segunda-feira, 13 de junho de 2011

Livros que me deram histórias para outro livro #2

A Arte de ser Desagradável Jim Knipfel

'Sempre que ouço a palavra ESPIRITUAL, cato meu revolver.'
Assim como igrejas e cemitérios, acho que também os aeroportos deveriam ser elevados ao título de solo sagrado. Muitas mudanças internas podem ocorrer em uma ponte aérea, já ouvi falar em auto descobertas, conversões religiosas, encontros imprudentes, revelações espirituais, pagamentos de penitencia e até já conheci uma mulher que concluiu que deveria fazer mais sexo na vida após passar por uma forte turbulência.
Enfim, um dos agentes que geralmente pode dar início a qualquer uma das atividades ‘sobrenaturais’ citadas acima é o livro que se escolhe para nos entreter durante a viagem. Pode ser uma leitura que já venha de casa ou, como eu prefiro, pode-se deixar a cargo do acaso e escolher na livraria do próprio aeroporto as páginas que irão fazer a sua mente viajar enquanto seu corpo viaja a mercê da companhia aérea de sua preferência.
Foi em um desses momentos sublimes que um título me chamou atenção em meio à prateleira de uma livraria na sala de embarque do Aeroporto Tom Jobim. A imagem da capa mostrava um cérebro sendo triturado em um liquidificador antigo, sei que não se julga um livro pela capa, mas o ditado não diz nada sobre fazer um julgamento baseado no título, e foi exatamente isso que eu fiz quando escolhi ‘A Arte de ser Desagradável’ como leitura para minha enfadonha viagem.

‘Delinquência juvenil, internações psiquiátricas, tentativas de suicídio, anos e anos se dedicando a infernizar a vida alheia. Após muito tempo chafurdando na merda, Jim Knipfel conclui, com doses altas de piadas de mau gosto e teor alcoólico elevado, que não vale a pena passar a vida sendo um babaca. E apesar de todo o vandalismo, dos furtos, da tentativa de incêndio criminoso, das brincadeiras cretinas, não se arrepende de nada do que fez (exceto talvez ter recusado o trabalho de dublagem para um comercial de fraldas geriátricas).’
Eu quase não acreditei quando li o release acima na contracapa de um livro tão contemporâneo (considerando o ano de seu lançamento). Já que a prática da arte em pauta já era ‘habitué’ na minha rotina, achei que talvez eu pudesse me profissionalizar com as palavras experientes do autor Jim Knipfel que resumiu sua biografia com os seguintes dizeres: ‘Colunista do New York Press e mora no Brooklyn, onde não incomoda quase ninguém.’. Alguém que se descreva dessa forma faz por merecer a minha atenção. Conclusão: O livro é genial, e se escrito em uma outra década facilmente estaria entre os grandes da geração Beat.

Se você não pretende viajar tão cedo, e nem está afim de esperar uma ocasião do tipo para ler A Arte de ser Desagradável, não se desespere. Eu soube que tá rolando um preço camarada na 
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