sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Um tipo de mulher pra cada fase do homem

Antes de um homem chegar ao que se pode chamar de seu ‘tipo ideal de mulher’, ele passa por um longo processo aonde diversas vezes suas preferências vão sendo moldadas por fatores externos até atingir o seu modelo definitivo de fêmea. Trocando em miúdos, a cada fase da puberdade nos permitimos amar um tipo diferente de mulher.

Primeiro se passa pela fase da Beleza Óbvia...
Com uma infância regida pelas Paquitas da Xuxa, não é de se estranhar que adentremos na adolescência na ‘captura’ de loiras de olhos claros. Acredite,    antes do mercado de cosméticos ser invadido por tinturas de cabelo, as loiras eram tão raras quanto pepitas de ouro, ter uma destas em seu bairro ou em sua sala de aula era um tremendo privilégio. Ainda hoje acho que muitas frustrações masculinas foram formadas por toda essa nossa pretensão em iniciar a vida afetiva com um padrão tão alto de mulher. Talvez tivéssemos mais sucesso se não perdêssemos tanto tempo investindo em clichês.
Acho que foi quando as loiras perderam sua principal particularidade que voltamos nossas atenções para...

...As Orientais.
Não dá pra negar que a cultura de seriados de heróis japoneses nos influenciou diretamente nessa fase. Possuir uma nissei no currículo era quase como uma questão de honra japonesa entre a rapaziada, e dependendo da região onde se morava elas eram tão raras quanto as loiras. Nesse período a gente não se importava se a mulher era feia ou bonita, bastava ter os olhos puxados para despertar o nosso interesse.
Como tudo na vida, com o tempo a gente descobre que não dá pra viver apenas com a carne magra de sushi, e logo vamos atrás de novas culinárias que incluam maminhas, lombinhos e outras carnes de primeira. O que nos leva para...

... As Gostosas.
Quando entra nessa fase o homem percebe que, pra ele, uma mulher precisa ter muito mais que apenas um rostinho bonito, a coisa tem que ir alem disso, passa a ser necessário ter um corpo gostoso também. Já no final da adolescência, chegando aos dezoito e com acesso a uma vasta opção de pornografia, o macho descobre curvas que passam a ditar seu novo tipo de gosto. Dentro desse conceito, o homem passa a ser tão superficial que a beleza deixa de ser fundamental. Acho até que se as mulheres viessem sem cabeças, muitos só dariam pela falta na hora do sexo oral.
Mas todo mundo tem que crescer um dia, até mesmo os homens. Após descobrirem que melancia muito grande e mulher muito gostosa ninguém come sozinho, eles afogam suas magoas no bar e convictos de que (dessa vez) aprenderam a lição, passam a investir em um outro tipo de mulher, mas precisamente...
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...As Certinhas.
Depois de desperdiçar um bom tempo tentando comer aquelas garotas que todo mundo já pegou, o cara finalmente percebe que investimento seguro mesmo é pegar aquelas que ainda não passaram pela mão de ninguem, ou que pelo menos tenha um passado menos sujo do que o do próprio homem. Elas não são chamativas como as loiras, nem exóticas como as orientais e nem de longe lembram as gostosas, mas ainda assim possuem seus atrativos.
É quase como passar por um regime de comidas light, a gente se esforça porque sabe que é saudável ( no caso de mulheres ‘certinhas’, fazem muito bem pra saúde mental de um homem), mas no fundo sabemos que não dá pra viver muito tempo sem os prazeres da carne...
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Ao fim dessa experiência um homem já acumulou bagagem suficiente para saber exatamente qual o seu tipo ideal de mulher. Aquela que melhor se enquadra em seu padrão. É quando começa a nossa frenética procura pela Nissei de olhos claros gostosa e toda certinha dos nossos sonhos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Religião não define caráter

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Editora Dracaena anuncia os lançamentos 'Oldar' e 'Naturalmente Saudável'

Sinopse:
A história de Oldar é sobre um mundo muito antigo, ainda em seu início, quando os povos começavam a conhecer uns aos outros e tinham seus primeiros conflitos motivados por paixões humanas e até sobrenaturais. 
Países se uniram a outros na tentativa de impor seu poder ou reivindicar uma justiça que julga ser devida.
A primeira narrativa de Oldar inicia no país do continente Oeste conhecido como Edammael, onde vivem os Dans. Esse país está localizado entre cordilheiras e possui um clima muito agradável na maior parte do ano. 
O governo fora estabelecido no início dos tempos como reinado, onde um homem governa sozinho o destino do povo. As pessoas eram felizes e gostavam muito do modo como estava sendo conduzido o seu mundo, mas a sede por poder influencia uma mulher que foi capaz de trair todo o seu país.
Essa traição de Ânea causa a primeira guerra do reino de Edammael, que fica dividido entre norte e sul, cada um de um lado do rio Negro. Como algo esperado numa disputa por poder, os dois reinos entram em conflito e centenas de inocentes morrem sem justiça e apenas um deles consegue dominar todo o país novamente tornando-se o rei único de Edammael.
O perdedor nunca esquece daquilo lhe aconteceu e por vários anos planeja sua vingança contra o irmão que lhe tomara o poder no reino. Ele muda-se para as terras do sul e faz dali sua nova morada, onde se casa e tem filhos e finalmente encontra sua felicidade.

O reino do norte cresce e faz um tratado com o país vizinho. São construídos grandes monumentos e uma imensa torre para o governo. O novo rei, filho do anterior na busca de uma alegria que ele sente que perdera há muito tempo vai em busca de seu tio quer fora expulso na tentativa de juntar novamente sua família. Ele descobrirá que esse sonho será mais difícil de se realizar do que ele imagina.
Essa é uma história não sobre uma pessoa ou sobre uma família, mas sobre o planeta Oldar e os povos que o habitam. Essa história não tem pretensão de explicar as causas da violência da Terra, tampouco solucionar os problemas que existem em nosso mundo. 
A intenção dessa história é mostrar como as coisas podem acontecer, mesmo que não queiramos ou planejemos que elas ocorram.

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-Naturalmente Saudável

Há diversos livros sobre qualidade de vida, alimentação natural, vida saudável, porém poucos explicam de forma simples e direta o porquê da necessidade de mudar nossos hábitos. 
A presente obra é muito mais do que dicas sobre saúde, pois a visão do autor é abrangente e de certa forma revolucionária para o padrão ocidental. A saúde é uma questão cultural e não somente medicinal, na realidade é muito mais pertinente a cultura do que a cuidados médicos.

Filosofia, ciência, arte, política, hábitos de vida, mente e espiritualidade, tudo isso deve ser analisado conjuntamente para que haja uma vida saudável em todos os aspectos que consiste a vida humana, porém é justamente por ignorar esses fatos que a humanidade ainda continua doente. Centenas de remédios novos surgem a cada momento, milhares de remédios estão disponíveis nas prateleiras, porém as doenças continuam a proliferar e os hospitais continuam cheios. Por quê?
Um livro simples, direto que vai deixar você querendo sinceramente adentrar cada vez mais no maravilhoso mundo naturalmente saudável.



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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O Nascimento de um escritor

Eu tinha uma mente fértil, era brilhante. Eu a amava, fazia tudo por ela, lhe dava atenção, carinho e aquilo que ela mais desejava, tempo. Ela me retribuía… ah, ela me retribuía! Ela fazia algo que poucas mentes no mundo são capazes, me deixava no controle dos meus próprios sonhos. Você consegue imaginar como é controlar um mundo que obedece as regras que você, e somente você, pode criar? Não é apenas um sonho, é um sonho que você controla! Eu conseguia ver além do que os meus olhos podiam mostrar, sentia coisas que nem um milhão de poetas poderiam descrever. Eu era Deus. Foi prazeroso, foi quase perfeito, por um bom tempo.

Mas, certo dia, o castelo ruiu. Descobri que eu não tinha o total controle do “meu mundo”. No meio dos meus sonhos, uma imagem sempre surgia para me atormentar, um terrível… Caderno. Não era um caderno qualquer, era uma agenda. Ou melhor, era um caderno que eu comprara para fazer anotações diárias, ou seja, uma agenda de macho. 
Fiquei desnorteado com as primeiras aparições do tal caderno, prém depois de certo tempo começou a me irritar, aquilo não fazia parte do trato que eu tinha com a minha mente, me senti traído. Eu não queria encontrar um caderno barato nos meus sonhos! Ele ficava cada ver mais poderoso, suas aparições mais freqüentes e dolorosas. A coisa todo ficou insuportável quando aconteceu o seguinte…

Era noite de uma quarta-feira, final da copa do Brasil. Flamengo Vs Manchete, era a final mais surpreendente de todos os tempos. De um lado estava Romário, em sua última partida, do outro estava eu, o capitão e goleiro que estava há 1247 minutos sem sofrer gols. Foi uma partida emocionante, fiz defesas mirabolantes, defendi sete chutes do baixinho, duas cabeçadas e um pênalti. Nada passava por mim. A decisão foi para os pênaltis… defendi todos os 10 e o meu time conseguiu bater os 10 pênaltis para fora. Tudo dependia de mim. Defendi mais um e fui bater. Tomei distância, olhei pro goleiro e bati com tanta forca que a bola rasgou a rede. CAMPEÃO!!! Pela primeira vez, o humilde Manchete era campeão. Como capitão, fui levantar o troféu… mas não era um troféu…. era o…. caderno!

Eu não agüentava mais: cortava o bolo e o caderno estava lá; levantava o cobertor para ir dormir e… Ele estava lá; mergulhava num lago de águas cristalinas e batia em algo, era ele. 
Precisava fazer alguma coisa, ou descobrir o que o caderno significava, ou simplesmente descobrir um jeito de fazê-lo desaparecer. Mas como iria conversar com minha mente? Auto -hipnose, foi a minha primeira resposta. Não funcionou. Falei com uma amiga religiosa, que disse que quando algo a atormentava nos seus sonhos, ela corria pra igreja e o padre a ajudava. Segui o conselho e  fui rezar. Mesmo sem saber rezar direito, rezei. Nada aconteceu. Pensei que não tinha rezado direito, fui me confessar. Contei ao Padre o que acontecia nos sonhos… E ele não me ajudou muito. Na verdade, ele riu. Riu tanto que eu fiquei a fim de dar-lhe um murro. Minha próxima tentativa foi um psicanalista, o problema continuou como estava, mas o meu dinheiro não. 
Um amigo tentou me ajudar, me disse que a resposta sempre está no problema. Não entendi direito. Mas mesmo assim fui até o caderno. Olhei para a capa por um bom tempo, nada chamou a minha atenção. Na contracapa, tinha um adesivo preto com umas letrinhas miúdas. Forcei a vista e depois de muito tempo, consegui ler: free your mind.
No mesmo dia escrevi o meu primeiro conto, o Sr. da foto.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Rumo a Hegemonia Perdida - Volume III

Confira antes os volumes I e II

No post passado dizíamos sobre a revolução liberal burguesa e seu poder de transformação, transformação essa que deixou a sociedade um tanto mais complexa, e não menos conflitiva. A aliança entre a indústria bélica+bancos+interesses nacionais produziram duas guerras mundiais, setenta milhões de mortos, isso sem contar os feridos.
Da revolução francesa até o início do século XX, os levantes políticos foram intensos no mundo. Com uma característica particular: a tomada de assalto do aparelho de Estado era feita apenas por um pequeno grupo bem-armado determinados em pontos estratégicos (estações ferroviárias, portos, sedes de governos) onde o poder político estava (ainda que precariamente) conquistado. 
Hoje se eu assassinar a presidenta com meus amigos que vivem na clandestinidade, tomar a sede do banco central e declarar o fim da propriedade privada no país, ainda assim seríamos humilhados até no Twitter.
Uma pessoa que pensou as mais diversas formas de relação com o Estado foi o militante comunista Antonio Gramsci (1891-1937). Segundo o próprio, é possível observar, desde as primeiras décadas do século XX, uma abertura de canais de ação política das classes sociais subalternas (partidos políticos, eleições e sindicatos, por exemplo). Dessa forma, Gramsci rompeu com uma visão que restringia o Estado. Na ótica gramsciana, o Estado pode ser dividido em duas esferas: De um lado, a sociedade política, representada pelas agências burocráticas e aparelhos estatais; e de outro, a sociedade civil, que se materializa nos aparelhos privados de hegemonia (Federação de Indústrias, Associação de Moradores, Sindicato das Empregadas Domésticas, Federação dos Bancos, dos Bancários, Entidade dos Estudantes, Professores, Entidade dos Comerciantes) que tem como objetivo desenvolver canais de interlocução com o restante da sociedade (blogs, revistas, propagandas, reportagens pagas, festas, cursos de formação) e também defendem os interesses político-econômicos das frações de classe (difundindo certas visões de mundo, criminalizando outras e claro produzindo CONSENSO!). 
Assim podemos afirmar que o governo Dilma não é o puro reflexo de seu jeito sargentona-diretora-de-escola, ou apenas um governo pau mandado das vontades do Lula. Mas o Estado brasileiro é uma condensação das disputas e relações sociais presentes na sociedade civil brasileira.

Então amigos, digo com tranqüilidade, é na sociedade civil, através das entidades de classe que representam interesses políticos (daí serem chamadas de aparelhos “privados” de hegemonia.) que o pau come! Pra vocês terem poder, ou melhor, para vocês e seus pares terem o poder precisam ter apoio na sociedade civil. A Primazia na sociedade civil garante a determinado grupo a aceitação de outros grupos a seu projeto de poder. E a primazia é a hegemonia, que deve ser entendida como uma busca permanente de construção e consolidação da direção e do consenso junto a outras frações de classe, disseminando valores e visões de mundo através da cultura e ideologia.
Agora pensem comigo: Quem é mais organizado, possui alianças com outros setores da sociedade do país e participação dentro da ossatura material do estado (isso mesmo ossatura material – cargos, mandatos...)? Latifundiários ou o MST? Evangélicos anti-aborto ou feministas de esquerda? Banqueiros ou trabalhadores assalariados? Quem tem apoio da “grande mídia”? Quem financia os candidatos que vencem as eleições? O governo desses eleitos tendem a favorecer quem? E assim vai...

Agora, amiguinhos, terminem para mim esse post nos comentários: De que classe social os amigos vieram? Quais grupos freqüentam? O que consomem?
Respondendo essas questões podemos imaginar com alguma precisão o que vocês pensam, aspiram e assim por diante...
Até.
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