domingo, 24 de maio de 2015

Os Filhos de Odin (Padraic Colum)

Com a popularização recente dos filmes da Marvel, muito da mitologia nórdica que envolve as origens do personagem Thor ganhou um ponto de acesso para reclamar seu espaço dentro da cultura pop. Os salões de Asgard e as figuras emblemáticas que compõe o seu panteão, passaram a fazer parte do vocabulário geek atual e conquistaram milhares de seguidores e curiosos em conhecer um pouco mais desse universo mágico onde vivem os Deuses. E embora os quadrinhos tentem manter um mínimo de fidelidade possível com a lenda original enquanto traça paralelos com os seu próprio universo fantástico, infelizmente a maior parte desta história é diluída por entre as dezenas de edições que precisam estar mensalmente nas bancas.
Graças a um lançamento oportuno, agora já temos acesso a melhor transcrição já feita sobre a legítima cronologia desses Deuses incríveis. O livro 'Os Filhos de Odin' ( Única Editora, 220 páginas) é uma obra do poeta e dramaturgo irlandês Padraic Colum, que pode ser considerada a 'bíblia' da mitologia nórdica, por assim dizer.

Para esta leitura, é necessário abster-se de todo o conhecimento superficial que aprendemos equivocadamente através dos quadrinhos da Marvel, e ter em mente que estamos adentrando nas raízes desse apólogo, e não em uma adaptação alegórica, e a personalidade de personagens chaves como Thor, pode ser bem menos heroica do que se espera da sua versão das HQs.
A obra é divididas em quatro atos, que por sua vez são divididos em pequenos contos, que de uma forma simbiótica acabam se conectando entre si no desenrolar da narrativa. Como o próprio título sugere, o foco destas histórias são em maioria voltadas para as aventuras do guerreiro Thor, e nas perigosas artimanhas de seu irmão Loki, mas trata-se principalmente da cruzada de Odin em salvar Asgard antes da chegada do temido Ragnarok, o Crepúsculo dos Deuses. E, contrariando o que é apresentado nos quadrinhos, aqui é o pai Odin que cruza a ponte arco-íris e parte até Midgar, o mundo dos homens, enquanto seu filho Thor fica para proteger Asgard de ameaças mágicas e da dubiedade do seu próprio irmão.
Apesar dessa trama central, o formato dividido em contos facilita para que conhecemos outras figuras fundamentais dessa mitologia, como Sif, Baldur, Freya e outros.

É claro que, como qualquer outra história mitológica, muitas vezes é necessário que o leitor mantenha a sua suspensão de crença para aceitar certos eventos 'improváveis' de uma lenda desse tipo, mas por fim, o livro é sem dúvida uma fonte de consulta indispensável na estante dos fãs dos quadrinhos e interessados pela cultura nórdica, onde poderão descobrir até mesmo como o poderoso Odin acabou perdendo parcialmente a sua visão. Uma leitura que merece ser consumida antes do próximo filme solo do Thor.

Para conhecer o final desta história, clique agora no banner abaixo da nossa parceira Submarino e compre o seu exemplar. Depois volte aqui e conte a sua própria experiência com o livro em nossos comentários.

sábado, 23 de maio de 2015

Doenças com nomes inspirados em personagens da literatura

Sabemos que a literatura inspirou inúmeras vertentes da nossa sociedade, seja nomeando grandes bandas de rock, constantemente adicionando novas palavras em nosso já vasto vocabulário, e, as vezes, até mesmo sendo capaz de prever o futuro com uma precisão assustadora. Mas dá pra imaginar que ela também se faz presente em meio a chagas, transtornos e doenças?

De fato, é bem provável que, fora das aventuras das páginas de um livro, muitos personagens literários fossem parar direto no divã de um psicólogo para tratar seus conflitos, nuances e contradições. No mundo real, esse conjunto de sintomas, seja físico ou psicológico, podem configurar uma síndrome, que não chega a ser necessariamente uma doença, mas são transtornos reconhecidos pela patologia médica que podem infernizar a vida do seu portador. E se olharmos o caso com mais detalhe, não por acaso veremos que muitos desses diagnósticos são definidos por nomes inspirados em conhecidos personagens da literatura.
Síndrome de Pollyanna
A personagem Pollyanna em questão é a jovem protagonista de um romance de Eleanor H. Porter. Órfã, mas contagiada por um incrível otimismo, ela sempre procurava enxergar o lado bom de qualquer situação, por pior que fosse.
Já a enfermidade que leva o seu nome consiste em um otimismo doentio, que leva o portador a arriscar a sua própria vida na crença cega de que 'nada pode dar errado'.
Há também o 'Princípio de Pollyanna', que define pessoas que só conseguem guardar lembranças positivas de seu passado, apagando involuntariamente todas as experiencias negativas da memória.

Síndrome de Peter Pan
Peter Pan é o protagonista da peça teatral "Peter Pan, o menino que não iria crescer" escrito por James Matthew Barrie , sobre um menino que vive venturas fantásticas na Terra do Nunca, e nunca chega à puberdade.
Talvez seja o mais conhecido dos transtornos, justamente por ser considerado um grande mal da vida moderna, e é caracterizado principalmente pela imaturidade do portador. Embora o termo tenha sido aceito pela psicologia popular, oficialmente a síndrome não corresponde a qualquer doença ou distúrbio.

Síndrome de Dorian Gray
O protagonista do romance de Oscar Wilde, 'O Retrato de Dorian Gray',vende sua alma ao diabo em troca da juventude eterna.
A síndrome não é exatamente aceita como uma condição médica, mas a descrição da condição aflige àqueles que também não lidam bem com a ideia do envelhecimento. Algumas das soluções mais procuradas pelos afligidos são as cirurgias plásticas e drogas milagrosas que prometem esconder a passagem dos anos.

Síndrome de Alice 
A protagonista de 'Alice no país das maravilhas' por Lewis Carroll, mudou o seu tamanho após ter bebido a poção "Beba-me" e comer o bolo "Coma-me".
Aqueles que sofrem desta síndrome neurológica costumam ver as coisas (e até mesmo suas próprias partes do corpo) maior ou menor do que realmente são, e não há nenhuma poção ou bolo que a faça retornar ao seu tamanho original. Normalmente, a síndrome é resultado de grandes enxaquecas, tumores cerebrais ou abuso de drogas.

Síndrome de Rapunzel
A personagem Rapunzel é a protagonista de um conto de fadas dos Irmãos Grimm, famosa por suas longas tranças que permitiam seu amado a subir na torre em que vivia trancada.
Fique tranquila, a síndrome não é sobre ter adoráveis tranças. É um problema que diz respeito somente aqueles com tricofagia (mania de comer o próprio cabelo) que eventualmente forma uma bola de pelos no intestino, levando a todos os tipos de problemas cirúrgicos, inclusive a morte.

Síndrome de Pickwick
Joe Pickwick é uma criança gorda e narcoléptica citada no primeiro romance de Charles Dickens, "O Diário Póstumo do Clube Pickwick".
Oficialmente conhecida como Síndrome da Obesidade-Hipoventilação, é uma condição que aflige pessoas obesas com a respiração fraca, resultando em sonolência e dores de cabeça.

Síndrome de Otelo
O protagonista de "Othello" por William Shakespeare, mata sua esposa porque acha (erroneamente) que ela está sendo infiel.
Também conhecida como 'ciúme delirante', define o sofrimento daqueles que são obcecados com a fidelidade de seu parceiro(a), apesar de todas as evidências provarem o contrário. Muitas vezes associada ao alcoolismo, distúrbios neurológicos, doenças mentais, pensamentos suicidas e, frequentemente, homicidas.

Síndrome de Munchausen
O protagonista de "As Surpreendente Aventuras do Barão Munchausen" (Rudolf Erich Raspe) é inspirado por uma pessoa real, um oficial de cavalaria alemão famoso pela sua inventividade.
Pessoas com essa síndrome, embora saudáveis,  sempre tentam convencer os outros de que possuem alguma enfermidade. Ao contrário dos hipocondríacos, eles realmente sabem que não estão doentes, mas fazem esta cena apenas para chamar a atenção.

Síndrome de Cinderela
A protagonista deste conto de fadas tradicional (popularizado pelos Irmãos Grimm) vive com uma madrasta e suas filhas que tornam a sua vida um inferno.
As crianças que sofrem desta síndrome costumam contar histórias exageradas sobre como seus pais ou padrastos os maltratam. Há também o Complexo de Cinderela, que consiste no medo de independência e o desejo de ser conduzido por outras pessoas.

Síndrome de Huckleberry Finn
O protagonista de "As Aventuras de Huckleberry Finn", de Mark Twain, é um cara inteligente, que, depois de ter sido educado por um pai bêbado, tem dificuldade em se encaixar na sociedade.
As pessoas que portam esta síndrome são incapazes de tomar decisões e assumir qualquer responsabilidade pelos seus atos. Normalmente, o transtorno é ligado a alguma rejeição dos pais na infância.

E aí, conhece alguém diagnosticado com alguma dessas síndromes? Ou será você que possui uma delas e nunca percebeu?

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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Pontos fracos óbvios dos heróis que os vilões nunca exploraram

Os quadrinhos sempre nos levam a imaginar a fraqueza de um super-herói como algo sofisticado ou extremamente complicado. Apenas coisas bem especificas como um fragmento radioativo de seu antigo planeta natal, uma memória tortuosa reprimida, a família ou determinada pessoa amada, podem realmente atingir a força e coragem de um herói, e é por isso que eles sempre vencem.
Mas se analisarmos com mais cuidado, a verdade é que a maioria dos super-heróis possuem alguns pontos fracos bem óbvios que, por alguma desconhecida razão ética, os vilões nunca pensaram em atacar antes.

✔  A Capa Atrapalhada
Não precisa ser um gênio para deduzir que as capas não são os melhores acessórios para se usar durante um combate. Elas podem formar laços inconvenientes, tendem a ficar presas nas coisas ao redor, e geralmente impedem os movimentos em uma luta. Mas os vilões raramente usam um túnel de vento ou ganchos para aproveitar este recurso inútil. Uma exceção seria a triste morte de Dollar Bill em Watchmen, que teve a capa presa pela porta giratória de um banco ao tentar evitar um assalto e acabou levando um tiro dos bandidos antes que possa soltá-la. Considerando a quantidade de heróis que patrulham por aí com suas capas esvoaçantes, não dá pra entender porque os grandes vilões não seguem o exemplo desse simples assaltante.

✔  O Rosto Desprotegido
Muitos heróis protegem cuidadosamente seus corpos inteiros dentro de uma armadura, mas são negligentes em cobrir apenas metade de seus rostos. Além de facilitar a dedução de suas identidades secretas, essa falha proporciona aos inimigos um alvo fácil para acertar e ocupar o herói com vários tratamentos dentários para reparar os danos. No entanto, para cada beijo que a mulher gato acerta na boca do Batman, há centenas de outros vilões que preferem esvaziar pentes de munição na placa blindada de seu peitoral.

✔  A Falta de Visão Periférica
Máscaras e Capacetes também costumam limitar a visão periférica de seu portador. Heróis mascarados, e sem super poderes, não deveriam ser capaz de avistar ataques que surjam pelas suas laterais. Assim como um capuz de couro enrijecido não deve ajudar na audição de caras como o Demolidor. Tudo que o vilão teria que fazer é esgueirar-se na surdina pelo lado do herói enquanto ele está encima do telhado de um prédio vigiando a cidade abaixo.
✔  Sobrecarregar seus super-sentidos
Como O Homem de Aço nos mostrou, é necessário muita concentração para o Superman lidar com todos os estímulos sensoriais que recebe. E o cérebro humano, em geral, é treinado para bloquear a maior parte das informações que recebe, de acordo com Suveen Mathaudhu, um professor assistente no departamento de engenharia mecânica da Universidade da Califórnia. Então, você poderia simplesmente sobrecarregar um herói que tem super-sentidos com uma série de "granadas de luz e som" e o herói ficaria completamente desorientado.

✔  Lutar em Espaço Aberto
Muito do que o Homem-Aranha e outros heróis ágeis são capazes de fazer, depende demais da disponibilidade da arquitetura ao seu redor. Então, se você pretende lutar com um herói que costuma se balançar em edifícios, o melhor plano seria atraí-lo para um local de espaço aberto, sem edifícios, árvores e obstáculos que possam ser colocados entre vocês. Esta seria uma forma estratégica de reduzir a vantagem tática do herói, embora ele ainda mantivesse a sua agilidade, resistência e força relativa, sem nenhum lugar para se esconder, sua mobilidade se reduziria drasticamente.

✔  Atrito contra Super-Velocidade
Mercúrio e outros super-heróis podem correr e mover-se incrivelmente rápidos, e eles só são capazes de fazer tal feito por causa do atrito com o solo. Alguns vilões, como o Capitão Frio, usam o gelo e outros materiais para reduzir este atrito, o que torna impossível correr tão rápido. Mas quando um herói corre sobre uma superfície de grande atrito em alta velocidade, ele forma uma grande corrente elétrica, o que por sua vez gera um grande campo magnético. O velocista iria arrastar qualquer objeto de metal atrás dele, e quando parasse de correr tudo isso bateria em suas costas nocauteando o herói.

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Conheça a real inspiração por trás de alguns personagens das HQs

quinta-feira, 21 de maio de 2015

5 Livros que todo Aspirante a Escritor deveria ler

Quando surge aquele ímpeto desejo interno de escrever um livro, sem dúvida a melhor forma de gastar o tempo ocioso entre a construção de um capítulo e outro, é ler um livro sobre o processo criativo. São obras que contam os segredos de uma boa narração e nos dão os truques infalíveis para desenvolver uma excelente história. Livros que olhamos meio desconfiados, mas não resistimos em fazer uma busca serena pelas suas páginas atrás de algumas boas dicas de como ser um escritor cada vez melhor.
Pensando nisso, reunimos aqui 5 livros sobre a escrita literária que são considerados indispensáveis para qualquer aspirante a escritor.

✔ O Zen e a Arte da Escrita, de Ray Bradbury
- Editora Leya
Neste livro exuberante, o incomparável Ray Bradbury compartilha sua sabedoria, experiência e estímulo de uma vida de escritor. Aqui estão dicas sobre a arte da escrita dadas por um mestre do ofício. 
Um livro que reúne tudo, desde encontrar ideias originais até desenvolver a própria voz e o estilo, bem como leituras, impressões da infância e os bastidores da notável carreira de Bradbury como um autor fecundo de romances, contos, poemas, roteiros de filmes e peças de teatro. O Zen e a Arte da Escrita é mais do que um simples manual para o aspirante a escritor, é uma celebração do ato da escrita que vai encantar, exaltar e inspirar o escritor que existe em você.

✔ Sobre a Escrita: A Arte em Memórias, de Stephen King
- Editora Suma de Letras
Eleito pela Time Magazine um dos 100 melhores livros de não ficção de todos os tempos e vencedor dos prêmios Bram stoker e Locus na categoria Melhor Não Ficção, Sobre a Escrita: A arte em Memórias é uma obra extraordinária de um dos autores mais bem-sucedidos de todos os tempos, uma verdadeira aula sobre a arte das letras. 
O livro também não deixa de lado as memórias e experiências do mestre do terror: desde a infância até o batalhado início da carreira literária, o alcoolismo, o acidente quase fatal em 1999 e como a vontade de escrever e de viver ajudou em sua recuperação. 
Com uma visão prática e interessante da profissão de escritor, incluindo as ferramentas básicas que todo aspirante a autor deve possuir, Stephen King baseia seus conselhos em memórias vívidas da infância e nas experiências do início da carreira: os livros e filmes que o influenciaram na juventude; seu processo criativo de transformar uma nova ideia em um novo livro; os acontecimentos que inspiraram seu primeiro sucesso: Carrie, a estranha. Pela primeira vez, eis uma autobiografia íntima, um retrato da vida familiar de King. 
Ao mesmo tempo um álbum de memórias e uma aula apaixonante, essa obra irradia energia e emoção no assunto predileto de King: literatura. A leitura perfeita para fãs, escritores e qualquer um que goste de uma história bem-contada.

✔ Palavra Por Palavra - Instruções Sobre Escrever e Viver, de Anne Lamott
- Editora Sextante
Se o seu sonho é tornar-se escritor, preste atenção ao que Anne Lamott tem a lhe ensinar. Ela pode ajudá-lo a despertar a paixão pela escrita, dar vazão à sua criatividade e encontrar a sua voz.
Neste livro, que se tornou um clássico sobre o assunto, Anne dá dicas preciosas que incentivam qualquer pessoa que queira percorrer esse caminho a seguir em frente e não desistir.
Escrever é, por natureza, uma atividade pessoal e solitária. O que Anne faz neste livro é compartilhar exemplos e casos que explicam como ela lida com as tribulações do dia a dia - como a falta de confiança em si mesma, o bloqueio criativo e a inveja profissional -, ao mesmo tempo que discute os elementos básicos da escrita. Ela nos orienta a começar com pequenas tarefas, garante que até mesmo os autores consagrados partem de primeiros esboços ruins e nos ensina que o perfeccionismo é o maior inimigo de qualquer escritor.
Palavra por palavra acaba com a fantasia de que a publicação irá solucionar todos os problemas de sua vida e defende que a escrita em si será sua maior recompensa.
Com gentileza e bom humor, Anne seduz o leitor e lembra aos iniciantes por que eles estão escrevendo - para dizer a verdade, viver de acordo com seu coração e compartilhar seu dom com os demais.


✔ Escrevendo com a Alma, de Natalie Goldberg
- Editora Martins Fontes
Escrevendo sob a perspectiva tanto de um experiente professor de redação como de um praticante do Zen, o livro de Natalie Goldberg tem como objetivo estimular escritores a confiar em si mesmos e pregar uma atitude complacente e generosa para com o ofício, ao mesmo tempo conferindo à disciplina seu devido papel.
Segundo a autora, nós sonhamos poder contar as nossas histórias ― descobrir nossa maneira de pensar, sentir e ver as coisas antes que a morte nos leve. A escrita é um caminho para nos encontrarmos e nos aproximarmos de nós mesmos. A obra mostra como a atividade de escrever traz mais confiança e ensina a despertar.

✔ Como Funciona a Ficção, de James Wood
- Editora Cosac Naify
Notabilizado por seus ensaios na revista The New Yorker e professor de crítica literária na Universidade de Harvard, Wood aborda, numa prosa inteligente e aguçada, os mecanismos, procedimentos e efeitos da construção narrativa. A representação do real na literatura é o eixo central da análise de Wood, que questiona os limites entre artifício e verossimilhança na ficção.
Em dez capítulos, elementos fundamentais do texto ficcional são discutidos pelo autor: o personagem, o foco narrativo, o estilo. A partir de vasto e diversificado repertório literário de Henry James a Flaubert, de Tchekhov e Nabokov a Beatrix Potter e John le Carré, este livro "perspicaz e cheio de achados", nas palavras de Milton Hatoum, traz análises reveladoras e acessíveis mesmo àqueles que desconhecem os rudimentos da crítica literária. 
Referência fundamental para escritores em formação, professores de literatura, e todos que se interessem pelo mundo das letras.

Sherlock Holmes & Jack o Estripador retornam para mais uma aventura em lançamentos da Vestígio

Considerados personagens lendários da literatura inglesa e do imaginário popular mundial, o brilhante detetive Sherlock Holmes e o famoso serial killer Jack o estripador estão de volta para uma última aventura longe das terras da rainha, em dois exemplares estilosos que chegam por aqui pelo selo Vestígio da Editora Gutemberg. Confira abaixo:

Jack, o estripador em Nova York, de Stefan Petrucha
Carver Young sonha ser um detetive, apesar de ter crescido num orfanato, tendo apenas romances policiais e a habilidade de abrir fechaduras para estimulá-lo. Entretanto, ao ser adotado pelo detetive Hawking, da mundialmente famosa Agência Pinkerton, Carver não só tem a chance de encontrar seu pai biológico como também se vê bem no meio de uma investigação de verdade, no encalço do cruel serial killer que está deixando Nova York em pânico total. Mas quando o caso começa a ser desvendado, a situação fica pior do que ele poderia imaginar, e sua relação com o senhor Hawking e com os detetives da Nova Pinkerton entra em risco. 
À medida que mais corpos aparecem e a investigação ganha contornos inquietantes, Carver precisa decidir: de que lado realmente está? Com diálogos brilhantes, engenhocas retrofuturistas e a participação de Teddy Roosevelt, comissário da polícia de Nova York que viria a ser presidente dos Estados Unidos, Jack, o Estripador em Nova York desafiará tudo o que você pensava saber sobre o assassino mais famoso do mundo. E o deixará sem fôlego!

Sherlock Holmes no Japão, de Vasudev Murthy
Os jornais de 1893 trazem, entre outras, as seguintes manchetes: “Rei Kamehameha III, do Havaí, declara o Dia da Restauração da Soberania”, “Tensão entre China e Japão cresce por causa da Coreia”, “Sacerdote sênior do Templo Kinkaku-ji é encontrado morto em circunstâncias misteriosas”.

O Dr. John H. Watson recebe uma estranha carta de seu amigo, supostamente morto, e parte para Tóquio. No navio, seu calmo e distinto colega de cabine é assassinado a apenas uma porta de distância. Ao mesmo tempo, nas casas de ópio de Xangai e nos becos de Tóquio, homens sinistros fazem planos malignos. E o Professor Moriarty monitora o mundo por meio de suas redes criminosas, elaborando um mapa para a dominação mundial.
Apenas um homem pode confrontar o diabólico professor. Apenas um homem pode salvar o mundo. E esse homem sobreviveu às Cataratas de Reichenbach!
Sherlock Holmes no Japão segue a tradição de muitos livros que preenchem uma lacuna da cronologia oficial de Holmes, após Reichenbach e antes de ele ressurgir em Londres, três anos depois. No entanto, este romance sério-cômico aumenta radicalmente as apostas – com Sherlock Holmes e Dr. John H. Watson encontrando um competidor (ou competidora) à altura. Uma perseguição emocionante, que vai deixar você sem fôlego.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

A Maldição do Cinema - Bullying Virtual

Bullying Virtual (Cyberbully)
Diretor: Ben Chanan
Roteiro: Ben Chanan, David Lobatto
Atores: Maisie Williams, Ella Purnell, Wilson Haagens
País: Reino Unido
Ano: 2015

Casey é a típica adolescente que tem uma vida totalmente conectada e de forma inconsequente como muitos na vida real e nas redes sociais. Até o momento em que seu ex namorado posta algo péssimo sobre sua pessoa no twitter, o que certamente a desmoralizará na escola e demais lugares que frequenta. Desesperada, aceita a ideia de Megan, sua melhor amiga: Falar com o nerd da escola que já invadiu suas contas no spotify, redes sociais além de seus smartphones, sempre realizando brincadeiras inofensivas, sendo acusado mesmo quando não era ele o autor das invasões. A ideia é que ele invada a conta no twitter do ex de Casey e deixe que ela escreva algo que o prejudique. Ao primeiro momento ela não aceita, mas assim que Megan vai embora, ela o chama novamente pelo chat do Skype e aceita sua ajuda.
A partir daí inicia-se um jogo tenso em que ela é obrigada a permanecer em frente ao computador todo o tempo, onde questões sérias e pertinentes são colocadas à sua frente que, por mais que tente se justificar, todas as respostas terminam num único denominador: Ela.
Todo o filme se passa com Casey debatendo com seu “amigo”, tendo elementos externos e coadjuvantes que, no momento certo, mostram sua real importância.
Bullying Virtual é um excelente filme para se trabalhar em sala de aula com adolescentes (Atenção, professores). Infelizmente a internet, para muitos, é a armadura perfeita para todo tipo de covardia. Diante do “anonimato” muitos sentem-se poderosos, capazes de fazer tudo para ditar suas regras, achismos e destruir a vida do outro, simplesmente por que não gostam/concordam com o que veem.
Iniciar um movimente de ódio gratuito na internet é muito mais que atingir momentaneamente o outro. Nunca se sabe onde essa onda irá parar, podendo terminar em suicídio ou depressões que causarão sequelas permanentes, além dessas pessoas jamais entenderem por que são alvo de um ódio tão intenso e gratuito. Pois utilizavam a internet para se comunicar e se expressar sem esperar nada em troca, muito menos fazendo mal a alguém.
Essa geração que vem nascendo conectada precisa ser educada para entender que a internet é muito mais que um lugar onde todos são anônimos e protegidos.

Estes (e muitos outros que culpam a internet, as redes sociais e demais possibilidades) precisam entender que o problema, a culpa, é do ser humano. Toda ação inicia e termina por nós. A maldade não é alimentada pelo computador e sim por cada indivíduo. Internet não transforma as pessoas. Nada mais é que uma ferramenta não-manipuladora onde muitos, deixando suas responsabilidades de lado ao assumir o “pois todo mundo faz” e consequentemente se transformando em ditadores daquilo que é bom ou não, correto ou não, legal ou não, jamais se importando onde tais atos podem terminar.
Cyberbully é um filme “obrigatório” para ser exibido em sala de aula e trabalhar nas feridas e temores dos alunos adolescentes sobre limites e respeito e que, apesar da individualidade aliada à sensação de poder que a tecnologia traz, os pilares básicos existentes nas relações humanas permanece inalterado em qualquer plataforma de comunicação e nunca, jamais, será fora de moda.
Um excelente filme que muitos jovens deveriam assistir.
Baseado em fatos reais.
           
Cyberbullying - é uma prática que envolve o uso de tecnologias de informação e comunicação para dar apoio a comportamentos deliberados, repetidos e hostis praticados por um indivíduo ou grupo com a intenção de prejudicar o outro. Como tem se tornado mais comum na sociedade, especialmente entre os jovens. Atualmente legislações e campanhas de sensibilização têm surgido para combatê-lo.(Fonte: Wikipedia)

E qual o pensamento que tirei sobre?
Vou deletar algumas pessoas da minha conta no Facebook... rsss.

Confira o trailer:

Frases de escritores que exaltam a importância da Biblioteca na sociedade

Em um relatório sobre as bibliotecas preparado pelo Centro de Pesquisas Pew, um bibliotecário brilhantemente destacou a seguinte frase: 'Cortar a verba das bibliotecas durante uma recessão, é o mesmo que cortar a verba dos hospitais durante uma epidemia'. Um excelente conceito para ilustrar a importância das bibliotecas como um ponto de acesso a cultura.
Mas este bibliotecário não foi o único que nos alertou sobre o papel da biblioteca em nossa sociedade nos últimos anos e séculos. Muitos escritores também discutiram a questão, e suas palavras são como pérolas de sabedoria para todos que adoram investir parte do seu tempo em bibliotecas públicas.

"Em uma boa biblioteca, de forma misteriosa, você sente que é capaz de absorver toda a sabedoria contida naqueles livros através da sua pele, sem nem mesmo precisar abri-los"
-Mark Twain

"As pessoas podem perder as suas vidas em bibliotecas. Eles deveriam ser advertidos "
-Saul Bellow

"Eu sempre imaginei que o paraíso seria uma espécie de biblioteca"
-Jose Luis Borges

"Se não tivermos bibliotecas, não temos nenhum passado e não teremos um futuro"
-Ray Bradbury

"Saqueie as bibliotecas públicas e encontrará centenas de tesouros escondidos"
-Virginia Woolf

"Não é apenas uma biblioteca. É uma espaçonave que irá levá-lo até aos confins do universo, uma máquina do tempo que vai levá-lo para o passado e ao futuro distante, um professor que sabe mais do que qualquer ser humano, um amigo que vai diverti-lo e consolá-lo e todas as saídas para uma vida melhor, mais feliz e mais útil "
-Isaac Asimov

"Com uma biblioteca se é livre, você não está confinado por climas políticos temporários. É a mais democrática das instituições porque ninguém, ninguém mesmo, pode dizer-lhe o que ler, quando e como "
-Doris Lessing

"Eu sempre digo às pessoas que me tornei uma escritora não porque fui à escola, mas porque minha mãe me levou para a biblioteca. Eu queria me tornar uma escritora para ver meu nome no catálogo de cartões"
-Sandra Cisneros 

"Se eu fosse um livro, eu seria um livro de biblioteca, e poderia ser levado para casa por todos os tipos de crianças"
-Cornelia Funke

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