sábado, 28 de março de 2015

5 Livros pioneiros que deram origem aos seus gêneros literários

As vezes pode parecer que os diversos gêneros literários conhecidos sempre estiveram por aí ocupando suas devidas prateleiras nas livrarias. Ainda que atualmente convivamos com novas subcategorias que surgem espontaneamente entre os leitores, a verdade é que existe uma origem para tudo nessa vida, até mesmo para os gêneros clássicos como o romance, ficção científica, terror, policial e outros que são considerados 'milenares' dentro da literatura.
Embora nunca seja uma ciência exata, nós tivemos a súbita curiosidade de pesquisar e descobrir alguns desses livros históricos que seguramente são considerados os pioneiros em seus respectivos gêneros.

Primeiro livro de Horror: Frankenstein , de Mary Shelley
A escolha óbvia é por vezes evidente por uma razão. Frankenstein  (1818) continua a ser uma das obras mais famosas e bem conhecidas na história, e é o precursor claro dos contos de horror moderno, não só contando um enredo envolvendo algumas coisas bem bizarras (cadáveres costurados e animado contra toda a lei da natureza, o que nos leva, naturalmente, a uma certa hilaridade no fato), mas também sendo contada de uma forma que era decididamente revolucionário para a época. 
Alguns argumentam que é, na verdade, o primeiro romance de ficção científica devido à maneira como a 'ciência' foi usada na animação do monstro, mas o aspecto tecnológico do livro é realmente apenas uma ferramenta. O núcleo deste livro é o pavor da montagem resultante da experiência notória de Victor Frankenstein, com uma ambientação variando entre a tristeza e o arrependimento. Em outras palavras, ainda hoje, não importa quantos livros de terror moderno você tenha lido, um dia este ainda vai entrar para a sua lista de leitura.
Primeiro livro de Romance: Orgulho e Preconceito, de Jane Austen
Publicado literalmente a 200 anos atrás, Orgulho e Preconceito permanece como um modelo poderoso que ainda é usado como inspiração para novos romances de ficção a cada nova geração de escritores.
O livro que a própria autora considerava "seu filho mais querido", atravessou os séculos dotado de uma assombrosa vitalidade. Além de uma das mais comoventes histórias de amor já escritas, é uma brilhante comédia de costumes e um estudo profundo da sociedade de seu tempo. A plena compreensão do mundo feminino e o domínio da forma e da ironia fizeram de Jane Austen a mais notável e influente romancista da história.
Quando foi publicado, a riqueza da sua narrativa deixou muitos leitores em dúvida sobre a possível veracidade da sua história, que ainda hoje, se você reescrever esta obra usando gírias e uma linguagem mais moderna, ainda será capaz de vender milhões de exemplares.

Primeiro livro de Ficção Científica: As Viagens de Gulliver , de Jonathan Swift
As Viagens de Gulliver é uma grande aventura que foi originalmente concebida como uma paródia das 'histórias de viajantes' da literatura, estilo muito popular na época. Enquanto a concepção da paródia foi perdida pela maioria dos leitores modernos, a sátira da natureza humana permanece potente, divertida, e surpreendentemente fantástica para algo escrito há quase 300 anos, se encaixando confortavelmente nos padrões modernos dos romances de ficção científica muito antes do termo ter sido cunhado. 
É também um romance raro que continua a ser agradável em qualquer uma das dúzias de versões e adaptações que já foram produzidas sobre essa história.
Primeiro livro Jovem Adulto: Mulherzinhas , de Louisa May Alcott
Parece estranho hoje, mas o conceito de "adolescência" como um período separado e distinto da vida, é bastante recente. É claro que as chances de sobreviver à esse período melhoraram muito no último século, o que dá muito sentido a essa lógica. 
Enquanto diversos romances são especulados como o primeiro livro destinado a um público jovem, o Mulherzinhas de Alcott é a obra mais antiga que se tem notícias dentre deste estilo: Um foco em personagens jovens e suas lutas, uma história que apresenta um ponto de partida simples que torna-se complicado por preocupações de adultos, e uma abordagem realista perante as preocupações dos jovens. É fácil identificar os elementos básicos que definem o gênero neste maravilhoso livro.
Primeiro livro de Novela Psicológica: As Relações Perigosas, de Choderlos Laclos
Ao contrário de outros tipos de romance, onde o ambiente sociocultural é fator crucial para o desenvolvimento da trama, o gênero romance psicológico tem como principal característica a imersão nas razões dos motivos, escolhas e ações dos seres humanos, se apegando à análise das decisões e seus motivos íntimos.
O livro pioneiro do gênero é o clássico de Choderlos Laclos, general francês que entrou na literatura mundial pela obra As Relações Perigosas, de 1782. Porém, o gênero só ganharia reconhecimento no final do século XIX, quando Dostoiévski foi traduzido do russo para outras línguas e Stendhal foi redescoberto nos meios literários. Uma das obras primas do romance psicológico é Crime e Castigo escrita por Dostoiévski, que apresenta um personagem atormentado por sua memória após cometer um assassinato.

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sexta-feira, 27 de março de 2015

Uma Família Feliz (David Safier)

Hoje em dia é notório que a simples publicação de um livro possui os seus propósitos tão objetivados, que dificilmente corremos o risco de iniciar uma leitura que não combine com nossos interesses. Desde a sua criação, passando pela sua edição, concepção de capa e todo o marketing que impulsiona uma determinada obra ao sucesso, ela já tem um público certo para o qual foi predestinada. Por um lado eu imagino que essa 'fórmula' deva ser bem eficiente para os autores e editoras, mas por outro lado, eu acredito que este segmento acabou privando o leitor do prazer de surpreende-se positivamente com um livro, e acabar uma leitura descobrindo que aquele livro não era bem o que se esperava quando foi escolhido como leitura, mas, na verdade, pode ser ainda melhor do que a expectativa.
Após transitar por um período de extrema densidade nos temas das minhas últimas leituras, eis que encontro uma pausa nessa correria para apreciar o humor possesso do livro 'Uma Família Feliz' (Editora Planeta, 284 páginas), obra do escritor alemão David Safier, o mesmo autor de Maldito Karma.

Ora, não se deixe enganar por esse título 'simbólico', nem mesmo pela capa enigmática, e muito menos pela sinopse superficial, pois cometi o engando de julgar este livro me baseando nesses três elementos, e falhei miseravelmente em todos eles. A história gira sim em torno de uma família, mas uma que está longe de ser considerada 'feliz', embora tente a todo custo representar o exato oposto para os outros ao redor. Ou seja, como qualquer família normal que se preze.
A família Wünschmann é composta por uma mãe que luta para manter uma livraria infantil a beira da falência, um pai que há muito tempo foi abduzido pelo seu trabalho, uma filha adolescente que fuma maconha e vai mal no colégio e o pequeno Max, que apesar de exibir uma ampla inteligencia adquiria através dos livros, não tem um pingo de conhecimento das coisas da vida. Elementos bem diferentes que precisarão passar pela traumática experiência de serem amaldiçoados por uma bruxa, para finalmente eles perceberem que, por mais que possuam suas particularidades, fazem parte de um mesmo conjunto.
Após algumas palavras malignas e um show pirotécnico por parte da velha feiticeira, os Wünschmann são transformados em monstros clássicos, e agora, parece que finalmente encontraram um propósito comum que os leve a caminhar juntos em prol de um único objetivo.
Com um pai lobotomizado pela forma boçal do monstro de Frankenstein, a filha enrolada com a sua nova condição de múmia, e o caçula sem perder a covardia mesmo agora sendo um lobisomem, acaba sobrando para Emma, como mãe e vampira, conduzir essa complicada missão para encontrar a bruxa, desfazer o feitiço e tentar salvar o que ainda resta da sua família.

Falando assim, até que parece um enredo bem simples. E até poderia ser mesmo. Isso se o autor não tivesse o capricho de preencher a história de referências e personagens conhecidos da cultura pop. E digo isso me referindo ao próprio Drácula, a múmia insepulta de Imhotep, e até uma participação especial da escritora Stephenie Meyer. Sim, ela mesma.
Parece que depois de um período prolongado de tempo amarrado em certos gêneros mais pesados, a gente pode acabar esquecendo como a literatura também pode ser divertida. E sinceramente, eu não me lembro quando foi a última vez que eu me diverti tanto com um livro. Se eu pudesse resumir a leitura desta obra em uma frase, seria a seguinte: Foi como voltar no tempo e assistir uma 'família aprontando altas confusões' em um clássico da antiga Sessão da Tarde regado a muita pipoca.

Para conhecer o final desta história, clique agora no banner abaixo da nossa parceira Submarino e compre o seu exemplar. Depois volte aqui e conte a sua própria experiência com o livro em nossos comentários.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Como introduzir o seu livro auto-publicado no mercado literário (Parte 2 - Ferramentas de Divulgação)

Como já foi comentado na primeira parte desta postagem, quando se trata de uma auto-publicação, não existe uma única fórmula mágica de encaixar o seu livro no mercado com garantia absoluta de resultados concretos. O que se pode fazer é alinhar a sua obra com os interesses do público que pretende alcançar, e trabalhar constantemente nesta direção.
Você escreveu um livro porque certamente queria convencer as outras pessoas de uma ideia, e o marketing do seu livro nada mais é do que convencer pessoas de que aquela ideia vale a pena, o preço de compra e o tempo gasto para lê-lo. As ferramentas que você escolher para atingir o mercado não podem ser apenas coloridas ou criativas, elas também precisam estar focadas nos leitores certos.
Dando continuidade a esse papo sobre a divulgação de livros auto-publicados, abaixo fizemos uma dissertação sobre todos os diversos elementos e dispositivos disponíveis que não podem faltar no plano de marketing de um autor independente.

quarta-feira, 25 de março de 2015

A Maldição do Cinema - Cinquenta Tons de Cinza

50 Tons de Cinza (50 Shades Of Grey)
Diretor: Sam Taylor-Johnson
Roteiro: Kelly Marcel
Atores: Dakota Johnson, Jamie Dornan, Jennifer Ehle, Rita Ora
País: 2015
Ano: EUA
Antes de qualquer coisa, resolvi falar sobre um filme que não é de terror. No próximo voltarei à essência da coluna. De vez em quando é bom dar uma surpreendida ou falar sobre a onda do momento. ;-)

Após assistir vários filmes como O Último Tango em Paris, Instinto Selvagem, 9 ½ Semanas de Amor, Orquídea Selvagem  e Jade (que para mim é inferior aos citados anteriormente, mas está valendo, além de ter a tão famosa cena do salto alto), assistir Cinquenta Tons é bem, digamos, estranho.
A atriz que dá vida a Anastasia é ótima, dando o ponto correto e transformando o que poderia ser uma bobagem em algo mais interessante. Não ocorre um deslize. Agora, Mr. Grey surpreende como o estereótipo do idiota, do boboca. Esse “grande mito sexual do momento” é muito clichê no pior do significado (novamente sem julgamento moral). Ele resume-se à essência da espera por ser atendido pelo dentista.

Ambos jogam, apresentando desde possibilidades de afeto ao luxo mais requintado. Ele tem em mãos um mundo de riqueza, do esteticamente perfeito enquanto ela, afetuosa, se mostra muito mais que uma descerebrada deslumbrada com a novidade. Tudo aliado a traumas boçais numa tentativa rasa, cretina e vergonhosa de dar sentido à origem dos seus desejos secretos, como se tivesse de haver uma razão para tal, caindo no velho conceito de “coitado, ele é uma vítima”. Não sendo suficiente, e se ele não tivesse nenhuma daquelas possibilidades? Por que tudo é perfeito demais e isso incomoda, uma vez que estamos falando de prazer, sensações e sexo, o que vai muito além da forma física e das vistas e designs dos interiores. Como se tal só pudesse ser vivido diante de toda aquela estrutura, transformando o filme numa excelente e gigantesca propagada de carros e smartphones de última geração com uma levada erótica. Erótica não. Emulando uma sedução, um jogo sexual que deve manter-se longe de qualquer julgamento moral. Afinal, não há nada errado nisso, em assumir um dos papéis e aceitar as regras, contanto que ambos queiram. Então você percebe que Mr. Grey é um babaca que jamais se manteria sem toda aquela estrutura milionária, empobrecendo ainda mais o personagem.
Em alguns momentos os dois parecem dois pré adolescentes brincando de transar de acordo com o que viram, rapidamente, em alguma pesquisa proibida na internet. E quando ele fala que já teve outras quinze garotas em seu apartamento é a certeza de que ele é uma bobagem como homem, por mais que tenha um corpo bonito e muito menos explorado visualmente que o dela (Repito: Tal opinião é SEM JULGAMENTO MORAL).
Sinceramente, se você estiver interessado em alguém e essa pessoa morrer de tesão durante o filme, você tem duas opções: Ou dá uma surra de sexo na pessoa ou vai embora e desaparece. Não há outra alternativa. Por que se alguém considera aquilo o ápice do tesão certamente nunca experimentou nada realmente bom e intenso. Impossível não pensar nisso. No máximo um comichão e nada mais, instigado pela nudez. E só. No mais, existem cenas bonitas, jogadas de câmera interessantes, alguns detalhes como a quantidade de vezes que focam nos quadris enquanto eles andam, como se fosse um ponto de tensão.
A trilha sonora, tanto a composta quanto as canções escolhidas são excelentes. Mas os momentos em que as músicas cantadas são introduzidas dá vontade de morrer, beirando um quase amadorismo. Num momento eles estão voando de helicóptero, daí no momento em que Mr. Grey vai fazer uma manobra mais arriscada, mais intensa, porém longe de ser radical , a música aumenta, quase sempre no refrão. Trata-se de uma fórmula muito cansativa, até por que a inserção da música num filme é algo crucial, quando utilizada. Assim como sua ausência, como no sensacional Les Sept Jours Du Talion. Essa utilização óbvia é cansativa. E aliado aos muitos outros pontos negativos, só piora a situação do filme.
O filme termina e você fica com um ponto de interrogação dentro da cabeça. É uma bobagem e espero muito que seja apenas uma história que chamou a atenção de muitos e não um reflexo da identidade sexual dessa geração, por que, se for, eles não sabem o que é transar. Um ponto positivo: Os corpos. Ele tem um corpo malhado, porem nada exagerado. Ela tem um corpo lindo, sem intervenções ou malhação intensa e ambos mantêm grandes seus pelos pubianos. Curioso quando mostram nitidamente os pelos de sua vagina (assim como os dele), que não são pequenos, todo o cinema é tomado pelo som de repugnância. Certamente uma questão cultural. Na década de 80 o legal aqui era ir à praia com os pelos explodindo das sungas e biquínis. As roupas também, nada daquela estética extremamente justa, óbvia e exagerada.  
Quase dormi em várias cenas. Compre as trilhas sonoras, valem muito mais a pena.

E qual o pensamento que tirei sobre?
Preciso transar o quanto antes para tirar da minha cabeça tantas cenas de sexo ruim. E sim, sou super a favor de umas safadezas mais intensas de vez em quando. Então, meu whatsapp é... #risadasdemoníacas

Link para os dois trailers do filme num único vídeo no Youtube:

terça-feira, 24 de março de 2015

Editora Global presenteia o mercado com lançamentos inspiradores

A nossa parceira Editora Global, que sempre povoa o mercado literário com brilhantes autores que marcaram a nossa literatura nacional, acaba de injetar mais duas obras inspiradoras nas livrarias da sua cidade. Confira abaixo:

✔  Teadorar, de Manuel Bandeira
20 poemas sobre o amor ilustrados por Orlando Pedroso
Pernas trêmulas, calafrios na barriga... Quem é que nunca sentiu o coração arder e perdeu uma noite de sono sonhando acordado, sorrindo ou chorando comovido? Em Teadorar (Global Editora, 56 páginas), o poeta de Pasárgada nos presenteia com 20 poemas sobre o amor. Acompanhados pelos traços certeiros de Orlando Pedroso, os textos apresentam os impulsos da paixão que surgem para dizer que estamos vivos.
Em um de seus poemas, Bandeira celebrou ter inventado um novo verbo: teadorar. Nesta obra apaixonada, graças à sua ousadia e simplicidade, vemos Bandeira preenchendo tudo aquilo que parece comum em nosso dia a dia com tons de fantasia, elemento essencial para que todos desenvolvam sua capacidade criativa e o gosto pela leitura.
Sobre o autor: Manuel Bandeira nasceu em 1886, em Recife. É amplamente considerado, seja pelo público, seja pelos numerosos estudiosos de sua obra, como um dos maiores poetas da língua portuguesa, tendo se destacado também como cronista, professor, tradutor, ensaísta, crítico de literatura e de artes plásticas. Estreou em 1917 com A cinza das horas, seguido de dezenas de outros livros essenciais de nosso panorama poético, tais como Carnaval, Libertinagem, Estrela da manhã, Belo belo, Opus 10, Mafuá do malungo e Estrela da tarde. Bandeira residiu a maior parte de sua vida no Rio de Janeiro, onde lecionou literatura no Colégio Pedro II e, posteriormente, na Faculdade Nacional de Filosofia. Amigo de vários participantes da Semana de Arte Moderna de 1922, principalmente de Mário de Andrade e Ribeiro Couto, manteve com alguns deles uma vasta correspondência que, como seu livro de memórias Itinerário de Pasárgada, é fonte indispensável para o aprendizado da poesia e da história de nossa literatura. Em 1940, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.

✔ Fico, o gato do rabo emplumado, de Darcy Ribeiro
A história de um gato que acha que tem um rabo emplumado
Fico, o Gato do Rabo Emplumado (Global Editora, 88 páginas), escrito por Darcy Ribeiro e ilustrado por Luciano Tasso, conta a história de um gato danado de exibido. Na verdade, um tanto complexado. A doidice é tanta que ele olha o rabinho à toa dele e vê, e mostra, e quer que todo mundo veja e admire naquele toquinho de rabo a tal cauda colorida. Convivendo com outros felinos no Largo da Gataria, sente no pelo os apuros de ser um bichano que se diz diferente dos demais.
Gatos gostam de brincar e fazer estripulias. São animais sempre lembrados por sua graça e beleza. Uma história divertida, sobre as peripécias desse gato vaidoso e maluco, convicto de que tem um rabo de galo índio, causador de muitas intrigas e confusão.
Sobre o autor: Darcy Ribeiro nasceu em Montes Claros, Minas Gerais, em 26 de outubro de 1922. Formado em Ciências Sociais na Escola de Sociologia e Política de São Paulo, em 1946, Darcy construiu uma brilhante carreira intelectual de projeção internacional, notadamente nos campos da antropologia e da etnologia. Destacou-se como escritor, educador e político, além de ter sido figura presente nos momentos centrais da história brasileira da segunda metade do século XX. Foi senador da República entre 1991 e 1997 e membro da Academia Brasileira de Letras. Faleceu em Brasília em 17 de fevereiro de 1997.