segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Reencontrando velhos amigos

20 de dezembro de 2010
Assim que dobrei a esquina identifiquei facilmente a silhueta de uma figura conhecida parada ao lado do bar na esquina oposta. Parece que os anos passaram indiferentes para aquela figura, reviver essa cena que tanto fez parte da minha vida foi como se eu nunca tivesse passado aqueles longos anos longe daquela anestesiante cidade.
-Caraca! Não acredito!! Você tá vivo???
-Pois é,... sobrevivi a todos os atentados da vida até agora.
-Faz muito tempo que não te vejo! Tu tá morando aonde?
-Fora do alcance dessa merda toda.
-Porra! Esse tempo todo e você continua com essas respostas atravessadas.


Toda essa surpresa e questionamento eram justificáveis, tendo em vista que eu dei o fora daquele lugar ao estilo ‘abandono de serviço’, sem aviso prévio ou justificativa cabível.
-Mais me fale de você? Não mudou nada não é? Na mesma vidinha medíocre de sempre!
-Você fala isso de mim, mas olha pra você! Embora um pouco mais gordo, continua o ‘tirador’ de sempre!
Eu apenas sorri e tomei mais um gole da minha cerveja, deixando que ele continuasse.
-Eu não esqueço as vezes que eu estava em um grupo de mulheres tentando cantar alguma para levar pra casa, e você chegava com esse seu jeito e estragava tudo.
-Você deveria me agradecer, de forma incidental eu te salvei de um monte de dor de cabeça.
-Porra! Dor de cabeça eu tenho é agora com filho, ex-mulher e pensão pra pagar.
-Só separar é pior do que casar.
-É, eu sei! Mas agora eu já to com mais outra dor de cabeça,... to morando com uma coroa de 43 anos.
-Putz! O que aconteceu? Uma mãe apenas já não era o suficiente pra você?
-É quase isso! rsrsrs

Mais alguns goles de cerveja para analisar as informações trocadas. Não importa o quanto fujamos de nossos feitos passados, eles sempre encontram uma maneira de retornar feitos morto-vivos e esfregarem nossos podres em nossas caras.
Ele continuou.
-Sabe, até hoje eu lembro de você sempre que me deparo com alguma mulher esnobe, dessas sebosas com nariz empinado.
-Como assim?
-Quando alguma mulher me dá uma cortada escrota eu sempre falo: ‘É. Eu queria ver você bater assim de frente com um maldito amigo meu. Ele ia saber como acabar rapidinho com essa sua marra mimada.”
-Poxa,... fico feliz que eu tenha deixado um legado ‘positivo’ pra sua vida....
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Comentários
8 Comentários

8 comentários :

  1. Maldito, eu tenho medo de você! hahaha
    nice post, beijo

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  2. Tenho dois filhos meninos..venho aqui só pra dar um bisu de como é ser menino/adolescente/rebelde/mauzão....kkkkkkkk
    curti!
    Vou seguindo, vamos ver no que vai dar.

    Bjs

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  3. Esse negócio de amigo que a gente não vê há séculos é uma coisa muito tensa. De repente você encontra a pessoa e parece que o tempo não passou.
    A sensação é boa até seu passado te condenar - sim, você tem razão, ele sempre tem um ou outro podre mal disfarçado.
    Bjuss ;*

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  4. Sua presença na vida das pessoas é sempre de uma forma voraz, assustadora, as vezes quase cortante, mas necessária.Bom!

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  5. Ah sempre é bom reencontrar os amigos ainda mais nessa época do ano.
    Beijos.

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  6. Achei você descaradamente inteligente e homens inteligente são um belo afrodisíaco.
    Beijo Maldito.

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  7. Como sempre me agradando muito um post seu.

    E o passado é uma vadia que amou a surra de pica, só posso definir assim.

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  8. Coisa mais chata essa de reencontrar gente que você nem lembrava que existia e a pessoa ficar especulando sua vida, né?! Argh...

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