quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Alguns segredos escondidos em obras da cultura pop que você nunca percebeu

A verdadeira arte, aquela que brota espontaneamente de seu criador, é algo tão pessoal que em muitos casos o artista não resiste ao impulso de incorporar um toque particular em seu trabalho. O resultado disso são referências ocultas sutis que não fazem sentido para a maioria do público, mas estão lá por algum motivo, seja uma piada interna dos bastidores da produção, uma homenagem delgada, ou uma alusão escancarada. São os conhecidos 'easter eggs', segredos ocultos na produção final de uma obra de arte.
Seja em filmes, músicas, quadrinhos, ou até mesmo na literatura, cada vez mais os artistas tem procurado uma brecha para incluir um toque próprio em suas obras. E para nós, os consumidores deste repertório, é sempre uma grande alegria ser capaz de detectar algumas dessas referências. Mas se você não é do tipo que 'pega' as coisas rapidamente, não tem problema. Para facilitar, abaixo reunimos alguns dos easter eggs mais interessantes da cultura pop.
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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Uma dúzia de cerveja e algumas revelações

Havia um sol capaz de cozinhar os miolos de qualquer um. Enquanto subia a lomba podia notar o suor que escorria de minha testa. E começava a me amaldiçoar por ter tido a ideia de sair pra comprar cerveja, “droga, eu tenho duas garrafas de vinho em casa”, pensei, “o ser humano é assim mesmo, estamos sempre atrás das coisas que não temos”.
Acendi um careta e fiquei feliz por encontrar a sombra das marquises sobre minha cabeça. Parecia até que estava embaixo do chuveiro tomando um banho gelado devido ao contraste em relação à temperatura.
Olhava em minha volta e via garrafas quebradas e todo tipo de lixo resultante da loucura coletiva. Quando um homem chega em casa, na sexta-feira de tardinha, e joga a sua gravata no cesto de roupa suja, é como se ele deixasse sua alma oprimida lá dentro, e pudesse usar uma alma livre que o completa. E nesse momento ele se torna um maldito sem qualquer compromisso ou responsabilidade com a sociedade. Tudo que ele quer é extravasar, e se livrar da inhaca de uma semana inteira no purgatório, quebrando o maior número possível de regras que tanto o aprisionam. E isso inclui ficar maluco e emporcalhar as ruas durante a madrugada toda, enquanto pretende se divertir com o máximo de liberdade e bebida possível. O que transforma o sábado matinal em um dia de ruas completamente reveladoras, pelas quais eu ando seguidamente.
Cheguei até o maldito boteco arrastando as pernas e tão logo coloquei os pés lá dentro, gritei: “Ei, Telmo, preciso de cerveja”. Olhei ao redor e notei que ele não dava as caras. Fui até o freezer, peguei uma e mandei brasa, “ah!”. A cerveja descia como se fosse sorte e tive a sensação de que fui inundado pela esperança novamente. Parecia que minhas pernas tornaram-se firmes como os pilares enormes que sustentam esses prédios, que cobrem toda essa avenida, e que matam as árvores por falta de sol. Que ironia, o sol quente, que cozinha miolos, faz falta pras árvores. A vida é assim mesmo, o veneno é o soro. Pois o mesmo lixo que deixa a cidade imunda no sábado de manhã, também liberta o homem que fora aprisionado durante a semana.
Caminhei até a porta e fiquei ali, parado, bebendo goladas de cerveja enquanto dava um tempo pra que o Telmo aparecesse. Foi quando ouvi aquela voz ao fundo, “Como vai, Tom?”. Por um minuto achei que não fosse ele, pois a sua fala demonstrava um homem ofegante ao ponto de mudar até mesmo o timbre emanado pelas suas cordas vocais.
“Uma dúzia de cerveja”, eu disse. E no mesmo instante ouvi o tilintar das garrafas e o barulho dos cascos cheios topando com o balcão. Girei meu corpo e, tão logo fiquei de frente pra ele, tive uma visão que me pegou de surpresa.
O Telmo imediatamente deixou um sorriso malicioso escapar pelo canto de sua boca, “o nome dela é Mary, é a minha garota”.
Cocei meus olhos e quando firmei meu olhar confirmei que ela não era uma garota convencional. “Muito prazer”, falei.
“Ela não é de falar”, disse o Telmo.
Então eu apenas balancei a minha cabeça de maneira afirmativa e coloquei a grana sobre o balcão. Peguei as minhas cervejas e tomei o caminho da porta. E tão logo devolvi meus olhos pra dentro da espelunca flagrei o Telmo amassando a Mary como se ela fosse de carne e osso.
“Tudo bem”, pensei, “se o Telmo decidiu que vai se relacionar com uma manequim de vitrine de loja, eu não tenho nada a ver com isso”. Não fiquei feliz e não fiquei triste, apenas pensei em apressar meus passos por entre as garrafas quebradas e todo tipo de lixo esparramado pela rua.
Assim que cheguei, tranquei a porta e abri uma garrafa usando meu isqueiro. E quando estourei a tampa deu aquele som característico, que eu acho a coisa mais próxima possível, de uma representação autêntica do que pode medir o sucesso de um homem. Pensei, “aquela manequim de vitrine de loja está fazendo bem pra ele, afinal de contas, um homem triste não pode acertar o ponto da cerveja”.

Calibrei meu copo e sentei diante da máquina de escrever. Queria transformar esse dia, tão sofrido até o momento, em algum combustível. E provar, pra eu mesmo, que meus miolos não estavam cozidos.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Os Cenobitas estão chegando pela DarkSide Books no lançamento do livro 'Hellraiser'

Um livro tão assustador que nenhuma editora nacional teve a coragem de lançar. Mas não pense que você está a salvo. A DarkSide® Books traz para o Brasil o tão aguardado Hellraiser – Renascido do Inferno, o romance que fez de Clive Barker uma lenda viva do terror.
O livro chega às livrarias em setembro de 2015, às vésperas do aniversário de 30 anos de seu lançamento internacional.
Escrito em 1986, Hellraiser – Renascido do Inferno apresentou ao público os demoníacos Cenobitas, personagens criados por Clive Barker que hoje figuram no seleto grupo de vilões ícones da cultura pop como Jason, Leatherface ou Darth Vader. Toda a perversidade desses torturadores eternos está presente em detalhes que estimulam a imaginação dos leitores e superam, de longe, o horror do cinema. 
Clive Barker escreveu o romance Hellraiser – Renascido do Inferno (The Hellbound Heart, no original) já com a intenção de adaptá-lo ao cinema. O cultuado filme de 1987 seria sua estreia na direção, e ele usou o livro para mostrar todo seu talento como contador de histórias a possíveis financiadores. Nas palavras do próprio Barker: “A única maneira foi escrever o romance com a intenção específica de filmá-lo. Foi a primeira e única vez que fiz assim, e deu resultado”.
De leitura rápida e devastadora, Hellraiser – Renascido do Inferno conta a história de um homem obcecado por prazeres pouco convencionais que é tragado para o inferno. Inspirado nas afinidades peculiares do autor, o sadomasoquismo é um tema constante em sua arte.
Se você é fã de Clive Barker, precisa ler sua primeira obra-prima. O mestre sombrio finalmente chegou à DarkSide®.
Para matar os desejos de todos os fãs, e prontos para comemorar os 30 anos de seu lançamento, Hellraiser – Renascido do Inferno chega às livrarias em duas edições como só a DarkSide® Books sabe fazer: Limited Edition (capa dura) e Classic Edition (com a revolucionária capa com book frame®).
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domingo, 23 de agosto de 2015

Clássicos da literatura que foram escritos na prisão

Quando paramos para ponderar sobre os possíveis locais onde grandes autores escreveram a maioria dos nossos livros favoritos, sempre nos vem a mente algum quarto exótico no interior de uma casa vistosa ou até algum dormitório sujo de uma pensão barata, mas é difícil imaginar que algumas obras foram escritas de dentro de uma cela de prisão. 
Mas a verdade é que, sendo como um prisioneiro político ou como vítima de intolerância estadista, a solidão e a 'falta do que fazer' quando se 'puxa' uma cana braba, são ingredientes perfeitos para a produção de grandes obras literárias. E apesar de ser um lugar onde ninguém quer estar, não consigo imaginar forma melhor de aproveitar o seu tempo em uma cela do que escrevendo.

Foi por isso que analisamos alguns escritores que usaram suas penas de forma produtiva, e tiveram a perspicácia de criar grandes trabalhos literários enquanto encarcerados. Confira abaixo alguns desses clássicos que foram escritos na prisão.
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sábado, 22 de agosto de 2015

Que tal trabalhar em uma livraria durante as suas férias?

Aqueles que concordam com a máxima de Neil Gaiman citada em 'Deuses Americanos', de que "uma cidade não é uma cidade sem uma livraria", e que anseiam passar os seus dias entre estantes recheadas de livros de uma pequena livraria, agora já podem incluir essa possibilidade em seus roteiros de férias. Alguns podem encarar essa iniciativa como mais uma jogada publicitária para tentar revitalizar as pequenas livrarias que vem minguando aos poucos a cada dia, já para outros, pode ser vista como uma grande chance de realizar um sonho... Ter a sua própria livraria. Mesmo que por apenas alguns dias. 
A ideia surgiu em um festival literário que é realizado anualmente em Galloway, na Escócia, e acabou se estabilizando e virando atração pela região.  Por apenas 30 Euros por dia, você pode 'arrendar' e administrar a livraria 'The Open Book' no coração de Wigtown por até duas semanas, incluindo desfrutar de um confortável apartamento no segundo andar da loja, com direito a um computador com wi-fi e uma bicicleta para deslocar-se pelo local. Além de, claro, também vender livros. Um livreiro estará disponível para explicar tudo o que você precisa saber sobre o ofício. A pequena lista de tarefas inclui abrir e fechar a livraria, receber os visitantes, vender livros, organizar as prateleiras e escolher os exemplares para expor na vitrine da forma que achar melhor.

Mais que apenas um 'trabalho de férias', a experiência tem sido procurada principalmente por muitos casais que aproveitam a oportunidade como uma espécie de lua de mel. O projeto batizado de 'Primeira Experiência de Férias na Livraria' está disponível no site do Airbnb, e as reservas podem ser feitas clicando aqui.
Os criadores da iniciativa entendem que a ideia surgiu em um momento bem difícil para as livrarias independentes (haviam 1.535 livrarias independentes no Reino Unido em 2005, número esse que foi reduzido para 939 em 2014), mas consideram a ocasião uma chance única de fazer parte de algo maior.
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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A Última Era (Carlos Fleury)

É o fim do mundo como o conhecemos! Isso já é um fato consumado. Resta agora imaginarmos que tipo de futuro nos aguarda após os inúmeros motivos que podem levar a humanidade rumo à um inevitável colapso mundial. E entre as várias teorias que nos aflige, podemos dizer que a ficção sempre se antecipa sobre esse assunto. E, sem medo, todos adoramos explorar essas possibilidades nas telas do cinema ou nas páginas de um livro enquanto não nos deparamos com o caos que nos espera. Entre as conhecidas guerras nucleares, infestações zumbis, conquistas espaciais e outras projeções de um amanhã em que ficamos cada vez mais dependentes da ciência e tecnologia, minha cabeça foi aberta para uma nova perspectiva durante a minha última leitura.
Em A Última Era (Editora Selo Jovem, 260 páginas) me vi no que seria um possível futuro não muito diferente de um período bem conhecido pelos leitores de fantasia,... A Idade das Trevas. Neste cenário, o autor Carlos Fleury desenvolve uma trama atraente que consegue dosar todos os elementos fundamentais para formar uma boa saga. 

Em uma terra devastada por uma tragédia que praticamente reiniciou a vida no planeta, não apenas grande parte do conhecimento e técnicas da nossa evolução foram perdidos, mas também o próprio homem parece ter voltado ao seus princípios mais primitivos. O que restou da sociedade tenta se reerguer seguindo a linha do pensamento simples, porém cruel, de um tipo de feudalismo. Um quadro perfeito para a formação de um poderoso império para instituir a vontade do mais forte sob os mais fracos.
Abandonada a esperança e sem a crença em quaisquer deuses, a ciência e religião são tradições que passam a gerar mais perguntas que respostas, e portanto não exercem mais tanta influência na psiquê humana, transtornando muitos dos valores que nos guiam e deixando brechas características para o surgimento de lendas e mitos. Este solo fértil logo começa a ver as suas primeiras sementes brotarem do subsolo quando uma escavação arqueológica inicia uma série de questionamentos a respeito do passado do mundo, ao mesmo tempo em que no outro extremo do mapa, um homem surge quase como uma espécie de profeta, disseminando uma nova fé entre o povo.
No meio desses eventos adversos, nas últimas cidades livres do império, um guerreiro habilidoso inicia uma jornada pessoal abrindo seus caminhos através de batalhas calorosas e fazendo o seu nome, Victorius, se espalhar como o vento.

Como o 'livro um' de uma trilogia em formação, 'A Última Era' é naturalmente uma obra mais voltada para a ambientação do leitor neste palco, em que partes dos seus capítulos são usados para apresentar os personagens, seus conflitos e principalmente o mundo que os rodeia. Apesar de a proposta de um único homem "anunciado" emergir para enfrentar um mal virtualmente superior não ser um conceito relativamente novo, a obra me ganhou pela originalidade do seu cenário e as diferentes tonalidades que o autor conseguiu imprimir em elementos de roteiro que já são bem conhecidos pelo público.
Para facilitar a visualização desta abordagem, eu gosto de imaginar esta saga como uma mistura de 'O Senhor dos Anéis' com 'Mad Max', onde o passado e o futuro, o conhecido e o desconhecido, se confrontam todo tempo em um jogo de narrativa que não deixa o leitor sossegar enquanto não conseguir atar todas as pontas soltas desta história.

Para conhecer o final desta história, clique agora no banner abaixo e compre o seu exemplar. Depois volte aqui e conte a sua própria experiência com o livro em nossos comentários.
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Muito ocultismo e Rock'n Roll no lançamento de "Alice Black - Princesinha do Inferno" na Bienal do RJ

E se um fã de rock descobrisse que todas as letras, símbolos e capas de álbuns são apenas reflexos de uma intensa realidade oculta para meros mortais?
Essa é a situação da protagonista de "Alice Black - Princesinha do Inferno", romance que a Editora Autografia lançará durante a Bienal 2015 no Rio de Janeiro.
Segundo os autores Carlos Henrique Abbud e Flávia Gonçalves, "A intenção era criar uma história que envolvesse fantasia, aventura, romance e música  - principalmente o Rock - sendo esse gênero a inspiração maior para a construção do ambiente."

Sinopse: Alice é roadie da Mell's Angels, uma banda de rock iniciante, cuja estrela é sua irmã mais velha. Humilhada constantemente pelos integrantes, sua situação piora quando descobre que eles venderam sua alma em troca de sucesso imediato. Lançada no submundo, enquanto a banda desponta para o estrelato, Alice inicia uma louca jornada através dos perigos, descobertas, desafios, e - por que não? – encantos de um inferno totalmente rock and roll, governado por um Príncipe das Trevas que talvez nem seja tão terrível assim...

O nome da protagonista foi inspirado por grandes ícones do rock (Alice Cooper, Alice in Chains), sendo o "Black", literalmente ou simbolicamente, algo intrínseco a esse estilo. A história é narrada de forma descontraída, sendo os elementos do sobrenatural tratados de maneira satírica. Os aspectos "assustadores" da mitologia associada ao rock - pactos, rituais, ícones -  surgem de maneira bem humorada. O subtexto da história seria: "não leve nada disso tão a sério", o que se relaciona com a postura da maioria das bandas mais polêmicas. Sendo assim, há uma atmosfera de diversão e rebeldia comum a esse gênero musical. 
No livro, o leitor encontrará loucuras ao estilo de “Alice no País das Maravilhas” “O Mágico de Oz”, enquanto explora um ambiente construído a partir de letras de música, capas de álbuns e personagens reais do universo do rock and roll.
Para conhecer mais detalhes deste trabalho bem articulado, curta a página de 'Alice Black' no Facebook, e conheça o site oficial do livro clicando aqui.

Sobre os autores: Carlos e Flávia são casados, graduados em Música, pós-graduados em Artes Visuais e professores de Arte. Carlos é designer, artista plástico e músico. Flávia é flautista desde o início da adolescência. Os dois são escritores eternamente aprendizes, apaixonados por histórias de todo tipo e pelo jeito mágico como elas surgem.
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