quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Você foi selecionado para o Big Brother!

Navegar na internet já não é surfar em um grande mar de informações, talvez alguns ainda não perceberam, mas de forma bem discreta, estão limitando a maneira como acessamos a internet. Mas tudo bem, por mais que a rede seja um mar profundo de informações, ainda preferimos nadar na superficialidade privada do Facebook.  Só recorremos ao Google pra solucionar pequenos  problemas, seja na dúvida da escrita de uma palavra (muitos nem isso) ou em como dá um nó na gravata. O oráculo Google, como é chamado por alguns nerds, sempre te dá uma solução.

Certamente a primeira coisa que alguém faz ao acessar a internet é entrar no facebook, ou se logar no twitter pra saber o que está acontecendo. Não é? Engraçado que apesar de tantos amigos no Facebook apenas alguns aparecem no feed de noticias, geralmente aqueles que interagem com mais frequencia na rede. O mesmo acontece no twitter com a sugestão de novos seguidores, computadores analisam quem você segue, o que você digita, e a partir daí começa a te sugerir outros seguidores em potencial.  
Quando entramos no youtube podemos perceber que ali estrão vídeos que já assistimos e outras sugestões que se baseiam naquilo que já foi visto.  Ou seja, tudo anda ficando mais do mesmo, não existe um aprofundamento do conteúdo. 
A relevância do conteúdo é definida por um computador que acessa minhas informações passadas, mas que não consegue me levar além disso, pois se baseia apenas no que já pesquisei ou no que os meus amigos andam acessando na rede.
Compartilhamos muito, mas colaboramos muito pouco. Preferimos clicar no botão curtir, tweet ou +1 do que simplestemente deixar um comentário no blog, e o pior é que têm gente que ainda espera pelo botão “não curtir”, pois ainda não se sente representado diante de tantos botões para compartilhar conteúdo. Estamos vivendo o apogeu das redes sociais, mas estamos ficando frios, burros e egocêntricos. Nossas opiniões são expressas em botões que compartilham e influenciam diretamente nossos seguidores e amigos de redes sociais, e principalmente no conteúdo que chega até nós.  Existe alguma dúvida? Estamos dentro de uma bolha.

Lembrando que o oráculo não é tão bonzinho quanto você imagina, dependendo das coisas que você anda procurando na internet, ele pode ser um verdadeiro X9 e te jogar na mão da polícia. Veja só este caso:

“Uma família do Reino Unido foi presa por pesquisar na internet "formas mais fáceis de matar uma pessoa" na busca de como se desfazer do avô milionário que se nega a morrer de forma natural. A detenção aconteceu depois da polícia de Winchester, cidade do sul da Inglaterra, confiscar um PC da família e rastrear o histórico de buscas na internet”

De uma coisa tenha certeza, enquanto estiver conectado você sempre estará sendo monitorado por algum computador. É verdade,... até quando estiver jogando no Facebook alguém estará te monitorando, mas lembre-se que isso não é invasão de privacidade, você permitiu que um computador acessasse suas informações de perfil para passar seu tempo jogando.  
Enquanto se diverte, computadores vão te conhecendo melhor, o propósito disso tudo não é apenas garantir marketing direcionado, mas é uma maneira de saber o que você faz com a internet. Discutimos a reinvenção da privacidade, mas na verdade deveríamos nos preocupar com a censura digital que já existe faz algum tempo, mas você nem se quer conhecia antes de ler esse texto. Não fique com medo, pegue aqui sua Cápsula Vermelha e bem vindo ao Big Brother da vida virtual.
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Continue lendo:
Fonte da Noticia da familia que pesquisou no google   
“Filtros-Bolha”: a personalização da sua navegação na internet pode ser nociva?

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A influencia dos filmes de putaria (parte 2)

Confira antes a Parte 1
Irei poupa-los dos detalhes, mas vou dizer que essa minha primeira aventura não teve um final feliz. 
Ela ficou revoltada quando eu a chamei de cachorra e outras cosias, e quando tentei uma posição não convencional, ela ficou puta, disse que estava tudo acabado entre nós, gritou que eu precisava de ajuda psicológica e foi-se embora. Não consegui entender nada daquilo. Por um bom tempo pensei que o problema era com ela, mas quando tive a uma nova chance de descolar uma transa, algo parecido aconteceu: A garota me chamou de nojento e perguntou que tipo de mulher eu achava que era ela. Respondi: Uma mulher fresca. Novamente me foi sugerido um psicólogo. 
Resisti à ideia durante um certo tempo, mas um cara como eu tem poucas chances de fazer sexo na vida, e até o momento eu havia desperdiçado todas essas poucas chances. Fui ao Washington Medical Group e quando entrei na sala um médico velho e careca falou:
-Me conte o que está acontecendo.
-Bem, doutor…. Eu acho que ando assistindo filmes pornôs demais.
-Entendo. Isso tem ocorrido cada vez mais nos últimos tempos. Como isso tem lhe afetado, meu jovem?
-Não sei ao certo. Sei que há pouco tempo atrás minha namorada me deixou enquanto estávamos tentando fazer amor pela primeira vez e saiu gritando que eu sou perturbado. E na semana passada, quando estava tentando fazer sexo com a garota mais “famosa” do meu bairro, fui chamado de pervertido e deixado na mão mais uma vez.
-E você não se recorda de nada de errado que tenha feito com estas garotas?
-Sinceramente não, doutor. Só fiz o que aprendi nos filmes.
-Você diria que você é rico?
-Não. Por quê?
-Se fosse, diria que é viciado em sexo e te mandaria para uma clinica de reabilitação. Mas já que este não é o caso… deixemos as garotas de lado por uns instantes. Fale-me destes filmes que você costuma assistir.
-Tudo começou com uma fita que meu tio deixou lá em casa quando eu tinha uns doze anos, foi ela que despertou a minha paixão pelo assunto. Depois disse tive que me virar com o “cine privé” da band, toda madrugada do sábado pra o domingo eu estava lá. Mas depois de algum tempo aquilo parou de fazer efeito, era a mesma coisa de ver a novela das oito. Por sorte a minha barba cresceu logo e tive acesso à parte secreta da locadora do meu bairro, lá eu pude ver alguns filmes muito bons. Foi nessa fase que eu descobri como diversificado o mundo da putaria pode ser.
-Continue.
-Nessa época eu comecei a perceber que eu gostava desses filmes mais que meus amigos. Eles locavam uma fita ou outra, enquanto eu gastava toda a minha mesada com pornografia. Eu era tão aficionado que certa vez participei de uma promoção na locadora que se você pegasse três filmes, teria direito a um inteiramente grátis… todos o quatros que levei pra casa eram pornô. Comecei a receber a apelidos: bronheiro, covarde, Simas…
-Simas?
-Si Masturba.
-Nunca tinha ouvido essa. Continue com a sua historia.
-Certo. Depois de algum tempo as fitas e os DVDs não mais faziam efeito, eu precisava de algo mais pesado. Recorri à internet e lá conheci os grandes filmes adultos do oriente, tornei-me fã dos japoneses. Depois conheci os vídeos amadores russos e mais recentemente conheci os filmes alemães. É onde estou hoje.
-E você tenta recriar com as garota tudo que vê nestes filmes?
-Não tudo. Não tentei nem coprofilia e nem urofilia. Tirando isso, tento sim.
-Meu jovem, sua situação é rara. O seu comportamento é preocupante. Mas, infelizmente, não vejo como lhe reeducar. O melhor que posso fazer é lhe indicar uma amiga minha. Quero que você a visite na próxima quinta às oito da noite, no endereço que vou escrever neste envelope. Não abra! Este envelope deve ser entregue a Odete, somente ela pode ler o que eu vou escrever. Você me entende?
-Sim, senhor.
-Volte aqui na segunda-feira. Não se esqueça de trazer a carta que Odete vai lhe dar.


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Cogumelo das estrelas...

domingo, 27 de novembro de 2011

Problemas com minha roupa

Estou passando por uma catástrofe pessoal, um fim do mundo particular onde meu destino final é terminar nu. Sim amigo leitor, pelado com a mão no bolso, por culpa do meu completo anacronismo com o mundo da moda. Tudo começou pelos pés, como relatei no texto ‘Problemas com meu Tênis (eu disse Tênis)’, e agora, feito um câncer, a coisa se alastrou para outras peças da minha (da nossa?) vestimenta.
Fim de ano, época da tradicional troca de pele humana onde milhões desses seres se aglomeram nas melhores lojas do ramo em busca de uma completa renovação do guarda-roupa. E como eu sou do povo, um zé ninguem, não poderia agir diferente.
Minha ‘troca de pele’ devia estar atrasada cerca de três temporadas, período em que as únicas novidades encontradas no meu armário foram apenas meias e cuecas presenteadas por tias em datas comemorativas.
Com uma inédita disposição de passar alguns longos minutos dentro de desconfortáveis provadores, fui (como diriam as mulheres) às compras.
Minha desatualização me criou dificuldades já na entrada da loja, onde somente com a ajuda de uma atendente consegui encontrar a sessão de roupas masculinas. É foda, a parte que se destacava por suas araras lotadas com roupas simples de cores neutras, agora se ‘camufla’ por entre explosões de cores e modelos se confundindo com a ‘sofisticada’ sessão feminina. É quase impossível saber onde começa uma e termina a outra. A impressão que tive, é que algum moleque peralta misturou todas as peças da loja, cabide por cabide, enquanto a mãe não estava olhando.
Onde estão as camisas lisas e sem estampas? Eu queria uma calça jeans sem esses gadgets no bolso, por favor. Tem de alguma cor que não faça parte do arco-íris? E essa gola aqui, tem certeza que é pra homem? É ISSO QUE A MOLECADA TÁ USANDO HOJE EM DIA?!
Para quem achava que as ‘blusas rosas’ eram o fim da picada, informo que o mercado foi tomado por um surto de roupas tão andrógenas quanto os ídolos dessa nova geração. 
O que deveria ser a maior expressão de variedade, opções e estilos, se tornou uma tremenda ditadura impondo suas covardes regras ao vestuário,... Nunca a expressão ‘quem dita a moda’ fez tanto sentido.

E como fica essa minoria, que assim como eu, escolheu viver ‘fora da moda’? Pessoas adeptas do ‘pretinho básico’, que aliás, acabou se tornando uma peça rara no mercado. 
Será que vou ter que ocupar algum grande magazine a força, para protestar pelo meu direito de ser careta na hora de me vestir? 

sábado, 26 de novembro de 2011

A Situação

Para falar sobre a complexidade de A Situação, acho que terei que começar tentando entender seu autor, Jeff VanderMeer possui um estilo próprio que funde a coerência de sua loucura com a incoerência da vida moderna. Como cheguei a essa conclusão? Simples,... A Situação é o livro mais diferente que já li, e ainda assim consegue criar laços de identificação com qualquer funcionário padrão de baia de escritório.
VanderMeer já teve romances e contos traduzidos para mais de vinte línguas, e agora está chegando ao Brasil pela nossa parceira Tarja Editorial, nesta publicação.

O mundo criado pelo autor chega a ser surreal, mas ao mesmo tempo possui elementos de fácil identificação com o dia a dia de qualquer trabalhador padrão ao mostrar o martírio sofrido por um funcionário em uma companhia nada convencional. Diante dessa mistura, o humor brota por de trás das frases de forma inevitável.
A empresa anônima cria criaturas para serem usadas em tarefas cotidianas, mas nunca sabemos que tecnologia é essa ou como a firma se insere na sociedade -, assim como em O Processo (1925), de Kafka, nunca sabemos qual acusação pesa sobre Josef K. nem como funciona a burocracia processual que o enreda. A Situação traz uma qualidade de imaginação visualmente rica e intrigante, com sua evocação da arbitrariedade de uma burocracia imperial e do esgotamento existencial da vida burguesa, a uma preocupação muito americana com o mundo dos negócios.
narrativa é desenvolvida em capítulos curtos com títulos enormes, que provocam surpresas, encantos ou repulsa a cada sentença. Uma larga produção de criaturas híbridas (como um estranho peixe com o rosto da desagradável gerente) cercadas de mistério por todos os lados. Para ajudar na visualização  desse tipo de leitura, as páginas entre capítulos vem recheadas com ilustrações tão complexas quanto o livro.

Para embarcar nesse mundo de morcegos mensageiros, lesmas simbióticas e peixes educadores, basta clicar no banner da nossa parceira Tarja Editorial abaixo e adquirir a sua edição.
Veja mais resenhas de outros livros

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Parabéns pelo seu novo aumento,... de trabalho

Enquanto a discussão sobre uma possível diminuição na carga horária trabalhista vai aos poucos morrendo pelos corredores da política, um processo inverso vai lentamente se infiltrando em nossa já tão atribulada rotina.

De acordo com o seu contrato, você trabalha cerca de oito horas diárias, com direito a uma pausa de uma hora para o almoço, outra maior quando acha que descansa nas férias (Trabalhar 11 meses por ano e folgar apenas 1 nunca me pareceu sensato), e fica feliz feito pinto no lixo quando se depara com algum feriadão na beirada da semana. Certo? 
Todos esses momentos ‘livres’ não passam de pequenos intervalos que aliviam a pressão para te impedir de enlouquecer enquanto executa a tarefa central de nossa programação matriz, trabalhar incansavelmente para viver, dependendo do caso: para sobreviver.

E com tanta tecnologia te deixando disponível 24 horas (inclusive para seu chefe) nas redes sociais, no celular, no rádio nextel,... quando realmente termina o seu expediente? Ao fim do dia você deixa seu trabalho no escritório, ou furtivamente leva o danado no bolso pra casa? Qual parte das suas horas de lazer você dispõe pra si? Ou sem perceber, tem dedicado também esses poucos trocados de tempo para estar disponível para outras pessoas, para outros patrões... Quanto tá valendo essas suas horas extra?
Pior é, quando sua empresa coloca ao seu ‘dispor’ qualquer tipo de aparato tecnológico de comunicação. A partir daquele momento está selada sua escravidão eterna. Ou seria moderna?
Se você ainda não havia se dado conta (ou feito a conta) do quanto tem trabalhado além do combinado, ao fim desse singelo texto, deve começar a   perceber que se você não tá ganhando, é por que certamente tem alguém ganhando em cima de você.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Perigosas crianças armadas até os dentes de leite.

Lembra daquelas brincadeiras de infância, cheias de imaginação com armas lasers, explosões e todo tipo de ação que assistíamos nos filmes e reproduzíamos no quintal de casa? 
Atualize essas antigas brincadeiras com conflitos étnicos, terrorismo, violência e tráfico de drogas e terá o clipe da desconhecida banda Is Tropical, que se não conseguir alcançar o sucesso pela sua música, já tem lugar garantido nos vídeos virais de internet com o clipe The Greeks.
Segundo os próprios, o clipe, que foi produzido pelo coletivo francês Megaforce, é uma mistura entre Rumblefish e Akira ou então algo como ser criança e ser qualquer coisa ao mesmo tempo
Pra mim os caras conseguiram ilustrar exatamente o que acontecia na minha cabeça quando participava dessas saudáveis atividades infantis.


dica do @jamesrib

Minha adorável padawan

E quando o que une um casal, é um momento que aconteceu em uma galáxia bem distante daqui?! Foi mais ou menos o que aconteceu com meu amigo Diego Gurgel, que a meu convite, relatou sua experiência vivida ao despertar a namorada para o universo Star Wars!
Minha adorável padawan
Ah esse George Lucas!
Sinceramente, quem é da minha geração (80’s), hoje se tornou um excelente crítico de filmes de ficção científica, graças à saga Star Wars.
Não se trata de lasers, explosões ou seres espaciais! Trata-se de comércio, política, filosofia, amor, bandidagem extraterrestre, religião, enfim, é o filme! Muito melhor do que trilogias de vampiros que não mordem, não transam, e brilham como purpurina quando saem ao sol!
Recentemente, com minha ultima namorada, e agora minha noiva, tive uma experiência incrível!
Quando a conheci, descobri aos poucos, como um bom observador que ela gosta de cinema (ufa!), de ler poesias, de crônicas, de música, do meu rock (ufa²), enfim, parecia tudo bem.
Mas ao ver um quadro gigantesco no meu quarto, do episódio I de Star Wars, que ganhei do Maldito quando se mudou pra Sampa (ele só deu porque não cabia na mala), ela não perguntou se o quarto era do meu irmão mais novo.
Decidi apresentar a saga pra ela, porque explicando, com palavras, eu não conseguia demonstrar porque esta paixão, porque a fixação por sabres de luz mesmo com 30 anos na cara!
Ela aceitou, ela disse sim (PQP!). Foi ali que percebi que meus relacionamentos anteriores não tinham dado certo, por ciúmes, porque eu bebia, porque eu cheguei tarde em casa, porque eu não paguei o aluguel, porque eu era egoísta às vezes, ou porque eu viajava muito, era porque elas não gostavam de Star Wars! Porque se elas assistissem, perceberiam que eu era um pouco malandrão, exibido, e garanhão parecido com o Han Solo, e seriam minhas fãs!
Muito melhor do que parecer com um vampiro que não chupa sangue!

Começamos com o Episódio I, a ameaça fantasma, e como de praxe, precisei explicar pra ela que são 6 episódios, e coisa e tal.
A clássica abertura do filme me arrepiou, as letrinhas amarelas subindo e ela ali, concentrada, lendo tudo, como uma boa jornalista que é, tentando entender o que ela estava prestes a consumir.
Foi perfeito, e como a maioria das meninas, ela não disse “Ai, o Anakin é fofo!”, prestou atenção em tudinho, tirava suas dúvidas e tudo mais!
Pra ser mais direto, esta mulher entendeu as questões mais chatas, comerciais, república, etc.
Eu vibrava quando ela lembrava nos filmes posteriores, dos personagens que teriam aparecido só em episódios passados – “Olha amor, aquele não é o Jaba the Hutt? Que assistiu a corrida de pod’s no episódio I?” – nessa hora me invadiu uma alegria, que dei um baita beijo demorado nela. Lógico, eu voltei a parte que ela perdeu durante esse chupão, porque eu não suporto filme “mal assistido”.
Adorava quando ela ria do Han Solo e suas frases canalhas, tipo “Fala aí princesa, você tá caidinha por mim!”.
No final das contas ela havia adquirido um ódio natural pela figura do Darth Vader, assim como ficou indignada por saber que o Anakin se tornou aquele cara mal, com capacete negro e de fala grossa. Ela entendeu até, que quem é Sith, fica desfigurado! Porra, ela não indagou porque as espaçonaves voavam pela atmosfera, mesmo sem ter asas, e esse tipo de coisa! Disse até que tinha nojo do Jaba, e vibrou quando a princesa Léia enforcou o nojento com as próprias correntes que a prendia!
Lógico, algumas dúvidas surgem na cabeça de uma menina, que não possui os mesmos hormônios dos rapazes, fator que nos faz ficar fascinados com o design das armas, das naves, e porque o sabre de luz, mesmo simples, é a melhor arma de todos os tempos! Porque quando a Millenium Falcon fugia na velocidade da luz, todos ficavam com cara de bobos e não iam atrás, ou seja, coisas, que qualquer um entenderia.
O mais engraçado era tentando explicar, quase como se fosse uma ciência exata, porque os jedis corriam tão rápido, rebatiam os lasers com os sabres, etc.

O saldo disso tudo, é que agora ela se interessa pela série de desenhos “Guerras Clônicas” pra entender porque o general Grievous respirava com dificuldade, ou como são feitos os sabres de luz, porque apenas os Jedi tem o privilégio de ter estas armas tão especiais.
Depois de ver todos os seis filmes (isso foi feito em uma semana), ela entendeu a complexidade da obra, o que lhe deu mais uma razão de não gostar de filmes B de ficção, e passar a gostar do quadro que ornamenta meu quarto.
Pra mim foi uma experiência incrível, e no episódio final, achei bonitinho o jeito que ela disse “Poxa vida, o Darth Vader deixou o Luke sofrer muito antes de salvar a vida dele quando o imperador Sith dava descargas elétricas nele,... era o filho dele!”.
Ela é minha escolhida, ela é minha adorável Padawan! 
Dito pelo @Digurgel

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Herrar é umano.

O ser humano é um cara muito problemático de fato, primeiro porque "errar é humano", nem precisamos encher tanta linguiça para desenvolver uma tese diante disso, é fato que "errar é humano". É tanto que alguns cientistas colocam que o ser humano se desenvolve no método da tentativa e erro, e é errando que aprende. Até sermos plenos socialmente, passamos mais de 18 anos culpando alguém pelo nossos atos, essa é a nossa forma carinhosa de retribuir o amor e cuidado dos nossos pais.
Sem mais chorumelas. Diante de toda essa ineficiência intelectual, podemos afirmar que todo ser humano tem seu desvio moral enraizado nas suas entranhas. Afinal, se é com tempo que vamos conhecendo o que é certo e errado, é normal que no percurso do caminho escolhamos alguns atalhos para formar nossa opinião e caráter. E isso não é culpa de ninguém. Olha só quem desviou a Eva foi uma serpente, na época não existia família, muito menos televisão. 
Então a culpa foi de quem? É verdade, é tudo culpa dele.

Mas aí o homem resolve desafiar a natureza e cria uma máquina capaz de realizar cálculos, a partir daí é comum que todoas nossas invenções sejam feitas para trabalharmos menos, exigir menos esforço, pensar menos, enfim. inventamos máquinas que façam o trabalho por nós, esse é o paradigma de nossa evoluçao. São nossas criações que devem trabalhar e pensar, nós devemos apenas viver. Carpem Diem.
Não acredito que o ser humano continue no centro do universo como os Iluministas acreditavam, basta olhar ao redor. Máquinas por todos os lados, são elas que movem o mundo, que fazem o seu café, que cuidam do seu dinheiro, que te levam para o trabalho... Ah Você ainda não tinha parado pra pensar nisso? Bada Bing! É assim que eles querem vocês, alienados em consumir, consumir, consumir.
Incrivel como o ser humano tem a capacidade de consumir tudo que tem ao redor, é informação, comida, pessoas, trabalhos, idosos e até mesmo criancinhas. Ainda tem uns que levantam a bandeira em defesa do meio ambiente, como isso enche o saco. Não conseguimos nem cuidar de nós mesmo e acreditamos que não usar sacolas plásticas no supermercado será a salvação do planeta. Fazemos campanha contra o tabagismo, mas deixamos que milhares de industrias continuem poluindo o meio ambiente. Na boa prefiro continuar fumando e usando sacolas plásticas.
E no meio de tudo isso, lutamos pela nossa independencia, somos deuses com criaturas que compramos no shopping, mas sem nosso próprio universo. Não criamos novos mundos, apenas vamos acumulando pequenas criaturas, computador, celular, carro, maquina de lavar, camera fotográfica... Elas quebram, pois assim como nós também possuem suas imperfeições. E quando não consumimos, vamos acumulando. Com os relacionamentos acontecem quase a mesma coisa, vamos consumindo e acumulando alguns que insistem em nos chamar EX.
E tem gente que ainda tem medo do apocalipse? É mole. O ser vivente é o planeta, nós somos apenas uma raça simbionte que precisa dele pra sobreviver, o inverso não é verdadeiro, Não vamos salvar o planeta, não salvamos nem a nós mesmos. E quando o planeta se cansa, sacode a poeira (terremoto), dá a volta por cima (tornados), toma uma banho de sal grosso (tsunami) e tudo volta como era antes. Enquanto isso vamos vivendo esse nosso sonho de sociedade, pegue aqui sua cápsula vermelha e vá dormir.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O Turno da Noite , no cinema

Já faz tempo que corre na boca pequena uma possível adaptação das obras de André Vianco para o cinema ou TV, e agora finalmente este lançamento tem data marcada para acontecer. O autor anunciou em seu blog que dia 6 de dezembro ocorrerá a primeira exibição do episódio piloto 'O Turno da Noite!' em salas de cinema daqui de São Paulo.
Se você não está em SP, é só ter um pouco mais de paciência que a produtora Criamundos prometeu disponibilizar o episódio na internet poucos dias após sua exibição.
Por enquanto, podemos apreciar o trailer e esperar o resultado final desse ousado projeto brazuca!

A influência dos filmes de putaria (parte 1)

Eu nem sempre fui assim, houve uma época na qual eu era um garoto como qualquer outro. Mas tudo mudou no dia em que eu pus as mãos naquela maldita fita VHS. Não posso dizer que eu era uma criança inocente, já tinha uns pentelhos e ouvira falar em sexo. Mas ainda não estava preparado para aquilo.
Era uma fita aparentemente inofensiva, preta como todas as outras, estava dentro de uma caixa igualmente preta que não possuía nenhuma identificação. Receita para atrair a atenção de pivetes curiosos. Caí como um patinho. Abri a caixa, peguei a fita e fiquei observando por um bom tempo. Notei que ela tinha uma fita adesiva tapando o buraco, fiquei ainda mais curioso, e no seu título havia um nome muito comprido e complicado que o meu inglês de pré-adolescente só me permitia entender uma palavra: Sweet. Liguei a TV, liguei o vídeo-cassete e empurrei a fita… segundos depois a imagem começou à aparecer na tela.
No início vi apenas uma moça – que não entendi bem o porque, mas estava vestida de colegial, mesmo tendo pelo menos uns vinte e cinco anos – entrando em uma padaria cheia de uns salgados estranhos e docinhos de festa. Deve ser daí o “sweet” da fita, pensei. Ela entrava lá, falava algo pro atendente e esperava ele ir buscar alguma coisa. Ele trazia um croissant muito escroto e ela metia a mão no bolso e tirava uma nota de 100 dólares, entregava a nota ao cara e antes dele conseguir falar qualquer coisa, ela metia uma dentada no salgado. Ele não tinha troco pra 100 contos. Eles ficavam discutindo até que o cara se arretava, saía detrás do balcão, baixava a porta da padaria e do nada agarrava a moça. Começava a tirar a roupa, abria a calça do cara e a fricção começava.
Lembro que na hora pensei “Puta que pariu! É assim que a galera faz pra trepar?!” e fiquei me imaginando no lugar do cara indo comprar confeito na barraca da rua de trás. Como era fácil! O filme continuou rolando e fiquei maravilhado com tudo aquilo. O cara no “oh, Yes” e a mulher no “oh, my God”, havia descoberto o melhor jeito de se aprender inglês de todos os tempos. Fiquei impressionado com a força do cara, que pegava a mulher nos braços e a jogava pra lá e pra cá, a botava de cabeça pra baixo… coisa de circo. Mal podia esperar em por tudo aquilo em prática. Esperei, esperei e esperei. Por alguma razão desconhecida as mulheres não gostavam de propostas como aquela do filme. Pensei em uma explicação plausível para essa diferença entre a minha vida e a do protagonista e só consegui pensar em duas coisas: ou eu não tinha um corpo como o dele, ou era ter tamanho em outras partes que era o segredo do negócio.
Como eu era e ainda sou incrivelmente preguiçoso, malhar estava fora de cogitação. Então eu tinha que dar um jeito em aumentar em outro lugar. Procurei na internet e descobri alguns modos de se conseguir isso: Bombinhas, comprimidos e -o que eu achei mais foda- uma massagem chamada “jelq arábico”. Massagem pra aumentar o tamanho penial, que idéia genial. Lembro que pensei “essa é a punheta do futuro” e tratei de fazer como os sites diziam, pus as mãos à obra. Até tive resultados, devo ter ganhado meio centímetro, mas nada que mudasse minha vida de forma significativa.

E as coisas continuaram assim até quase o final da minha adolescência, quando eu arrumei a minha primeira namorada. Ela até que gostava de mim, mas me considerava um tarado. Sempre que estávamos a sós, eu tentava botar em prática o que eu havia aprendido lá atrás com o filme e mais os upgrades que havia visto recentemente na internet, mas ela sempre me freava. Maldita! Eu botava a mão, ela tirava. Abria a calça, ela fechava. Mulher irritante! Nem me lembro de quantas vezes voltei pra casa, cheio de dores nas “partes baixas” por falta de ação. Mas com o passar do tempo e com a insistência natural de um garoto virgem a beira do desespero para atender o chamado da natureza… Consegui! Ela finalmente concordara que era hora do que ela chamou de “fazer amor”.
E quando o momento decisivo chegou, eu estava extremamente nervoso. Todo mundo me falou que a primeira vez de um cara é num instante, então eu me precavi para demorar mais um pouco tomando cerveja. Mas ainda assim eu estava nervoso, tremia e suava feito louco. Começamos nos beijinhos e ficamos lá por um bom tempo. Pensei “qual o próximo passo?” e involuntariamente me lembrei dos filmes que já havia assistido. Daí pra frente eu deixei minha mente perturbada assumir o controle do meu corpo, eu não era mais um garoto inseguro, eu era um ator pornô comedor! Peguei minha namorada dei uns beijos de língua, mordi seu beiço e abri a sua camisa do jeito que os atores fazem: rasgando-a. Ela ficou assustada, mas sorriu. E se sorriu, gostou. Tirei-lhe a roupa e meti a boca …

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Nerds'n Roll

Pra quem acha que a cultura nerd e a selvageria do rock não se misturam

No clima da rima do SWU

Prezado MalDito,
Como você bem sabe, fui ao festival do momento o tal SWU que aconteceu em Paulínia, região de Campinas. O festival, apelidado por ti mesmo de “festival de adolescentes problemáticos”, começou bem antes deste feriadão prolongado. Meses para selar acordos com patrocinadores, montar a estratégia de marketing (prefiro o termo mais exato, propaganda!), contratação das “atrações” (que serão “consumidas” pela plateia – agora sem acento!) e outras cositas mais...
Esse festival, em especial, traz algo inusitado (pelo menos no Brasil) que é o discursinho “mequetrefe” de usar a música, para “unir as pessoas em volta de uma ação de sustentabilidade”...
Agora relatarei o que vi, ouvi e senti na pele sobre este festival, e vou procurar mostrar que esse papo de sustentabilidade não se sustenta e é mais falso e raso que uma piscina do inferno. A começar pelo preço, extremamente caro! Paguei meia-entrada (Porque sou IDOSO!!!) no primeiro lote, R$115,00. Ou seja, é a sustentabilidade por um preço muito alto do qual apenas alguns poucos poderão usufruir desse “novo mundo que é possível”. Mesmo tendo pago meia, quando resgatei o ingresso (intransferível, com meu nome e CPF) e entrei no festival, em nenhum momento pediram alguma identificação. O que demonstra que o preço da meia-entrada e o preço inteiro estão elevados o suficiente e a venda de qualquer um gera muitos ganhos astronômicos aos produtores “com consciência social”.
Até porque o pessoal que trabalhou no apoio do festival estava mais preocupado em proibir a entrada de guarda-chuvas (segunda choveu praticamente o tempo todo), camisas de times de futebol (Minha acompanhante teve que deixar pra trás uma calcinha do Mengão), pastas de dente, desodorantes,... e claro, pela exprssão e atitude deles, loucos para achar um baseadinho de um roqueiro ganjeiro descuidado. Para onde iriam os tonéis abarrotados com esses artefatos? Vão para reciclagem? Serão “doados” para alguma ONG? Ou os colaboradores do festival farão à forra?

Após sermos saqueados na entrada, percebemos melhor o gigantismo da situação. Vários palcos, áreas de bares e alimentação. Tudo muito bem localizado, para a farra do consumo. Banheiros, claro, no início tranqüilos, depois são as filas e a podridão humana em níveis medievais de higiene. Incrível como tem gente que caga em qualquer lugar e limpam-se das formas mais ortodoxas e hetedoroxas imagináveis.
Não perdendo o foco, preciso falar também sobre as exposições de “ações sociais sustentáveis”. Uma delas se tratava de pneus transformados em acentos, que foram confundidos por muitos com pula-pula. Detalhe importante é o fato de todos os “pneus-bancos” serem feitos de exemplares novíssimos, bem “sustentáveis”.
Descolei um adesivo de uma ONG que ostentava o seguinte lema: Fazendo a floresta valer mais em pé do que derrubada. Pra mim isso é o exemplo claro de uma demanda social (preservação do meio ambiente) que passa a ser gerenciada pela lógica empresarial, e por isso capitalista. Transforma a própria preservação do meio ambiente em mercadoria, prestam serviços que deveriam ser feitos pelo Estado para as populações em regiões isoladas pelo viés do menor custo. É o famoso “tirando leite de pedra”, ou seja, tudo pra ser um serviço merda, com péssima remuneração aos funcionários, resultando em lucros astronômicos aos donos. Empresários ou caridosos? Não podem ser os dois ao mesmo tempo!
E os preços lá dentro?! Lata de Heineken R$ 6,00. Água R$5,00. Cachorro quente R$10,00. Nem me atrevi a ver o resto. Camisas oficiais do evento: mais “barato” R$80,00. Levei uns fandangos, uns chocolates (todos lacrados para poder entrar) e bebi uns gelos de leve. Fora das tendas oficiais tinham uns ambulantes fantasiados de HeinekenMan vendendo com um real de ágio em cada produto. Ou seja, lucram apenas um realzinho por produto vendido. Assim é fácil ser “sustentável” e lucrar pra caralho! O Brasil, pela histórica e brutal desigualdade social, teve, e tem, demanda por eventos a esses preços extorsivos.
Propaganda dos patrocinadores e caminhões com cilindros gigantescos de cerveja Heineken. Uns meses atrás eu até tinha elogiado a vinda mais efetiva da Heineken ao país, mas quando vi que a engarrafadora e distribuidora era a AMBEV e é a Heineken a patrocinadora da Copa...Dei adeus a Itaibrava...
Mas no final das contas assisti o Alice In Chains perto do palco, na frente do Jerry Cantrell e assisti o Phil Anselmo cantar ao vivo! PQP! Foda-se o resto?!
Mais uma vitória do Fetichismo da Mercadoria...

domingo, 20 de novembro de 2011

O Livro Maldito

Em tempos de 'politicamente correto' caiu um livro sobre medida em minhas mãos, estou falando do Livro Maldito de Christopher Lee Barish ( mais conveniente impossível). O livro é um manual de traquinagens que vai das mais simples falcatruas até as mais perigosas das atividades ilícitas, que segundo o autor, podem te transformar em um cara realmente mau. Trocar de nome para nunca ser pego pelos agentes da lei, driblar o segredo de um cofre, fazer ligação direta em qualquer carro e saber o passo a passo de como assaltar um banco com perfeição são apenas alguns dos macetes compartilhados em suas páginas. Se todos os picaretas que estão por aí tivessem a chance de ler O livro maldito, jamais teriam suas fotos nas páginas dos cadernos policiais, nem terminariam seus dias mofando na cadeia.

'Existem coisas que você sempre quis fazer, mas nunca teve quem o treinasse ou o ajudasse? Então, O livro maldito é para você. Produza um filme pornô com total planejamento e dedicação da equipe. Entre para a máfia e inicie uma carreira de sucesso, com dinheiro e biscates de sobra pelas ruas da cidade. E, se a situação apertar, falsifique dinheiro em poucas horas e suborne quem for preciso para que tudo fique dentro dos conformes.

E nunca tema. Em qualquer empreitada pelas ilicitudes que você tiver a audácia de se aventurar, O livro maldito jamais o deixará na mão. Caso as coisas não deem muito certo, é fácil se livrar da lei forjando a própria morte, falsificando documentos para culpar outra pessoa ou, em última instância, seguindo as dicas de como fugir da prisão de maneira segura e eficiente.'

É claro que as dicas contidas no livro não deveriam ser reproduzidas em casa (na verdade, em lugar nenhum), mas quem liga para o bom senso quando se tem o conhecimento necessário para driblar o conjunto de regras sociais?
Se por falta de escrúpulos você já está impaciente para usufruir dessas dicas, eu separei dois capítulos que podem te interessar. Clique nas imagens abaixo e saiba como: 
Se você se sente preparado para adentrar no mundo da ilegalidade, aproveite a promoção da Saraiva, clique no banner abaixo, adquira seu Livro Maldito e creio que em pouco tempo estará dominando o submundo da sua região.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Gastronomia de sobrevivência

...
-Fico bolado com esses lances de comida. Outro dia vi uma reportagem sobre um lugar onde os caras comem o ovo de galinha meio podre com o pinto ainda em formação dentro. Você não tá entendendo, uma parada sinistra.
-Sei qual é, rola na Filipinas.
-Isso mesmo, muito nojento.
-Se não me engano, teve até um quadro naquele programa No Limite, que os participantes tiveram que comer uma parada dessa.
-E comeram?!
-Não sei, não lembro.
-Como os caras tem estômago para comer esse troço?
-Mas veja só. No caso de infecção zumbi, eles estarão mais bem preparados para sobreviver.
-É,... Tá arriscado eles comerem os zumbis.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pequena Caixa pessoal de Pandora

Smarthphones evoluem rapidamente. Na verdade, os celulares estão tomando o planeta de assalto. Não é preciso fazer grandes estudos pra saber que existe mais celulares que pessoas no mundo. Sua utilidade vem sendo aprimorada com o passar do anos. Na sua forma mais primitiva apenas um telefone móvel,  em suas ultimas versões verdadeiros canivetes suiços de alta tecnologia.
No celular guardamos fotos, músicas, filmes, agenda de contatos;  tem gps, internet... os desgraçados são verdadeiras caixas de pandora em mãos ignóbeis, principalmente daqueles que abusam do álcool. Hoje em dia o celular tem status, é como se co-existisse uma sociedade entre as máquinas, com quem de uma forma ou de outra somos obrigados a interagir.

E aquele papo-furado de quem acabou de comprar um celular novo? Meio sacal,né? Parece com dois adultos jogando supertrunfo. - Ih! O seu nem tem multitouch,  o meu tem! - Enfia a porra no multitouch no.... .
Já é fato que julgamos a pessoa pelo celular que ela carrega, é verdade. Toda vez que vejo alguém carregando um 'xing ling' de 4 chips eu desconfio de seu caráter.
Nem os carros conseguiram evoluir tanto em tão pouco espaço de tempo. Podemos conversar com um celular como se estivéssemos dando ordens para um subalterno, escravos que prestam dezenas de serviços com o máximo de eficiência. E assim nosso pequeno monstro pessoal ganha vida.

Apenas os deuses deveriam usufruir dos poderes de uma caixa de Pandora. Hoje, cada um carrega a sua pra cima e pra baixo, e o melhor de tudo é que ainda compartilha e, de tanto compartilhar, nossas caixas de pandoras estão reinventado o conceito de privacidade. Cada vez mais as redes sociais discutem suas politicas de privacidade e o bom senso se perdeu, porque é legal curtir. Homer Simpson sabe disso tão bem que prefere ficar bêbado o dia inteiro.
Nosso pequeno monstro algumas vezes nos expõe ao ridículo, e o mais incrível é a nossa declaração de independência do mesmo. Nem Frankenstein teve tanto amor por sua criatura. Celular todo mundo tem, e tem também aquela sms que precisa ser apagada, ou aquele numero gravado como “João” mas, que na verdade, é a vizinha gostosa do sétimo andar, e aquela foto que não era pra estar ali... ou até mesmo aquele vídeo que você fez pra se gabar. Enfim, pequenas caixas pessoais de Pandora...

Texto revisado pelo amigo @hermington

Receitas da OGROSTRONOMIA

"Mostrar que cozinha, independente do conhecimento, é uma prática simples que pode ser realizada por qualquer pessoa. A representação do Ogro demonstra que pré-conceitos podem, e devem, ser superados." 
Baseado nesta premissa, quatro amigos resolveram encarar o projeto gastronômico de cozinhar e colocar suas experiências na rede. Jimmy, Boris, Guto e Betho fazem parte do Ogrostronomia, um projeto que não só vai colocar quatro sacripantas cozinhando, mas vai fazer, não só você, mas qualquer um levantar do sofá e ir já pra cozinha. 
No primeiro programa a turma foi meio óbvia, como eles mesmos disseram que o seriam, fizeram um belo churrasco. Ao contrário do que muito preguiçoso faz por aí, aprendi que dá para a gente sair das tradicionais das picanhas, farofas e molho vinagrete na hora de preparar um saudoso churrasco. 

Os Ogros já estão em seu terceiro programa, com receitas variadas e algumas bem exóticas, confira o canal do Ogrostronomia no Youtube para acompanhar de perto todas as dicas dos caras. 
Quer saber o final desta experiência? Você não só vai aprender a fazer pratos rápidos, mas vai começar a gostar de ir pro fogão e de repente até ter uma alimentação mais saudável e saborosa. 
Seja um ogro na cozinha você também.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A entidade etílica Amyr Klink


Ele era um cara normal. Normal, normal, normal! Nem bonito, nem feio, nem alto, nem baixo, nem gordo, nem magro, nem inteligente, nem burro. Jogava futebol, ouvia rock, contava piadas muito bem e gostava de beber, pra ser exato, sentia uma necessidade incontrolável de beber? E algo muito estranho acontecia quando ele bebia em demasia, ele sofria de perda da memória recente.
-Amnésia Anterógrada causada pelo álcool, é extremamente rara. Mas fique tranqüilo, o seu quadro é estável. O que pior pode lhe acontecer é esquecer o que aconteceu durante uma bebedeira, e de certa forma isso acontece com todos nós. - foi o que disse o médico.
Ele relaxou e seguiu sua vida sem maiores problemas até o dia em que acordou num motel com uma mulher que ele nunca tinha visto antes. Primeiro  entrou em pânico, depois deu um sorrisinho e ficou feliz da vida, tudo levava a crer que finalmente tinha comido alguém. Mas porra, como fora parar ali? Ficou sentado na bacia fazendo força pra conseguir lembrar o que havia acontecido, o máximo que conseguiu se lembrar foi de estar bebendo num boteco que ficava ao lado do seu trabalho no final da tarde e...só. 
Só se lembrava disso. 
Pagou o motel, se despediu da mulher dizendo que iria ligar e correu pra casa.  Ficou preocupado, tentou parar de beber. Quando alguém lhe perguntava por que não estava bebendo, contava o ocorrido. Algumas pessoas entendiam que ficar sóbrio era uma decisão razoável, outras riam, achavam que não era nada demais.

Ficou sóbrio por duas semanas, as duas piores semanas de sua vida. Em um sábado, logo depois duma pelada debaixo de um sol de rachar, sucumbiu à voz interior que o mandava beber a cerveja mais gelada que pudesse achar. Bebeu muito mais que uma e acordou-se em um banco de praça a quatorze quilômetros de distancia do barzinho de onde bebericou a primeira cerveja. Ficou desesperado. Tentou parar de beber mais uma vez. Teve uma estranha crise de abstinência, suava frio, ouvia vozes que o mandavam beber. Procurou um psicólogo que disse que parar de beber era um processo longo e gradativo, parar de uma hora pra outra não era o caminho. 
Ele tentou beber menos, beber com o pé no freio e da pior forma possível descobriu que o freio estava quebrado. Foi acordado por um cobrador de ônibus vinte quilômetros de distancia de sua casa. A cena se repetiu mais algumas vezes. Os amigos brincavam, inventaram um tipo de bolão. Quem acertasse onde ele acordaria na manha seguinte, ganhava o dinheiro? Ninguém ganhava, era simplesmente imprevisível. Com o passar do tempo o "ele bêbo" foi ficando mais astucioso, a cada aparição ia para um lugar mais inusitado, mais longe. Seus amigos começaram a chamar o 'ele bêbo' de Amyr Klink, o bêbo que ia onde nenhum bêbo jamais esteve.
Não se sabe ao certo como isso aconteceu, mas em algum momento o Amyr Klink descobriu a senha do cartão de créditos dele. Um novo horizonte se abrira. Certa vez acordou dentro de um navio que rumava para Amsterdã, Holanda.O que o danado iria fazer na Holanda? Teve que pedir dinheiro emprestado pra comprar a passagem de volta. 
Definitivamente, ele tinha que por um fim a aquilo. Tentou o AA, mas não conseguiu passar do oitavo passo, aquele que diz "Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados". Simplesmente não tinha a mínima idéia de quem tinha prejudicado e os danos que causara. Tentou ser membro da igreja evangélica, foi expulso, até hoje não se lembra a razão. Visitou um curandeiro, bebeu chá milagroso, fez macumba, ouviu a bíblia narrada por Cid Moreira com um copo d'água em cima da radiola. Nada funcionou. Amyr ainda estava lá, esperando um gole da próxima bebida para assumir o poder.

O tempo foi passando, ele teve princípio de cirrose e justo quando o fim parecia próximo, Amyr Klink decidiu entrar em uma agencia de viagens e comprar um pacote pra Austrália, com direito a uma excursão de ônibus ao interior inóspito daquela nação gigante. Quando acordou e viu a passagem em cima da mesa com o folheto da agencia, ficou irritado pelo preço cobrado, mas depois de uns vinte minutos de raiva lembrou-se que sempre sonhou em ver a Pedra Ayers. Seria uma coisa legal pra se fazer antes de morrer. Ele embarcou no avião e alguns dias depois estava bem no meio da Austrália selvagem. Lá conheceu uma tribo aborígene, a mesma que ajudou Bruce Banner à controlar o Hulk, que não se negou em ajudá-lo a controlar o Amyr Klink. Foram meses de um intenso treinamento espiritual com um xamã que consistiu no uso controlado de mescalina, droga que incita visões reveladoras,  tudo para alcançar o total autocontrole das emoções.
Finalmente Amyr Klink estava confinado. Nunca mais ele acordou em lugares estranhos e sua cirrose é só uma triste lembrança do passado. Mas já ouvi falar que todas sextas à noite ele sente uma tremedeira, começa a suar frio e escuta uma voz dizer bem baixinho no seu ouvido "me deixa sair".

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A Máquina comedora de Cigarros

A associação canadense Quitters Unite, que mantem uma constante luta contra o tabagismo, recentemente lançou uma campanha de marketing de guerrilha para sensibilizar os fumantes mostrando que parar de fumar pode até ser gratificante. 
Para criar essa campanha de conscientização anti-tabaco, foi colocada uma grande caixa simulando uma máquina como as de refrigerantes que com uma gravação, convida os transeuntes a depositar seus cigarros em seu interior. Quando isso acontece a caixa se acende e lança um prêmio. 
O mais bacana é que os prêmios nunca se repetem, o que deixa a brincadeira bem divertida.
Quitters Unite é um serviço de apoio para parar de fumar e suas campanhas são financiadas pela Heart and Stroke Foundation. A ideia é que essa caixa de prêmios ajude a promover o concurso Lifestyle Smoke Free, que perguntam as pessoas o que elas fariam com o dinheiro extra gasto mensalmente com a compra de cigarros. A melhor resposta vai ganhar um iPad 2.
Eu só colocaria meus cigarros nessa caixa diabólica se tivesse certeza que ela cuspiria adesivos de nicotina como brinde.

domingo, 13 de novembro de 2011

As melhores armas contra zumbis

sábado, 12 de novembro de 2011

Deletando Momentos Importantes

-Ah não, não acredito! Essa já é a quinta foto que você pede pra deletar! 
-Claro, eu to ficando horrível nessas fotos. Deleta!
-Chega! Não tenho mais cara pra parar as pessoas na rua e pedir pra tirar foto da gente.Essa aqui tá ótima, não tem nada de errado com ela!
-Enlouqueceu Cláudio?! Deleta já isso, se algum dos nossos conhecidos ver essa foto, eu vou ter que me exilar meses em um SPA antes de encara-los novamente. Vamos, deleta!
-Não,não! Hoje é o último dia das nossas férias, e até agora essa é a única foto que você aparece. Se eu ceder ao seu capricho novamente, essa viagem vai acabar sem nenhum registro de sua passagem por ela.
-Como não!? Tá cheio de foto minha aí,...
-Fotos suas, tiradas por você mesma, em frente ao espelho no banheiro do hotel. Onde já se viu? Vir para esse lugar com essa paisagem linda e ficar tirando foto dentro de banheiro de hotel, Maíra Luíza? 
-E quem quer aparecer em uma foto que tenha Cabo Frio ao fundo, Cláudio? Com essas fotos no banheiro, no ângulo certo, pelo menos eu posso mentir dizendo que foram tiradas em algum hotel chique da Europa.
-Que absurdo! Agora tô vendo tudo, você está tentado sabotar as fotos das nossas férias! E isso, eu não permitirei!
-Para de drama! Deleta essa foto e eu prometo que a gente tira outra.
-Não! Essa foto tá perfeita, merece virar um quadro, virar wallpaper de computador, ou até avatar de Facebook! Não quero outra, eu quero essa foto!
-Cláudio!! Eu estou falando sério, deleta essa porcaria de foto agora!!
-Maíra Luíza, o que eu vou dizer pra minha família se eu voltar pra casa sem fotos com a minha namorada? No minimo vão achar que você é fruto da minha imaginação, que eu inventei esse namoro.
-Não vai fazer diferença, por que se você mostrar essa foto pra alguém, ficará sem namorada de verdade.
-Alem de sabotadora, você tá me saindo uma bela de uma terrorista. Que coisa baixa, colocar o nosso namoro na mira da sua ira...
-Encare como quiser, agora me dá essa máquina pra eu deletar essa foto e salvar nosso relacionamento.
-Não!
-O que?
-Não cederei a essa sua chantagem sem cabimento.
-Escuta amor,... se você deletar essa foto, prometo que voltamos pro hotel e tiramos aqueeeeeelas fotos que você vem me pedindo à semanas.
-Aquelas?! Tem certeza?
-Sim, aquelas.
-Tudo bem. Eu topo! Mas quando mostrarmos as fotos de férias pra minha família, você explica pra minha mãe porque o cabo das fotos não está tão frio quanto deveria.
-...Pensando bem, meu cabelo ficou ótimo com essa luz. Vamos ficar com essa foto mesmo.
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