quinta-feira, 31 de março de 2011

Um início de vários fins.

ATENÇÃO: Os eventos do conto abaixo antecedem o conto “Solução Problemática”

A jovem de cabelos negros já caminhava por volta de uma hora por entre a trilha de barro, o cenário composto por uma vegetação local não se alterava durante seu trajeto, mas ainda sim ela caminhava com firmeza, certa de onde queria chegar mesmo na escuridão da noite iluminada somente por uma parca lua minguante.

Ao chegar a uma clareira que circundava uma antiga figueira ela parou e espreitou um pouco ao redor se certificando de que estava sozinha naquele local a ermo. Abaixou-se e retirou das costas uma mochila surrada enfeitada com adesivos de personagens infantis que certamente não condiziam mais com sua idade, de dentro ela retirou os objetos que precisaria. Dispôs todos com cuidado na sua frente e respirou fundo antes de dar início ao ritual, abriu o livro na página previamente marcada e com um punhal ornamentado talhou em seu braço o símbolo impresso nas folhas de papel.
Deixou que as gotas de sangue que brotavam pingassem sobre a chama de uma vela negra que parecia se alimentar com o líquido rubro, enquanto ela entoava litanias tão antigas que nem mesmo a árvore ancestral postada a sua frente possuía primaveras suficiente para distinguir sua origem ou língua. Mas um nome contido nas frases da jovem era familiar não pela glória do tempo, e sim pelo teor de sua maldade.
Krumiel.

Ao ouvir seu nome a entidade ouriçou suas orelhas semelhantes a de um morcego e olhou para cima como se pudesse assim apurar a sua audição e quem sabe se certificar de que estava mesmo sendo chamado por algum mortal.
Nesses momentos os infernais viviam uma perigosa situação ambígua onde ao surgir a oportunidade de visitarem o muno exterior, também corriam o sério risco de ficarem sujeitos as ordens de seus invocadores. De qualquer forma, quando o nome verdadeiro de um anjo caído é entoado por alguém daquela forma, eles não tinham opções, tinham que atender ao chamado.
Krumiel rugiu exibindo em sua boca o seu excesso de dentes pontiagudos, levantou de sua poltrona feita de ossos humanos sacolejando o acumulo de poeira acumulado por décadas em seu corpo musculoso e preparou-se para uma viagem que não fazia a um bom tempo.
A jovem despertou aos poucos, não sabia por quanto tempo ficara apagada após o ritual mas já previa o acontecimento. Ao abrir seus olhos se deparou com um par de sapatos masculinos bem engraxados e um dos pés pisava o seu livro aberto. Mais acima seguia uma calça branca, e dentro dela um homem de estatura mediana e pele avermelhada.
Quando o olhar da jovem se defrontou com o homem que a espreitava em silencio, ele sorriu e estendeu a mão como que se oferecesse ajuda para ela levantar-se. Indicando que aceitava o apoio ela lhe estendeu o braço, mas ao contrário do que se imaginava a figura sinistra agarrou bruscamente seu pulso e o torceu de forma que pudesse ver os símbolos que foram gravados em seu braço.
-Não imaginei que algum mortal ainda tivesse coragem suficiente para um trabalho artístico do tipo. Ainda mais uma fêmea da espécie.
O homem soltou seu braço e lhe deu as costas caminhando alguns poucos passos a frente, tempo suficiente para a jovem conferir o seu relógio de pulso que ao invés das horas indicava uma estranha contagem regressiva.
-Você é Krumiel?
-E quem mais seria?
-Você,...você tem que me obedecer. Sabe disso não é?
A hesitação na voz da mortal indicava que ela sabia o que deveria ser feito, mas não tinha a menor ideia do porque, isso dava uma larga vantagem ao infernal quando chegasse a hora de se libertar dos laços da conjuração.
-Claro que sim minha,... adorável,...senhora. E o que essa pobre criatura pode fazer por você?
-Você não é o que eu esperava.
-Se refere a chifres, rabo e asas de morcego? Considere esta aparência o meu traje de gala. E então, em que posso... servi-la?
Temerosa a jovem lamentou sua história para o homem que ouvia pacientemente ainda ostentando o sinistro sorriso no rosto. Durante sua narrativa a garota fez o demônio experimentar vários dos sentimentos humanos, ela falou com choro, paixão, ardor, desejo e por fim explodiu em fúria ao fazer seu pedido de vingança. Por que no fim se resumia a isso, vingança.
-Humm,... eu esperava algo mais pulsante, mas vocês pobres criaturas de barro não conseguem mesmo ver além de seus próprios umbigos.
Ele se aproximou e segurou a cabeça da jovem entre as mãos de forma que ela não pudesse desviar seu olhar do dele.
-Então minha jovem, vamos atrás dessa sua justiça egoísta, e que aquele que lhe causou mal pague o preço de seu capricho.
-Eu quero que ele sofra,...como me fez sofrer.
-Acredite minha pequena,isso não será problema algum.

Esse conto fecha uma trilogia de uma história que foi contada de forma retroativa.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Young Justice - Equipe com os 'sidekicks' da DC Heroes.

Finalmente estreia uma série de cartoon que faça jus aos ajudantes dos grandes heróis da DC, também conhecidos como ‘sidekicks’, ou pelo menos eram até formarem a força tarefa Young Justice. A equipe ainda está longe de ser como os conhecidos Titãs, mas parece dar uma prévia do que seria o início da  formação dessa conhecida equipe de jovens heróis.
A Young Justice é composta por Robin, Aqualad, Superboy, Miss Marte, Kid Flash e Artemis que recebem suas missões diretamente do Cavaleiro das Trevas (Batman), além de contar com várias participações de outros membros da Liga da Justiça. Apesar de soar como a versão DC de X-Men Evolutions, o roteiro de Young Justice não só e mais fiel aos quadrinhos como também menos infantil.
O universo de Young Justice parece ser uma fusão dos antigos desenhos da Liga da Justiça e Super Amigos, onde o Palácio da Justiça e a Estação Espacial da Liga coexistem como bases para os heróis, exceto por um sutil detalhe, por ser uma equipe de infiltração e reconhecimento o cenário da série tende para um visual mais 'dark' do que o habitual em desenhos do tipo.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Utilitários para fãs de Star Wars.

Fã que é fã de verdadizinha quer sempre manter junto de si a lembrança da sua paixão. Ainda bem que por mais que os fãs de Star Wars sejam considerados fanáticos, não são capazes de chegar ao ponto de enfrentar a rotina diária vestidos de Jedi (Exceto eventos especiais como a JEDICON que torna esses trajes obrigatórios), bom senso esse que falta muitas vezes em outros tipos de fãs que conhecemos. Mas claro que isso não nos impede de tornar nossos lares em uma espécie de templo dedicado a obra de George Lucas. 
Seu dia seria bem melhor com o cereal do C3P0 
Esqueça a sabedoria oriental e coma com a verdadeira sabedoria Jedi! 
Princesa Leia fetichista não inclusa.
Tem também para o público feminino.
Suas torradas na velocidade da luz! 
Aconselhável para menores de 10 anos (sujeito a bullying)
A verdadeira poltrona do papai! 

Aquário do R2-D2
Sai um Tonton ao ponto no capricho aí!
E até uma camisinha pra proteger seu sabre de luz nas batalhas!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Informações aqui...NÃO!

Se você me conhecesse saberia que não sou o tipo de pessoa que se aborda na rua para falar qualquer coisa acima do indispensável, e leia-se como ‘indispensável’ algo comparado a risco de vida.  Toda a minha conjuntura te diz de forma subliminar  “Dê o fora ou eu mesmo faço isso chutando a sua bunda flácida”. A feição de poucos amigos, minha voz atravancada, a postura blasé, as calças surradas, meus tênis monocromáticos e as vezes até mesmo os dizeres nas minhas camisas desbotadas, o óculos escuro é um arremate no semblante que faz as pessoas se perguntarem se a função dele não é evitar que elas sejam fuziladas pelo meu olhar. E eu não estou dizendo isso no sentido poético da expressão.
Não pelo fato de eu ser uma má pessoa, até porque,...eu sou. Mas é que realmente eu não gosto muito das pessoas que eu conheço o que me leva a evitar mais ainda os desconhecidos. Quando alguém se aproxima para comentar algo sobre o blog ou do meu show até vá lá, afinal é um assunto do meu interesse, o que me incomoda mesmo é quando o assunto é tão genérico que qualquer outra pessoa na rua estaria apta para palpitar sobre, o senhor na parada de ônibus, a madame passeando com o cachorro, o Seu Manoel da padaria em frente, o guardinha de transito apitando no sinal, aquele apontador do jogo do bicho que vive na esquina e até mesmo aquela garota sem graça que vem atravessando a rua, então porque diabos dentre tantas opções mais plausíveis as pessoas sempre chegam em mim? Um bom exemplo disso são os transeuntes perdidos pedindo informação.
Ignorando todos os sinais óbvios de que não quero conversa com ninguém, o cidadão sem noção do perigo, ou como eu gosto de dizer com o sentido aranha inábil, ignora todas as outras personagens citadas no cenário acima, e por algum critério absurdo de escolha ele olha pra mim e pensa: “É,... aquele rapaz de blusa preta , cara fechada e braços cruzados com certeza deve conhecer o que quero saber. Vou falar com ele.”
Porque??? O que faz essas pessoas chegarem a conclusão estúpida de que eu sei de algo do interesse delas? Eu nunca soube as respostas dessas perguntas:
-Não sei o nome dessa rua que estamos e muito menos como chegar à que você procura.
-Moro nesse bairro mas não sou obrigado a saber onde mora esse fulano que você citou.
-Como vou saber se tem posto de gasolina por perto? Quem tem carro aqui é você.
-Não sei se tem hospital por aqui, já que está sentindo dor deveria ter saído de casa com essa informação.

Eu tive a prova clara de que as pessoas andam pela rua sem a menor atenção aos sinais do mundo ao seu redor na minha última viagem à São Paulo. Na ocasião eu esperava uma amiga em um bar na Avenida Paulista e trajava bermuda, chinelos e uma blusa onde se lia em letras garrafais a palavra CARIOCA estampada. E ainda assim, dentre as centenas de pessoas que transitavam por ali naquele momento, uma senhora escolheu justo eu para pedir informação.
Eu poderia simplesmente dizer que não era dali e não tinha a menor ideia de onde ficava a rua que ela procurava,... mas preferi recompensar sua desatenção com uma informação errada indicando um monte de trajetos e direções aleatórias. Foi uma maneira menos agressiva de mandar ela ir à merda.

domingo, 20 de março de 2011

MaudioPost 13# - Calado já tô errado!!!

Mais atrasado do que a menstruação daquela menina que você comeu no carnaval, o MaudioPost 13 está no ar.  Por conta da ressaca e de algumas gravações ao vivo, ele está cheio de problemas no áudio, mas ainda assim fazendo o click no play valer a pena.
Chamadas pra porradarias carnavalescas onde as únicas armas disponíveis são um guarda-chuva e uma garrafa de Absolut, tudo isso arrematado por alguns trechos do meu Stand up Comedy. Tudo isso misturado e tomado em um gole só no MaudioPost, ouve aí seu insolente!




Veja o que já falaram do MaudioPost, e deixe você também o seu comentário:

"Eu nunca ouvi coisa melhor" 
-Beethoven
"É por isso que eu defendo o sistema de cota para Humor Negro" 
-Barack Obama
"Não foi pra isso que nós fizemos a revolução!!!" 
-Che Guevara

sábado, 19 de março de 2011

Elements (Card Game Online)

*Achei no Idéias para jogos de RPG
Você viveu o ápice dos primeiros Card Games como Magic e Spellfire nos anos 90 , mas teve que abandonar o vício hábito de jogar quando começou a trabalhar e dar o devido valor ao seu suado dinheirinho para desperdiça-lo comprando incontáveis packs de cartas tentando melhorar o seu baralho?
Agora você  pode relembrar desse estilo de jogo com ELEMENTS, um jogo de card game online totalmente grátis. Quem já jogou Magic The gathering vai se adaptar facilmente ao sistema do jogo que é basicamente o mesmo, exceto pelo fato de ELEMENTS possuir 12 forças elementais disponíveis para jogo, muito além das 5 básicas de Magic.

Em Elements as criaturas não se confrontam, dedicando todos os danos apenas ao jogador, o que em minha opinião torna a ‘jogatina’ bem mais dinâmica. As apelações dos combos continuam valendo,e com tantas possibilidades de combinações, é tentador construir um baralho de cada cor para poder explorar todas as possibilidades.
A principio você começa a jogar contra a CPU, mas conforme vai ganhando crédito para comprar novas cartas e tornar o seu baralho sagaz, você pode se arriscar a duelar com outros jogadores.
Costumo jogar sempre na madrugada, e se você topar com o nick Vagabundo Iluminado por lá, esteja pronto para ser massacrado.


Leia tambem a minha Maldita Crônica Sexual dessa semana.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Reencontrando Ex-namoradas

Antes que eu pudesse debandar de vez daquele bizarro lugar do passado, eu sentia que  o destino ainda me premiaria com alguma surpresa desagradável. É por isso que eu caminhava pelas  ruas em constante alerta, sempre checando os rostos dos que cruzavam meu caminho temendo reconhecer algum entre eles. Eram como fantasmas, me assombravam,... prejudicavam a minha indispensável habilidade de esquecer.
Me defrontar com o rosto errado poderia dar início à um caldeirão de memórias que eu não estava disposto a remexer. Queria apenas resolver meus problemas e dar o fora daquela cidade o quanto antes. Mas não seria assim, eu sei que não, havia sido fácil demais até ali, mudando de calçadas, escondendo em lojas, me esquivando em vielas, desviando de bares, nada disso evitou que eles me encontrassem. E perto da minha partida definitiva, eu ainda teria que encarar uma das minhas piores lembranças.
Alguém gritou meu nome, e todo o campo de força que me fazia invisível caiu por terra.
Eu fui pego de surpresa,...a porra do destino me preparou uma armadilha.
Parei de andar mas não procurei a origem do grito, preferi acreditar em uma desistência ou uma infeliz coincidência. Então decidi parar e esperar mais alguns segundos. 
Meu ombro foi tocado, e só então me virei.
-Oi!
-E aí?!
-Está de volta a cidade.
-Não. Só de passagem. Na verdade estou caindo fora nesse final de semana.
-Ah,...entendo. E como você está?
-Do jeito que você está vendo.
-Não parece ter mudado muito. Exceto que engordou um pouco.
-Bem,... –Minha expressão denunciava minha resposta, que preferi censurar para evitar um prolongamento daquele desconfortável encontro.
-É. Eu sei. Eu engordei um pouco também,... era isso que ia falar, não é?
-Bem,... – A desgraçada me conhecia com precisão.
-Mas no meu caso foi porque fui mãe. E você? Qual a sua desculpa? –Bela maneira de colocar o assunto em pauta.
-Bem,.. cerveja.
-Hehehe,... quando namorávamos você também bebia e era magro.
-É que agora eu bebo por motivos alegres.
Jogo empatado sua bruxa.

Trocamos mais alguns educados sorrisos amarelos e nos despedimos,... mais uma vez.
Espero que pela última vez

*Interligado com os contos 'Reencontrando velhos amigos' 1, 2 e 3.

terça-feira, 15 de março de 2011

A Arte de se travar um Isqueiro

Aviso: 
Esse é mais um post enfumaçado cheio de substancias nocivas a sua saúde que podem causar dependência.

Quem é tabagista profissional, de carteirinha, não ousa sair de casa desprevenido. Além do seu maço de cigarro de marca preferida, sempre carrega consigo o indispensável isqueiro. Quem cultiva o hábito do tabaco sabe que pior do que não ter cigarros é possui-los, porem não ter como acende-los. Um fumante que não porte o seu respectivo isqueiro está tão desprevenido quanto uma puta sem camisinha, é um total desleixo com seu vício.
A habilidade de se fazer fogo instantaneamente é numa conquista tão penosa da humanidade que por questão de respeito a nossos ancestrais homens das cavernas, todos deveriam carregar consigo essa habilidade, independente de ser fumante, pois tenho certeza que você não faz parte da parca porcentagem dos que conseguem fazer isso usando gravetos ou pederneiras.
Com um objeto portátil, útil e tão precioso quanto esse, é necessário manter os olhos bem abertos para eventuais larápios que se aproveitam de um momento de distração para embolsarem o seu isqueiro na mão grande. A técnica é bem antiga e simples, e só pode ser prevenida com muita atenção da vítima. 
Geralmente a má intensão pode ser pressentida quando após o seu ‘amigo’ te pedir o isqueiro emprestado, ele  fica enrolando com ele na mão por quase um minuto antes de acender o cigarro, enquanto vai te levando com algum papinho idiota. Quando ele resolve acender o cigarro você já esqueceu que aquele isqueiro era seu, e ele já achou que era dele,...tarde demais.
Para evitar essa atividade criminosa eu procuro nunca entregar meu inseparável isqueiro ao relapso que pede o fogo emprestado. Prefiro, a contra gosto, eu mesmo acender o cigarro (que muitas vezes também foi fruto de um ‘empréstimo’) do folgado.
Esse é mais um post associado
a campanha Pare de Serrar

Sugiro que a partir de agora você integre um isqueiro aos seus objetos pessoais, juntamente com suas chaves de casa, carteira e celular, e me agradecerá quando se deparar com situações extremas onde fazer fogo pode salvar a sua vida. Tenho certeza que o isqueiro é a primeira coisa que o Batman checa em uma inspeção ao cinto de utilidades. 
Pra falar a verdade, eu costumo carregar comigo dois isqueiros. Assim como em um paraquedas, também acho necessário possuir um reserva para esse tipo de utilitário, nunca se sabe quando seu isqueiro de confiança pode te deixar na mão.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Os Dez Mandamentos da Blogosfera

sábado, 12 de março de 2011

Desconstruindo o Humor Negro

“Negrisss é seu passadisss!”
Mussum, sobre Humor Negro

Em qual ponto uma piada começa a tender para o lado humor negro da força? Quem tem o diploma de juiz supremo da comédia divina para definir se essa ou aquela tirada foi de mau gosto? Pois me parece que como o próprio nome sugere, é uma questão de gosto. E gosto você já sabe né? É igual bunda... Cada um tem o seu.
Não tem como adivinhar até que ponto um comentário pode ser considerado ofensivo para uns ou hilário para outros, é certo que quanto maior a proximidade de uma pessoa com o fato ‘zoado’, maior serão as chances dela se sentir desconfortável com a piada. Mas até aí não vejo problema algum, incompatibilidades de ideais é algo tão frequente na vida que qualquer um que não saiba lidar com isso deveria pedir pra sair dela. Lembre-se que o suicídio é uma opção sempre ao seu alcance (Isso foi ou não humor negro pra você?).

“Eu vou te denunciar”
Protestante, contra o movimento racista sobre o Humor Negro

O humor é uma metralhadora giratória cuspindo balas de piadas pra todos os lados, e enquanto ela não estiver apontada para o seu umbigo você continuará achando graça. Sim, é engraçado quando é com o seu vizinho, enquanto o mundo ao seu redor não for um alvo você se diverte rindo do coleguinha do lado.
Se você é judeu, com certeza se ofende com piadas sobre o Holocausto, já se for americano me mataria se eu risse da queda das torres gêmeas, caso seja gay me odiaria se eu ousasse reproduzir uma piada de ‘bichinha’ do saudoso Costinha, e se for afrodescendente já deve estar querendo me processar por usar o termo ‘humor negro’ nesse texto. Todo mundo achando que tá no seu direito de jogar pedra nesse pobre autor,...e em minha defesa eu só posso dizer o seguinte: “ E eu porra ? Eu que sou neto de Português e filho de um pai acreano? Me diz qual de vocês hipócritas insolentes já não fizeram piadas com Portugal ou com o Acre? Qual?”

“Eu acho engraçado”
Hitler, sobre Humor Negro

Ah! Mas tem o lance de falar de gente morta né, pega mal, chega a ser um taboo.
Ora bolas, nunca vi um morto reclamar de piada alguma sobre sua morte, e não duvido nada que nesse momento eles estejam se esbaldando de rir de nós que ficamos nessa merda pagando impostos e prestação atrasada das Casas Bahia. Os mortos não precisam de vivos para defende-los, eles podem voltar em forma de espíritos maquiavélicos e assombrar o comediante até que o mesmo enlouqueça, vocês não assistem televisão? (E agora? Humor negro suficiente pra você?).
Nesse ponto também cabe a hipocrisia quando se percebe que só se acha esse tipo de piada um absurdo enquanto a morte é recente, porque depois que passa um tempo e o defunto esfria, todo mundo dá a sua ‘sacaneadinha’ de leve na vítima.

“Você só abre a boca pra falar merda moleque”
Minha mãe, sobre o Humor Negro

sexta-feira, 11 de março de 2011

Cabelo, pra que pêlo?

O “profissional do cabelo” (barbeiro/cabelereiro/depiladora) é um dos maiores oportunistas do mercado de trabalho. Equiparado a um coveiro por exemplo, assim como sempre haverá um morto para ser enterrado, também haverá um cabelo a ser cortado, talvez até o de um defunto, já que os cabelos continuam a crescer mesmo após a nossa morte. Diz aí, existe profissão com  maior demanda?
Um trabalho ainda artesanal que ao contrário de tantos outros, jamais será substituído por engenhocas tecnológicas, resistindo ao tempo e as suas piores fases financeiras, seriamente abaladas na explosão do movimento hippie nos anos 60 e mais tarde pelo Heavy Metal na década de 80.  E se mesmo após a revolução capilar gerada pelos Beatles a sociedade ainda manteve a tradição de manter seus homens de cabelos curtos e suas mulheres com longas madeixas, por que diabos elas passam muito mais tempo indo a salão de cabelereiro do que nós em barbearias?
Basicamente, o critério que uso para escolher meu barbeiro de confiança é a agilidade do rapaz, assim que sento naquela cadeira e sou enforcado com aquele pano quente de proteção, eu já começo a contar os minutos para sair de lá. É quase tão angustiante quanto a cadeira de um dentista. Faço de um tudo para diminuir a minha periodicidade nas barbearias, para isso e pelo bem da praticidade masculina, procuro raspar a cabeça visando uma demora maior da necessidade de um retorno.
Eu tentei cortar o cabelo com mulheres uma ou duas vezes na vida e foram péssimas experiências, confesso que não me senti muito seguro com a idéia de ter uma mulher com uma navalha tão perto do meu pescoço. Lembro-me que em uma dessas raras vezes a ‘ cabeleireira’ demorou tanto para concluir o meu corte que eu acabei adormecendo na cadeira, parece que assim como se arrumar para sair e o orgasmo, tudo pra mulher funciona em um espaço de tempo absolutamente diferente.

Hoje eu fui aparar os pêlos, e como sempre, com pressa. O meu barbeiro habitual estava ocupado, sem paciência me contive com outro de secundo escalão do salão. O cara tinha toda a pinta de iniciante, mas isso não me incomodava, não tem segredo ou dificuldade em se raspar uma cabeça, bastava que ele fosse rápido o suficiente para a tarefa.
-E então? Como é o seu corte?
-Rápido!
-Han? Como assim? Quer que passe a máquina?
-Se é o mais rápido que conseguir fazer, manda bala.
-Mas aí vai ficar meio feio. Com essa barba você vai ficar com cara de marginal. Não é melhor só passar maquina aqui e diminuir um pouco encima,...
-Meu amigo. Você vai cortar meu cabelo ou me pedir em casamento?
-Porra, cortar seu cabelo,..claro.
-Então pouco importa que eu fique feio ou não. Apenas faça de um jeito que eu não precise penteá-lo mesmo ao acordar durante um bom tempo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Trailer do Filme ‘Pereio eu te odeio’

Ele é o tipo de pessoa que todo mundo detesta, prepotente, irônico, arrogante e debochado, um verme repulsivo que não aprendeu a viver em sociedade. A voz rouca e potente que poderia ser usada facilmente para uma conquista, só consegue formar comentários desagradáveis, cruéis e repulsivos. Alguém precisa fazer alguma coisa o quanto antes para conter essa ameaça a sociedade.
Não! Eu não pirei e nem estou falando de mim na terceira pessoa,...pelo menos não dessa vez. Estou me referindo a figura quase folclórica de Paulo Cesar Pereio, considerado um dos maiores atores da nossa saudosa “pornochanchada”, que agora é honrosamente homenageado no documentário “Pereio Eu Te Odeio” dirigido por Allan Sieber e previsto para ser lançado ainda este ano.
É claro que todos esses atributos que citei acima classificam Pereio facilmente para o meu alto escalão de ídolos. 

quarta-feira, 9 de março de 2011

Se embriagando de forma segura

Pouca gente sabe disso, mas eu possuo uma certa dificuldade em convencer as pessoas de que eu não sou chegado em bebida. Parece que a imagem que as pessoas carregam de mim é a de que sou um alcoólatra inveterado que precisa de pelo menos umas três doses de whisky antes de sentar em frente ao computador para escrever pro blog.
A verdade é que a única bebida alcoólica que me desce bem é a popular cerveja, e mesmo assim em quantidades pífias, bastam apenas três ou quatro latinhas para eu começar a ‘pedir pra sair’. As vezes me permito uma estripulia com uma Amarula ou um vinho tinto em momentos especiais, mas fora isso sou o típico beberrão amador de final de semana. Sabendo desse meu limite perante o álcool e ainda assim gostando desse tipo de atividade social, me permito beber apenas até o ponto em que ainda sinto que posso cuidar de mim, se em determinado momento eu notar que estou precisando da ajuda de alguém, nem que seja pra argumentar com outro alguém, rapidamente alterno para um refrigerante ou comida para zerar o meu velocímetro e logo poder recomeçar a contagem, uma latinha, duas latinhas,... e por aí vai.

Mas que tipo de boêmio sem vergonha eu seria se de vez em quando não enfiasse o pé na jaca e tirasse um dia ou outro para berrar aos ventos ‘Hoje eu vou tomar todas nessa porra!”?
Para esses raros momentos eu costumo me preparar com uma certa antecedência para o ato falho. E nem estou falando em voltar de taxi para não dirigir bêbado de volta pra casa, até porque essa prática pode ser nova para vocês jovens burgueses que possuem carro, porque para meros camponeses fodidos como eu é mais comum esperarmos tanto tempo na parada pra dar o horário dos primeiros ônibus do dia, que quando ele chega já estamos sóbrios.
Quando digo “preparação” me refiro a toda uma estratégia visando garantir não só a minha segurança, como também a das pessoas que porventura possam estar ao meu redor na hora do porre homérico, isso tudo engloba preocupação com o local, ambiente, público, e até mesmo  pertences.
De certo que a forma mais segura de se perder as estribeiras com bebedeira continua sendo fazer isso no conforto do seu lar, onde você pode expulsar todos os outros bêbados quando lhe convir decidindo que acabou a cerveja (quando na verdade ainda tem algumas escondidas na bandeja de frutas da geladeira, que você pretende tomar sozinho de forma soturna) pra poder fazer feio sem correr o risco de ser alvo de piadas ou trotes. Sem contar que saber que a sua cama está logo ali ao seu precário alcance é um baita segurança quando se passa dos limites.
E antes que alguém questione, eu me adianto e respondo: SIM! Esse post foi publicado em plena quarta feira de cinzas propositalmente para agravar a sua ressaca. Espero que nesse momento apenas sua cabeça esteja doendo amigo,...

terça-feira, 8 de março de 2011

No dia da mulher, abaixo ao feminismo.

Se você frequenta esse anti-blog, tem a ciência de que esse é o último lugar onde encontraria uma homenagem ao dia internacional das mulheres. Mas especialmente para esse dia eu resolvi abrir espaço nesse blog fedido a cueca para uma mulher.
Eu esbarrei com o texto abaixo no blog Malvadas, ele é da autoria de Cíntia Fulador e parece que foi baseado nas palavras da colunista Inês de Castro da Band News FM. O texto vale cada segundo de sua extensa leitura, e quem sabe sendo explicado de forma feminina vocês entendam o que vivo repetindo aqui... só que do meu maldito e brutal jeito.

"Prezada Inês de Castro,
Ouvi hoje sua coluna em que você fala sobre a ignorância de alguns jovens alemães que acham que o muro de Berlim não deveria ter caído. Eles alegam que o comunismo era muito melhor. Que o comunismo é um ideal, etc. E, concordo com você, as coisas não são bem assim…
Logo após, você fala das meninas mais novas que atacam o feminismo e detestam as feministas pois, segundo elas, as mudanças que houveram não são legais, etc, etc…. e então você diz que elas precisam ler mais, ter conhecimento, assim como os jovens alemães.
Agora, neste ponto discordo de você. Talvez você esteja mal informada sobre o Feminismo, sobre o que é, e qual sua finalidade!
Está patente (e só não vê quem não quer), que o Feminismo, em pouquíssimo tempo, conseguiu implodir uma instituição sagrada e maravilhosa, que durou cerca de 5.000 anos: a família. Nesse ponto, estou de acordo com essas meninas “novas”: o Feminismo é uma doença insana e radical.
Lógico que concordo que tivemos vários benefícios, como, direito ao voto, entrada no mercado de trabalho, direitos e deveres iguais, etc, etc, etc. Porém, a igualdade de direitos e de deveres simplesmente ficou para trás. À custa de um discurso político agressivo, hipócrita, e maquiavélico, nós mulheres estamos hoje muito melhor que os homens! E não me venha com aquele “discursinho” ridículo que mulher ainda ganha menos! Olhe ao seu redor e verá como o homem acabou sendo aniquilado!
No campo político jurídico, temos mais direitos e privilégios que os homens: isenção do serviço militar, aposentadoria com menos tempo de contribuição, aposentadoria com menos tempo de serviço, direito de aquisição exclusiva da propriedade imóvel nos programas habitacionais da CDHU, COHAB, e CEF, foro privilegiado nas ações judiciais de família, e agora a Lei Maria da Penha, que “arrebenta” com o homem em instantes.
Essa lei, considerada como “a melhor lei já feita” (para as mulheres, é claro), é capaz de expulsar o marido de sua própria casa, em questão de horas, colocá-lo na cadeia por dias ou semanas, e determinar seu afastamento físico da companheira (como um verdadeiro animal), sob pena de imediato encarceramento! Tudo isso, mediante simples alegação da mulher, que, aos olhos da lei, é a grande e eterna vítima do animal monstruoso chamado homem!

Por outro lado, se mulher quiser, pode espancar o marido até a morte, de todas as formas e maneira possíveis, porque a referida lei não se aplica a ela (e não me venha dizer que mulher não agride homem). Portanto, onde estão os direitos e deveres iguais?
No campo político institucional, somos alvos de centenas (para não dizer milhares) de políticas públicas e privadas, direcionadas especialmente para nosso desenvolvimento e bem estar! Temos milhares de hospitais da mulher, delegacias da mulher, dia da mulher, comitês da mulher, associações de defesa de mulheres, secretarias especiais de defesa das mulheres, programas de desenvolvimento profissional, além de uma hiper super mega exposição na mídia, sempre sob o prisma da valorização e do engrandecimento!
Por outro lado, o que tem os homens? Nada, simplesmente nada. Basta ligar a TV, o rádio, a Internet, ou abrir o jornal ou as revistas semanais, para ver sempre o mesmo odioso discurso! Nele, a mulher é sempre associada a atributos positivos (linda, forte, sensível, dedicada, corajosa, batalhadora, justa, mediadora, harmoniosa, conciliadora, bem sucedida, correta, etc): enfim, a esperança de uma sociedade justa e harmônica! Por outro lado, o homem é sempre associado a atributos negativos (bruto, tosco, violento, chulo, sujo, beberrão, briguento, tarado, desequilibrado, etc): enfim, o excremento da sociedade! Ora, isso é igualdade de direitos e deveres? Isso é igualdade de tratamento, conferida pela mídia?
No campo educacional e profissional então, aqui em São Paulo a coisa já desequilibrou há muito tempo! Nas universidade, somos quase 75%. Nas empresas, somos 60%! Nos cargos de comando (supervisão, chefia, gerência), somos 70%! Na advocacia, somos maioria! No sistema judiciário, somos maioria! Na medicina, somos maioria! Em todas as boas profissões, somos maioria (dados que pesquisei em revistas das entidades de classe e outras fontes). Aposto que aí na redação da Band News não é diferente: SOMOS MAIORIA!
Outro dia mesmo (há uns 2 anos atrás), o diretor de jornalismo da Bandnews, André Luiz Costa, disse todo orgulhoso que a redação da Band News era composta por 80% de mulheres!! Pobre coitado! Não percebeu que, logo, logo, será trocado por uma linda e talentosa jornalista, e que, em questão de poucos anos, o staff da Band será 100% feminino!
E ainda tem feminista dizendo que a mulher ganha menos (aiii, coitadinha)! Menos onde?? Aponte-me uma única mulher, aqui em São Paulo (pois é aqui que vivemos), que trabalhe na mesma empresa, na mesma função, e pelo mesmo período de tempo, que ganhe menos que um homem! Aponte-me!
As feministas, imbuídas de um ódio incontrolável pelo sexo masculino, simplesmente deturpam os dados estatísticos: comparam o salário da diretora que acabou de assumir o cargo, com o do diretor que está no cargo há trinta anos! Ou então, comparam os salários de empregados que ocupam funções diversas, em períodos diversos! Ou então, pior ainda, comparam dados estatísticos do Acre e de Rondônia, citando-os como se fossem aqui! Já vi feministas apontarem dados estatísticos da Arábia Saudita, como motivo para a busca insana de mais direitos, mais privilégios, mais benefícios, mais direitos, mais privilégios, mais benefícios, mais direitos, mais privilégios, mais benefícios!
E os homens, como estão? Quem os defende? Eu, particularmente, não conheço ninguém que os defenda! Não há pesquisas sérias sobre a derrocada do homem, mas, há sinais evidentes de sua decadência e queda! São apenas 25% dos universitários aqui em nosso Estado, o que equivale a dizer que, em alguns anos, estarão fadados a empregos brutos, sujos e mal remunerados!
 São as maiores vítimas da violência urbana: quase 90%! São a esmagadora maioria dos mendigos e indigentes: mais de 90% (olhe nas ruas e verás)! São a maioria dos desempregados aqui em São Paulo! Aliás, dados oficiais nos dizem que as mulheres já são maioria entre os “chefes de família”. Mas, omitem que as famílias sustentadas por mulheres são, na sua grande maioria, mãe e filhos, sem a figura paterna. Figura paterna que, na maioria das vezes, é simplesmente expulso de casa, como um animal fétido e asqueroso.
Como disse mais acima, acho que vocêestá mal informada sobre o Feminismo: deveria consultar fontes fidedignas e imparciais, e não fontes políticas. O feminismo não é nenhum pensamento filosófico positivista, como amiúde é pregado pela mídia. Nem tampouco um movimento que busca a igualdade entre os sexos. O Feminismo é uma ideologia política radical, que busca a eliminação do homem de todas as esferas de poder (político, social, e econômico), que prega o ódio contra o sexo masculino, e que se vale do famigerado e ridículo “discurso de vítima” para alcançar seus objetivos! Através de agressivo e incessante movimento político, conseguiu que a situação se invertesse: hoje, discriminado é o homem! Infelizmente, pouca gente percebeu isso! E não me venha dizer que isso é fantasioso ou irreal, pois, há lastro científico para o que estou dizendo.
Agora, o que tudo isso tem a ver com a família? A resposta é simples. Graças a Deus, sou muito bem casada, tenho um marido lindo e maravilhoso, e sou muito feliz! Porém, a maioria das minhas amigas (e das mulheres em geral), na minha faixa etária (entre seus 30 e 40 anos), estão saboreando os frutos podres do Feminismo: sozinhas, amarguradas, amargas, revoltadas com os homens, depressivas, e infelizes!
E não venha me dizer que os homens não querem nada sério! Durante 5.000 anos, o homem foi o provedor da casa, o bem sucedido, o dominador, o independente. E, mesmo sendo regente da sociedade, sempre se casou, sempre sustentou a mulher, e os casamentos duravam para sempre! Agora, que somos independentes, bem sucedidas, e coroadas por uma imensa lista de benefícios e privilégios, o discurso subiu à cabeça (creio que algumas nem percebem)!
Ademais, todos os trabalhos científicos apontam que o Feminismo foi o principal fator para a solteirice feminina e a solidão urbana. Eu mesma, tenho dezenas de reportagens sobre o tema!
Em síntese, é uma delícia ser mulher nos dias de hoje! Adoro ser mulher: direitos, privilégios, benefícios, hipervalorização na mídia, milhares de entidades para me defender, preferência no mercado de trabalho, preferência nos cargos comissionados, imagem positivada em todos os veículos de comunicação, etc, etc, etc, etc!! Como mulher, acho isso tudo ótimo ……. mas …… NÃO É JUSTO! NÃO É CERTO!! Sempre defendi a igualdade entre os sexos, e isso que temos hoje não pode ser classificado como igualdade!
Sou sua fã, mas defender o Feminismo é pior do que defender Stalin e justificar os milhões de crimes que ele patrocinou! Reveja seus conceitos, cara Inês, enquanto há tempo! Senão, mais cedo ou mais tarde, você vai acabar destruindo seu próprio casamento!
Abraços!"
Cíntia Fulador
Arquiteta, casada e feliz, de São Paulo

sábado, 5 de março de 2011

Então,... é Carnaval!!!

Manhã do primeiro dia de carnaval.
DM via twitter:
-Maldito, to curioso pra saber o que tu faz no carnaval.
Resposta:
-Simples, passo os 4 dias de carnaval reclamando do mesmo.

Até hoje eu não entendi muito bem o que eu devo sentir ou celebrar no carnaval. Natal? Tudo bem. Páscoa? Faz sentido. Dia de Finados? Perfeitamente compreensível. Como machista, eu aceito bem até mesmo o dia das mulheres onde se comemora a centena de operárias mortas em uma fábrica. Mas qual é a porra da função do carnaval?
De acordo com o oráculo Google, a festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" do grego significa carne e "valles" significa prazeres.
Foi bem explicativo pra vocês? Por que eu fiquei na mesma.

A impressão que eu tenho é que o Carnaval é uma espécie de Brazilian Day prolongado para o resto do mundo, ...Afinal, o que se faz durante esses dias de ‘festa’ que não rola habitualmente  nos outros 360 dias da rotina de um brasileiro? Vagabundear? Esquecer das responsabilidades? Encher a cara até cair? Humm,... já sei, talvez a resposta seja ‘usar camisinha e assumir-se gay’.
Se bem que, se a campanha do governo para se usar camisinha no carnaval funcionasse, não tinha tanta gente aniversariando em novembro.

Tarde do primeiro dia de carnaval.
DM via twitter:
-E Carnaval? Vai passar aonde?
Resposta:
-Vou passar bem longe de qualquer coisa que me faça lembrar do mesmo.Inclusive você.

Aproveita que tá de bobeira na net e dá uma lida na minha Maldita Crônica Sexual de ontem clicando na imagem abaixo:
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