quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Minha adorável padawan

E quando o que une um casal, é um momento que aconteceu em uma galáxia bem distante daqui?! Foi mais ou menos o que aconteceu com meu amigo Diego Gurgel, que a meu convite, relatou sua experiência vivida ao despertar a namorada para o universo Star Wars!
Minha adorável padawan
Ah esse George Lucas!
Sinceramente, quem é da minha geração (80’s), hoje se tornou um excelente crítico de filmes de ficção científica, graças à saga Star Wars.
Não se trata de lasers, explosões ou seres espaciais! Trata-se de comércio, política, filosofia, amor, bandidagem extraterrestre, religião, enfim, é o filme! Muito melhor do que trilogias de vampiros que não mordem, não transam, e brilham como purpurina quando saem ao sol!
Recentemente, com minha ultima namorada, e agora minha noiva, tive uma experiência incrível!
Quando a conheci, descobri aos poucos, como um bom observador que ela gosta de cinema (ufa!), de ler poesias, de crônicas, de música, do meu rock (ufa²), enfim, parecia tudo bem.
Mas ao ver um quadro gigantesco no meu quarto, do episódio I de Star Wars, que ganhei do Maldito quando se mudou pra Sampa (ele só deu porque não cabia na mala), ela não perguntou se o quarto era do meu irmão mais novo.
Decidi apresentar a saga pra ela, porque explicando, com palavras, eu não conseguia demonstrar porque esta paixão, porque a fixação por sabres de luz mesmo com 30 anos na cara!
Ela aceitou, ela disse sim (PQP!). Foi ali que percebi que meus relacionamentos anteriores não tinham dado certo, por ciúmes, porque eu bebia, porque eu cheguei tarde em casa, porque eu não paguei o aluguel, porque eu era egoísta às vezes, ou porque eu viajava muito, era porque elas não gostavam de Star Wars! Porque se elas assistissem, perceberiam que eu era um pouco malandrão, exibido, e garanhão parecido com o Han Solo, e seriam minhas fãs!
Muito melhor do que parecer com um vampiro que não chupa sangue!

Começamos com o Episódio I, a ameaça fantasma, e como de praxe, precisei explicar pra ela que são 6 episódios, e coisa e tal.
A clássica abertura do filme me arrepiou, as letrinhas amarelas subindo e ela ali, concentrada, lendo tudo, como uma boa jornalista que é, tentando entender o que ela estava prestes a consumir.
Foi perfeito, e como a maioria das meninas, ela não disse “Ai, o Anakin é fofo!”, prestou atenção em tudinho, tirava suas dúvidas e tudo mais!
Pra ser mais direto, esta mulher entendeu as questões mais chatas, comerciais, república, etc.
Eu vibrava quando ela lembrava nos filmes posteriores, dos personagens que teriam aparecido só em episódios passados – “Olha amor, aquele não é o Jaba the Hutt? Que assistiu a corrida de pod’s no episódio I?” – nessa hora me invadiu uma alegria, que dei um baita beijo demorado nela. Lógico, eu voltei a parte que ela perdeu durante esse chupão, porque eu não suporto filme “mal assistido”.
Adorava quando ela ria do Han Solo e suas frases canalhas, tipo “Fala aí princesa, você tá caidinha por mim!”.
No final das contas ela havia adquirido um ódio natural pela figura do Darth Vader, assim como ficou indignada por saber que o Anakin se tornou aquele cara mal, com capacete negro e de fala grossa. Ela entendeu até, que quem é Sith, fica desfigurado! Porra, ela não indagou porque as espaçonaves voavam pela atmosfera, mesmo sem ter asas, e esse tipo de coisa! Disse até que tinha nojo do Jaba, e vibrou quando a princesa Léia enforcou o nojento com as próprias correntes que a prendia!
Lógico, algumas dúvidas surgem na cabeça de uma menina, que não possui os mesmos hormônios dos rapazes, fator que nos faz ficar fascinados com o design das armas, das naves, e porque o sabre de luz, mesmo simples, é a melhor arma de todos os tempos! Porque quando a Millenium Falcon fugia na velocidade da luz, todos ficavam com cara de bobos e não iam atrás, ou seja, coisas, que qualquer um entenderia.
O mais engraçado era tentando explicar, quase como se fosse uma ciência exata, porque os jedis corriam tão rápido, rebatiam os lasers com os sabres, etc.

O saldo disso tudo, é que agora ela se interessa pela série de desenhos “Guerras Clônicas” pra entender porque o general Grievous respirava com dificuldade, ou como são feitos os sabres de luz, porque apenas os Jedi tem o privilégio de ter estas armas tão especiais.
Depois de ver todos os seis filmes (isso foi feito em uma semana), ela entendeu a complexidade da obra, o que lhe deu mais uma razão de não gostar de filmes B de ficção, e passar a gostar do quadro que ornamenta meu quarto.
Pra mim foi uma experiência incrível, e no episódio final, achei bonitinho o jeito que ela disse “Poxa vida, o Darth Vader deixou o Luke sofrer muito antes de salvar a vida dele quando o imperador Sith dava descargas elétricas nele,... era o filho dele!”.
Ela é minha escolhida, ela é minha adorável Padawan! 
Dito pelo @Digurgel
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Comentários
3 Comentários

3 comentários :

  1. ok. ela já passou pelo primeiro módulo da cultura nerd, agora apresenta pra ela Senhor do Anéis,não o filme, mas os livros. Mostra pra também quem é Anne Rice e seus livros. E marca num final de semana partidas de RPG. hahahaha

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  2. Foi assim que o meu namorado me conquistou.
    Ele simplesmente disse:
    Amor, vamos ver a saga Star Wars!

    Não resisti.

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  3. Nossa..
    que emocionante...
    Também sou fã de Star Wars, e espero o dia em que encontrarei a pessoa que terá essa mesma paixão...

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