terça-feira, 18 de março de 2008

Perguntas demais me irritam

Se sucedeu o seguinte diálogo:

- Sua mãe ama você ?
- Somente como uma extensão de si mesma.
- O que mais pode ser o amor?
- O senso comum de querer muito alguma coisa muito boa. Não precisa estar relacionado por laços de sangue. Pode ser uma bola de praia vermelha ou uma fatia de torrada com manteiga.
- Você está querendo dizer que você pode amar uma fatia de torrada com manteiga?
- Somente algumas. Em determinadas manhãs. Sob determinados raios de sol. O amor chega e vai embora sem avisar.
- É possível amar um ser humano?
- É claro, especialmente se você não os conhecer muito bem. Eu gosto de olhar para eles através da minha janela, caminhando na rua.
- Maldito, você é um covarde?
- É claro.
- Qual a sua definição de um covarde?
- Um homem que pensaria duas vezes antes de lutar com um leão com as mãos nuas.
- E qual a sua definição de um homem corajoso?
- Um homem que não sabe o que é um leão.
- Qualquer homem sabe o que é um leão.
- Qualquer homem pensa que sabe.
- E qual é a sua definição de um tolo.
- Um homem que não se dá conta que o Tempo, a Estrutura e a Carne em sua maior parte se desgastam.
- Então quem é que é sábio?
- Não existe nenhum sábio.
- Então não pode haver nenhum tolo. Se não existe noite não pode existir dia; se não existe branco não pode existir preto.
- Sinto muito. Eu pensava que tudo era o que era, não dependendo de qualquer outra coisa.
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