segunda-feira, 18 de julho de 2011

os Jogos de Tabuleiro ainda vivem!!!

Eu ainda sou adepto do tempo em que os jogos exigiam muito mais de um jogador do que apenas agilidade nos dedos ao lidar com uma manete. O segredo estava todo no pulso ao se lançar a sua própria sorte em forma de dados e esperar ansioso pelo número necessário para que enfim possa mexer as peças de acordo com sua estratégia rumo a vitória.

A única diversão para os dias chuvosos das férias. 
Onde finalmente se conseguia encher o quadro de participantes de um jogo, e com a ajuda dos primos, se podia realizar uma sessão realmente desafiadora. Ao contrário dos ‘egoístas’ videogames, os jogos de tabuleiros não funcionavam sozinhos. Um martírio para quem era filho único.
Chegava a ser frustrante ter a diversão ali, ao seu alcance, mas dependendo de quorum para ser executada.
Talvez por isso em décadas passadas as famílias mantivessem um padrão de três ou mais filhos, já que as crianças constantemente deveriam pedir mais irmãozinhos para entrarem na disputa pelo mundo em War, levar a falência no Banco Imobiliário ou humilhá-lo, sacaneando seu pobre fim no Jogo da Vida.
E justo quando eu achava que a prática já perambulava moribunda e sem futuro, acabei tendo contato com novas criações na linha, inclusive nacionais. O que demonstra que o som dos dados quicando sobre o tabuleiro ainda ecoa na cabeça de alguns, que embora sejam poucos, tem sido o suficiente para não deixar a coisa entrar em desuso,...ou pior, no esquecimento.

Nem só de sorte vive um jogo de tabuleiro!!!
Como um tremendo azarado nos dados, na última #RPGCon me interessei por AERO, o primeiro lançamento da Hidra Games que já nasce um verdadeiro clássico: Um jogo de estratégia abstrato para dois jogadores, com informação completa, boa dinâmica, tática, estratégia e nenhum elemento de sorte.
Faça o seguinte:
Experimente tirar aquela caixa empoeirada do fundo do armário. Confira as peças que sumiram com o tempo e procure possíveis substitutos dentre os grãos da cozinha. Convoque alguns amigos para uma tarde de diversão old school e descubra que o assassino é o Coronel Mostarda com um castiçal na biblioteca.
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Comentários
2 Comentários

2 comentários :

  1. A pouco tempo estávamos fazendo sessões de WAR 1, juntávamos amigos, hoje, casados com filhos em torno de uma mesa. Usamos de diplomacia, acordos de paz, traições e outras interpretações para deixar o jogo mais interessante. E agora estamos na tentativa de voltar a velha mesa de RPG. O importante é os dados rolando.

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  2. Sem dúvida, os jogos de tabuleiro ainda vivem. Caso não conheça, sugiro uma visita ao site: www.ilhadotabuleiro.com.br :)

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