terça-feira, 4 de agosto de 2015

Como usar 100 livros impressos para promover o seu trabalho auto-publicado

Então vejamos,...Você finalmente terminou de escrever a sua grande história, editou a sua obra, elaborou uma capa profissional, seguiu as nossas dicas de como introduzir o seu livro auto-publicado no mercado editorial, tomou cuidado para não cometer nenhum dos 7 pecados capitais da divulgação de um livro independente, e agora tudo que você precisa é espalhar alguns exemplares impressos em lugares pontuais para que a sua cidade, e quiçá o mundo, conheça e descubra o seu trabalho literário. De quantos livros exatamente você vai precisar para cumprir mais essa difícil etapa na corrida da promoção do seu livro?
Pode parecer um complicado problema de matemática, mas na verdade a resposta dessa questão é bem simples. E podemos dizer que 100 é o número mágico, pra começar!
Como um agitador literário reconheço o valor da palavra escrita e imagino que este número pode assustar a maioria dos autores independentes, mas o nosso argumento é que, se você decidiu se auto-publicar, você também precisa se auto-promover. Caso tenha decidido partir para a impressão independente ou publicar por demanda, nós temos algumas boas ideias de como colocar cem desses exemplares para trabalhar para você em um esquema matemático que pode fazer toda diferença na divulgação do seu livro.

Vamos começar com três números básicos:
95% dos leitores brasileiros ainda preferem os livros impressos do que os digitais. Ou seja, um monte de gente old-school que ainda se amarra em tinta e papel.
265 milhões. Esse é o número de livros físicos vendidos no Brasil no último ano, um aumento de mais de 3% em relação as vendas do ano anterior.
E o mais importante para você...
100. Esse é o número de livros impressos que recomendamos que os novos autores tenham em mãos para distribuir sabiamente em pontos estratégicos e nas mãos das pessoas certas. 
Por que 100? Acredite, você vai precisar deles e provavelmente de muito mais. Confira abaixo o que você deve fazer com cada um desses exemplares.
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Sem nuvens no céu

Eu já estava acostumado a viajar na carroceria de um caminhão. Não gostava de ficar na boleia. Lá dentro eu me via impelido a suportar coisas que eu nunca gostei, como por exemplo, falar da minha vida, dos meus objetivos e todas essas porras. Eu bancava o esperto e viajava junto com a carga, em silêncio.
Havia pegado carona com ele em uma cidadezinha há mais ou menos uns 100 km atrás. Não havia nada entre uma cidade e outra, a não ser uma planície coberta por capim. Acabei dormindo sobre os fardos de açúcar e caixas com latas de azeite, enquanto contemplava um céu azul como nunca encontrei em toda a minha vida.
E tão logo senti aquele tranco absurdo e ouvi o som do estacionário, saltei com minha mochila e agradeci pela carona. Sem muita conversa, olhei em minha volta e tudo que vi foi um posto de gasolina cheio de placas em sua fachada. Pensei, “deve ser aqui que tudo acontece”.
Li uma placa que sinalizava um restaurante, e do outro lado da rodovia notei um inferninho. Acendi um cigarro e andei até lá. O pátio estava vazio, a não ser pelo cão sarnento e magrelo que dormia ao lado de uma cadeira de balanço empoeirada e fodida, como eu, e que sequer tomou conhecimento de minha chegada.
Pensei, “acho que não é um bom lugar pra estender um pano no chão e vender livros, mas estou cansado, vou colocar a barraca no pátio e pernoitar aqui mesmo”, e sentei junto ao balcão. Não vi ninguém atendendo, e resolvi esperar.
Foi quando ouvi, “o que vai querer, forasteiro?”, disse em tom efusivo.
“Quero uma dose de pinga, outra de vermute, uma de catuaba e três pedras de gelo, tudo no mesmo copo”, falei sem qualquer entusiasmo.
Ouvi o barulho das garrafas e os passos de quem servia. E tão logo vi o copo diante de meus olhos dei um gole fundo, sem procurar qualquer contato visual com quem serviu.

“Quanto é?”, perguntei.
“Cinco reais”, disse, e imediatamente começou, “você mora aonde? O que você faz pra ganhar a vida? Mudou-se pra cá?”, e uma série de perguntas, que eu nem mesmo consigo me lembrar de todas, foi lançada em minha direção.
Coloquei a grana sobre o balcão e sequei o copo de um gole só. Sem nada dizer, tomei o caminho da porta, eu tinha bons quilômetros pela frente, a única saída era voltar ao posto de gasolina.
Assim que cheguei, encontrei o caminhoneiro que havia me dado carona, e percebi que estava de saída. Fiz um sinal pra ele e o mesmo abriu a porta da boleia pra que eu subisse. Eu não disse nada, fechei a porta e me acomodei sobre a carga, no mesmo lugar onde estava.
O sol quente queimava o meu rosto e certo azedume tomava conta de meu ser, foi quando pensei, “podia ser pior, ao menos não está chovendo”.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

'A Nascente', e todas as outras vertentes de Ayn Rand

Quando se termina a leitura de um livro, a qualidade daquele conteúdo absorvido vai determinar por quanto tempo aquelas palavras ecoaram na sua cabeça, e de que forma essa ressonância irá se desenvolver. Muitas vezes pode gerar uma indicação para os amigos, uma menção em suas redes sociais, uma simples resenha no seu blog, ou, se a experiência com a obra for realmente algo transcendental (nas raras ocasiões em que isso pode ocorrer), você quer ultrapassar limites e se jogar na biografia inteira deste autor. E é assim que eu defino este meu relato sobre a filosofa e escritora Ayn Rand. Uma figura emblemática que faz por merecer um lugar de honraria em nosso site.
Antes de embarcar em minhas recentes impressões pessoais sobre esta mulher incrível, acho conveniente colocar alguns pontos vitais da sua história. Os trechos abaixo foram extraídos do site Estudantes pela Liberdade, onde encontrei um guia completo sobre a vida e obra de Rand.

Ayn Rand nasceu em São Petersburgo, Rússia, em 1905, no seio de uma família judia de classe média. Sofreu todas as agruras impostas pela Revolução Bolchevique, tendo inclusive que fugir para a Criméia com a família após os bens que lhes pertenciam terem sido confiscados pelo governo comunista. Mesmo assim, formou-se em Filosofia e História. Em 1926, estimulada pelos pais que temiam por sua integridade física, emigrou para os Estados Unidos, onde conseguiu empregar-se como roteirista na indústria cinematográfica de Hollywood. Tornou-se escritora, tendo sua obras-primas sido lançadas na Broadway e no cinema. Dois de seus livros são best-sellers ainda hoje. Um deles, A Revolta de Atlas foi considerado o mais influente depois da Bíblia, segundo uma pesquisa do Congresso Americano. Criou uma escola filosófica completa e consistente com suas ideias, o Objetivismo, a qual chamou de uma filosofia para se viver na Terra. Faleceu em Nova Iorque, onde morava, em 1982, dois anos após ter-se tornado viúva de Frank O´Connor, ator cinematográfico, com o qual passou casada por mais de 50 anos.
Ela é fundamental por ter sido a única autora a defender de forma inequívoca e incontestável os direitos individuais. Embasa o direito à liberdade, à propriedade e à busca da felicidade puramente na realidade, ao defini-los como corolários da mais básica premissa que os suportam, a própria existência. A intelectual objetivista revigora e integra o pensamento aristotélico, dando-lhe forma e substância, justificando filosoficamente os princípios para que se possa viver plenamente num contexto social.
E se você puder ler apenas uma coisa de Ayn Rand antes de morrer, a minha sugestão é que seja a obra A Nascente (Editora Sextante, dois volumes). É provável que você escute por aí que A Revolta de Atlas seja uma obra mais completa, e eu não vou poder discordar já que eu ainda não li este livro (e claro que está na minha lista). Mas foi com a questão moral de A Nascente que eu conheci e me apaixonei pela filosofia objetivista de Ayn Rand. 
Em um cenário onde os valores sociais são um tanto nebulosos, ela constrói um enredo que acompanha a trajetória de um indivíduo talentoso que tenta alcançar os seus objetivos por entre um terreno inóspito de uma sociedade cuja cultura é cruelmente baseada na inveja da diferença.
A obra é um clássico que inspirou multidões e cunhou diversas expressões utilizadas até os dias atuais. Se você é o tipo de pessoa que costuma ler sublinhando os parágrafos que julga interessante em um livro, certifique-se de que tenha muita tinta em sua caneta.

A Nascente
Howard Roark é um jovem determinado que largou uma prestigiosa faculdade de arquitetura pouco antes de se formar e se recusa a seguir os padrões de uma sociedade que rejeita seu modo independente de pensar e agir. Decidido a não empregar seu talento para perpetuar estilos ultrapassados, ele prefere aceitar trabalhos mal remunerados, que demandam apenas força braçal. 
Neste polêmico romance, a célebre escritora Ayn Rand narra a história da luta de Roark, um homem de integridade inabalável, que enfrenta obstáculos como o desemprego, a ruína financeira e a humilhação pública, porém nunca abre mão de seus valores. 
Apesar da pressão social, profissional e financeira para que se adapte aos modelos estabelecidos, Roark luta para combater três tipos de indivíduos: os tradicionalistas, que, presos ao passado, não conseguem ver as inovações propostas pelo jovem visionário; os conformistas, que, incapazes de atender à própria vontade, aceitam passivamente as regras e os valores definidos por outras pessoas; e os parasitas, que rejeitam o herói autoconfiante, que vive para si próprio e não se deixa explorar por ninguém. 
Disposto a aceitar as responsabilidades e as consequências do pensamento independente, Roark observa os fatos e os julga sem levar em conta a opinião pública, pois não precisa da aprovação social. Ele é um individualista, confia nos próprios pensamentos para chegar a suas conclusões - e, justamente por isso, é um homem livre. 
Provavelmente mais atual hoje do que na década de 1940, quando foi publicado nos Estados Unidos, este livro apresenta uma das ideias mais desafiadoras já narradas em uma ficção: a de que o ego do homem é a nascente do progresso humano - a fonte de todas as suas realizações e conquistas.

E para falar sobre a Sra. Rand e suas ideias, ninguém melhor do que ela mesma. Abaixo separei alguns vídeos curtos com antigas entrevistas suas (com legenda), em que ela disserta sabiamente sobre assuntos como o feminismo, a era da inveja e o individualismo. Não é difícil encontrar outros vídeos mais completos com as suas convicções, e recomendo que tire uma tarde de folga para procurar e assistir todos eles. Antes de ler os livros dela, claro.
Definitivamente, o trabalho de Ayn Rand é do tipo que quem não leu provavelmente odeia, e quem leu certamente passou por uma experiência na vida. Rapidamente, e com apenas uma leitura, ela conquistou o status de uma das minhas autoras favoritas. E posso dizer que A Nascente é uma obra que ficará marcada em minha história como um artefato que praticamente legitimou toda a minha existência.
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domingo, 2 de agosto de 2015

Reencontrando Ex-namoradas .3

Aquela festa não era pra mim. Talvez a dica estivesse na música meio insossa que me remetia ao meu tempo de adolescência. Afinal, quem quer se lembrar desse período obscuro da vida em que desperdiçamos tanta energia útil fazendo coisas que certamente iremos nos arrepender mais tarde? Pois é,... Eu também não. Dessa época, eu só queria que alguns dos meus odiadores pudessem me ver bem aqui, e agora. 
Aquela festa não tinha a minha cara. Talvez o motivo fosse as pessoas do lugar, embebidas em 'euforia chique', daquela embriaguez insensata que você não pode deixar transparecer porque vai pegar mal nos comentários do povo na manhã seguinte. Alguns rostos famosos, outros desconhecidos, e muitos que eu deveria conhecer. No momento consigo lembrar que na pista de dança reconheci aquela atriz que protagonizou uma novela das nove e foi até capa da Playboy, mas o nome dela me falha na memória agora. No banheiro esbarrei com um colunista de um renomado jornal do estado que, de olhos arregalados, me perguntou se eu tinha algum 'barato' pra vender. Na área de fumantes, tenho quase certeza que levei uma leve cantada de um famoso escritor cujo o último trabalho tem se mantido honrosamente na lista dos mais vendidos do mês. E encostado no balcão do bar pude ver tantas outras figuras notórias das capas de revistas, que, para mim, não passavam de ilustres desconhecidos.
Aquela festa definitivamente não era para o meu bico, e talvez a razão disso seja o fato de que o meu nome nem mesmo estava na lista oficial de convidados. Cheguei até lá da mesma forma que alcancei todas as prateleiras mais altas da minha vida. Conhecendo as pessoas certas.
Mesmo com todos esses indícios, confesso que eu ainda tinha uma vaga esperança de que aquela noite poderia ser salva. Afinal, a bebida era de qualidade, de graça, e não tinha cara de que ia acabar tão cedo. Tá certo que no fundo aquelas pessoas não eram tão interessantes quanto a imagem que pretendiam passar, e suportá-las seria um sacrifício a ser feito. Mas em minha biografia consta que fui desprezado por pessoas bem melhores que essas. 
Além do mais, nessa hora eu já havia ultrapassado o ponto de retorno. Tinha bebido o suficiente para cair matando em cima da ex-capa da Playboy e atriz da novela das nove. Quem sabe, até fechar uma parceria com aquele jornalista atrás do tal 'barato'. E, claro, nem chegar perto da área de fumantes.
Eu percebi que a coisa não ia seguir conforme o planejado na sétima, ou seria a nona, vez em que troquei a minha taça vazia por uma cheia na bandeja da mulher que transitava com desenvoltura ao equilibrar as bebidas entre o público. Ela parou bem na minha frente e me encarou fixamente. Olhei para a bandeja achando que tinha feito alguma coisa errada, talvez até quebrado algo. Mas não desta vez. Tudo estava perfeitamente equilibrado sobre a bandeja, só me restando perguntar:
-Posso te ajudar em alguma coisa, moça?
-Você não lembra de mim?
Ah, sim. Típico. Se eu conhecia alguém daquele ambiente, com certeza tinha que ser alguém entre os empregados da festa. Isso sim é bem a minha cara. Talvez o DJ da casa tenha sido baterista de uma das minhas tantas bandas de garagem da juventude. Ou quem sabe o segurança da entrada foi um dos valentões que zombava de mim no colégio. Não duvidaria se o cozinheiro fosse algum amigo que ainda me deve dinheiro. E aposto que essa garçonete com uniforme do buffet postada bem na minha frente provavelmente foi minha, minha, minha... Ex-Namorada.

-Bianca?!
-Que bom que lembrou! Achei que você não ia me reconhecer. Estou bem diferente desde a última vez que nos vimos.
Não sei exatamente se tive poucos momentos bons ao lado de Bianca, se é a minha memória falhando novamente, ou se eu sou apenas um insensível incurável. Mas naquele instante, as únicas referências que me surgiram sobre o nosso falecido relacionamento adolescente, era o fato dos pais dela me odiarem com veemência. E na época, até acredito que eles tenham tido motivos para tanto. Mas a desculpa definitiva que encerrou essa discussão, era que eu atrapalhava a futura carreira brilhante de Bia na arquitetura, e por conta disso tivemos que encerrar nosso caso bem no auge. Se é que você me entende.
Bem,... O que dizer nessas horas?
-Nossa, nunca imaginei te encontrar justo por aqui.
-É! Coisas da vida. Também é estranho te encontrar nesta situação. Na verdade eu trabalho mesmo é em uma loja de roupas femininas, isso aqui é só um bico que faço no fim de semana pra ajudar nas despesas de casa.
-Poxa, e faz isso muito bem. Observei quando você se aproximou com a bandeja na mão, desviou de todo mundo sem esbarrar em ninguém. Eu jamais conseguiria fazer isso.
-Não sei bem se isso foi um elogio, mas obrigada. Escuta, eu preciso voltar ao trabalho, mas gostei mesmo de te encontrar e queria te ver de novo para a gente conversar um pouco mais sobre o passado. Pode ser?
-Claro! Todo mundo gosta de falar sobre o passado. É lá que estão as melhores lembranças. Mal posso esperar.
-Ótimo. Vai ser muito bom. Eu vou anotar o meu telefone para você.
Ela sacou um guardanapo da bandeja, uma caneta do meio dos peitos que estavam bem diferentes do que eu costumava lembrar, e anotou os números assinando o papel com um beijo.
-Me liga!
Agradeci, enfiei o guardanapo anotado no bolso, e fui em direção a saída. Era melhor que eu fosse embora enquanto estava ganhando, e ainda podia me dar o luxo de ter a última palavra nesse caso. Preferi voltar pra casa e deixar o final da noite desenhado como estava.
Já na porta cruzei novamente com o jornalista que parecia ter resolvido metade dos seus problemas.
-Ei, amigo! Você tem seda?
Estendi a ele o guardanapo enumerado beijado por Bianca.
-Faça bom proveito, companheiro. Comigo não deu certo.
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sábado, 1 de agosto de 2015

Confira os próximos lançamentos da Editora Planeta para Agosto/2015

A nossa parceira Editora Planeta nos passou a importante missão de avisar aos nossos leitores os lançamentos de Agosto que eles acabam de lançar no mercado literário. Confira abaixo:

 Diário de uma Ninfomaníaca, de Valérie Tasso
Val é uma jovem publicitária francesa, radicada em Barcelona, que busca no sexo sem compromisso o prazer pleno que lhe serve de combustível para a vida. Troca de parceiro sexual como quem escolhe o drinque da moda ou quem faz e desfaz as malas. Aliás, é graças às viagens corporativas, como representante da agência para a qual trabalha, que ela coleciona aventuras com homens de todos os tipos, ao redor do mundo. 
Tudo corre dentro desse roteiro sensual e inconsequente até que Val se apaixona loucamente por um homem instigante, misterioso e perigoso, que irá virar do avesso não só o seu coração, mas também a sua vida confortável e quase perfeita. Antes de se recuperar e voltar a viver de maneira íntegra, ela terá de descer ao inferno das relações humanas e só conseguirá se reerguer ao se dedicar à profissão mais antiga do mundo: de prostituta.

✔ Dom Pedro I Vampiro, de Nazarethe Fonseca
Pedro é um vampiro. Ele tem hábitos simples, alimenta-se de sangue, dorme durante o dia, dá o ar de sua graça quando chega a noite. Resultado da longa existência, contabiliza inimigos que o perseguem há mais tempo do que pode suportar. É o preço da imortalidade.
A vida de Pedro já havia sido bem diferente. Em outro momento, ele foi mortal. Muito jovem, teve de enfrentar o desafio de governar uma colônia corrupta e falida, atividade da qual fez questão de livrar-se na primeira oportunidade.
Cansado de ser contido e controlado, o que não combinava com o seu temperamento, declarou independência de um país tropical, sobre o qual haviam depositado muitas esperanças, mas que andava pouco acreditado. E Pedro o fez prosperar, contra tudo e contra todos!
Amado, odiado, disputado pelas mulheres, sedento de sangue e de poder, governou o Brasil e nele deixou marcas profundas de suas paixões e desejos. Reis, rainhas e imperadores tornam-se imortais através da morte, como aconteceu a Dom Pedro I, que por um golpe do destino fez o Imperador do Brasil se tornar um vampiro.
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sexta-feira, 31 de julho de 2015

5 Dicas de leitura para encarar o embate do século: Batman vs Superman

Depois de longos meses de boatos e especulações, finalmente a Warner Bros. saciou a sede dos fãs exibindo o trailer de Batman vs Superman: Dawn of Justice na Comic Con de San Diego (Conheça os anúncios da Comic-Con 2015 que realmente são sobre quadrinhos). Agora, munidos de mais de três minutos de imagens empolgantes, já podemos começar a fazer suposições sobre o que nos aguarda nos cinemas.
Embora os produtores já tenham alertado que o filme, e as suas futuras sequencias, terão o seu próprio enredo independente das histórias dos quadrinhos, o diretor Zack Snyder foi explícito em dizer que buscou toda sua inspiração de direção nas páginas de muitas HQs clássicas do vasto catálogo da DC Comics. Sendo assim, resolvemos selecionar alguns desses arcos mais relevantes do Universo da DC, que podem te introduzir na história dos dois maiores heróis do planeta e te preparar para este grande filme que vem por aí.
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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Gears of War – SLAB: A Prisão (Karen Traviss)

Quando comento sobre o assunto, meus amigos costumam me taxar como 'maluco' pelo fato de eu me interessar pela leitura de uma série que é baseada em um jogo de game, sem nunca ter tido contato com os jogos da franquia. É claro, para quem não possui o hábito da leitura, sempre será difícil compreender o porque de lermos qualquer coisa. Mas a verdade é que uma boa literatura não precisa de um gráfico de última geração para atingir o seu propósito de entretenimento. Basta um enredo bem escrito com uma fonte legível, para que a mente complexa de um leitor complete as lacunas vazias com a sua imaginação. 
Foi bem assim quando eu só conheci a premiada saga Gears of War pelo primeiro livro Gears of War - Fim da Coalizão. É inegável que inicialmente fui atraído pelo tema militar, capa imponente e sinopse empolgante da obra, mas logo nos primeiros capítulos me flagrei envolvido em um enredo de ficção científica moderna, digno de qualquer filme de ação de Hollywood. Era questão de tempo até eu mergulhar na continuação Gears of War – SLAB: A Prisão (Única Editora, 446 páginas), também escrito pela autora inglesa Karen Traviss. Uma especialista nesse tipo de conteúdo, que até já escreveu best-sellers da série Halo e Star Wars. Provando mais uma vez que a saga Gears of War merece estar no topo da lista de livros baseados em games que valem a pena serem 'zerados'.

Começando pelo fato de que este segundo livro não é exatamente uma 'continuação' do anterior, cronologicamente ela seria um prelúdio que originou o primeiro jogo da franquia. Aqui acompanhamos o Sargento Marcus Fenix ser entregue a Corte Marcial por desobedecer ordens de seus superiores, e acaba sendo enviado para Slab, a prisão mais casca grossa da Coalizão, justo em um momento em que as suas habilidades são necessárias para defender a última cidade do governo de ataques inimigos. Condenado a prisão perpétua, esse passa a ser o menor dos problemas do Sargento quando se está em um lugar em que a expectativa de vida é de apenas dois anos. 
É claro que todos os elementos bélicos, militares e a guerra eminente que consagraram essa grande saga, ainda são elementos constantes e presentes nesta história. Mas com o foco voltado na tentativa de fuga de Marcus da prisão, a autora conseguiu explorar brilhantemente uma vertente tão interessante quanto o argumento recorrente da série. Afinal, o que pode ter mais concentração de testosterona por metro quadrado do que uma batalha campal com homens se matando? Uma cadeia fechada cheia de homens se matando, é óbvio. O sucesso da antiga série OZ da HBO está aí para provar isso.
Sei que não posso falar por todos, mas este tipo de cenário é algo que sempre me agradou, e acho que a fusão da ambientação 'estilo Prision Break' caiu sob medida para o mundo decadente de Gears of War.

A narrativa da autora é marcada pela incrível capacidade de retratar o psicológico dos personagens e transmitir sua perspectiva de uma forma corajosa. Não considero uma tarefa fácil criar tanta profundidade para uma história inicialmente criada para funcionar como arco de um game, e Traviss já provou que é capaz de fazer isso com maestria, além de conhecer como ninguém como funciona a linha de interesse do seu público.
Ainda não foi o suficiente para eu correr para o vídeo game devido ao meu envolvimento com o livro, até porque, prefiro gastar o meu tempo lendo do que jogando. Mas não deixa de ser uma excelente leitura entorno de um tema pouco abordado no mercado nacional.

Para alistar-se nesta missão e sobreviver a Prisão Slab, clique agora no banner abaixo da nossa parceira Submarino e compre o seu exemplar. Depois volte aqui e conte a sua própria experiência com o livro em nossos comentários.
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