sábado, 20 de agosto de 2011

‘ME SALVA‘ - parte 2

Este é um conto-interativo que estreou na semana passada e pretende ocupar os próximos sábados do blog. A idéia é apresentar contos curtos interligados, onde no final de cada um é apresentada uma enquete com opções para que você possa decidir a próxima ação da personagem, assim participando do enredo e influenciando diretamente no final da história.
Para acompanhar seu conteúdo, e começar a participar dessa interatividade, é necessário que você leia o capítulo anterior:

O conto-Interativo ‘Me Salva’ é postado toda manhã de sábado e terá sua enquete encerrada a meio-noite de segunda. Continuando na semana seguinte e assim por diante até o seu final que pode ser a qualquer momento dependendo do rumo que vocês derem a história.
...
Ao cruzar com o homem, ouviu ele murmurar algumas palavras que ela não compreendeu. Era como se ele tivesse algum problema na fala,...ou na boca. Ela tentou ver o rosto do homem, mesmo que de relance, mas a luz no local era fraca e um boné escondia ainda mais seu rosto.
O homem cuspiu algo que quase atingiu os sapatos de Venina. Mesmo no escuro não foi difícil perceber que era sangue. Por instinto ela parou para analisar melhor a situação por alguns segundos, era claro que o homem tinha sido violentamente surrado recentemente.
O que fez ela imaginar que o agressor não deveria estar muito longe...
Quase que por instinto a jovem galga os dois passos que a separam do estranho tentando não pisar na poça formada pelo sangue golfado do homem. Ele olha na direção de Venina que aproveita um fraco facho de luz para tentar ver melhor o rosto do sem-teto, mas ela não saberia descrevê-lo mesmo que o conhecesse. Sua face estava castigada por cortes e hematomas, impedindo qualquer tipo de identificação.
Tudo que Venina pode fazer é fixar nos olhos do homem esperando que eles indicassem alguma pista do que ele tentava dizer, mas tudo que viu foi a expressão de ‘desespero’ impressa em suas pupilas.
Novamente ele tentou falar e mais um jorro de sangue surgiu como resultado, a cada tentativa falha o homem se contorcia em dor. O esforço que ele empenhava para se comunicar atiçava ainda mais a curiosidade de Venina. Talvez ela estivesse diante das últimas palavras de um moribundo que lutava contra a morte para revelar algum segredo guardado por toda uma vida. 
Ou quem sabe o pobre só queria alguém para ouvir as confissões de seus pecados.


Ela julga que o estranho está muito ferido para representar qualquer tipo de perigo e se abaixa para poder ouvir suas palavras embebidas de sangue.
Aproveitando a curta distancia o homem  agarra o braço da jovem com uma velocidade surpreendente e o usa como apoio para erguer seu corpo a uma altura em que o colocasse face a face com a moça. Agora eram os olhos de Venina que dilatavam em desespero.
O homem abriu a boca e novamente o liquido vermelho brotou de seus lábios. Com um movimento forte ele a puxou pelo braço fazendo questão de colocar a blusa branca da moça na mira do sangue que escorria.
Ela tentou soltar-se, mas foi inútil. Mesmo ferido o homem ainda gozava de uma força bem superior a dela. Tudo que pode fazer foi cerrar os olhos e virar o rosto para evitar aquela cena repugnante.
Após tingir de sangue boa parte da blusa de Venina, o estranho limpou o excesso que lhe sobrara no queixo e com os dedos espalhou o líquido viscoso pelos pedaços do tecido branco que ainda permaneciam imaculados.
Venina sentia as pontas dos dedos do homem passear por entre seus seios, percorrendo uma linha aleatória e deixando um rastro de sangue por onde passava em sua blusa. 


A princípio ela achou que ia morrer de medo, de pavor, de nojo, mas agora ela escolheria com gosto qualquer uma dessas fatalidades se elas mantivessem as mãos daquele estranho longe de seu corpo.
E então ele a soltou...
Venina caiu sentada diante do homem.
Parecia que finalmente ele estava pronto para falar, e foi o que fez.
-Não vá para casa. Fique aqui e eu te protegerei. O mal foi semeado naquele lugar que você chama de lar.


Agora chegou a hora de aconselhar a personagem Venina a tomar a melhor decisão nesse momento de tensão. Você pode votar na enquete abaixo até a meia-noite de segunda e acompanhar  o caminho escolhido pela maioria no próximo sábado.
Também é importante que vocês usem os comentários para ampliar essa interatividade que é essencial para subsistência deste projeto. Diga o que achou, sugira novas ações, enfim,...participe e mostre o que tem no crânio. Se não por mim, pelo menos comente pela inocente Venina que tá contando com a sua ajuda para sair ilesa do que a espera... 

O que você acha que Venina deveria fazer?
Ignorar o estranho e ir direto pra casa
Obedecer o estranho e ficar com ele
Voltar ao metrô e procurar ajuda


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Comentários
1 Comentários

Um comentário :

  1. Ela não tem em quem confiar, então tem que ir procurar ajuda de outras pessoas, aquele homem é muito tenso.

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