quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Dito pelo Maldito na agenda da 23° Bienal Internacional do Livro, em São Paulo

Amanhã se inicia a esperada 23° Bienal Internacional do Livro em São Paulo, o evento mais significativo do ano para o mercado literário. Uma excelente oportunidade para os leitores conhecerem seus autores favoritos, pegar autógrafos, assistir palestras, mesas de discussões e aproveitar excelentes descontos em alguns bons livros.

A Bienal ocorre entre os dias 22 e 31 deste mês de Agosto, e para não ficar perdido entre tantas atividades que ocorrem ao mesmo tempo no espaço, sugiro que clique aqui e confira a programação oficial para preparar o seu roteiro pelo evento.
E para os leitores desse blog, gostaria de informar que farei parte da mesa 'Blogs Literários e Editoras' na Curadoria do Blogs de Letras promovida pelo PublishNews no dia 30 de Agosto, em que discutiremos a relação entre essas duas entidades, e suas dificuldades em falar a mesma língua. Mais do que convidados, estão todos intimados a participar desta mesa, e podem começar clicando aqui e confirmando presença pela página da mesa no Facebook. Mas é claro que também será uma ótima oportunidade para nos conhecermos pessoalmente e curtirmos um bate papo agradável no fim de tarde desse penúltimo dia de Bienal.
Espero ver a Máfia Maldita lotando o lugar!!!

Confira a programação abaixo da Curadoria do Blogs de Letras, e separe um tempo para participar das suas atividades:

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Uma Carta Para um Filho a Respeito de seu Pai

Uma carta para um filho a respeito de seu pai
(Dear Zachary - A Letter to a Son About his Father)
Diretor: Kurt Kuenne
Roteiro: Kurt Kuenne
Atores: Kurt Kuenne, Andrew Bagby, David Bagby
País: EUA
Ano: 2008

Apesar de não se tratar de um filme do gênero terror, Dear Zachary e um filme que merece uma breve apresentação, para em seguida, total atenção.
Dear Zachary é um documentário tanto quanto diferente. Andrew, um enfermeiro jovem e querido por todos os seus familiares e amigos é encontrado morto. A partir daí o diretor, roteirista e tudo mais Kurt Kuenne, amigo de infância do assassinado, reúne filmagens desde quando crianças e a partir daí inicia-se a história de Andrew, passando por todos os lugares onde morou e criou vínculos de amizade.
Mas engana-se quem acha que seremos apresentados à sua vida, cheia de depoimentos e filmagens transbordadas de emoção e saudade. Essa apresentação tanto quanto emotiva do que foi um excelente rapaz nada mais é que a ponta do iceberg.
Uma história muito intensa existe por trás de sua morte, tendo uma mudança brusca pouco antes do meio do documentário, que chega ao fim de forma surpreendente e angustiante. Dor, superação e passos firmes em meio à tanta tensão são apresentados de forma crua e singular, num trabalho que merece ser assistido com bastante atenção. Certamente você não o assistirá novamente.

Prepare-se para o lugar onde este trabalho te levará, pois não é agradável. Um filme como este pode acabar com seu dia (ou noites de sono), nos deixando sérios e pensativos por bastante tempo, com perguntas que latejarão em nossas mentes para as quais não teremos respostas, além de sabermos, no fundo, que tudo que sentimos ao assisti-lo nada mais é que uma fagulha, se comparado aos que vivenciaram a história. Talvez seja melhor assim.
Trata-se do documentário mais triste que já vi, realizado da forma mais intensa e inesperada. Uma homenagem de um amigo que teve de dar um final diferente do proposto à obra.
Não é um filme para assistir com amigos, num dia de diversão ou para relaxar.
Respire fundo e vá. Assista.

E qual o pensamento que tirei sobre?
O mundo parece ser composto por extremos. E isso machuca muito.

Você o confere na integra e legendado no vídeo abaixo

terça-feira, 19 de agosto de 2014

7 Livros para ler enquanto aguarda o retorno da série 'True Detective'

A primeira temporada da série 'True Detective' acabou sendo bem mais do que apenas mais um fenômeno da cultura pop, também foi um marco significativo na literatura. As vendas das obras do escritor Robert W. Chambers alavancaram assustadoramente lá fora, e instigaram a Editora Intrinseca lançar o clássico 'O Rei de Amarelo' aqui no Brasil, que pouco (ou nada) conhecia sobre a estranha ficção desse esquecido autor. 
O livro logo virou um parâmetro para os fãs da série da HBO que passaram a caçar e dissecar qualquer referência ligada ao seriado.
Com a segunda temporada vindo por aí, achamos prudente listar para os fãs da série algumas obras similares que abordam a mesma mitologia bizarra da série True Detective.

✔ Histórias de Horror - O Mito de Cthulhu, de H.P. Lovecraft
Seres de outras dimensões que no passado reinaram sobre o nosso planeta estão à espreita para reconquistá-lo! Poucos sabem disso. Artistas, pintores e escritores - almas sensíveis - vislumbram a sua existência em sonhos ou em acessos de delírio. Grupos primitivos, por estranhas razões, os cultuam. E apenas alguns poucos homens, verdadeiros heróis eruditos, buscam pistas sobre essas criaturas e as estudam. São os únicos que podem nos proteger.
Numa mistura de horror e ficção científica, esse é o enredo da maior parte da produção de Howard Phillips Lovecraft, escritor norte-americano responsável pela criação do mito de Cthulhu, criatura até hoje cultuada por seitas diversas. Os contos de Lovecraft e suas criaturas tiveram tal repercussão que chegaram a influenciar diversas bandas de rock, como Iron Maiden, Metallica e Black Sabbath. Neste livro, são reunidos alguns de seus contos mais importantes: O chamado de Cthulhu, O horror de Dunwich, Sussurros na escuridão e O assombrador das trevas.

✔ Vestido de Noivo, de Pierre Lemaitre
Sophie, uma jovem mulher que leva uma vida pacata, começa a cair lentamente na loucura: milhares de pequenos e inquietantes sinais se acumulam e, de repente, tudo se acelera. Seria ela a responsável pela morta da sua sogra, do seu marido enfermo? Pouco a pouco ela se encontra envolvida em vários assassinatos, dos quais ela não tem a menor lembrança. Então, desesperada, porém lúcida, ela organiza sua fuga, muda de nome, de vida, se casa, mas o seu terrível passado a alcança. As sombras de Hitchcock e de Brian de Palma pairam sobre esse thriller diabólico.
Esse romance policial não está centrado na investigação, nem na figura exclusiva do criminoso, mas é um thriller de terror psicológico que mantém seu suspense até o final, focando em duas figuras centrais: a vítima e o agressor. Até um determinado ponto da história esses papéis se confundem e não sabemos ao certo quem realmente é o bandido.

✔ Boneco de Neve, de Jo Nesbo
*Essa obra já foi resenhada aqui no blog, clique aqui para ler a resenha.
Tão assustador e eletrizante quanto o silêncio dos inocentes.
No dia da primeira neve do ano, na fria cidade de Oslo, o inspetor Harry Hole se depara com um psicopata cruel, que cria suas próprias regras; O terror se espalha pela cidade, pois um boneco de neve no jardim pode ser um aviso de que haverá uma próxima vítima. No caso mais desafiador da sua carreira, Hole se envolve em uma trama complexa e mortal, com final surpreendente.
O autor apresenta um serial killer que consegue combinar métodos, motivação, causas e circunstâncias originais para construir um psicopata assustador e uma narrativa inteligente que move o leitor a frente da leitura, não pela ânsia de pegar o assassino, mas pela curiosidade de ao menos compreender seus motivos e entender um pouco mais da conjuntura do mundo que o cerca. 
A obra promove uma leitura rápida e empolgante, mas que com certeza tomará alguns longos minutos do seu tempo entre capítulos para absorver os acontecimentos e ponderar sobre o desenvolvimento dos fatos. Para quem ainda não conhece a literatura nórdica, está aqui um bom caminho por onde começar a trilhar essas terras gélidas com uma realidade tão distante da nossa.

✔ 2666, de Roberto Bolano
Fiel aos dois principais temas que atravessam toda a obra do autor chileno - violência e literatura -, o livro é composto de cinco romances, interligados por dois dramas centrais: a busca por um autor recluso e uma série de assassinatos na fronteira México-Estados Unidos. 
A primeira história narra a saga de quatro críticos europeus em busca de Benno von Archimboldi, um escritor alemão recluso do qual não se conhecem fotos. Na segunda, há a agonia de um professor mexicano às voltas com seus problemas existenciais. O terceiro romance conta a história de um jornalista esportivo que acaba se envolvendo com crimes cometidos contra mulheres da cidade de Santa Teresa, no México (ficcionalização de Ciudad Juárez). Na quarta e mais extensa das partes do livro, os crimes de Santa Teresa são narrados com a frieza e o distanciamento próprios da linguagem jornalística das páginas policiais. E finalmente, na quinta história o leitor é conduzido de volta à Segunda Guerra, tornando-se testemunha do passado misterioso de Benno von Archimboldi. 
Recheado de reflexões sobre a natureza do mal, a relação entre cultura e violência e, de quebra, a situação do intelectual latino-americano, 2666 é um livro inteligente, surpreendente e de leitura fácil. Não por acaso, fez uma carreira tão assombrosa no contexto da crítica internacional e entrou para o rol dos grandes fenômenos literários da atualidade.

✔ Onde As Sombras Se Deitam, de Michael Ridpath
*Essa obra já foi resenhada aqui no blog, clique aqui para ler a resenha.
Quando o detetive Magnus Jonson se torna testemunha de um caso de corrupção na polícia de Boston (EUA), logo vira o alvo principal da gangue antes beneficiada. Como proteção, é transferido para a Islândia, sua terra natal. Lá, acompanha a investigação do assassinato de um professor. Tudo indica que o crime está ligado a uma desconhecida saga islandesa que ele traduzia, com muitas semelhanças com O Senhor dos Anéis. Assim, Magnus precisa desvendar um trama que envolve segredos milenares de uma família, um misterioso pastor e um rico fã americano do universo de J. R. R. Tolkien.
O que pode não passar de mera fantasia medieval para nós americanos, é levado muito a sério e considerado parte da cultura e folclore dos países nórdicos europeus. É o que descobre o detetive Magnus, que após denunciar um esquema de corrupção em seu departamento, é enviado à longínqua Islândia para sua própria segurança. Enquanto presta consultoria para a serena força policial islandesa, cujo os agentes sequer portam armas de fogo, o detetive se depara com um raro caso de assassinato de um especialista em literatura antiga.


✔ A Porta de Bronze, de Raymond Chandler
Há 50 anos morria o mestre que expôs os demônios da chamada Cidade dos Anjos. É, foi com Raymond Chandler que as histórias de detetives ganharam outras cenas de crime que não bibliotecas, camarotes de navios, vagões de trem ou bucólicos prados ingleses. Nascia o romance noir! Este volume dá cinco ótimas pistas para se descobrir por que ele é - meio século após sua morte - um dos grandes mestres que transformaram o gênero policial em matriz para a melhor literatura que se fez a partir dos anos 1940. 
Nesta coletânea, Marlowe só dá as caras uma vez, mas entra "matando". Depois de resistir anos a ressuscitar o seu principal personagem, Chandler acaba cedendo em 1958, quando escreve "O lápis" (título que só viria em 1965; originalmente a história surgiria com o nome de "Marlowe takes on the Syndicate"). O conto está repleto de metáforas que só ficam bem na voz de Marlowe, como tipo "O álcool é como o amor. O primeiro beijo é mágico, o segundo, sugestivo, o terceiro já é rotina. Depois disso você tira a roupa da moça". Para o fim ficou o inédito entre nós "Um verão inglês". História de amor com direito a uma insaciável "dominatrix", castelo decadente e, é claro, às clássicas alfinetadas de Chandler nos súditos de Sua Majestade. O brilhante conto, publicado postumamente em 1976, é considerado por Chandler um divisor de águas em sua (extensa) literatura.

✔ O Coração é um Caçador Solitário, de Carson McCullers
Numa cidadezinha do sul dos Estados Unidos, no final dos anos 1930, os efeitos da Grande Depressão ainda se fazem sentir. Personagens como Biff Brannon, dono do restaurante que nunca fecha na cidade; a garota Mick, forçada a passar abruptamente da infância à idade adulta; o agitador marxista Jake Blount; o médico negro Benedict Copeland, que atende de graça os pacientes pobres e luta pela emancipação racial, enfrentam, além da carência material, o flagelo da solidão e da incomunicabilidade.
O centro desta narrativa, em que cada capítulo assume o ponto de vista de um personagem, é o mudo John Singer, um homem triste e solitário, que por sua serenidade enigmática é visto como um santo pela comunidade.
O coração é um caçador solitário foi publicado em 1940, quando a autora tinha apenas 23 anos, e obteve reconhecimento imediato. O romance foi adaptado para o cinema em 1968 pelo diretor Robert Ellis Miller e publicado no Brasil, com outra tradução, nos anos 1980.

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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

4 Tabus que ainda resistem na literatura atual

Estamos no século XXI, é verdade. Mas isso não impede que a nossa sociedade ainda preserve diversos tabus que a envergonham. O tipo de coisa que só sabemos lidar de duas únicas forma, ou condenado, ou ignorando os fatos.
E se tem uma forma de expressão artística que historicamente coleciona quebras de tabus, essa é a literatura. Durante séculos, grandes escritores sempre bateram em portas lacradas e, sem pudor, exploraram em seus livros temas ousados que poucos tiveram a coragem de escrever uma linha sequer a respeito. Inspirados por esses pioneiros do intocável, selecionamos aqui algumas das raras obras que abordam esses assuntos que não deveriam ser discutidos em uma 'sociedade civilizada'.

✔ Incesto
Invisível, de Paul Auster
Adam Walker recorda os acontecimentos da primavera e do verão de 1967, quando era um jovem poeta e estudante de letras na universidade de Columbia, Nova York. Quarenta anos depois, os fatos incontornáveis daquele ano, em que se vivia a Guerra Fria e a crescente oposição à Guerra do Vietnã, somam-se a eventos pessoais decisivos, que o vão acompanhar até o fim da vida. 
Ele rememora o estranho encontro em uma festa e a posterior relação tumultuada que desenvolve com dois estrangeiros: o suíço Rudolf Born, professor visitante de relações internacionais na mesma Universidade Columbia, e sua enigmática e sedutora companheira, a francesa Margot. O professor Born propõe ao jovem poeta financiar um projeto de revista literária, acalentando a ideia de ter sua biografia escrita por Walker. 
O rapaz fica intrigado com a rápida simpatia que desperta no casal, mas a oferta é boa demais para ser recusada. Aos poucos, porém, passa a desconfiar das intenções de Born, uma combinação de raivoso analista político, intelectual cínico e dândi espirituoso. 
Este livro é dividido em três partes, vamos nos focar na segunda, na qual Adam Walker vai morar com sua irmã mais velha, Gwyn. Ambos são dotados de extrema beleza, e se desejam. O autor descreve esses capítulos como se fosse o diário do personagem, descrevendo cenas de sexo tórrido entre os irmãos. Mas, para embaralhar a cabeça dos leitores, na terceira parte do livro, Gwyn nega o caso e diz que o sexo não passava de uma fantasia do irmão. Cabe a você decidir se acredita.

✔ Aborto
O Advogado da Vida, de Jean Postai
Quando começa o direito à vida? Essa pergunta fica quase impossível de ser respondida quando o médico Arthur Galanidel é preso por supostamente realizar abortos ilegais em sua clínica, inclusive em uma menor de idade. 
O advogado David é escalado para defender o caso, sofrendo a pressão da imprensa e da sociedade, que discutem se uma mulher tem ou não o direito de abortar e se o médico é ou não um criminoso. Será que David conseguirá convencer os jurados a inocentar o médico? Em quais situações é permitido a uma mãe optar por dar ou não à vida a seu filho? 
Neste emocionante thriller jurídico, as perseguições, tramas e provas são misturadas a todo momento, criando um romance fantástico, de tirar o fôlego. Tudo isso para, no final das contas, o caso ser julgado por sete jurados que decidirão onde começa e até onde vai o mais fundamental dos direitos: o direito à vida.

✔ Prostituição
As Senhoritas de Amsterdã, de Martine Fokkens
As garotas da vitrine Martine e Louise Fokkens, gêmeas idênticas nascidas na Holanda durante a Segunda Guerra Mundial, tornaram-se, ao longo de mais de 50 anos como prostitutas na capital do país, verdadeiros ícones do De Wallen – o famoso bairro da Luz Vermelha de Amsterdã. Com roupas sempre combinando entre si (compram tudo duplo), passaram a ser conhecidas dos moradores e comerciantes das redondezas: Louise, impetuosa e extrovertida; Martine, calma e tranquila; ambas têm filhos, além de serem avós e até bisavós.
Prostituíram-se (Louise primeiro) por volta dos 20 anos, quando já eram mães, incentivadas pelos maridos e pressionadas por necessidades financeiras. Aos poucos, livraram-se dos companheiros exploradores e dos cafetões e abriram seu próprio e pequeno bordel. Foram décadas de trabalho, de esforço para criar os filhos, de camaradagem com a gente do bairro, de personagens e clientes inusitados, mas também de mudanças: Louise e Martine testemunharam a chegada de prostitutas do Leste Europeu, o recrudescimento da violência e do uso de drogas, a legalização da prostituição na Holanda e, mais recentemente, as consequências das novas tecnologias que criaram vários tipos de concorrência, à boa e velha vitrine.

✔ Poligamia
A Vida Como Ela É..., de Nelson Rodrigues
Dispensa maiores apresentações. Já nos anos 1950, quando estrearam, essas histórias de ciúme, obsessão, dilemas morais, inveja, desejos desgovernados, adultério e morte atraíram os leitores, tornando-se um grande sucesso. De lá para cá, a popularidade dos contos de Nelson Rodrigues só fez aumentar com as inúmeras adaptações que sofreram, passando das páginas do jornal a programa de rádio, fotonovela, filme, peça de teatro e até série de televisão. Tamanho era o sucesso da coluna que, em 1961, o próprio autor fez uma seleção de cem contos para publicar em livro, incluindo ali narrativas que ficaram célebres, como A dama do lotação e A coroa de orquídeas, entre outras. 
Agora, nesta nova reunião, comemorativa do seu centenário, tentamos escolher textos tão expressivos e representativos de A vida como ela é... quanto os da primeira coletânea. E todos inéditos em livro. Aqui o leitor terá oportunidade de conhecer cem outros contos, que garimpamos nos dez anos de publicação da coluna no periódico Última Hora, inclusive o primeiro da série: O homem do cemitério.
Nessa coletânea, não apenas a Poligamia, mas diversos outros pudores humanos são explorados de forma genial pelo maior cronista que o Brasil já teve. É até provável que, devido a amplitude dos contos de Nelson, só esse livro já englobe todos os outros 'pecados' citados anteriormente.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Lançamento do livro “Contos de Amor e Crime: Um Romance Violento”, do nosso colunista Afobório

Para os leitores desse blog, e especialmente para os apreciadores da nossa coluna Palavra Penada, gostaríamos de espalhar, com muita euforia, o lançamento da obra "Contos de Amor e Crime: Um Romance Violento" de autoria do nosso colunista Afobório, publicado pela Editora Os Dez Melhores. Um livro para quem não tem medo de deixar o lugar confortável e cômodo onde se encontra, mas no qual não poderá permanecer para sempre.
Quem já conhece o estilo 'tortuoso' do autor em seus textos aqui no DpM, agora pode levar pra casa suas palavras penadas publicadas...
O lançamento oficial será durante as atividades de aniversário da Biblioteca Pública Municipal Dr. Guilherme Schultz Filho, de Carazinho/RS, que acontece entre os dias 18/08 e 22/08
Nesta semana, diferentes escolas municipais e estaduais da cidade de Carazinho/RS, participarão do Projeto Balaclava, com palestras e oficinas literárias ministradas pelo autor.

SINOPSE:
Amor, brutalidade, crime, drogas, esperança.
Respeito.
Discriminação social, racial.
Estes são os ingredientes que norteiam a vida de Jozz, o protagonista deste romance violento.
Negro, pobre, morador da favela, sem nenhuma estrutura familiar, Jozz é o anti-herói que até admiramos, que até compreendemos, mas que queremos longe de nossas casas e de nossas vidas.
Você poderá amá-lo ou poderá odiá-lo. Tudo depende das situações que você viu, ouviu e viveu.
Através de um texto cru, direto e impetuoso, o escritor Afobório não mede palavras, e nem teme os militantes do politicamente correto ao falar sobre preconceito e segregação social, perturbando e colocando o leitor a refletir sobre o seu papel em um país que ainda esconde seu racismo, enfeita sua miséria, e ignora esta bomba-relógio que ameaça explodir a qualquer instante.
Neste contexto, Jozz é um perigo.
Mas quem não é?

Se você aprecia o trabalho do autor aqui no blog, ou apoia o DpM de alguma forma, não pode perder a chance de aproveitar este lançamento. Clique aqui e compre o seu exemplar na loja virtual da editora.