quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A Bruxa de Blair (Parte I)

A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project) - Parte I
Diretor: Daniel Myrick, Eduardo Sánchez
Roteiro: Daniel Myrick, Eduardo Sánchez
Atores: Heather Donahue, Michael C. Williams and Joshua Leonard
País: EUA
Ano: 1999
        
Em outubro de 1994, três estudantes de cinema adentraram numa floresta para filmar um documentário e desapareceram. Um ano depois, suas fitas foram encontradas.
Este found footage despertou a curiosidade de todos, resultando em medo, asco ou desgosto, para aqueles que esperavam algo convencional. O público discutia sobre as imagens por eles filmadas. Não tratava-se de relatos ou suposições. Estávamos diante das imagens. O boca a boca foi enorme, resultando numa enorme e sincera forma de divulgação, aliada a uma jogada de mestre dos diretores, utilizando personagens existentes no local e dando-lhes outros significados e história, criando informações suficientes e coerentes para todos aqueles que pesquisassem sobre a obra, com direito a website e um documentário lançado anteriormente ao filme. Verdade ou não, preferimos acreditar, a fim de potencializar a emoção vivida ao assisti-lo. A sensação de “será?” permanece latente.

Através das filmagens trepidantes dos estudantes, em especial as de Heather, que numa tentativa de sentir-se segura, mantém a câmera ligada por quase todo o tempo e ao invés de nos colocar diante do medo personificado, ficamos com os assustados, as reações, o efeito final, nos levando a uma viagem mais complexa. Somos apresentados à essência do medo, que vai muito além de qualquer formato estético pré-estabelecido. Sem forma, cor, som ou qualquer outro aspecto que possa defini-lo, somos colocados diante do horror. O filme derrama em nós medo puro, nos atingindo independentemente qual sejam nossos temores. Em A Bruxa de Blair, cada espectador tem a liberdade de dar forma ao medo como bem entende, transformando o filme numa experiência única para cada espectador que seja capaz de se libertar de suas preferências e aceitar o medo em sua essência.
Com uma estética fiel ao que seriam filmagens encontradas, aliadas à ausência de trilha sonora ou qualquer outro elemento que poderia borrar a ideia proposta pelo subgênero, a Bruxa de Blair pode ser considerado um filme perfeito, onde o medo é apresentado em sua essência dentro de uma estrutura lógica e coerente.
Acredito que, muitas vezes, a limitação monetária para a construção de um projeto obriga os diretores e demais envolvidos em saídas criativas, impossibilitando-os de apoiar-se em saídas fáceis e visualmente impactantes, porém tanto quanto rasas. Neste trabalho, não foi diferente.
A causa do medo é subjetiva. A reação a tal, não. E nunca isso foi tão claro numa obra.

Curiosidades:
✔  Não sendo suficiente, o filme foi lançado após o documentário, um dos pilares para que tal história fosse dada como verídica. E por mais que saibamos que trata-se de um filme apenas, o “será” permanece após assisti-lo.
✔ O trabalho de construção da obra também é um tanto quanto singular. Os atores tiveram de aprender a manusear as câmeras e após foram levados para a floresta, sem saber onde estavam. A produção os acompanhava camuflados e seus textos, também sem que soubessem, foram feitos para não combinar. Por oito dias permaneceram dormindo lá, com
✔ O filme custou 25.000 dólares e arrecadou mais de 250 milhões por todo o mundo.
✔ Baseado no documentário Haxan, de 1922, de Benjamim Christensen. Por isso o nome da produtora, como forma de homenagem.
✔ Foi filmado em oito dias.
✔ As reações de Heather e os meninos, quando descobrem que chegaram no mesmo lugar, eram reais. Pois estavam cansados e realmente andaram o dia inteiro para nada.
✔ Aparentemente, Heather trouxe uma faca consigo, pois não gostava da ideia de dormir com dois caras.
✔ Todos os entrevistados pelos três são atores.
✔ Nos Estados Unidos, duas mil salas exibiram o filme simultaneamente, mais que em Star Wars – A Ameaça Fantasma.
✔ Seu título original seria: The Black Hills Project
✔ Por todo o tempo de promoção da obra, assumiram que tratava-se de filmagens reais.
✔ A temporada de caças de 1999-2000 sofreu amargamente com o filmes. Devido sua popularidade, fãs de todo o país caminharam para filmar suas versões do documentário. Como resultado assustaram toda a vida selvagem das áreas de caça.
✔ Originalmente o filme tinha uma qualidade de definição muito superior, mas foi mudado para parecer mais autêntico ao tempo que foi filmado.
✔ A versão VHS do filme mostra trechos inéditos na versão do DVD.
✔ Fuck é dito 154 vezes.

Conheça a casa de escritores clássicos pelo Google Street View

Se você tem um livro dentro de si esperando para sair, mas fica bloqueado toda vez que senta em frente ao computador para escrever, talvez o que você precisa é fazer uma visita a casa de algum grande escritor da história. Quem sabe assim você consigue absorver toda a 'energia cósmica' de um lugar especial onde mentes brilhantes já trabalharam. Pelo menos, mesmo não sendo supersticioso, foi o que tentei fazer em relação a Fernando Pessoa, quando estive em Portugal.
Mas caso esteja complicado para você viajar no momento, não tem problema. Nós demos um giro pelo mundo usando o Google Stret View, e descobrimos as casas onde viveram autores clássicos. Mas só os mortos, afinal, não somos stalkers.
Edgar Allan Poe
Localização:  203 N. Amity Street, Baltimore

Ernest Hemingway
Localização:  907 Whitehead Street, Key West, Florida

F. Scott Fitzgerald
Localização:  481 Laurel Street, St. Paul, Minnesota

HP Lovecraft
Localização:  10 Barnes Street, Providence, Long Island

Jack Kerouac
Localização:  1478 Clouser Avenue, Orlando, Florida

Mark Twain
Localização: 351 Farmington Avenue, Hartford, Connecticut 

Truman Capote
Localização: 73 Willow Street, Brooklyn, New York

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Uma visita pra lá de esquisita

Era domingo, e quando ele chegou todo sujo de barro, e com suas roupas rasgadas e cheias de sangue, eu me assustei. Senti que minhas pernas tremiam de apreensão.
“O que houve?”, perguntei.
“Foi um acidente de carro”, respondeu.
O coloquei pra dentro e o deitei no sofá, mesmo sem conhecê-lo, ele precisava de ajuda, porra. Rapidamente peguei uma bacia com água e um pano branco e passei a limpá-lo, ao tempo em que o garoto bebia água e tentava recuperar o seu fôlego.
“Foi na ‘curva do s’, ele entrou na contramão e me jogou pra fora da estrada”, disse o garoto.
Enquanto ouvia a sua voz nervosa, eu estranhava tanto sangue em seu corpo em relação a nem mesmo um ferimento aparente.
“O maluco nem parou, como se não houvesse feito a merda que ele fez”, completou o garoto.
Ainda sem entender muito bem o que havia acontecido, eu fui até a cozinha pegar mais um pouco de água limpa. E tão logo voltei até a sala, o encontrei em pé, me olhando com seus olhos esbugalhados.
“Preciso que avise a minha mãe”, disse o garoto, “eu moro na quadra seguinte, na casa verde”, e simplesmente desapareceu diante dos meus olhos.
Confuso, saí pra rua todo atordoado, e quando cheguei perto da tal casa verde, vi que uma mulher chorava abraçada a um senhor de meia-idade.
Prestei atenção na situação e notei que havia um monte de carros estacionados nas imediações, e que muita gente entrava e saía do lugar e que eles cochichavam uns com os outros.
Senti um nó em minha garganta e pensei, “Ela já sabe”, e voltei pra minha casa, pois se eu contasse ninguém acreditaria.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A Black Friday já começou no Paiol do Mal, a loja virtual do DpM

Se você é um leitor assíduo deste blog, não precisa esperar chegar a sexta para poder curtir as promoções da famosa Black Friday. Junto com a nossa fornecedora Vitrinepix, nós já liberamos super descontos em todas as nossas camisas do Paiol do Mal, a loja virtual do Dito pelo Maldito.
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domingo, 23 de novembro de 2014

Livros que retratam um futuro apocalíptico

O mercado literário tem presenciado um momento de súbito interesse do público em consumir cenários pós-apocalípticos pelas mais diversas razões. A constante paranoia sobre o aquecimento das calotas polares, surtos de doenças e outras ameaças globais, alimentam o sucesso de produções como The Walking Dead, Mad Max, O Livro de Eli e tantos outros filmes, series e livros do tipo. O que podemos tirar disso tudo é que o fim da humanidade provavelmente dependerá da nossa consciência social.
Mas por um outro lado, todas essas possibilidades geram uma 'divertida' aflição em imaginar o que faríamos quando estivermos em frente a uma calamidade como em Maze Runner ou Guerra Mundial Z. Você estaria preparado para um futuro apocalíptico?

Apesar de um surto de Zumbi ser a vertente mais popular desse gênero, ao longo de décadas vários escritores imaginaram finais terríveis para o que chamamos de sociedade, levando personagens a mortes épicas em cenários incríveis. Abaixo reunimos algumas dessas diferentes obras que descrevem um ponto final para a humanidade.

✔ A Passagem, de Justin Cronin
Primeiro, o imprevisível: a quebra de segurança em uma instalação secreta do governo norte-americano põe à solta um grupo de condenados à morte usados em um experimento militar. Infectados com um vírus modificado em laboratório que lhes dá incrível força, extraordinária capacidade de regeneração e hipersensibilidade à luz, tiveram os últimos traços de humanidade substituídos por um comportamento animalesco e uma insaciável sede de sangue. 
Depois, o inimaginável: ao escurecer, o caos e a carnificina se instalam, e o nascer do dia seguinte revela um país - talvez um planeta - que nunca mais será o mesmo. A cada noite, a população humana se reduz e cresce o número de pessoas contaminadas pelo vírus assustador. Tudo o que resta aos poucos sobreviventes é uma longa luta em uma paisagem marcada pelo medo da escuridão, da morte e de algo ainda pior. 
Enquanto a humanidade se torna presa do predador criado por ela mesma, o agente Brad Wolgast, do FBI, tenta proteger Amy, uma órfã de 6 anos e a única criança usada no malfadado experimento que deu início ao apocalipse. A Passagem é um suspense implacável, uma alegoria da luta humana diante de uma catástrofe sem precedentes. Da destruição da sociedade que conhecemos aos esforços de reconstruí-la na nova ordem que se instaura, do confronto entre o bem e o mal ao questionamento interno de cada personagem, pessoas comuns são levadas a feitos extraordinários, enfrentando seus maiores medos em um mundo que recende a morte.

✔ A Dança da Morte, de Stephen King
Poucos livros merecem ser chamados de fenômeno editorial, mas A Dança da Morte sem dúvida é um deles. Aclamado pela crítica e pelo público, o romance é considerado uma das melhores obras de Stephen King. Após um erro de computador no Departamento de Defesa, um milhão de contatos casuais formam uma cadeia de morte: é assim que o mundo acaba. O que surge é um lugar árido, privado de suas instituições e esvaziado de 99% de sua população. Um lugar onde sobreviventes em pânico escolhem seus lados ou são escolhidos por eles. 
Onde os bons se apoiam nos ombros frágeis de Mãe Abigail, com seus 108 anos de idade, e os piores pesadelos do mal estão incorporados em um indivíduo de poderes indizíveis: Randall Flagg, o homem escuro.
Valendo-se da imaginação sem limites que caracteriza sua obra, King criou uma história épica sobre o fim da civilização e a eterna batalha entre o bem e o mal. Com complexidade moral, ritmo eletrizante e incrível variedade de personagens, A Dança da Morte merece um lugar entre os clássicos da literatura popular contemporânea.

✔ A Estrada, de Cormac McCarthy
Em um futuro não muito distante, o planeta encontra-se totalmente devastado. As cidades foram transformadas em ruínas e pó, as florestas se transformaram em cinzas, os céus ficaram turvos com a fuligem e os mares se tornaram estéreis. Os poucos sobreviventes vagam em bandos.
Um homem e seu filho não possuem praticamente nada. Apenas uns cobertores puídos, um carrinho de compras com poucos alimentos e um revólver com algumas balas, para se defender de grupos de assassinos. Estão em farrapos e com os rostos cobertos por panos para se proteger da fuligem que preenche o ar e recobre a paisagem.
Eles buscam a salvação e tentam fugir do frio, sem saber, no entanto, o que encontrarão no final da viagem. Essa jornada é a única coisa que pode mantê-los unidos, que pode lhes dar um pouco de força para continuar a sobreviver.
A Estrada representa uma mudança surpreendente na ficção de Cormac McCarthy e talvez seja sua obra-prima. Mais que um relato apocalíptico, é uma comovente história sobre amadurecimento, esperança e sobre as profundas relações entre um pai e seu filho.

✔ O Último Homem, de Mary Shelley
O livro conta a história de Lionel Verney, filho de uma família nobre lançada à pobreza, pelo orgulho e pela insensibilidade. Ela ocorre num futuro distante, quando uma terrível guerra assola o Mundo e leva a Humanidade à destruição devido a uma praga que gradualmente mata todos os seres humanos. 
Escrito por Mary Shelley (autora de Frankestein), em 1826, e publicado na Inglaterra em três volumes, logo após à morte de seu marido, constrói uma visão do futuro, a partir de um manuscrito profético que anuncia o fim da humanidade. A vida dos personagens é apresentada em um contexto no qual as carências pessoais e domésticas são substituídas pelas exigências políticas e tudo isto é suplantado por uma praga incontrolável que engolfa toda a espécie humana. 
Na introdução do livro, um narrador desconhecido afirma ter encontrado na caverna da sibila Cumana, sacerdotisa de Apolo, um manuscrito escrito por ela, salvo da destruição dos livros proféticos dessa sibila ocorrido, em 83 a.C. num incêndio do Senado Romano. Este manuscrito antevê acontecimentos que ocorrerão dois séculos depois, que destruirão a Humanidade.
O Último Homem é um conto de fadas para adultos, com cenas de batalhas vividamente descritas, mortes por pragas incuráveis e amores ardentes. Como romance de ficção científica, é notável a ausência de termos tecnológicos e invenções além do seu tempo, geralmente associados ao gênero.

✔ Deixados Para Trás, de Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins
A série de livros Deixados Para Trás, é uma obra ficcional, supostamente de temática cristã, que narra os últimos dias na Terra após o arrebatamento da igreja de Cristo, baseadas nos eventos descritos no livro de Apocalipse de São João na Bíblia Sagrada. 
Num futuro próximo, com o planeta plenamente globalizado, mas sob tensa situação econômica e política, em permanente ameaça de guerra entre as nações, um terço da humanidade desaparece, sem qualquer explicação viável, provocando verdadeiro caos em todo o mundo. Para uns, o fenômeno se deve à interferência de alienígenas. Para outros, à concentração magnética provocada pelo acúmulo de ogivas nucleares. Há os que percebem no acontecimento um sinal do fim dos tempos e do retorno de Cristo. Em meio às conseqüências da catástrofe, cresce vertiginosamente a influência política do romeno Nicolae Carpathia, presidente de seu país, que se insinua, na ONU, como mensageiro da paz. A propostas de Nicolae convencem o mundo e assim ele ascende à Secretaria Geral das Nações Unidas, recebendo o apoio decidido de todos os países. Com o tempo, Carpathia centraliza em suas mãos o poder mundial. Alguns evangélicos sabem que o novo dirigente planetário é a encarnação do Anticristo, quando, então, se organizam para enfrentá-lo.