domingo, 29 de agosto de 2010

MaudioPost 9# - Desconstruído

domingo, 29 de agosto de 2010
Finalizado encharcado de suor, sem ventilador, sem luz, nem câmera, só ação, esse MaudioPost se auto desconstrói a ponto de se tornar irreconhecível até mesmo pelo seu idealizador. Baseado em fatos surreais e recheado de surpresas, em sua maioria desagradáveis, o post em áudio mais amaldiçoado da internet, ousa chegar em sua nona edição. Eu te desafio ouvir até o final.
Se preferir você pode fazer o DOWNLOAD

Dito no MaudioPost:
- Livro Clube do Filme
Se seu filho de 15 anos fosse um aluno problema, você o tiraria da escola? O crítico de cinema e escritor premiado, David Gilmour, tirou. O garoto poderia sair da escola – e ficar sem trabalhar e sem pagar aluguel – desde que assistisse semanalmente a três filmes escolhidos por ele, o pai.
A aposta diferente resultou no Clube do Filme. Semana a semana, pai e filho viam e discutiam o melhor (e, ocasionalmente, o pior) do cinema: de A Doce Vida (o clássico de Federico Fellini) a Instinto Selvagem (o thriller sensual estrelado por Sharon Stone); de Os Reis do Iê, Iê, Iê (hit cinematográfico da Beatlemania) a O Iluminado (interpretação primorosa da Jack Nicholson, dirigido por Stanley Kubrick); de O Poderoso Chefão (um dos integrantes das listas de “melhores filmes de todos os tempos”) a Amores Expressos (cult romântico e contemporâneo do coreano Wong KarWay).

 - Promoção #MaudioPost
Siga o nosso twitter @ditopeloMaldito , e tuite a seguinte frase " Eu aguentei ouvir o que o @ditopeloMaldito disse no #MaudioPost http://bit.ly/aZsTF3 e acho que mereço ganhar um livro por isso! " , e você já está concorrendo ao livro Marley & Eu. Ouça esse MaudioPost para mais detalhes.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

CrossOver - Como assim Maldito?

sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Aos poucos retomamos os nossos CrossOvers, onde cruzamos um texto de um outro blogueiro com o meu pra ver que bicho dá. imagino que provavelmente esse seja o CrossOver mais simulado por quem acompanha o blog, devido a coluna Malditas Cronicas Sexuais que liga os dois blogs,...por isso esse texto eu escrevi encima do texto da Vanessa.

Como assim Maldito?
- por Vanessa
Eu queria falar sobre sexo, mas hoje só posso falar de dor.

Não da dor, mas da superação dela e da felicidade, pra não dizer radiação de raios solares que emanam do meu coração.
Claro, que esse é um pseudo-coração.
O que emana da minha alma, e minha face expõe.
Reconheço que o caminho é longo e árduo, mas também que dele pouco me lembro.
sabe, porque?
porque já passou e como ser humano que sou tenho memória curta e vivo o momento seja ele qual for...
hoje reluzo.


-Por Maldito
A capacidade de esquecer é uma das maiores proezas humanas, você pode apagar da sua mente qualquer caso mal resolvido sem deixar vestígio. Executar uma verdadeira queima mental de arquivos.
Filtrar apenas as informações necessárias, bloquear a dor e as partes desagradáveis, provocar o alivio imediato de como quem se livra de uma pedra em seu sapato.

E no fim do processo, depois de usar a peneira para tampar a luz do sol, você aprende a usá-la corretamente, e sacode, e peneira a terra, até que algo de valor surja do meio da lama.
E você descobre que só resta falar sobre o sexo.


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Troll anônimo

quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Quando a internet surgiu, uma falsa sensação de segurança fez com que várias pessoas migrassem suas vidas e atividades sociais para a rede, algumas chegaram ao ponto de abandonar de vez o mundo real para se dedicar quase que exclusivamente a sua nova vida virtual. Limitada, e aparentemente controlada dentro das polegadas do monitor, esse novo universo pixelizado parecia capaz de realizar todos os míseros sonhos humanos. Ter sido invisível no pátio da escola durante o recreio já não importava mais para alguém que poderia ter centenas de pessoas adicionadas em seu perfil, os programas e sites de chats proporcionavam anonimato a coragem necessária para você se tornar uma pessoa interessante, sagaz, audaz, inteligente e até mesmo bonita, ou seja,... uma pessoa completamente diferente de você.

Como em todo conto de fadas, o pacifico reino de ‘Virtualândia’ fora invadido por seres vis e cruéis, com o propósito maligno de instalar o pânico entre seus habitantes. Essas criaturas conhecidas como Trolls podem tornar a vida virtual de alguém em um verdadeiro inferno, são responsáveis pelos suicídios de muitos perfis e dizem que até de usuários.
Uma movimentação em massa por parte das redes sociais se fez necessária para criar diversas opções de ‘bloqueios’ em suas interfaces na tentativa de amenizar o efeito devastador da trollagem, e devolver a segurança de seus usuários,... mas o mal já estava feito, conheço uma menina que até hoje cultiva traumas de alguns sites de relacionamento gerados pela trollagem, trágico.

Uma das atividades trolls que mais vitima os autores de blogs é o comentário anônimo, se você tem um blog, provavelmente já deve ter sofrido esse que é considerado o ataque mais covarde de um troll. Sem moral suficiente para expor a cara a tapa, o anônimo do comentário confessa ali todas as suas frustrações para o blogueiro, revelando claramente nas entrelinhas da sua trollagem que provavelmente ele seja seu maior fã, e que a trollagem foi a única maneira encontrada pela sua mente limitada, de te incomodar na proporção de uma picada de mosquito para tentar chamar sua atenção e te fazer olhar pra baixo antes de você dar o próximo passo e esmagá-lo.
De uma forma simbiótica eu acho que o blogueiro precisa do comentário troll anônimo, é um dos melhores feedbacks que um blog pode receber, se seus posts nunca geraram nenhuma trollagem do tipo, preocupe-se, pois blogueiro que se preze tem sempre alguns trolls anônimos em seu encalço.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

PARA TODOS

Se você for carioca é pilantra, se for baiano é preguiçoso, se for paulista é otário, se for gaúcho é gay, se for manauara é índio, se for mineiro é desconfiado, se for goiano é corno e se for acriano você não existe, é assim que na maioria das vezes o brasileiro generaliza e classifica os oriundos de alguns estados ou cidades do país. Uma piada antiga que é passada de pai pra filho dentro da família, e que hoje em dia já está incrustado na nossa cultura e se fundiu com a estrutura molecular dos nossos lugares de origem. Eu mesmo me ofereço como exemplo nesse caso, mesmo sendo carioca confesso que fico super preocupado quando se aglomera mais do que 3 de nós no mesmo ambiente temendo o início de um arrastão.

Não tem graça nenhuma ver que o país da piada pronta se leva tão a sério, eu já vivi conflitos tensos devido a clássica rixa carioca X paulista. Ambos os lados diferindo o melhor do seu arsenal de frases irônicas sobre as características de cada estado, até que se esgote toda a artilharia e sobre apenas o único método que duas pessoas civilizadas podem usar para resolver esse tipo de peleja,... a porrada!
Outras antíteses menos conhecidas do Brasil são: gaúcho x paranaense, acriano x rondoniense, amazonense x paraense, mas não importa quem ofenda seu estado ou sua origem, você estará lá para defende-lo, mesmo que não tenha nenhum argumento sólido,...vai por mim, dizer que seu estado criou o axé, é terra do açaí, da farinha, do queijo, da carne ou whatever, não é mérito nenhum e muito menos um argumento válido. Não se pode fazer uma piada interna nesse país que esse povo varonil começa a ter ‘repico’ de patriotismo pré-copa, se sentindo ofendido no seu ímpeto e levando tudo para o lado pessoal.
Sei que não importa o que eu diga, isso nunca vai mudar, essas bicuinhas não se resumem apenas entre estados, além disso, nós ainda nos subdividimos em times de futebol, religiões, partidos políticos e muitas outras coisas. Existem rixas entre bairros e cidades do interior mais épicas do que as estaduais, não adianta,... a humanidade sempre arranjará um pretexto para se auto-odiar. Na verdade, eu acho isso tudo ótimo, se não houvesse conflito, provavelmente não haveria mau dito, e conseqüentemente não existiria Maldito.
Eu não resisto e ainda me arrisco (como diria meu pai) falando por aí que praia de paulista é o rio Tietê, que o Espirito Santo só serve pra aumentar a distância entre o Rio e a Bahia, que se Cuiabá fosse bom não começava com c*, que em Goiânia quando o cara é traído pela mulher se junta com outro e faz uma dupla sertaneja, que cearense tem cabeça chata,e que os cariocas são um povo tão simpático, mas tão simpático, que não gostam de ver nenhum visitante da sua cidade carregando peso, por isso carregamos pra vocês suas bolsas, celulares, carteiras, jóias e pertences pessoais, PERDEU PLAYBOY!!! Quero nem saber, já contei piada de português em Lisboa.

O fato é que o Brasil se completa dentro de todas as suas diferenças, porque independente de onde você tenha nascido e a sua cultura regional, tenho certeza que você possui um fator comum determinante que te classifica como fruto dessa pátria,... o “Jeitinho Brasileiro”, que já nos caracteriza em qualquer lugar do mundo. Então use essa nossa sabedoria popular com maestria ao se defrontar com uma piada, crítica, ou observação sobre sua terra natal, e não perca o rebolado dando ataques de bairrismo, como um bom brasileiro você já devia ter aprendido a muito tempo a nossa magnífica arte de rir da própria desgraça.

Obs: Ao ceder a tentação de comentar nesse post, por favor não me venha com hipocrisia, você pode ter fechado a cara quando falei do seu estado, mas com certeza abriu um grande sorriso ao me ler falando dos outros estados.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Tabaco, fumaça e afins

Talvez eu seja tão sui generis, que encontrar os acessórios que me compõem acaba se tornando uma missão árdua e muito difícil. O maior problema que eu enfrento nessa questão ultimamente é encontrar a minha marca de cigarro, que de alguma forma, parece sofrer de um boicote por parte da Sousa Cruz, que costuma distribuir o Hollywood Azul (Hollywood America) em menor escala em comparação com as demais marcas, me obrigando a peregrinar entre as lojas de conveniência a procura do meu cigarro.
Confesso que nunca encontrei outro tabagista que compartilhe da mesma preferência de marca que eu, as vezes chego a ter a petulância de pensar que sou o único consumidor de Hollywood Azul do Brasil, e por conta disso a Sousa Cruz regula sua distribuição só para me forçar esse exercício da caminhada. Eu já sou um remanescente do Hollywood Ice, que teve a sua produção covardemente interrompida pela mesma empresa, me deixando órfão daquela sensação gelada gerada pelo Ice, e vivo sobre a constante ameaça de que o mesmo aconteça com o Hollywood Azul.

Quando quero extravagar todo meu lado burguês, eu me permito um maço do odiado Gudang Garan de Menta (tem que ser de menta, outro não gosto), garantia de reclamação,até mesmo entre os fumantes , em qualquer ambiente em que for aceso, por ter um cheiro considerado extremamente enjoativo. Bem mais raro, é encontrado apenas em tabacarias, e com o preço médio de 15 reais o maço, adquiri-lo torna-se quase uma gincana pra mim, sendo necessário além de encontrar um ponto de venda, ter o dinheiro necessário para comprá-lo.
Esse final de semana não tem sufoco, estou armado com um arsenal capaz de produzir fumaça suficiente para causar um eclipse, tudo presente da minha prima e do meu irmão, esse povo sabe mesmo como me agradar.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A difícil arte de terminar

Já dizia algum parachoque de caminhão desse estradão da vida “ Passar a mulher pra trás é fácil, difícil é passar pra frente!” e é baseado nisso que me pergunto o porque da existência de tantos livros, blogs, artigos, mandingas, simpatias, revistas, series, estudos, etc ... sobre como conquistar alguém. Volta e meia a mídia me bombardeia com frases do tipo: “Dicas para uma conquista amorosa!”, ou “ como encontrar a sua alma gêmea!”, as vezes um “Descubra se ele é certo para você”, e claro, o clássico “Trago a pessoa amada em 7 dias!”.
Eu compreendo que algumas pessoas possuem mais desenvoltura que outras na arte do flerte, mas tudo tem seu tempo. Procurar por dicas e macumbas para acelerar o processo em encontrar sua cara metade, só desperdiça um tempo que poderia estar sendo utilizado para se socializar e realmente encontrar alguém que o valha.

Eu nunca tive problemas em me relacionar com mulheres, no entanto sempre tive problemas sérios ao tentar me livrar delas. Acredite, o término de um namoro é algo que exige muito mais perícia e jogo de cintura da sua parte do que seu início. Portanto é bom se preocupar em se informar mais sobre a arte de terminar do que a de conquistar. Tentar um flerte é apenas uma breve investida em um negócio (aparentemente) cheio de benefícios, já o resultado final desse processo costuma ser longo, nojento, doloroso e de acordo com as notícias do dia a dia, as vezes até fatal. Se você acha que precisa mesmo alimentar sua mente com tanta dicas e maneiras de conquistas, prepare seu coração para as fortes emoções que se reserva para o fim de uma relação.
Alguns dos meus relacionamentos foram finalizados de formas traumáticas. Enfrentei namoradas psicóticas, amantes de rapina, além de ficantes stalkers de “butuca” em cada esquina,...É, parece que eu atraio mesmo esse tipo de mulher. Confesso que ainda acordo no meio da noite por conta de pesadelos gerados pelos traumas, conferindo a integridade (já muito ameaçada) da minha genitália.

Pensando nisso ,decidi ser pioneiro (já que não encontrei nada parecido no Google) em divulgar a magnífica Arte de Terminar (baseado em experiências malditas).
Após tomar a difícil decisão de colocar um ponto final em seu relacionamento, será necessário que prepare o ambiente para dar a "triste" notícia, faça isso em público e em terreno neutro, shoppings geralmente me servem muito bem, mas caso resolvam sentar para comer, fale logo antes da comida chegar, assim você diminui o número de possíveis objetos que possam ser arremessados contra você.
Depois de informar o fim, é bom que se tenha um plano de fuga, eu costumo pedir a um amigo para me esperar com o carro em frente ao Shopping, de motor ligado.
Por último, torne-se inacessível, evite freqüentar os mesmos ambientes, bloqueie as formas de contato, não atenda o celular, e caso algum amigo em comum tente um diálogo sobre o caso, não caia nessa, é uma armadilha, diga que não sabe do que ele está falando, e inclua esse traidor no boicote.

Talvez dentro de dois ou três anos vocês possam voltar a se falar como amigos, mas antes de permitir esse novo contato, sempre vale a pena dar uma conferida no histórico da pessoa durante esse período longe, você pode se surpreender ao descobrir do que você se livrou.

domingo, 15 de agosto de 2010

MaudioPost 8# - Exorcizado

O último livro de Bukowski incorporado em uma TV possuída, que sofreu um terrível acidente enquanto dirigia falando no celular com uma vizinha fofoqueira que pediu orações a um televangelista pescador que tem inúmeros processos.
Você vai continuar sem entender porra nenhuma, se não ouvir o oitavo MaudioPost!!!
O player costuma cortar os segundos finais do audio, então talvez seja mais seguro fazer o DOWNLOAD para ouvir na íntegra.

Dito no Maudio:
-Para votar no DpM para o 2º Blog Books CLICA AQUI , e transforme esse blog em livro com dupla funcionalidade para suas idas ferozes ao banheiro.
-A Maldita Crônica Sexual da última sexta, foi sucesso de público e críticas, gerando polêmica no twitter, CLICA AQUI e saiba porque!
livro PULP – Charles Bukowski:
Não tem como sair incólume desta história. A saga de Nick Balane poderia até ser igual a de tantos outros detetives de segunda categoria que perambulam pelas largas ruas de Los Angeles, mas aqui, mulheres inacreditáveis cruzam pernas compridas e falam aos sussurros, principalmente uma que atende pelo nome de Dona Morte. Como nos velhos livros policiais de papel vagabundo, a quem Bulkowski delicia solenemente em Pulp.


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Diga não a rodinha de violão!

Então vamos lá! Evoluímos tanto em questão de entretenimento que hoje em dia se pode trazer para sua festa no fundo do quintal, praticamente qualquer tipo de artífice usado, até a alguns anos atrás, apenas por boates e shows de grande porte. A grande favorecida com tudo isso, é a música, em minha opinião, essencial em qualquer evento que reúna mais de duas pessoas, pode parecer piada agora, mas até o começo dos anos 90, o som de uma festa era até então o elemento mais dificultoso para ser arranjado. Alem do sacrifício para transportar os gigantescos toca discos, não era fácil encontrar alguém com um acervo de vinis bom o suficiente para ser usado nas festas, ou que concordasse em ceder de bom coração sua aparelhagem.

Mas graças aos deuses do rock, hoje em dia podemos conectar um notebook a algumas caixas de som e ver a mágica acontecer, ótimas músicas (dependendo do seu gosto musical), no último volume e com excelente qualidade sonora, a coisa pode ser ainda mais completa se você incluir um data show com um DVD rolando, que tal? Caso você tenha esquecido aquele seu CD pré preparado para a festa com trocentas músicas em MP3, não há problema, com uma boa conexão, em questão de minutos se pode fazer o download de tudo que for necessário.

Infelizmente, ainda existe pessoas retrógradas que insistem em cuspir em todo o ciclo evolutivo da humanidade, seres desprezíveis que chegam em festas com um violão nas costas e no auge da animação da nação festeira, soltam a seguinte frase... “Aí! Desliga o som, pra rolar um violão pra galera!”, ah ta,...ok, deixa eu ver se eu entendi, você quer que eu me desvencilhe de toda a praticidade que a tecnologia me oferece, podendo ouvir a música e o artista de minha preferência com um som limpo, completo e original, em apenas um clique, para me limitar a ouvir você tocar o seu restrito repertório, que fatalmente deve se resumir a Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii e algumas músicas insuportáveis de barzinho? É isso?? Para regredir a tal ponto, porque não desligamos as luzes e acendemos algumas velas nessa porra então???

Quando um idiota destrói a festa abrindo uma condenável rodinha de violão, é como se todos no local se transmutassem nos ratos hipnotizados da fábula do Flautista Mágico, o violeiro parece mesmo se sentir como um mestre dos zumbis e chega a te olhar de cara feia, caso você não esteja tendo o senso comum de cantar junto com o grupo. Se você tentar puxar assunto com alguém daqui, o babaca tocará mais alto de lá, se tentar cantar uma mulher na miúda, o imbecil berrará que a próxima música é praquela garota, o cara com o violão exige de todos, toda a atenção. Você se vê preso em um infernal pocket show de péssima qualidade, que não estava nos seus planos de noite.

Eu digo, que chegar com um violão em uma festa que conte com a minha presença e pedir pra desligar o som, é declarar o fim de uma festa, e o começo de uma guerra comigo.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Alien Vs Predador

Imagens do próximo confronto dos extraterrestres mais sinistros do universo.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Star Family Wars

Eu era apenas um infante impertinente quando mamãe já entoava a seguinte frase “A gente é, o que coloca pra dentro!”, e mesmo ela usando isso na maioria das vezes apenas para me convencer a comer verduras e ficar forte feito o Hulk, essa sabedoria ainda tem o seu valor, e pode ser aplicada em diversos departamentos da vida. Você é o que lê, escuta, vê e absorve...em fim, o homem é produto do meio, o que pode causar um estrago enorme na cabeça do seu filho se você não prestar atenção, e filtrar as informações que ele absorve durante sua formação.
Faz tempo eu tento reunir uma pequena videoteca de filmes fadados ao esquecimento pela minha geração e ao desconhecimento das gerações vindouras por serem banidos das sessões da tarde, e marcaram a minha infância e adolescência, na esperança de revê-los com meu filho (Ok! Eu não tenho filho ainda, mas estou treinadinho para a fabricação de um). Eu me refiro a clássicos como Os Goonies, Curtindo a vida Adoidado, Rocky entre outros.

Isso é preocupação de pai, introduzir cultura na mente do filho, para não ter que ver o moleque andando por aí, dizendo besteiras do tipo : “O Metallica ficou ruim depois que cortou o cabelo” , “Digimon é melhor que Pokemon”, ou pior “Star Trek supera Star Wars!”.  Crianças são apenas copos de leite, esperando a fruta certa ser acrescentada para se tornarem potentes vitaminas,... portanto, introduzindo as informações certas no meu lar, pretendo em pouco tempo ter uma família assim:
Ah! E como toda família clássica, precisariamos de um cãozinho à altura, tão pitoresco quanto seus donos.
O que une as pessoas, são interesses em comuns, provavelmente foi assim que você selecionou seus amigos, mesmo que inconcientimente. Por mais que vocês sejam diferentes, com certeza em algum ponto compartilham o mesmo gosto em relação a música, idolos, filmes, livros, etc..., com uma família não podia ser diferente.
Fins de semanas em familia, reproduzindo piadas internas com frases de efeito do tipo "Não existe tentar, é fazer ou não fazer!" (Mestre Yoda), gargalhar juntos ao se reunir para rever o album de familia, e lembrar que o casamento fugindo do convencional, fora realizado ao som da Marcha Imperial.
Ok,...a essa altura você já deve estar me tachando como um fanboy fanático, sonhando coisas dentro de um universo improvável, mas como diria o poeta,...sonho que se sonha junto, torna-se realidade! E pelo vídeo abaixo, parece que essa minha idéia, não é só minha.
Sei que é clichê, mas preciso dizer,...eu quero ter uma filha assim!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Hora não marcada

O som do trinco da janela do quarto se fechando era o sinal de que tudo estava pronto e armado para esta noite, foi necessário todo o período da tarde para preparar o ambiente para a sua visita indesejada. Conferiu rapidamente com um passar de olhos, todos os apetrechos cuidadosamente posicionados como descrito no livro emprestado por Lúcia. Se questionou novamente o porque de não ter falado a ela o verdadeiro motivo do seu súbito interesse por ocultismo, a resposta veio quase que imediatamente, alertando que não seria justo envolver uma outra vida inocente no pagamento dos seus pecados.
Agora vinha a pior parte,...esperar. O relógio digital de pulso marcava vinte duas horas, e sua visita possuía uma pontualidade impecável, faltava pouco. Durante toda a semana a rotina noturna tem sido a mesma, estava cansado, abatido e a ponto de enlouquecer, se isso já não tinha acontecido. Mas essa noite ele estava decidido a colocar um basta nessa situação, precisava das suas noites de sono de volta, e estava disposto a lutar por elas.
Dessa vez estaria de prontidão e armado contra seu visitante.
Ligou o som, deitou na cama e repousou o punhal ornamentado em seu peito. O livro não falava nada sobre a música, era um toque seu, na tentativa de aliviar um pouco a tensão que o momento exigia.

Só percebeu que cochilara quando acordou. A música ainda tocava, mas distorcida por uma rotação diferente impossibilitando a sua identificação. Tateando com as mãos conferiu a posição do punhal que estava logo ao lado, ficou de pé e esfregou os olhos.
Ele estava chegando.
Na rua, o vento se acelerava, e pela janela do quarto se via todo tipo de sacolas, embalagens e lixos atingirem com a força da ventania a altura do segundo andar da casa , e ainda assim ele imaginou que talvez estivesse mais seguro lá fora.
Se concentrou na música. O display do aparelho indicava que estava sendo executada a sexta faixa do CD, com um rápido cálculo mental conclui que o cochilo durou tempo demais para quem deveria estar de guarda, talvez sua visita já estivesse chegado, tentou o relógio de pulso por pura teimosia, mas como esperado ele indicava apenas uma contagem regressiva que vinha sendo reduzida toda noite, e já não faltava muito para chegar ao fim. Reconheceu alguns acordes em meio a distorção infligida a música dos Rolling Stones, e se espantou ao notar que sua rotação estava correta, ela apenas tocava ao contrário.
A luz do quarto começou a piscar, indicando que a espera terminara.
As velas posicionadas foram acessas no instante em que se tornaram junto com as pálidas luzes eletrônicas do aparelho de som, as únicas fontes de luz do ambiente, mais do que o suficiente para iluminar a presença de uma nova pessoa perto da janela do quarto.
-Fico honrado que tenha preparado uma festa de boas vindas para mim, mas não precisava, eu já me sinto de casa.
-Não sei que tipo de monstro é você. Mas as suas visitinhas noturnas acabam hoje. – enquanto dizia isso, perfurou a ponta do indicador com o punhal e deixou seu sangue gotejar sobre uma das velas que faiscou por alguns instantes.
-É,..eu sei! Não que fosse necessário brincar com sua mente fraca durante todas essas noites. Mas o que posso dizer,...eu acho divertido, me condene. Ops,...eu já sou um condenado.

As palavras eram só mais um joguete. Durante todas as noites que passara prestando atenção nas palavras, na esperança de que respondessem algo, mais perguntas foram geradas. Tinha que esquecer as palavras e se concentrar no que deveria fazer.
-Dessa vez eu vou te mandar de volta pro inferno de onde veio.
-Verdade? E como pretende fazer isso?
Ele não pretendia responder essa pergunta, mas vacilou ao olhar de lado para o livro de Lúcia aberto encima do aparelho de som. O ser sombrio acompanhou seu olhar até se deparou com o livro, e o pegou, fazendo o aparelho desligar e a música cessar.
-Ah sim,...como eu poderia esquecer o livro. Ótimo! – virou o livro em sua direção com as páginas abertas e apontou para a página ilustrada com a imagem de um símbolo- E você tem certeza de que fez tudo direitinho como indicado no livro?
Por mais que ele ignorasse suas palavras, a pergunta possuía um tom de ironia impossível de não notar e se preocupar. Então duvidou do minucioso trabalho que tivera durante a tarde preparando todo o ritual descrito no livro.
-Você está querendo me confundir, mas estou preparado para selar definitivamente as portas que te trazem até mim.
-Confundir você? Não tenho tempo para isso, confundir você é um trabalho que eu preferi terceirizar.
-Como?...
-E por falar em tempo, quanto ainda lhe resta?
Por instinto, ele se distriu olhando novamente o relógio, com o cronometro a apenas sete segundos do fim.

Em um movimento rápido o livro foi lançado ao ar, e a distancia entre os dois encurtada. O punhal que antes era seguro firme em suas mãos agora estava sendo usado para perfurar lentamente seu pescoço pelo seu agressor. A janela se abriu de forma violenta e o vento entrou apagando as velas. Seu rosto apavorado passou a ser iluminado apenas pelos olhos incandescentes de seu algoz.
-Você executou o ritual corretamente, mas seguindo o livro errado. Confuso o suficiente agora?... 
Um baque surdo no assoalho indicava que só agora o livro chegava ao chão, atraindo os olhares de ambos. Com o punhal cada vez mais fundo na garganta a tentativa de clamar por Deus, saiu abafada e banhada a sangue.
-Viu, ...não somos tão diferentes assim. Parece que conhecemos as mesmas pessoas.
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