quarta-feira, 9 de março de 2011

Se embriagando de forma segura

Pouca gente sabe disso, mas eu possuo uma certa dificuldade em convencer as pessoas de que eu não sou chegado em bebida. Parece que a imagem que as pessoas carregam de mim é a de que sou um alcoólatra inveterado que precisa de pelo menos umas três doses de whisky antes de sentar em frente ao computador para escrever pro blog.
A verdade é que a única bebida alcoólica que me desce bem é a popular cerveja, e mesmo assim em quantidades pífias, bastam apenas três ou quatro latinhas para eu começar a ‘pedir pra sair’. As vezes me permito uma estripulia com uma Amarula ou um vinho tinto em momentos especiais, mas fora isso sou o típico beberrão amador de final de semana. Sabendo desse meu limite perante o álcool e ainda assim gostando desse tipo de atividade social, me permito beber apenas até o ponto em que ainda sinto que posso cuidar de mim, se em determinado momento eu notar que estou precisando da ajuda de alguém, nem que seja pra argumentar com outro alguém, rapidamente alterno para um refrigerante ou comida para zerar o meu velocímetro e logo poder recomeçar a contagem, uma latinha, duas latinhas,... e por aí vai.

Mas que tipo de boêmio sem vergonha eu seria se de vez em quando não enfiasse o pé na jaca e tirasse um dia ou outro para berrar aos ventos ‘Hoje eu vou tomar todas nessa porra!”?
Para esses raros momentos eu costumo me preparar com uma certa antecedência para o ato falho. E nem estou falando em voltar de taxi para não dirigir bêbado de volta pra casa, até porque essa prática pode ser nova para vocês jovens burgueses que possuem carro, porque para meros camponeses fodidos como eu é mais comum esperarmos tanto tempo na parada pra dar o horário dos primeiros ônibus do dia, que quando ele chega já estamos sóbrios.
Quando digo “preparação” me refiro a toda uma estratégia visando garantir não só a minha segurança, como também a das pessoas que porventura possam estar ao meu redor na hora do porre homérico, isso tudo engloba preocupação com o local, ambiente, público, e até mesmo  pertences.
De certo que a forma mais segura de se perder as estribeiras com bebedeira continua sendo fazer isso no conforto do seu lar, onde você pode expulsar todos os outros bêbados quando lhe convir decidindo que acabou a cerveja (quando na verdade ainda tem algumas escondidas na bandeja de frutas da geladeira, que você pretende tomar sozinho de forma soturna) pra poder fazer feio sem correr o risco de ser alvo de piadas ou trotes. Sem contar que saber que a sua cama está logo ali ao seu precário alcance é um baita segurança quando se passa dos limites.
E antes que alguém questione, eu me adianto e respondo: SIM! Esse post foi publicado em plena quarta feira de cinzas propositalmente para agravar a sua ressaca. Espero que nesse momento apenas sua cabeça esteja doendo amigo,...
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Comentários
5 Comentários

5 comentários :

  1. Eu diria que este post foi inspirado num cara muito foda que escreveu isto outro dia no twitter, mas seria depreciar o óbvio e uma constatação séria sobre as reais convicções que movem o ser humano de bem, tal como a segurança e qualidade daquilo que fazemos dia após dia, seja no quarto, na poltrona ou em qualquer lugar onde a gato Tico mia.

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  2. Seu texto me levou a pensar numa coisa, talves a sua falta de amor ao alcool tenha uma relação com o fato de vc nunca ter se casado. Fui casado 12 anos e sem a danada isso não seria possível. A coisa é mais ou menos assim: Alcool e esposas, alguns amam, outros não suportam. Alcool e esposas não se bicam, no entanto o alcool torna as esposas suportáveis

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  3. Nada como tomar um porre em casa, você sabe que sempre vai achar o caminho da cama sem correr o risco de perder até a sua alma na rua.

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  4. Como boa boêmia q sou... bebo em casa e na rua, de preferência até o sol aparecer, se tiver amigos e um bom papo... vai longe. Mas não dá pra ficar enfiando o p´[e na jaca sempre.

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  5. camarada robin, esse cara não é o jedmaster??!!! se não for parece bagarai.

    abs, andre

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