quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tecnologia de ponta, na ponta de um cigarro.

 O Ministério da saúde adverte: 
 O post a seguir pode ser prejudicial à sua saúde física. 
 Já os outros posts do blog podem debilitar a sua saúde mental. 

Quando se opta por ingressar na vida tortuosa de tabagista, precisamos logo desgrudar da aba do nosso veterano amigo fumante por quem nos deixamos influenciar negativamente e começar a comprar nossos próprios maços de cigarros. Nesse período o fumante novato fará a escolha suprema que lhe acompanhará durante anos (alguns até a morte), a sua inseparável marca de cigarro. Cada um possui o seu critério de escolha, já ouvi pessoas dizerem que elegeram suas marcas favoritas pelo sabor, marca, teor de nicotina e até preço. No meu caso, eu optei pelo Hollywood América porque particularmente eu gosto da cor da embalagem.
Durante todos esses anos eu fui leal a minha marca favorita a ponto de me sentir como um traidor quando (raramente) flertava com outra marca de cigarro, até hoje sou capaz de caminhar quilômetros de bar em bar atrás do meu (difícil de encontrar) Hollywood America. Foi em uma dessas ‘fugidinhas extraconjugais’ que eu conheci em uma banca de jornal de Porto Alegre o Hollywood Ice, o mesmo sabor, preço e teor de nicotina, mas com o suave sabor da menta, e ainda assim uma outra versão da mesma marca. Diante dos fatos eu não me detive e me entreguei aquela nova sensação, seria como trocar uma mulher pela irmã gêmia só porque ela cheira melhor, perfeitamente aceitável,...pensei.

Além de ser quase impossível de encontrar, essa série da Hollywood não durou mais do que três anos no mercado, me deixando viúvo na sequência. A empresa pode ter autorizado o cancelamento alegando as baixas vendas ou não aceitação do público, mas eu afirmo que isso foi resultado de uma péssima distribuição e divulgação do produto. Hoje, o que poderia ser um sucesso no ramo do tabaco não passa de uma mera lenda entre os fumantes, tanto que ao procurar uma imagem do Hollywood Ice para ilustrar esse post descobri que ele não foi abolido apenas das prateleiras mas parece que também do mundo, pois não encontrei nenhuma.
Felizmente eu lembrei que em meus tempos de ORKUT eu participava de uma comunidade dedicada ao Hollywood Ice, e lá eu consegui essa  foto tosca de péssima qualidade que parece ser o único registro de sua rápida existência.

Atualmente, parece que outras marcas com mais visão nos negócios resolveram investir na linha abandonada pela Hollywood. Algumas até foram além disso, como o exemplo do Lucky Strike, que lançou a série Click&Roll, uma espécie de ‘cigarro transforme’ que pode ser alterado para uma versão mentolada a qualquer momento durante a sua combustão. Para isso, basta romper com um click uma pequena esfera contida no filtro que libera a essência que se espalha pelo cigarro alterando o seu sabor. Quem diria que um vício tão antigo também poderia ser incorporado a era digital.
Novamente me vejo em um affair com outra marca de cigarro. 
Hollywood, ou você faz alguma coisa ou vai acabar me perdendo de vez.
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Comentários
13 Comentários

13 comentários :

  1. Hollywood ou você faz alguma coisa ou vai acabar me perdendo de vez eu ri srsrsrss pois é eu tbm tenho minha historia de amor com o meu Hollywood original andei flertando com outros mas voltei pra ele. Sabe como é amor a primeira vista.

    Adorei o post.

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  2. DEsse papo não tenho como contribuir, minha vida fumante não consta cigarro licitos.
    com isso eles numca dispertaram-me qualquer curiosidade ou desejo, no entanto...
    Joab de Paula

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  3. Eu não poderia deixar de prestigiar a área de fumantes... Afinal, hoje, somos bombardeados por todos os lados o tempo todo; então... Cá estou!

    Eu lamento confessar, mas trai o Hollywood já faz algum tempo rs Sim! Foi difícil, mas o troquei e já me acostumei com o "outro"; mas cá entre nós, se alguém na mesa o tem, ainda rola um clima: não resisto!

    De qualquer forma, saiba que entendo sua revolta... sua dor! rs

    beijocas-assumidas rs

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  4. Esse post fez lembrar meu falecido pai, que só fumava Hollywood, aquele tradicional com a embalagem vermelha...enfim. Mas o que importa mesmo é que o texto está super foda, vc fez de um teminha um textão.Digno de qualquer super revista por aí... mto bem escrito.

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  5. Nuuss, fumo a mais de 10 anos e nao sabia desse hollywood ice meesmo...
    talvez seja pq sou de Campo Grane-MS e o cigarro q eu sempre fumei foi o maravilhoso Fox Lights (made in Paraguay) q custa só 1 real aki iaUSHiuashSIahi

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  6. aaaf, li agora minha história de vida... ha ha ha
    tbm tive a sensação de reencontro quando pitei esse lucky strike, mas vi esses dias umas novas embalagens do hollywood que tinha um ice tbm... oO

    Ps.: Belo post nocivo, parabéns!

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  7. Nossa, eu nunca ouvi falar do Hollywood ice, queria ter experimentado!
    É engraçado porque eu começei a fumar o Malboro Blue Ice só por curiosidade, hoje em dia eu fumo só o Lucky Click&Roll. E isso se estendeu a quase tudos os meu amigos fumantes.
    Essa moda tá pegando....

    Amei o Post!!!

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  8. Sou fumante a 60 anos.Sou do tempo do Belmont (com ponteira ou sem ponteira). Hoje estou em lua de mel com o Lucky Click&Roll. Deveras apaixonado...Abracos..Keco Prates

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  9. aqui no Japão tem varias marcas com íce ball` marlboro ,lark mild sevem entre outros :)

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  10. primeiramente sou fumante e tmb moro no japao e nao sou a favor do fumo...mais aki existe varios cigarros assim,axu q tdas as marcas tem um mentol q na minha opiniao eu odeio ...hj fumo mild seven one q tem um sabor suave relaxante mais nao sustenta um kra q fuma por diversao por exemplo os baladeiros...otima marca excelente cigarro inclusive com um bom wisky ...mais enfim nao quero fazer uma propaganda de cigarro pq foi o pior vicio da minha vida

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  11. E o vírus se espalha
    (publicado no Amálgama)

    Há tempos os sensatos avisam que é necessário impedir a transformação do interesse coletivo num pretexto para restringir as liberdades individuais. Que os desafios do mundo contemporâneo exigem mais tolerância e menos opressão. Que as legislações proibicionistas voltadas ao consumo de substâncias estão fadadas ao fracasso. E finalmente que a própria filosofia da limitação de direitos pode alimentar sucessões crescentes de arbitrariedades, chegando a exageros tenebrosos e talvez irreversíveis.
    Ninguém ouviu. Afinal, se nos acostumamos à inútil Lei Seca em estádios paulistas ou à escandalosa proibição da Marcha da Maconha, certamente aceitaríamos qualquer tirania gratuita que viesse acompanhada por certa aura civilizada e saneadora. Assim nasceu a perseguição ao tabaco. Primeiro endossamos os mentirosos ataques aos fumódromos. Depois permitimos que a ingerência estatal sufocasse o livre-arbítrio de proprietários e clientes. Então aceitamos que as milícias expulsassem os fumantes até das calçadas adjacentes aos bares e restaurantes. Agora, graças a uma iniciativa do deputado estadual Vinicius Camarinha (PSB), estamos prestes a ver praças, parques e praias tomados pelo expurgo antitabagista. Praias, senhoras e senhores.
    Amedrontados com a inevitabilidade da descriminalização das drogas (em especial da maconha) e constrangidos pelas incoerências de um sistema tributário-consumista que não dá a mínima para a saúde do cidadão, os legisladores de índole retrógrada tomam caminho oposto ao do bom-senso. Criam instrumentos para excluir da vida social todos os abelhudos que tiverem a pachorra de menosprezar o culto à longevidade, esse deus enganador que ilumina o conservadorismo planetário. No limite, contribuem para destruir a alteridade, forjando uma sociedade homogênea e falsamente “saudável” dominada por eleitos que obedecem a determinados padrões físicos e comportamentais. Numa versão politicamente correta de eugenia, o Estado penaliza contribuintes adultos, honestos e conscientes, impedindo-os de gozar prerrogativas legítimas em pleno espaço público, só porque uns Mengeles da sociabilidade afirmaram que inexistem “níveis seguros” para a permanência deles entre os “normais”.
    A caça aos fumantes baseia-se no repertório de mistificações que costuma povoar os mais variados ambientes totalitários. O tal “direito de não ser incomodado”, que só contempla uma parte da população, é típico do fascismo. Em nome do bem-estar coletivo, hansenianos e portadores de outras doenças também foram perseguidos e confinados. Obesos e homossexuais sofrem discriminações por motivos parecidos. A classe médica, incapaz de lidar com fumantes longevos e atletas enfartados, dá embasamento pseudocientífico a truculências profiláticas que jamais ousaria cometer, por exemplo, contra as fumaças do transporte urbano ou os agrotóxicos cancerígenos. E a OAB silencia diante dessa inconstitucionalidade flagrante, uma entre dezenas que fazem a vergonha do Supremo Tribunal Federal.
    Depois de iniciada, a epidemia repressiva apodrece os órgãos da sociedade, todos, sem exceções legalistas que nos protejam. Combatamos a escalada autoritária enquanto ainda podemos denunciá-la.

    http://guilhermescalzilli.blogspot.com/

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  12. a pessoa tenta se afastar dessas coisas que fazem mal a saúde e cada vez mais a indústria cria novos atrativos pra ninguém ficar de fora. Sou uma capitalista fudida, tou ferrada -.-" (comentário de lamentação modo off =P )

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  13. Primeiro, parabéns pelo Blog. Cheguei aqui pra ver o post sobre adesivos de família no estilo star wars e fiquei lendo mais umas coisas.

    Sobre a industria tagagista e propagandas proibidas em geral, esses dias eu recebi um email com um video de dois "emos" querendo me convencer de que eu sou retardado por usar um produto que avisa na embalagem que mata... porra... mas emos achando a morte alheia ruim? WTF? Já deu tempo de poder falar que não se fazem emos como antigamente?

    De qualquer forma, é bom ficarmos atentos, porque um governo que te tira sua liberdade a pretexto de te proteger, além de te proibir de fumar, pode te proibir de ler certos autores, de escutar certos artitas... sei não, mas isso pra mim fede a excesso de autoridade...

    E olha que pra mim o governo militar foi revolução e não ditadura!

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