sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Sexo de Brinquedo


O tempo passa e nós corremos desesperadamente para acompanharmos sua evolução desenfreada. Não existe campo social humano que não tenha ganhado um upgrade, um aplicativo, um acessório ou qualquer outro tipo de ajudinha da tecnologia que ao preço do progresso introduz implantes sintéticos aos conhecidos processos naturais,... Parece que aos olhos de alguns, a natureza não é tão perfeita quanto se gaba.
Sei que a simples criação do controle remoto da TV já justifica qualquer quantia cobrada pelo avanço, mas confesso que fico escabreado quando vejo a coisa toda mexer com o ‘sexo’, a forma mais antiga de entretenimento praticada pelo homem.

O esquema vem funcionando tão bem desde que o mundo é mundo. A humanidade vem seguindo o processo a risca, entrando e saindo, entrando e saindo, entrando e saindo dos séculos pelo mesmo processo artesanal, obtendo um sucesso incrível e resultando em uma explosão demográfica de dar gosto. Alias, a humanidade tem aplicado tão bem o sexo que já agilizam o processo pulando a parte do ‘Crescei’ e indo direto pro ‘Multiplicai’.
E foi pensando nessa falta de amadurecimento sexual que o mercado acabou criando os brinquedos eróticos,  transformando um básico instinto primitivo em mais um bem de consumo.
Sintéticos, portáteis, movidos a pilha e basta que se acione um botão para que um truque seja feito te entretendo com movimentos repetidos durante horas e horas. Exatamente como aquele brinquedo que você tanto desejou na infância.

Talvez eu já tenha perdido essa corrida contra o tempo.
Serei sempre adepto do sexo de um universo onde ele é proibido para menores. Cheio de censuras a serem vencidas e pudores a serem descascados apenas na privacidade de um quarto, mesmo que de motel, mesmo que depravado, mas ainda assim o sexo carnal, sem plástico ou borracha que o valha.
Não quero infantilizar essa que é uma das maiores conquistas da minha vida adulta.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pergunte ao Pó - O clássico de John Fante

A indústria cinematográfica avança com tanta velocidade que está chegando ao ponto de atropelar alguns dos seus próprios seguimentos. Um bom exemplo disso são os roteiros que não conseguem acompanhar o ritmo das produções que são lançadas em larga escala.
Uma saída encontrada pelos tubarões do ramo são as adaptações de livros e quadrinhos que infestam as salas de cinema. Afinal, está tudo pronto ali, é só pegar e filmar,... Mas mesmo com essa mamata toda de ter uma história já com um sucesso consolidado nas mãos, nem sempre os caras acertam.
Hoje se leva mais tempo para se ler um livro do que para se produzir um filme com o seu conteúdo. E se você, assim como eu , é do tipo que perde o interesse no livro após já ter visto sua trama projetada na tela,... deve compreender o drama da situação.
Aos desolados, resta correr contra o tempo para absorver as palavras do livro antes que as imagens digam suas versões editadas nos filmes e ainda com o risco de ter uma decepção ainda maior tentando entender que para Hollywood a palavra ‘adaptação’ também significa ‘sem o menor compromisso com o original.
Eu enrolei até agora com esse papo todo só pra dizer que eu recentemente consegui a rara façanha de ler um livro antes de ver seu filme. Aconteceu com o clássico ‘Pergunte ao Pó’ de John Fante, também autor de Espere a Primavera Bandini que já li e recomendei aqui no blog.
Mais do que uma habitué falta de compromisso com o original, o filme resolveu reconstruir a história criando uma nova visão sobre o enredo e recriando o seu final, limitando a semelhança entre ambos a somente o título e os nomes dos personagens.
De certa forma isso não tira o mérito do filme que mesmo contando uma nova história, ainda consegue manter a identidade do autor, ou seja, mesmo sendo ‘adaptado’ para atender os padrões do mercado, acho que o velho Fante aprovaria essa visão de sua obra.
E como resultado ficamos com duas excelentes histórias , com finais independentes e que valem a pena ser vistos e lidos.

O Filme

Foi produzido por Tom Cruise e  dirigido por Robert Towne (ganhador do Oscar por Chinatown), alem de contar com Salma Hayek e Colin Farrell como protagonistas. Uma história erótica de amor sensível que mergulha nas profundezas do desejo de um homem confuso na busca de seu sonho de se tornar escritor, mas sem inspiração Arturo perambula pela cidade sem trocados no bolso a procura de uma boa história para o seu primeiro livro.
Até que o Café onde Camilla trabalha dá início a uma relação baseada em mútuo desejo, desprezo, ciúme e insultos.


O Livro



O livro conta a história do alterego do autor, o escritor Arturo Bandini. Filho de imigrantes, o protagonista é um jovem pretenso a escritor que se sente excluído da sociedade. Ele quer escrever sobre a vida e o amor, mesmo não tendo muita experiência sobre ambos, e se apaixona por Camilla, que ama outro homem. O romance se passa na Los Angeles da década de 1930.

Fante é um dos mais importantes nomes da literatura americana e sua obra é reconhecida como a maior influencia da geração beat.



Como o DVD do filme está em falta, eu te perdoo se você fizer o download em um site qualquer da vida, mas pra conhecer a história original dessa obra literária tem que clicar agora no banner do nosso parceiro Seu Saraiva e comprar esse clássico.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Batalhas inusitadas que gostaríamos de ver!

A cultura humana é parte de apenas um universo, mas no seu âmbito de expandir seus horizontes acabou criando subdivisões de realidades fictícias que podem ser visitadas através de livros, games, jogos, filmes, quadrinhos, etc... Cada qual com sua particularidade, seus méritos e suas necessidades.
Conseqüentemente surgem centenas de heróis e vilões que co-existem em mundos separados e que infelizmente para tristeza de muitos fãs, por conta de causas contratuais, jamais chegarão a se encontrar. 
Mas um grupo russo denominado Versus encontrou uma maneira bem simples e criativa de colidir os mais variados personagens em batalhas no mínimo inusitadas. 

Jigsaw vs. Sherlock Holmes


Samara Morgan vs. Robin Hood


Rambo vs. Exterminador do Futuro


...e porque não...
Cristiano Ronaldo vs. Ronaldinho

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Não é financeira, não é passageira, É ESTRUTURAL


Novamente eu cedo espaço para a coluna do amigo Juca Inácio, que vez ou outra manda um texto de seu exílio e me coage a postá-lo. 
Então, vamos a ele...

Não é financeira, não é passageira, É ESTRUTURAL
Camarada, nos últimos anos (mais precisamente desde 2008), ouvimos dos telejornais, jornais, artigos da internet e mais uma milharada de “articulistas” “analisando a chamada crise internacional. Passam dois meses, a bolsa de valores de Nova York, sobe um pouquinho, William Waack com seu tradicional sorriso já anuncia o fim da crise internacional, o crescimento, a geração de emprego, o crédito abundante, o sorriso das pessoas, o aumento do consumo (como única fonte de felicidade possível para os apologistas do capital). Passam mais dois meses, William Waack (o mesmo que acusou Luís Carlos Prestes de estuprar camponesas durante a coluna Prestes, e que perdeu a virgindade com a espiã alemã Olga Benário, décadas depois da coluna) com aquela cara de vampiro com sono, anuncia o caos da bolsa de valores, e quase chora o fato de Eike Batista ter perdido em um dia  dois bilhões de dólares (dos 30 bilhões que dispõe no mercado financeiro). Outra crise? NÃO!!
Os analistas que se utilizam do arcabouço teórico liberal, não conseguem ou não querem enxergar o processo como um todo, de forma dialética (contraditória) e histórica. Observam sempre de forma a-histórica e estática. Daí suas pérolas do tipo: “o problema é a carga tributária”, “é o tamanho do Estado”, “não fizeram o dever de casa”... Dizem isso a 40 anos e...as coisas (as crises) se repetem.

Não observam que com a segunda guerra mundial, que queimou bilhões e bilhões de dólares abriu caminho, com a enxurrada de crédito dos bancos dos EUA para a Europa Ocidental, para o financiamento do Estado do Bem-estar Social na Europa. E esse período de 30 anos de crescimento econômico não volta mais!
Esse período não volta mais, pois a tendência da queda da taxa de lucro (que Marx observou) se confirmou (lembra o MP3 que valia 300 e hj não vale nem 50reais?), e a tentativa das empresas para voltar a terem as mesmas taxas de lucro do período pós-guerra qual é? Financeirização (fusões, privatizações, S.A.), diminuição dos salários (deslocando suas produções para as putas que pariu do planeta, onde direito social nunca existiu) e diminuição da vida útil das mercadorias para aumentar o consumo (experimente viver com o mesmo computador 4 anos seguidos...).

Desde 1974, com o choque do Petróleo e o fim do padrão dólar-ouro, assistimos a crise estrutural do sistema capitalista varrer o planeta. O remédio aplicado, gasolina no fogo! Ou simplesmente, neoliberalismo. Reduz-se o tamanho do Estado na economia, prometendo crescimento econômico. Tô procurando ele até hoje!! Reduz-se gasto público para melhorar as finanças e pagar a dívida pública, diminuindo assim a capacidade de consumo da população. Remédio para isso? Aumento do crédito! Isso vinha funcionando até...2008 nos EUA.
Depois da crise sucumbir com o México, Brasil e outros países na década de 1980 (pelo choque de Juros dos EUA em 1979), a crise terminou de acabar com a URSS (que de socialismo mesmo tinha pouco). Esse fim “inesperado” deu fôlego ao crescimento econômico dos EUA e Europa Ocidental na década de 1990 (com a privataria soviética e na América Latina), mas levou ao colapso do Brasil (duas vezes), do México, da Rússia, dos Tigres Asiáticos, do Japão, da Argentina. Isso pra ficar nos exemplos mais claros e evidentes.
2001 não foi uma odisseia no espaço, e sim uma odisseia ao Iraque e Afeganistão, com o Bush Son inventando essas guerras para estimular a economia da então super-potência que vivia uma recessão. Funcionou até 2008...Crédito em abundância, retração do emprego, dos direitos sociais (afinal tinham uma guerra para ganhar, e umas empresas para abocanhar os contratos). Solução para quem está endividado. Mais crédito até que...a bolha estourou...e os fundos de pensão europeus que tinham ações de bancos e empresas estadunidenses foram pra merda literalmente. Excesso de crédito na Europa estava bonito, Portugal tirando onda de primeiro mundo, Espanha pagando de melhor qualidade de vida da Europa. E agora? A fonte secou e as dívidas foram o tal calcanhar de Aquiles (e não é o Brad Pitt).

Qual a saída propagada na Grécia, Portugal, Espanha, Itália? Corte de gastos públicos em saúde, educação, diminuição do emprego, retirada de direitos (que o Waack e o Bonner chamam de privilégios). Vai gerar crescimento econômico? Não, mas vai criar uma meia dúzia de trilhardários...
Aí nossos amigos incrédulos vão professar: “mas o Brasil voltou a crescer!!!!” Cresce com aumento de crédito, e um aumento pífio no salário ridiculamente mínimo. Pega a classe média, os servidores públicos, todos na merda. Voltamos a vender matéria-prima, Commodities, que pra sorte do Lula nunca estiveram tão altas (por isso seu namoro carnal com o agro-negócio) e pro azar da Dilma, um dia cairão! Aí amiguinhos, será a nossa vez de protestar ou enfiar o dedo no c* e rasgar em silêncio?
Abs.
*Dito por Juca Inácio

sábado, 24 de setembro de 2011

ME SALVA - parte 5 (conto-interativo)

Este é um conto-interativo que tem comprometido os sábados deste blog. A idéia é apresentar pequenos contos interligados, onde no final de cada um é apresentada uma enquete com opções para que você possa decidir a próxima ação da personagem, assim participando do enredo e influenciando diretamente no final da história.
Para acompanhar seu conteúdo, e começar a participar dessa interatividade, talvez seja necessário que você leia os capítulos anteriores:
PARTE 1 - PARTE 2 - PARTE 3 - PARTE 4

O conto-Interativo ‘Me Salva’ é postado todo sábado e terá sua enquete encerrada a meio-noite de segunda. Continuando na semana seguinte e assim por diante até o seu final que pode ser a qualquer momento dependendo do rumo que vocês derem a história.
...

E como que por um espasmo ela se lembrou das palavras ‘... O mal foi semeado naquele lugar que você chama de lar!’, e toda sua tensão foi descarregada em um único suspiro. Suspiro esse que acabou fazendo com que Venina inspirasse uma considerável quantidade da fumaça que empesteava o ambiente. Sua alergia reagiu imediatamente fazendo a jovem iniciar uma seqüência descontrolada de espirros altos suficientes para sobrepujar até mesmo o solo de guitarra que era dedilhado na música que rugia do aparelho.
Foi o suficiente para despertar Evelyn que abriu os olhos e logo depois os fixou em Venina, ou pelo menos em sua direção já que todo o globo ocular da amiga estava tomado de um negro sobrenatural.
E nesse momento Venina percebeu que talvez devesse ter ouvido o estranho...
A jovem refez os seus passos caminhando de costas para fora do quarto. Quando alcançou o corredor do apartamento, fechou a porta cuidadosamente a sua frente.
Caminhou em direção a sala enquanto se perguntava se tudo aquilo se encaixava nos 'perigos de cidade grande' que seus pais tanto insistiam em alertá-la sobre quando decidiu sair da sua cidadezinha para cursar a faculdade naquela metrópole.
Foi ao encontro da bolsa que jogou no sofá quando chegara, mas nervosa, demorou a encontrar as chaves em seu interior e se odiou por guardar tanta bugiganga na bolsa que ganhara de presente da madrinha por passar em terceiro lugar em um vestibular tão concorrido.

Quando se virou para a porta encontrou Evelyn bloqueando seu caminho. A amiga trazia o pontiagudo abridor de cartas em punho. Seu sangue gelou, mas ainda assim não conseguiu dar um passo sequer, ficou imóvel, com os pés fixos no chão e os olhos fixos no sorriso maquiavélico da amiga.
Venina não reconheceu a amiga com aquele sorriso, mas reconheceu o sorriso da mulher que trombara na saída do metro na face da amiga.
-Você acabou de chegar e já vai sair de novo?
-Pois é, eu ia sair pra comer alguma coisa. Quer que eu traga algo pra você.
Ela tentou parecer calma, mas sabia que sua expressão corporal desmentiria qualquer coisa que sua boca proferisse.
-Não precisa...Eu já tenho tudo que preciso para saciar a minha fome aqui mesmo.
Dito isso, Evelyn passou a língua pela superfície do abridor de carta de forma ameaçadora, elevando o status do objeto de um simples utensílio para o de uma arma branca.
No quarto, preciso como em um ensaio, a música parou de tocar. Venina fechou os olhos e esperou pelo pior.

E tudo que se ouviu foi o barulho surdo do metal caindo no assoalho de madeira.

-Mas que merda é essa? Um símbolo de proteção?!
Venina foi abrindo os olhos com cuidado e logo se aliviou ao ver a amiga de mãos vazias e o abridor de cartas jogado no chão.
-Me explica isso, sua putinha! Como conseguiu essa proteção?! Isso é coisa forte.
Agora os olhos de Evelyn estavam como deveriam, o preto no branco. Embora fitassem arregalados as manchas de sangue do estranho que tingiam a blusa da jovem.
Curiosa, Venina esticou a blusa de forma que pudesse analisar as manchas e percebeu que os traços feitos pelo homem seguiam uma certa lógica e  pareciam formar uma espécie de desenho ou símbolo antigo, algo tão rudimentar quanto inscrições em cavernas.
Mas de alguma forma aquilo estava impedindo que Evelyn a fizesse qualquer tipo de mal.

-Resultado da última enquete

Agora chegou a hora de aconselhar a personagem Venina a tomar a melhor decisão nesse momento de tensão. Você pode votar na enquete abaixo até a meia-noite de segunda e acompanhar  o caminho escolhido pela maioria no próximo sábado.
Também é importante que vocês usem os comentários para ampliar essa interatividade que é essencial para subsistência deste projeto. Diga o que achou, sugira novas ações, enfim,...participe e mostre o que tem no crânio. Se não por mim, pelo menos comente pela inocente Venina que tá contando com a sua ajuda para sair ilesa do que a espera... 

O que você acha que Venina deveria fazer?
Correr e se refugiar no quarto.
Tentar pegar o abridor de carta
Empurrar Evelyn para alcançar a porta e sair do apartamento
Contar pra Evelyn sobre o sangue da blusa

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Uma pausa para o cigarro alheio

Como sempre, eu estava com pressa. Nem sempre para chegar ao meu objetivo, mas simplesmente para evitar ao máximo qualquer contato com as pessoas lá fora. Para isso eu conto com a estratégia de levar o meu dinheiro contado, uma garrafa de refrigerante e um maço de cigarro, oito reais e uns quebrados cuidadosamente separados em moedas de cinco centavos. O suficiente para que eu efetuasse a minha compra em um tempo hábil com o mínimo de desgaste social desnecessário.
No caminho executei meu último cigarro. Acendi e sorvi a pureza do primeiro trago.Procurei uma lixeira por perto para depositar a embalagem vazia e percebi que tudo nas proximidades era de certa forma um lixo.
Com os dentes um vira-lata contribuía rasgando um enorme saco preto e espalhando todo seu conteúdo a procura de comida. Pude ver uma embalagem de sorvete, algumas velhas revistas de fofoca , restos de comida e um absorvente feminino usado, imaginei que pertencesse a alguma solteira que descarregasse toda a tensão sexual em comida.
O cão escolheu o absorvente como aperitivo. 
Formei uma pequena esfera disforme com a embalagem do cigarro e a atirei bem no focinho do bicho que recuou e me olhou assustado.
-Me desculpe amigão, mas você sabe o que dizem! ‘O que é do homem o bicho não come’!
Acho que ele entendeu a premissa, pois saiu dali as pressas com o rabo entre as pernas e por pouco não foi atropelado por um carro ao atravessar a rua.

Foi então que me apareceu esse sujeito. Eu o rotularia como um ‘Punk de Butique’ mas aposto que existe um termo mais moderno para definir o tipo. Algum termo que eu com certeza desconheço. 
Suas roupas, embora customizadas, eram de fino trato. Ostentava um tênis de cores berrantes e sem nenhuma marca de desgaste, provavelmente os retirou da loja ainda essa semana. Pelo Corpo exibia tatuagens e piercings que deveriam ter custado por volta de três meses do meu aluguel.
Eu não tinha nada a tratar com alguém daquele tipo. Então o que ele poderia querer comigo?
-Com licença amigo.
-Humm...
-Você pode me arranjar um cigarro destes?
-Está sem sorte. Esse foi o último, pode perguntar pro vira-lata do outro lado da rua.
-Então você poderia me dar o finalzinho desse ai que está fumando?
-Desse? Mas eu acabei de acender.
-Eu espero.
Aquela resposta parecia uma piada, mas pelo seu olhar era certo de que estava falando sério e realmente pretendia ficar ali postado esperando o ultimo suspiro do meu ultimo cigarro.
Resolvi entrar no jogo.
-Ok. Que seja então.
E durante três longos minutos foi assim. Eu fumando meu cigarro enquanto ele esperava pacientemente pela sua vez, observando o tabaco queimar em silencio.

A brasa já se aproximava do filtro quando ele não resistiu e quebrou a monotonia.
-Aí,...esse finalzinho tá bom pra mim. Já quebra um galho.
Formou uma espécie de garra com os dedos indicador e polegar para receber a parte do cigarro que, teoricamente, lhe cabia.
Puxei o último trago com todas as forças dos meus prejudicados pulmões e arremessei a guimba em direção ao absorvente. O olhar do sujeito acompanhou o trajeto desiludido. 
Fui sensato e expliquei  minha atitude.
-Sabe de uma coisa amigo,...mudei de idéia.
Segui meu caminho, afinal eu ainda tinha que encarar a mulher do caixa da padaria...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

As 5 piores apelações para se conseguir seguidores no Twitter

É quase como uma caça a pokemons. Temos que pegar!
Se você tem um perfil no twitter, um outro alguém está a caça do seu follow. Do seu, do meu e do maior número de seguidores possíveis. Alias, analisando algumas TimeLines não seria errado dizer que esse seja o único propósito de certas pessoas no twitter, conseguir cada vez mais seguidores pra poder,...pra poder,...bom,  não sei bem pra que (e na verdade, acho que essas pessoas também não sabem), mas o fato é que para isso esses Caçadores-de-follow não medem esforços, usam os mais diversos recursos no intuito de atingirem suas metas de seguidores.
Na lista abaixo você pode conferir as manobras mais engenhosas (e patéticas) usadas pelo tipo:

O Troca-Troca: Também conhecido como ‘meinha’. Quem nunca recebeu a sedutora proposta ‘Me segue que eu te sigo’? Esse é um exemplo claro de uma pessoa que não tem a menor idéia do que está fazendo no twitter e acha que vai conseguir se socializar na rede da mesma forma que se socializava com os 'amiguinhos' na infância. 


A Briga Aleatória: Esse é o famoso partir pro tudo ou nada. O Caçador-de-Follow mira em um alvo aleatório (geralmente alguém com um mínimo de renome no twitter) e começa um bombardeio de ofensas gratuitas. Se o alvo cair na pilha o xingador, ele pode ganhar alguns replys e RTs, e quem sabe até ganhar follow dos desafetos do alvo.
Caso seja ignorado o limitado agressor irá a caça de um novo alvo e assim por diante.


A Fada do Amanhecer: Essa é uma forma menos agressiva (mas igualmente irritante) de se apelar para ganhar seguidores. A tática se resume em distribuir bom dias, desejos de boa semana, felicitações, vibes positivas e sorrisos por toda a timeline para chamar a atenção. 
Isoladas, até que essas tuitadas são inofensivas,  mas uma olhada mais detalhada no perfil da Fada do Amanhecer revelará que suas tuitadas se resumem a apenas isso.


O Bot Amigo: Provavelmente você já deve ter recebido uma mensagem automatizada de um Bot Amigo disfarçado em um perfil quase real te sugerindo seguir alguém,... Nesse caso, o Caçador-de-Follow cria seguidores fictícios e os mantem com uma semi-vida robótica através de bots programados com o único propósito de implorar o follow alheio.
A parte engraçada fica por conta dos adjetivos pré-selecionados que o bot usa para descrever seu criador, praticamente o endeusando no twitter.


O Malandro Pobre: Nesse caso o meliante não quer causar alarde. Ele não quer que todos saibam do seu desespero na procura de popularidade. Ele é mais esperto que todos e decide procurar no Google artimanhas para driblar a regra de ‘ter conteúdo no twitter’ e em surdina conseguir um numero absurdo de seguidores da noite pro dia.
Então ele se depara com algum site que oferece centenas de ‘seguidores’ por um preço salgado e um pacote econômico totalmente free que promete algumas dúzias de seguidores com apenas um click. 
Sem opção (e sem dinheiro), o malandro pobre clica no pacote econômico, sedento pela sua esmola de follows, e nem percebe que sorrateiramente o seu perfil acabou de tuitar automaticamente coisas como:
E um plano quase ‘perfeito’ vai por água abaixo... #TodosRiem

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O Fim do Glamour no Randevu


Aviso: A leitura do texto a seguir exige uma certa experiência de vida específica por parte do leitor, caso contrário poderá ser incompreendida e considerada até mesmo ofensiva por parte do cabaço de puteiro mesmo.
Obrigado pela compreensão.

Assim como tantos, eu sou só mais um cara de trinta que nega o fim de sua geração e ainda se apega desesperadamente aos resquícios de sua nostalgia, relutando em passar o ‘bastão’ para a ‘incompetente’ geração seguinte.
Certas coisas não mudam,...Mas se transformam de tal maneira que chegam ao ponto de perder o seu propósito. E não tem exemplo melhor para demonstrar essa ação degradante do tempo do que as mais antiga das profissões.
A resistência atemporal da prostituição não é seu único mérito, ela também foi o primeiro trabalho remunerado oficialmente reconhecido de uma mulher, sendo assim o primeiro passo para a independência feminina e conseqüentemente base vanguardista de qualquer movimento feminista. Mesmo não tendo sua importância reconhecida.

Alguns conservadores de mentes destreinadas podem concluir que o meretrício surgiu para saciar as vontades masculinas, mas digo que a história (e principalmente a lógica) nos mostra que é exatamente o oposto, foram as necessidades femininas que deram início a esse tipo de atividade.
Você há de convir comigo que uma sociedade onde a maioria adota o modelo judaico/cristão/ocidental monogâmico de matrimônio, mesmo sabendo que contem um número de fêmeas bem superior ao de machos,  não deixa lá muitas opções para as mulheres que não encontram sua cara metade.
Resta a essas os papeis de amantes, cachorras, preparadas e é claro,... Aquelas que se recolocaram no mercado como ‘as primas’.
Por um outro lado, até o século passado, os homens que usufruíam desses serviços tinham a plena consciência de que estavam comprando mais do que a companhia de uma mulher. Muitas vezes acabavam adotando a pobre desafortunada sem chance na vida e assumindo todas as suas necessidades, sabendo que aquele dinheiro também estava ajudando na criação de um filho bastardo, na aposentadoria de uma mãe idosa ou no tratamento de um irmão doente.
Em muitos casos até permitiam que algumas ‘pombinhas’ sonhassem em assumir o lugar da esposa no caso de precoce enviúves do ‘coronér’. Vi muito isso acontecer em novelas e séries de época da Globo.

O que quero dizer, é que o tempo passou.  A sociedade ‘evoluiu’. E a prostituição perdeu seu glamour deixando de ser a única profissão plausível de uma mulher para se tornar a última opção de vida de uma.
Junto com isso se perdeu seu propósito. Caiu o sentido de se cair na vida.
Hoje, com seu espaço conquistado a mulher moderna não precisa mais tirar seu sustento desse meio ‘triste’ de vida só porque ficou solteira, e desde que ela não deixe as imagens cair na internet ela poderá dizer que tem uma vida sexual ativa mesmo sem um companheiro.
Já os homens, não sei se ainda possuem o mesmo tesão em freqüentar o meretrício sabendo que o dinheiro ali gasto não mais irá para motivos tão nobres quanto a mãe velhinha ou o irmão doente. E ninguém tá aqui de palhaço pra pagar faculdade, carro, IPhone e viagem pra Angra de puta nenhuma!

*Esse texto foi inspirado em uma ideia do amigo David Sento-Sé

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O FUTURO é O CANCER


Novamente eu cedo espaço para a coluna do amigo Juca Inácio, que vez ou outra manda um texto de seu exílio e me coage a postá-lo. 
Então, vamos a ele...

O FUTURO é O CANCER

Camarada, estou ficando impressionado com a quantidade de indivíduos contraindo diversos tipos de cânceres. Em uma república que morei teve um amigo que (ainda bem) conseguiu se curar. Outro que ‘balançava’ no hospital não teve a mesma sorte e resistência e faleceu mês passado na mesa de cirurgia. Os dois com menos de 30 anos. Um ex-professor da pós-graduação, ‘caminhador’ da orla da Lagoa Rodrigo do Freitas está passando pela famosa detonadora de corpos, a temida quimioterapia.
Isso sem contar o exemplo da minha tia que foi uma das primeiras curas dessa doença registrada no Brasil na década de oitenta.
São inúmeros casos conhecidos não só pela populosa nação rubro-negra, mas também pelo mundo!

É inegável o aumento da facilidade em adquirir alimentos de preparo rápido e fácil, alimentos com textura macia, cores chamativas, propagandas hilariantes e hipnotizantes, mas é tudo química pura! Aí pensamos, “vamos partir pra alimentos naturais?”, mas como “naturais”? Comer um franguinho? Um pinto que em menos de 20 dias está pronto pro abate? Cheio de hormônios!Ou quem sabe comer um boizinho “de leve”? Cheio de remédio pra matar carrapato, remédio pra evitar febre aftosa etc etc etc.
Aí partimos pro radicalismo, já que somos maus e cruéis, repudiamos correntes e matérias jornalísticas de “comportamento”, nos tornaremos vegetarianos! Depois percebemos que o Brasil é o país que mais consome agro-tóxico no mundo! A Monsanto tem 90% do congresso nacional no bolso...
Aí eu penso: porra, perto desse alface o tang é natural...
Não satisfeito parto pra ocupação de terra (invasão é coisa da Globo e da Kátia Abreu!!), sem essa de MST pois estão muito pelegos no governo do PT, vou produzir meu próprio alimento.

Mas antes de começar descubro que mesmo não utilizando química na produção, o solo já está viciado, a água contaminada e o vizinho grileiro de terra quando encharca sua lavoura contamina tudo ao redor, inclusive o ar que respiro...
Por isso prefiro viver no meu auto-exílio, no meu estilo, sapatinho neurótico.
Rosa Luxemburgo dizia: “Século XX Socialismo ou Barbárie”, o Húngaro Mészáros diz: “Século XXI, barbárie se tivermos sorte” e eu digo caro Maldito: “O futuro é o câncer e os mineiros não estão sendo nem um pouco solidários nessa hora!!”
Abs.                                                                                                                                      

domingo, 11 de setembro de 2011

Cem Melhores Crônicas. Que, na verdade, são 129

A primeira vez que tive contato com um livro do Mario Prata foi quase que por falta de opção. 
Eu estava em uma viagem com uma namorada e estávamos ocasionalmente brigados. Para evitar uma discussão prolongada eu passei a mão no único livro ao meu alcance, um exemplar do autor que pertencia a uma amiga da minha ex que me distraiu durante as horas que evitei aquela estúpida DR.
Então não foi por acaso que recentemente adquiri ‘As cem melhores Cronicas. Que, na verdade, são 129’ do Mario Prata que reúne uma série de seus melhores textos selecionados pelo próprio autor.

Sei que já mencionei por aqui a minha fixação por títulos, por isso não posso deixar de ressaltar a ironia contida neste, coisa rara em livros do tipo ‘the Best of’. As cem melhores,...que na verdade são 129 me passa a ligeira impressão de que o editor veio com um título clichê e o Mario colocou um adendo subversivo com uma canetada vermelha. Mais dessa pitada humorística de Prata também podem ser vistas no índice do livro que organiza os temas que aborda (sexo, futebol, mulheres, cotidiano) de forma que já soe como uma entusiasmada história. O tamanho do livro ( 375 páginas ) pode até assustar leitores iniciantes, mas as crônicas são descritas tão ligeiras e ao pé do ouvido que a leitura corre no mesmo ritmo. 

Se você nunca leu o autor, essa é uma boa pedida para conhece-lo e ter uma boa resposta pra quando alguém te perguntar se você conhece o Mario! Clica agora no banner abaixo do nosso parceiro Seu Saraiva e compre o livro por um preço bacana,..até porque na Submarino já está esgotado!

sábado, 10 de setembro de 2011

ME SALVA - Parte 4


Este é um conto-interativo que tem comprometido os sábados deste blog. A idéia é apresentar pequenos contos interligados, onde no final de cada um é apresentada uma enquete com opções para que você possa decidir a próxima ação da personagem, assim participando do enredo e influenciando diretamente no final da história.
Para acompanhar seu conteúdo, e começar a participar dessa interatividade, será necessário que você leia os capítulos anteriores:
PARTE 1 - PARTE 2 - PARTE 3 -

O conto-Interativo ‘Me Salva’ é postado toda manhã de sábado e terá sua enquete encerrada a meio-noite de segunda. Continuando na semana seguinte e assim por diante até o seu final que pode ser a qualquer momento dependendo do rumo que vocês derem a história.
...
Pela brecha ela conseguiu ver uma parte da cômoda de Evelyn que se apresentava ainda mais bagunçada que o normal. Não morria de amores pela colega, não gostava das suas roupas, dos seus gostos e nem mesmo de sua voz rouca, mas pelo menos ela pagava o aluguel em dia. Mesmo não tendo nenhum trabalho que fosse da ciência de Venina.
Ela parou no corredor e decidiu examinar melhor a cena. 
Espiou pela brecha da porta de um outro ângulo na esperança de que ele pudesse lhe revelar alguma pista da mais nova loucura da amiga. Logo  Venina localizou a origem do odor ao ver um jarro de barro posto numa espécie de altar que liberava uma fumaça escura indicando que algo queimava em seu interior.

Aos poucos a jovem foi empurrando a porta tentando inutilmente evitar que as dobradiças fizessem algum barulho, sem se tocar que qualquer tipo de ruído seria facilmente abafado pela música pesada que jorrava furiosamente do aparelho de som de Evelyn.
A cena que Venina encontrou no quarto da amiga era no mínimo bizarra.
Finalmente pode ver melhor o altar que antes só espiara pela fresta da porta. Ele estava cuidadosamente postado em frente a janela do quarto que aberta de forma escancarada convidava o vento frio da noite a entrar. O jarro fumegante estava a direita de um pentagrama que parecia ter sido talhado diretamente na madeira do piso com algum tipo de ferro em brasa, e no centro da figura jazia um gato malhado visivelmente morto que logo Venina reconheceu como sendo da vizinha.

A jovem correu o olhar pelo lugar e encontro Evelyn em pé, em cima da cama, apoiada apenas nas pontas dos pés mas incrivelmente nenhuma pressão de seu peso era impressa no colchão. Venina pode jurar que a amiga estava levitando, mesmo que a apenas alguns míseros milímetros do chão.
O cabelo mal tratado de Evelyn recebia diretamente a corrente de ar que emanava da janela aberta e por isso rodopiava ferozmente ao redor de sua cabeça, não só ele, mas também alguns pequenos objetos como papéis, fotos, canetas e até mesmo um antigo abridor de cartas giravam, flutuando ao redor da amiga que de olhos fechados entoava alguns murmúrios que pareciam acompanhar a música.
Venina percebeu que a amiga precisava de ajuda, mas também sabia que não era a pessoa mais indicada para exercer a função.
Imaginou que Evelyn pudesse ter ido longe demais com seu hobby gótico, e provavelmente depois de tanto flertar com um monte de livros e amigos esquisitos que faziam correr um frio pela espinha de Venina, finalmente sua loucura tinha dado em algum tipo de resultado que não podia ser ignorado nem mesmo pelo ceticismo convicto da jovem estudante de jornalismo.

E como que por um espasmo ela se lembrou das palavras ‘... O mal foi semeado naquele lugar que você chama de lar!’, e toda sua tensão foi descarregada em um único suspiro. Suspiro esse que acabou fazendo com que Venina inspirasse uma considerável quantidade da fumaça que empesteava o ambiente. Sua alergia reagiu imediatamente fazendo a jovem iniciar uma seqüência descontrolada de espirros altos suficientes para sobrepujar até mesmo o solo de guitarra que era dedilhado na música que rugia do aparelho.
Foi o suficiente para despertar Evelyn que abriu os olhos e logo depois os fixou em Venina, ou pelo menos em sua direção já que todo o globo ocular da amiga estava tomado de um negro sobrenatural.
E nesse momento Venina percebeu que talvez devesse ter ouvido o estranho...

-Resultado da última enquete


Agora chegou a hora de aconselhar a personagem Venina a tomar a melhor decisão nesse momento de tensão. Você pode votar na enquete abaixo até a meia-noite de segunda e acompanhar  o caminho escolhido pela maioria no próximo sábado.
Também é importante que vocês usem os comentários para ampliar essa interatividade que é essencial para subsistência deste projeto. Diga o que achou, sugira novas ações, enfim,...participe e mostre o que tem no crânio. Se não por mim, pelo menos comente pela inocente Venina que tá contando com a sua ajuda para sair ilesa do que a espera... 

O que você acha que Venina deveria fazer?
Tentar conversar com Evelyn
Ir para o seu quarto sem nada dizer
Sair do apartamento

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ah Vai pra lá com esse seu avatar!!!


-Você sabe quem é essa menina que você retuitou no twitter?
-Na verdade não. Eu nem a sigo. Apenas vi um reply de um amigo pra ela e fiz uma piada em cima. Porque?
-Ela é aquela amiga da Valéria que estava com a gente no Youpix.
-Quem?
-Aquela menina que vivia reclamando, acho que o nome dela é Patrícia?
-Como assim? Aquela?... Tá de sacanagem. Preciso ver isso direito.
-Ela tá diferente no avatar do twitter né?
-Diferente sou eu quando fico uma semana sem fazer a barba. Aquela menina não pode ser a mesma dessa foto de avatar.
-Hahaha,...photoshop?
-Uma coisa é disfarçar uma espinha ou um buço mal tirado no photoshop,... Mas o que essa menina fez foi um crime.
-Crime? Como assim?
-Claro, um crime, isso pode ser considerado como uma espécie de golpe, afinal ela está lesando o consumidor. Se um cara marca um encontro com essa ‘fraude’ se baseando nessa foto de avatar por exemplo,...Se fosse comigo, já de cara eu exigia o reembolso da passagem por ter me feito desperdiçar tempo saindo de casa.
O diálogo acima já ocorreu faz algumas semanas e enquanto eu o transcrevia ainda não conseguia associar a imagem da foto do avatar citado a sua ‘devida’ portadora. E ainda enquanto eu escrevia essa última frase, pude mentalmente catalogar dezenas de outros exemplos do tipo, e aposto que você também pode citar alguns da sua TL.
Parece que se tem uma coisa que pode ser decepcionante na internet, é conhecer alguém fora dela.
Que tipo de sanidade leva uma pessoa a alterar e modificar tanto sua foto de perfil das redes sociais, a ponto de ficar irreconhecível até mesmo para própria mãe?


Casos crônicos indicam que a prática dessa ‘fraude’ é tão perigosa que alguns correm o risco de subconscientemente assumirem a falsa identidade fantasiada pela novo semblante da foto ‘photoshopada’ a ponto de mudarem  suas formas de agir para acompanharem suas mudanças virtuais acreditando mesmo que são tão atraentes quanto as ferramentas do photoshop puderam milagrar no monitor. Claro que isso apenas no mundo virtual, porque colocou o pé na rua caiu tudo por terra, não só a máscara da farsa mas também a barriga, os peitos, as olheiras, a bunda, e tudo mais que se mantinha firme e ‘em cima’ pela magia da tecnologia.
Se esse fosse um país sério, esse tipo de 'crime' estaria previsto no mínimo no código de defesa do consumidor.
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.