domingo, 10 de outubro de 2010

Até que ponto...

Domingo, 10 de outubro de 2010
Uma pausa para retornar aos ritos, antigos e primais como a terapia do grito, praticada desde sempre, desde semente, se a gente nasce e não chora, não mama, aí a coisa desanda, não adianta chamar a ambulância . Dá um confere em suas narinas pra ver se ainda respira, caso contrário lamento avisá-lo que seu curto tempo por aqui já está esgotado, se encaminhe a saída, obrigado e um abraço!
Até quando arrastará o seu cadáver sem vida pela avenida, desalmado com os olhos vidrados na vitrine da vida. Não dá mais pra ficar encima do muro, agora eles possuem cercas elétricas, mas mesmo assim ninguém se sente seguro, todo mundo ainda corre depois que fica escuro, procuram abrigo nas luzes artificiais, soltaram os presos pra se trancarem em Alcatraz, uma estratégia ineficaz, mas parece que ninguém mais consegue viver sem levar por trás a chibatada covarde de algum capataz.

Não sou eu que to falando, tava escrita em um cartaz...

Não importa o que eu faço você insiste em remar ao contrário, eu acabo de arrumar e já ta tudo bagunçado, infesta meu cerrado feito uma praga de ratos, roendo pelas bordas as solas gastas dos meus sapatos. Que golpe baixo,... escondeu o chifre pra se passar por santa mas esqueceu o rabo, queria me empurrar carne de terceira falando que é picanha, “Não se engana um enganador” tava escrito no contrato, deveria ter lido as letras miúdas antes de assinar embaixo.
Invalidou sua candura quando vacilou na conduta, tu pode até ser da área mas não possui a postura necessária pra poder se manter, mas que cabeça a minha, nem mesmo deu tempo de você aprender, leu meia dúzia de poemas e já acha que entende de sofrer, é necessário cicatrizes profundas pra poder se gabar de alguma luta, quase sempre sem ajuda, tu acha que tá por cima só porque merda não afunda?

Até que ponto chegamos, pra estar onde estamos, contaminados com urânio, todo mundo tão estranho, uma falsidade sem tamanho, se você sabe do que eu to falando, continue com o plano, esqueça o que tem no bolso e me mostre o que tem no crânio.
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Comentários
8 Comentários

8 comentários :

  1. Muito bom! Tinha um tempinho que vc não usava esse viés, forte, brutal mas honesto, gostei. bjokas

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  2. Opa Tudo bem ?
    Dando uma visita (espero retribuicao rs) :D
    Muito bom seu Texto .

    Abraço .

    www.murillojapa.blogspot.com/

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  3. Rimas são legais.
    Diretas e impactantes.

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  4. Nossa, Maldito, incrível esse texto, não sei se foi para alguém em específico, mas se foi, realmente FOIIIIIIII. Se nào, a escolha das rimas modernas, lapidadas, foram uma demonstraçao de seu talento...
    só uma curiosidade: vc usa esse talento profissionamente`? Não que não possa ser um talento para explorar seu lado lúdico, criativo...mas com certeza, é vocacional

    abs

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  5. Ai, ai.. mais uma vez, amaldiçoou muito bem!

    Bom feriado,
    Erica Augusto

    http://duplotriplomultiplo.blogspot.com

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  6. Adoro que vc tenhas umas revoltas bem parecidas com as minhas, teus textos me fazem pensar e pra falar a verdade me deixam mais puta da vida. E eu gosto muito. bjos

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  7. Cara, olha só que engraçado. essa semana meu pai estava falando justamente isso: Tâm, se voce não tivesse conseguido algumas coisas no grito, ou no berro, nunca eu teria entendido que pra se fazer compreendido, as vezes é preciso gritar. Escadalizar se preciso for. Comigo foi sempre assim. Sou adepta a teoria que para que haja a compreensão e o entendimento entre mundos de conhecimentos diferentes, as vezes é preciso berrar. Por isso não acredito em relações onde pessoas nunca brigam. Tem cara de relacionamento de conveniências. Ou não.

    Beijo, Fá!

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