sábado, 28 de maio de 2011

A Volta do Hollywood Ice

Parece que algum Santo apreciador do bom tabaco ouviu as minhas preces, três meses após eu ter postado aqui no blog o texto 'Tecnologia de ponta, na ponta de um cigarro' onde eu lamentava a breve existência da versão Ice do Hollywood, eis que a Souza Cruz decide relançar o cigarro agora batizado de Hollywood XtraIce , com embalagem e visual refomulados mas ainda com o mesmo sabor suave que eu guardava na memória mesmo após esses 3 anos de cancelamento da marca.
Meus olhos brilharam quando a vendedora me indicou a nova série que alem do XtraIce também apresentava a versão Mint e a MaxMenthol. Desprezando o Mint que me pareceu apenas um upgrade do tradicional Hollywood mentolado comprei as outras versões para experimentar.
O cigarro ganhou um filtro na cor azul piscina o que lhe rendeu um visual bem feminino, algo que achei desnecessário, ficou parecendo um cigarro de brinquedo e isso pode dificultar muito a sua aceitação entre novos consumidores que não estão familiarizados com seu sabor. Já o MaxMenthol faz jus ao seu filtro preto, que funciona mais ou menos como a bala Halls de mesma cor,...tem que ser muito macho pra aguentar.

-Porra, não acredito! Olha isso!! Voltaram com o Hollywood ice!!!
-Nossa! Será que alguém na Souza Cruz leu o seu texto e se comoveu com seu caso?
-Não sei,...mas se isso aconteceu, já valeu ter criado o blog.
-De qualquer forma foi uma tremenda coincidência.
-É,..mas o filtro dele é meio gay.
-Hahaha,...verdade.
-Curioso é eles soltarem essas versões de cigarro bem agora onde se está discutindo a possível proibição dos cigarros mentolados.
-Muito ousado da parte deles...
-Acho que mais ousadia seria se eles lançassem essa versão após a lei ser aprovada. Caso seja aprovada.
-Mas aí seria contra a lei.
-Mas estaria no meu conceito de ousadia.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Vergonha de ensinar a Língua Portuguesa.

Com vocês, o Professor Pachidermo:

"Maldito, senti a necessidade de desabafar isso, e depois daquela patifaria que você fez, me ligando para pedir dinheiro no seu podcast, acredito que você está me devendo uma e publicará esse texto em seu blog.
Muitos professores de língua portuguesa se orgulham desta língua, cheia de variações e preciosismos, e nada como o programa "Soletrando", exibido anualmente na Rede Globo, para demonstrar isso.Acho louvável a iniciativa de criar competições que estimulem a intelectualidade, recompensando o estudo e a cultura, e o programa "Soletrando" acerta em cheio nisso, incentivando até seu público a brincar de soletrar, como qualquer outro jogo.
Mas, assistindo ao programa, comecei a me sentir incomodado em ver adolescentes tão inteligentes e dedicados precisando se esforçar apenas para utilizar as palavras de maneira correta em nossa língua.Quanto do potencial, não só desses estudiosos competidores, como também de todos os usuários da língua portuguesa, é desperdiçado ao decidir se usa "s" ou "z", se é com "x" ou "ch"?

Este potencial poderia estar sendo utilizados para desenvolver ideias, histórias, argumentos, mas está sendo desperdiçado com centenas de regras e milhares de exceções da nossa remendada língua portuguesa.A linguagem escrita deveria ser apenas uma ferramenta, com o objetivo de se comunicar de maneira eficiente.
Mas, a precariedade da língua portuguesa acaba exigindo que a correta ortografia seja o objetivo, e não o conteúdo de suas palavras.É triste, deu vergonha.E deu mais vergonha ainda puxarem palavras como "abaçaí" e "caçanje" para desclassificar os concorrentes.
Recentemente tivemos uma reforma ortográfica, mas foi só "perfumaria para português ver". Estamos precisando é de uma reforma "de macho", de tascar a marreta em uns três ou quatro pilares de sustentação desta truncada estrutura linguística, só que está faltando "macho" na academia para fazer isso.
Vai lá Maldito, vê se escreve logo seu livro para se candidatar a uma vaga na Academia Brasileira de Letras.
Sei que já escrevi bastante, mas só para completar, para comemorar a vitória no "Soletrando", entrou Ivete Sangalo cantando "Acelera aê".E "aê", me explica isso?'
*Professor Policarpo Pachidermo

Você pode entender melhor do que o professor está  falando conferindo sua primeira colaboração pro blog no MaudioPost 12

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Tributo ao Rui (Os Normais )

Quem já havia passado da puberdade após a virada de 2000 deve de lembrar bem de ‘Os Normais’, seriado brasileiro que mais se aproximou dos grandes sucessos gringos sem perder o gingado tupiniquim. A série durou três temporadas e ainda rendeu dos filmes para o cinema, o segundo bem melhor que o primeiro, diga-se de passagem.
E foi através desse seriado que nos foi apresentado o personagem Rui, brasileiro mediano, natural do estado do Rio de Janeiro, idade beirando o fim das casas dos trinta, analista de marketing,... Machista, sarcástico, pão-duro, hipócrita e cafajeste. Enfim, um caldeirão de humanidades que dão uma personalidade toda especial para o personagem interpretado por Luis Fernando Guimarães.
Se existe um exemplo ou modelo de macho moderno, esse é o Rui, machista mas não homofóbico, infiel mas discreto, mais focado em si do que no trabalho e o mais importante, conhecedor profundo da loucura congênita das mulheres, chegando a fazer o que poucos homens conseguiram até hoje,...prever suas ações.

Não sou do tipo que gosta de rever as coisas, assim que termino um livro, filme ou no caso série, costumo logo pular para a próxima descoberta. Mas confesso que sempre que posso gosto de almoçar no fim de semana assistindo algum episódio de Os Normais, não tem como evitar. Acho que isso ocorre quando algo acaba de alguma forma fazendo parte da sua formação e você se sente na obrigação de rever para não se esquecer de quem é, ou já foi.

Por conta disso essa semana eu me dei de presente o Box de DVD ‘As gargalhadas que faltavam’ com 47 episódios inéditos da série comprado na PROMOÇÃO do Seu Saraiva, confira!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O Fim das Sacolas Plásticas

Começando por São Paulo o governo pretende aos poucos abolir as tradicionais sacolas plásticas dos supermercados. O caos que se seguirá após esse ato já pode ser levemente simulado ao se fazer compras em grandes atacadistas como o Makro por exemplo, onde o cliente alem de ser revistado sobre uma forte suspeita também tem que lidar com o fato de ter que equilibrar os produtos nos braços ao fazer suas compras.
O que parece ser uma ‘cortesia’ dos supermercados em ceder sacolas plásticas grátis para o manuseio das compras, na verdade tem um custo incorporado nos preços dos produtos encarecendo-os em até 5%. Infelizmente para nós, ao se pautar o fim das sacolinhas, em nenhum momento se cogitou eliminar essa pequena porcentagem.
Ainda trabalhando com porcentagens, as sacolas chegam a ser '150% recicláveis'.  Alem de se aproveitar todo seu material plástico para a confecção de novas sacolas, ela também passa a exercer uma função importante na rotina diária de uma casa, talvez até mais importante que sua função primária.
Em um dia de faxina de um lar consome-se em média quatro sacolas do tipo, usadas para alocar o lixo, guardar algo protegido de poeira, recolher a merda do cachorro ou transportar coisas úmidas. Realmente teríamos que desembolsar mais alguns trocados para comprar algo que já estava devidamente embutido no orçamento e funcionamento do nosso lar??
No Brasil, a industria de sacolas plásticas emprega 30 mil funcionários que se envolvem desde a fabricação até a sua reciclagem. Impotentes diante dessa ação os trabalhadores já sentem seus empregos ameaçados.

Além de provocar essas demissões e o possível fechamento de fábricas de sacolas plásticas, a medida, segundo a entidade, pode ser prejudicial para o meio ambiente. Um relatório da Agência de Meio Ambiente britânico, obtido pelo jornal britânico “The Independent”, indicou que o material usado nas sacolas convencionais causaria menos impacto ambiental que a matéria-prima da ecobag. 
A minha maior preocupação é que de alguma forma tudo isso atinja o bom trabalho que a Polícia Militar vem fazendo instalando as UPPs nos morros e favelas do Rio de Janeiro, já que a sacola plástica é a principal ferramenta de trabalho do BOPE.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Perdendo Velhos Amigos

Depois de uma visita retórica à algum lugar do meu passado, eu estava de volta ao meu exílio e curiosamente aliviado por estar fora de alcance de todos os detalhes sórdidos daquele ambiente que já não me pertencia mais. Ledo engano. Ao contrário das mentiras, as verdades da vida tinham pernas longas suficiente para me alcançar a léguas de distância em apenas alguns passos.
O telefone tocou,...Não, espere! Não era o telefone, nem poderia ser, eu não tenho um aparelho desses. Era algo bem pior, o Skype.
-E aí cara? Como foi de viagem?
-Bem, como você pode ver o avião não caiu.
-Já chegou faz muito tempo? Nem deu para eu me despedir de você.
-Cheguei não faz um mês aqui. Na verdade eu não me despedi de ninguém, eu viajei as pressas, já estava enlouquecendo nesse lugar. Não sei como você ainda agüenta toda essa merda!
-Com o tempo a gente se acostuma e nem sente mais o cheiro.
-É porque se passa a feder na mesma sintonia.
-Faz sentido... Bom, já que tocou no assunto, eu tenho más notícias dessas terras que abandonaste.
-Eu não esperaria nada diferente. Então diga o que de tão ruim esperou eu sair daí pra acontecer.
-Lembra do Elton? O Grilo?

Bastava olhar para o biótipo de Elton para deduzir facilmente de onde surgira o apelido de Grilo, alto, magro e com os olhos esbugalhados e vidrados de quem cheirava solventes baratos. Incapaz de fazer mal a alguém, a não ser a si mesmo, a não ser a si. Em uma festa na minha antiga casa que ocasionalmente passava por uma pintura , fui obrigado a esconder o thinner do pintor para evitar que Grilo o inala-se. Ele ficava irreconhecível quando estava chapado com essas porcarias, uma espécie de zumbi incapaz de interagir com as outras pessoas.
Mas a minha maior ligação com Grilo estava no fato dele ter tido um caso com uma ex-namorada antes de mim. Coisa que nunca influenciou em nosso contato, bebíamos, nos divertíamos e até viajávamos juntos sem nunca tocar no assunto. Apesar de saber que ela havia perdido a virgindade com ele, isso nunca me causou ciúmes, as porcarias que ele usava tornavam Grilo incapaz de competir por qualquer coisa, muito menos por uma fêmea.
-Claro que lembro. Ele namorou a Alana antes de mim.
-Pois é cara,...ele morreu.
-Puta merda. Como assim? Eu encontrei com ele dessa última vez que estive aí. Até me apresentou uma menina como noiva dele,... muito feia por sinal.
-Ele se enforcou.
Aproveito a pausa que se seguiu após essa revelação para esclarecer que Grilo era o terceiro de nossos amigos que se suicidava nos últimos quatro anos. Fora isso, outros também morreram durante esse período por causas diversas.
-Oh Deus. Mais um de nós.
-Foi o crack, ele não agüentou a pressão! Disseram que ele até se arrependeu na hora, mas já era tarde demais.
-Se arrependeu de um suicido? Como isso é possível?
-Tentou se livrar da corda, mas já estava sem força para isso.
-Entendi...
-Eu avisei pra ele alguns dias antes,... Não dá pra jogar com o vício do crack, a banca sempre leva.
-Acho que ele só lembrou disso quando já estava sem fichas pra cobrir as apostas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Adolescentes Problemáticos

Aviso: Esse post não é aconselhável para menores de 21 anos. Não por conter palavras de baixo calão, pornografia e nem qualquer outra coisa do gênero, mas sim por se fazer necessário um mínimo de experiência de vida para compreendê-lo!”

Durante um período da minha vida eu cheguei a achar que não gostava de crianças. Eu procurava evitar ao máximo qualquer tipo de contato desnecessário com esses pequenos pestinhas infantes... Mas o tempo passou e descobri que eles nem são assim tão terríveis quando se aprende como colocá-los em seus respectivos lugares hierárquicos, a coisa complica mesmo é mais pra frente quando temos que lidar com sua ‘involução’, os insolentes inconsequentes adolescentes.
Não existe nada pior do que um adolescente carregado de hormônios e frustrações totalmente ignorante da sua função na sociedade vigente por serem muitas vezes considerados jovens de mais para certas coisas e velhos demais para outras.
Devido a essa falta de rumo, ao surgimento dos primeiros pentelhos o adolescente já se acha capacitado para testar e questionar todos os limites do mundo. O problema é que o seu próprio limite vai somente até ele chamar pelos pais.

Eles sim me incomodam profundamente, suas espinhas me causam ojeriza, sua prepotência me enlouquece e seus argumentos sem conhecimento de causa formam purulência na epiderme de qualquer um.
É o caso clássico de quem chegou no ônibus agora e já quer ir sentando na janela...
Para esses seres qualquer um que esteja fora da sua faixa otária etária é um completo imbecil, apenas eles sabem das coisas desse mundo que acabaram de encontrar prontinho pra consumo, só porque recentemente perderam o cabaço ou aprenderam a amarrar o próprio cadarço, para alguns é a mesma coisa.
Cada geração de adolescentes costuma refletir o que há de pior na sociedade daquele período, conseqüentemente são considerados culpados da maioria dos ‘cânceres’ alojados nas grandes cidades. Velhos o suficiente para cometerem suas besteiras, mas muito jovens para assumirem suas conseqüências.
Talvez eles estejam por aí para nós nos arrependermos de ter extrapolado todos os nossos limites vigentes quando estivemos em seus lugares e não ter deixado muita opção para os vindouros a não ser procurar novos (e cada vez mais perigosos) limites a serem superados. 

terça-feira, 17 de maio de 2011

A Falta de Gudang Garam

O exótico cigarro Gudang Garam está com os seus dias contados nos dedos do pé de um leproso. Seus raros degustadores já sentem o gostinho de como é agir na ilegalidade adquirindo o cigarro nos poucos locais que ainda possuem o produto, que por serem proibidos de expor o Gudang obriga os seus consumidores a conseguirem alguns poucos cigarros a varejo apenas com aquele ‘jornaleiro amigo’ que olha para os dois lados antes de sacar um maço de trás do balcão e te alertar:
-Só tem o de cravo. Mas se você estiver disposto a pagar um pouco mais, eu posso dar uns telefonemas e tentar conseguir um de menta pra você.

A Gudang Garam é a maior fabricante de cigarros da Indonésia e utiliza uma mistura de diferentes tipos de tabaco, folhas, ervas, e substâncias aromáticas, uma variação do cigarro conhecido como kretek que foi criado no fim do século XIX ao mistura-se folhas de tabaco e cravo. Seu principal objetivo eram os efeitos medicinais dessa mistura, mas hoje é vendido como um cigarro comum.
Oficialmente o que se conta é que os cigarros da Gudang Garam tem comercialização proibida no Brasil por serem considerados impróprios ao consumo pela ANVISA, agencia de vigilância sanitária. Sua importação e comercialização dependem da autorização dos órgãos governamentais e até mesmo sua venda pode ser considerada contrabando.
Mas na ‘boca pequena’ o papo que rola é que o cigarro teve esse embargo porque dribla o ‘leão’ do governo e não paga imposto pra chegar na mão do consumidor, o que deixa o valor do cigarro pela bagatela de R$ 12,00 em média o maço para o consumidor.
Sim, com esse valor o Gudang é um luxo pra poucos.
Especula-se que talvez a Marlboro esteja interessada em adquirir os direitos da marca no Brasil para poder comercializá-la livremente, o que pode ser uma esperança para os tabagistas do ramo.

Identificar e descobrir os poucos pontos estratégicos de venda do Gudang passou a ser um hobby que eu adoro praticar principalmente nas cidades que visito. Portanto, se você estiver na ‘fissura’ de fumar um desses tabacos finos e não está sabendo onde encontrar, posta um comentário e se eu já tiver passado pela sua cidade quem sabe eu possa ajudá-lo. O mesmo vale pra quem já sabe onde tem um ‘jornaleiro amigo’, compartilhe essa informação conosco para saber onde achar essa especiaria quando eu passar pela sua cidade.
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.