sábado, 10 de dezembro de 2011

Cronica de Elevador.

Tá descendo!?
Por que se eu tiver que dividir esse cubículo metálico com um bando de desconhecidos por mais de três andares, não garanto a integridade física de nenhum dos presentes. Não me entendam mal, não é que eu seja anti-social,...bem, tem isso também, mas a proporção de espaço dentro de um elevador foi nitidamente projetada para comportar no máximo três pessoas que se conheçam ou dois estranhos entre si. Mais que isso já se instaura um leve pânico entre os usuários.
Vai que essa porra para, não é verdade? Não vamos querer narinas excedentes respirando a parca reserva de ar alem do necessário.
Só quem já ficou preso com um punhado de estranhos dentro de uma dessas coisas que conhece a aflição de passar por uma experiência do tipo. Acredite, aconteceu comigo e é mais comum do que se imagina.
Eu sabia que ia dar merda no momento em que uma morena alta, estilo ‘globeleza’, veio correndo com seus saltos barulhentos pedindo para segurar a porta do elevador. Estávamos no limite da lotação, mas dois velhos tarados insistiram que com jeitinho ainda cabia aquela mulata e suas curvas privilegiadas a quem chamaram de ‘senhorita’. Não deu outra, ficamos presos entre o 2° e o 3° andar, as seis da matina, de um prédio residencial.
As seis e quinze, todos ainda estavam socados dentro do elevador em silencio, preferindo passar mais alguns minutos naquela situação de aperto a ter que passar a vergonha de gritar por socorro e admitir a estupidez de desafiar o aviso ‘Máximo 5 Pessoas’ atochando uma bunda feminina a mais.
As seis e dezoito toda bravura caiu por terra e em coro os ‘aprisionados’ berraram por socorro feito crianças desmamadas,... Menos eu, que por estar voltando de uma noitada, acabei passando mal com o ambiente fechado e vomitando as seis e dezessete, dando início a histeria coletiva.

Que merda, parou no 2° andar. Que tipo de preguiçoso insiste em chamar o elevador estando tão perto do piso térreo? Parece que faz de propósito, o cara até pretende usar a escada, mas quando vê que o elevador está ‘de passagem’, recheado de estranhos apressados, clica no botão só pra ver a cara de desânimo das pessoas em ter o desconfortável contato com desconhecidos prologando por mais alguns segundos.
Eu ainda sinto falta daqueles momentos de privacidade quando se estava só dentro de um elevador, antes das câmeras de vigilância. Era como em um banheiro, só que sem a privada. Onde também podíamos cantar desafinados, tirar meleca, espremer espinha com o auxílio do espelho e deixar um ‘presente’ para quem solicitar o elevador depois de você. Esse último indetectável pelas câmeras de segurança.
Bom,...Eu fico aqui! Esse é o meu andar. Até mais.
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