dez melhores livros de espionagem da história. 

✔ Três Homens e Uma Canoa Sem Esquecer o Cachorro, de Jerome K. Jerome
Em meados da década de 1880, Jerome K Jerome veio com a ideia de escrever um guia de viagem direto para o Rio Tamisa, incluindo descrições de vários locais históricos ao longo de seu curso. No entanto, quando ele começou a compilá-lo, o guia de Jerônimo tornou-se cada vez mais cheio de anedotas divertidas e diálogos espirituosos, lembrando de passeios de barco que tinha tomado ao longo do rio de Londres para Oxford com dois de seus amigos, George Wingrave e Carl Henschel. Juntos, os três homens se tornaram os Três homens em um barco.
O calor do sol luminoso da mocidade nos aquece e nos enleva durante a irresistível leitura deste livro. O espírito irrequieto e engraçadíssimo do autor, essa alegria, essa força, essa doação generosa de vitalidade nos falam direto ao coração, nos enternecem profundamente, nos enchem de saudade, nos aproximam carinhosamente desses três rapazes cuja canoa vai subindo o rio Tâmisa e não há como resistir, nós subimos o rio Tâmisa junto com eles.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

5 Novos Autores que arriscaram no gênero 'Jovem Adulto'

O gênero considerado 'Jovem Adulto' estourou na cena literária, depois de um longo tempo esquecida em uma zona morta, finalmente as editoras começam a guinar um bom mercado destinado para essa faixa de idade (entre 18 e 25 anos). E se levarmos em conta as crescentes publicações independentes, podemos ver que o estilo vem trilhando longos caminhos nas duas esferas.
Particularmente, eu nunca entendi porque esse período da vida foi negligenciado pela literatura, afinal, alguns dos acontecimentos mais significativos da minha vida ocorreram nessa idade, praticamente tudo que formaria o meu caráter dali por diante. E garanto que muitas pessoas concordariam comigo nesse sentido. Graças a popularização desse 'novo gênero', agora podemos conhecer histórias onde o protagonista tem apenas vinte e poucos anos de idade, cheio de inseguranças e passando por momentos delicados da sua formação como pessoa.
É bem verdade que todos ainda estamos sendo apresentados a essa nova possibilidade, e pouco se sabe sobre o futuro dos livros para Jovens Adultos. Mas, de acordo com o mercado atual, já podemos apontar alguns bons autores que arriscaram nesse tipo de narrativa, tiveram coragem suficiente para ousar em sua escrita e já são considerados alguns dos pioneiros dentro do estilo:

✔ Perdendo-me, de Cora Carmack
Virgindade. Bliss Edwards vai se formar na faculdade e ainda tem a sua. Chateada por ser a única virgem da turma, ela decide que o único jeito de lidar com o problema é perdê-lo da maneira mais rápida e simples possível: com uma noite de sexo casual. Tudo se complica quando, usando a mais esfarrapada das desculpas, ela abandona um cara charmosíssimo em sua própria cama. Como se isso não fosse suficientemente embaraçoso, Bliss chega à faculdade para a primeira aula do último semestre e descobre que o homem que chutou para fora da cama será seu novo professor da faculdade
Este livro vai te fazer soltar altas gargalhadas diversas vezes. Uma história de amor comovente, romântica e muito engraçada.

✔ Belo Desastre, de  Jamie McGuire
A nova Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade. Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa - e deseja - evitar. 
Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento de Travis pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura.

Dublin Street: Perseguida Pelo Passado, de  Samantha Young 
Jocelyn butler esconde seu passado há anos. Mas todos os segredos estão prestes a ser revelados...
Traumatizada pelo seu trágico passado, a americana Joss muda-se para a Escócia, na romântica Edimburgo, onde espera começar uma nova vida. Durante quatro anos tenta negar memórias dolorosas, refugiando-se na escrita, no sonho de um dia, finalmente, pôr os seus fantasmas no papel. Mas de repente tudo muda... Quando vai morar em um luxuoso apartamento na Dublin Street, conhece o desconcertante Branden, um carismático milionário que exerce sobre ela um irresistível fascínio. Joss se vê numa encruzilhada. Sabe que a atração entre ambos é imediata, avassaladora.
Mas os demônios do seu passado a impedem de se entregar ao sensual escocês. É então que ele lhe propõe um estranho acordo, que lhes permitirá explorar a atração entre eles sem se envolverem emocionalmente.
Joss aceita. E no início acredita, inocentemente, que o acordo vai dar certo. Mas Branden quer mais, muito mais, quer tudo. Quer desvendar todos os seus segredos e está disposto a mudar o que for preciso para tê-la por inteiro.

Entre o Agora e o Nunca, de J.A. Redmerski
Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino. Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho. Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. 
Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois. Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos. Narrado em capítulos que alternam as vozes de Andrew e Camryn, Entre o agora e o nunca é uma história de amor e sexo, na qual os personagens testam seus limites, exploram seus desejos e buscam o caminho que os levará à felicidade.

✔ O Futuro de Nós Dois, de Jay Asher e Carolyn Mackler
É 1996, e menos da metade dos alunos das escolas de ensino médio nos Estados Unidos já tinham usado a internet. Emma acaba de ganhar o primeiro computador e um CD-ROM da America Online de Josh, seu melhor amigo. E ao instalar o programa, logo no primeiro acesso, descobrem que acabam de entrar no FACEBOOK, dali a quinze anos. Todos se perguntam como será o futuro. Josh e Emma estão prestes a descobrir...
Adorável. Ao mesmo tempo uma comédia romântica e um sutil lembrete de que às vezes devemos nos desconectar para viver o momento. 
O primeiro romance de Jay Asher, Thirteen reasons why, é um best seller do New York Times traduzido para mais de 30 países e com milhões de exemplares vendidos nos Estados Unidos. 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

A Maldição do Cinema - Gremlins 1 e 2

Gremlins (Gremlins)
Diretor: Joe Dante
Roteiro: Chris Columbus
Ano: 1984
País: EUA
Atores: Zach Galligan, Phoebe Cates, Hoyt Axton, Corey Feldman, Dick Miller

Escrever sobre Gremlins é retornar um longo caminho percorrido. É como naquela cena da animação O Estranho Mundo de Jack em que o Rei Abóbora chega num bosque onde, em cada árvore, existe uma porta que o levará a um mundo temático. Ele escolheu a porta do natal. Eu, a do terror.
Desde o dia em que descobri tal universo, jamais dele me afastei. Mesmo após as inúmeras noites mal dormidas e dias olhando para trás, por ainda carregar a sensação que determinada obra em mim injetou. E engana-se quem acha que, após mais de vinte e cinco anos e um livro publicado sobre o gênero, nada mais me atinge. Pelo contrário, boas obras são sempre como uma primeira vez. O susto permanece intacto.

A porta que chamou a atenção do Jack tinha o formato de uma árvore de natal. A minha, de um Mogwai. Ou Gizmo, pois a maioria o conhece pelo nome. Ao assisti-lo, ainda com quatro anos de idade, me apaixonei pelo cinema e pelo gênero, devorando quantos filmes pude, dia após dia. A sensação permanece fresca na memória. Na cama dos meus pais, encantei-me com aquelas criaturas engraçadas e mortais. Nos momentos finais, já não aguentando mais, fiquei pulando como um louco, sem tirar os olhos da TV. Ao término, pedi para assistir novamente. Um hábito que mantive por toda a infância e adolescência: Assistir determinado filme (99% das vezes, terror) duas vezes seguidas.
Nenhum outro gênero exerceu em mim tamanho fascínio quanto este. Sua estética, ações, a ironia assassina, os estereótipos, a trilha tensa, elementos que permanecem me assustando nos dias atuais enquanto outros, não mais, devido ao tempo e maturidade adquiridos. Logo, ganhei dos meus pais, ainda criança, a assinatura da extinta Revista Set e a possibilidade de alugar seis filmes a cada quinze dias. Sempre o terror em meio aos demais. Aos cinco anos, alugava desenhos do Pernalonga, Super Xuxa Contra o Baixo Astral junto com A Noite dos Mortos Vivos, Drácula, O Expresso do Horror e muitos outros. Meus pais jamais foram contra. Nunca quis matar ninguém por isso.
Ao assistir Brinquedo Assassino, meus pais perceberam que fiquei paralisado e foram dormir comigo. Poltergeist me assombrou por anos.A Casa dos Maus Espíritos quase me levou ao surto, acho que fiquei algumas horas sentado no sofá após o término. Vozes, cenas de mostro no meio da floresta. Tudo me assustava e me fascinava. A Morte do Demônio me fez rir anos a fio e assim foi. Desde aquela tarde com Gremlins, iniciei um caminho que jamais enfraqueceu. A paixão pelo gênero e o acompanhando como bem podia. Selamos uma amizade eterna. E nunca matei ninguém (Não que não quisesse... mas deixa isso pra lá, #risadasdemoníacas)
     
Lançado em 1984, Gremlins aborda o terror de forma astuta, nos colocando diante de uma questão séria tão bem trabalhada que facilmente passa despercebida. Transbordando de humor negro, o filme segue na contracorrente do politicamente correto, o que é bastante curioso para um trabalho que se enquadra como “um filme para toda a família”.
O fracassado inventor Randall Peltzer, ao término de sua viagem, passando por Chinatown, descobre uma loja no subsolo devido à insistência de um garoto. Em meio aos inúmeros artefatos e um senhor de aparência milenar, encanta-se com o desconhecido animal dentro da loja. Um presente perfeito e original para seu filho na noite de natal. Mesmo oferecendo uma quantia generosa, o senhor não o vende, para desespero do garoto, que pede a Randall que o espere lá fora. Minutos depois lá está ele com uma caixa em mãos e, em seu interior, o tão desejado animalzinho.
Chegando em casa, por tratar-se de um ser vivo, não pode esperar até a noite de natal para entrega-lo à seu filho. E enquanto todos se deparam com aquela fofa e desconhecida criatura, três regras que jamais devem ser esquecidas:
- Nunca alimenta-lo após a meia-noite.
- Nunca molha-lo.
- Jamais expô-lo à luz forte. Principalmente à do sol, pois pode mata-lo.
Os dias vão passando e Billy e Gizmo, assim nomeado, iniciam uma bela amizade. Mas pouco a pouco as regras vão sendo deixadas de lado, por isso dá-se início a um mortal pandemônio.
Gremlins nos coloca num lugar tanto quanto delicado, pois nos divertimos e muito com as mortes decorrentes no filme. Tais criaturas dilaceram todos que encontram pela frente enquanto nós, público, aplaudimos. A crueldade das criaturas não é camuflada, eles matam por que é legal e ponto final, sem se transformar num bando de idiotas ou algo que “suavize” o ato. E nessa trajetória o terror mantém-se em evidência sem suavizações, conseguindo com que o espectador tenha duas sensações distintas ao mesmo tempo. O choque pela morte e uma diversão enorme pela mesma. Quantos bons filmes você já assistiu em que, durante as mortes, se divertisse como se fosse algo bom? Pode-se dizer que através de Gremlins apresentamos nosso lado sombrio e sádico. E o mais curioso é que isso acontece num filme em que a família que se reúne apenas para se divertir. Todos reunidos, se divertindo com uma série de mortes. Por isso, não é apenas um excelente filme sobre criaturas, como também tem um lugar especial dentro do gênero.
Os monstrinhos abusam do sarcasmo ao matar quem deles se aproxima, ou até mesmo entre eles, quando irritam uns aos outros. Não existe uma lógica nestas criaturas que não seja se divertir e ultrapassar qualquer limite do bom senso. E claro, matar é o ato principal dessa diversão. Com suas mentes perversas e fugazes, assimilam com facilidade o que acontece ao redor e nunca se esquecem de nada.
Gremlins é um filme que, nas entrelinhas, destrói a essência do natal por apresentar algo totalmente inesperado numa época onde só se fala de amor, paz, fraternidade e etc, chegando como uma bomba camuflada. E apesar de não ser o protagonista, é curiosos perceber o quanto ele é ridicularizado no decorrer do filme. O primeiro grande ataque envolve um símbolo clássico da data. Mais à frente outro símbolo é atacado e um “momento revelação” (o maior trauma de uma pessoa) também o tem como tema principal. A obra o trata como uma grande ironia, desconstruindo sua mágica de forma sutil e astuta. Aproveitando o tema, por que não citar outro que, décadas depois, chega com força total quanto à destruição do natal, o inesquecível Rare Exports.

A construção da história segue num crescendo que só termina quando literalmente chega ao fim. Assim como a apresentação de cada personagem. Desde o início tudo é muito claro, como um jogo de xadrez onde cada componente tem sua função específica, o que não significa que alguns deles não tenham cartas nas mangas. E o que poderia ser chato e óbvio toma outro rumo através das estranhas criaturas.
Um dos momentos ápice é a cena do bar, onde os Gremlins escrotizam nossos hábitos, muitos tão glamourizados em inúmeras obras do cinema. O grupo de amigos no bar, o momento dança/empolgação, o jazz solitário munido de cigarro e whisky. E enquanto nos ironizam, se ironizam dentro de um círculo vicioso e mortalmente imprevisível.
A trilha sonora de Jerry Goldsmith é imperdível, assim como a música tema (tanto quanto conhecida). O trabalho de Jerry e sua inserção no filme é nitidamente bem pensada. Da mesma forma que os efeitos sonoros, bastante sutis, em diversos momentos, como o piar de passarinhos após bater fortemente a cabeça e parecidos, na ideia de manter o espectador cada vez mais dentro da história, utilizando-se de sonoridades que se encontram no imaginário popular.
A produção é de Steven Spielberg, facilmente reconhecida por sua marca emotiva e familiar. E se ele tanto tem interesse em apresentar os sentimentos que nos compõe em suas obras, cedo ou tarde chegaria a vez do terror. E quando as coisas têm de acontecer, acontecem. Mesmo no natal.
Interessante pensar que a ausência de tecnologia parece ter sido de grande valia para inúmeras obras, no que tange criação de boas histórias e roteiros. Numa época em que “tudo” é possível de ser criado, nunca se viu tanta idiotice dentro do gênero.
Após Gremlins, houve uma pequena febre de criaturas assassinas, como Criaturas, Hobgoblins, Munchies e outros. Mas nenhum deles seguiu na mesma linha de genialidade, sendo rapidamente esquecidos (Exceto Criaturas).
Para os admiradores de uma ironia cruel e sem arrependimentos, Gremlins é o filme perfeito.
Em 2014 Gremlins completou 30 anos. E é muito mais interessante e significativo do que muita coisa que vem sendo lançada atualmente.

Dificilmente teremos criaturas similares a esta. E admita, nunca foi tão divertido ver alguém ser morto. Reúna seus familiares e assistam juntos. Afinal, Afinal, Gremlins é uma obra que facilmente se encaixa no “subgênero” “filme família”.

Curiosidades:
✔Gremlins custou à Warner 11 milhões de dólares, e arrecadou mais de 160.
✔Todas as criaturas do filme são bonecos. Foram usados marionetes, bonecos, fantoches e animações em stop-motion.
✔O primeiro filme, após muitos anos, a usar a logomarca da Warner Bros.
✔O set de Kingston Falls é o mesmo usado em De Volta Para o Futuro (1985). Ambos foram filmados na Universal Studios.
✔Durante uma filmagem noturna, alguns problemas com os bonecos foram tão sérios que todo o elenco dormiu enquanto esperava.
✔Após assistir seus curtas, Spielberg considerou Tim Burton como possível diretor do filme. Mas logo desistiu por que, naquela época, Tim Burton nunca havia dirigido um longa.
✔O cinema que vai pelos ares esteve envolvido noutro acidente, quando Marty, em De Volta Para o Futuro (1985), arrebenta a porta de entrada no final do filme. O cinema então foi abaixo com todo o resto devido ao fogo após as filmagens de De Volta para o Futuro 2 (1989).
✔A máquina do tempo de A Máquina do Tempo (1960) está logo atrás de Rand Peltzer quando, na convenção dos inventores, liga para sua esposa. No momento seguinte a máquina desaparece. Na convenção encontram-se Steven Spielberg, Jerry Goldsmith e Robby the Robot.
✔Zach Galligan revelou numa entrevista que cada boneco do Gremlin custou aproximadamente, 40,000 dólares. Então, no quarto dia de filmagem, quando todos deixaram o set, os seguranças os revistaram por completo em seus carros para ter certeza de que eles não estavam roubando.
✔Judd Nelson e Emilio Estevez foram atores cogitados para o papel de Billy.
Em cantonês, mogwai significa demônio ou gremlin. Sua pronúncia em Mandarim é mogui.
✔A cena na loja de departamentos onde Stripe ataca Billy com uma motoserra não estava no roteiro. Foi adicionada por Joe Dante e Zach Galligan como uma homenagem ao Massacre da Serra Elétrica (1974).
✔As vozes dos Gremlins foram feitas por Michael Winslow. De acordo com a história, Gizmo era capaz de cantar e entonar. Jerry Goldsmith compôs a canção, mas Howie Mandel nunca havia cantado. Uma garota, membro da congregação de Jerry foi contratada para cantar a canção, embora nunca tivesse trabalhado num filme.
✔A fotografia de Rockin’ Ricky Rialto é uma foto de Don Steele.
✔Mr. Hanson, o professor, originalmente morria com várias injeções em seu rosto. Mas a pedidos de Spielberg, a cena foi refilmada com apenas uma única agulhada em seu traseiro.
✔Pelo menos um dos gritos de Phoebe Cates na taverna do Dorry é real. Uma barata enorme rastejou frente a ela durante uma das tomadas. 
✔Jon Pertwee e Mako foram cogitados para o papel de Mr. Wing.
✔Kenneth Toobey e Belinda Balaski aparecem em Gremlins 2, ambos em diferentes papéis.
✔Quando Billy chama Pete ao seu quarto para que conheça o Mogwai,pode-se ver um cartaz de Twilight Zone: O Filme. Joe Dante dirigiu um dos episódios para aquele filme um ano antes.
✔A banda de rock alternativo chama-se Mogwai por causa do filme.
✔Billy diz que comprou uma revista do Doutor Fantástico. Doutor Fantástico é o apelido do executivo de produção Frank Marshall.
✔Este foi o segundo filme envolvendo Joe Dante e Michael Finnell com Steven Spielberg. O primeiro foi No Limite da Realidade (1983)
✔Chris Columbus, que escreveu e dirigiu Esqueceram de Mim 1 e 2, nos três filmes do diretos  parece um trecho de A Felicidade Não se Compra (1946)

Gremlins tem várias coisas em comum com o filme A Felicidade Não Se Compra (1946). Ambas as cidades têm o mesmo segundo nome, Kingston Falls e Bedford Falls, passa-se no natal, um banco envolvido na história, personagens com os nomes Billy, a arte visual, George e Billy vivem com seus pais e tem um cão. As duas histórias sobre a segunda guerra mundial. Ambas tem uma moradora terrível que tenta tomar conta de tudo: Mrs Deagle e Mrs Potter, os Baileys correm com um negócio de família enquanto Pete Fountaine vende árvores de natal para seu pai, a porta do carro de George e o fusca de Bill são “temperamentais” , Mr Deagle inferniza os Peltzers enquanto Potter, os Bailleys. Os repórteres que tentam tirar uma foto de George e a mãe de Billy a do Gizmo, tanto Potter quanto Deagle têm um bar, Martini’s e Dorry. Ambos têm piscina e pessoas/gremlins caem nela. Xerifes em ambos. Cinemas em ambas as cidades e uma rua principal. George e Billy recebem ligações pessoais no banco. Neve. Enfeites de natal. A janela quebrada no clube e George e Mary quebrando a janela da casa Granville. Mrs Deagle usa uma cadeira para subir as escadas enquanto Potter é paraplégica. George sente-se preso no bar Bedford Falls enquanto Kate no Dorry. O Dorry cheio de Gremlins e o Bedford de clientes, caixa registradoras em  ambos os filmes, o ataque de um Gremlin ocorre após ele tomar o lugar de uma árvore de natal enquanto no meio de A Felicidade é na árvore. Repórteres em ambos.

Premiações:
Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, USA – 1985 – Melhor direto, atriz coadjuvante, Trilha Sonora, efeitos especiais, ator coadjuvante, melhor perfomance de um ator jovem, melhor roteiro, melhor maquiagem.
Golden Screen, Alemanha - 1985

E qual o pensamento que tirei sobre?
Perfeição.

Você confere o trailer aqui:

Gremlins 2 – A Nova Turma
Diretor: Joe Dante
Roteiro: Chris Columbus (Personagens), Charles S. Haas
Ano: 1990
País: EUA
Atores: Zach Galligan, Phoebe Cates, John Glover,Dick Miller

Anos após o acontecido, o velho japonês morre, sua loja é demolida e Gizmo foge, quando é capturado por um cientista que trabalha no prédio mais tecnológico de Nova York, lugar onde Billy trabalha como desenhista. Tudo parece estar calmo até o momento em que ele escuta um carteiro assobiando a melodia sempre cantada por Gizmo. Ao saber que a ouviu no laboratório, vai até lá e depara-se com seu pequeno amigo. Mas é claro que as coisas não saem como esperado e os Gremlins voltam.
Nessa continuação de 1990, o foco é a ironia dessas mortais criaturas elevada a outros patamares. As mortes acontecem, mas pouquíssimas são mostradas. Sempre pela sugestão, nunca na evidência. Infelizmente não se trata de um filme inesquecível, ou sequer excelente. Assista se tiver curiosidade ou por ser fã dos monstrinhos. Ele cumpre a função de entreter, e só.
Agora, uma curiosidade para quem o assistiu em VHS. A fita vinha editada. Num dado momento do filme em que os Gremlins zoam como se estivessem dentro da aparelhagem, na VHS não vinha a cena que só fazia sentido se assistida dentro do cinema. Um corte consciente pois em casa perderia todo o sentido. Mas para um filme zoneado como este, até que não faria tanta diferença.
Existem planos para uma terceira sequência, mas devido ao avanço da tecnologia, eles não sabem o que fazer com as criaturas, já que agora tudo é possível. Espero que não façam nada, nunca.
Gremlins:
Um gremlin é uma criatura mitológica de natureza malévola popular na tradição saxã. O nome gremlin provém do inglês antigo grëmian, que significa “irritar” ou “incomodar”. Também está relacionado com grim, “sinistro”, e no termo alemão, grämen, “confusão”. Os gremlins são populares como criaturas capazes de sabotar qualquer tipo de equipamento. A popularidade dos gremlins veio de uma história contada entre os pilotos da RAF (Força Aérea Real Britânica) a serviço no Oriente Médio durante a Segunda Guerra Mundial. Esses seres seriam uma forma de explicar os frequentes acidentes que aconteciam durante os voos, as estranhas quedas que ocorriam na ausência de ataques inimigos. (Fonte: Wikipedia)
E qual o pensamento que tirei sobre?

Se alguém regravar este filme, ou fizer uma terceira sequência, merece a morte. Quando aprenderão que certas obras são insubstituíveis? Odeio regravações. Devemos respeitar as limitações técnicas da época. Afinal, quando a história é boa, elas nos pega para si, mesmo através de bonecos e linhas pretas de náilon quase invisíveis na tela.

Você confere o trailer aqui: