sábado, 19 de maio de 2012

Caso Perdido (conto interativo) - Parte 2

Este é um conto-interativo que estreou na semana passada e pretende ocupar os próximos sábados deste blog. A idéia é apresentar contos curtos interligados, onde ao final de cada um, é apresentada uma enquete com opções para que você possa decidir a próxima ação do personagem, assim participando do enredo e influenciando diretamente no final da história.
Para acompanhar seu conteúdo, e começar a participar dessa interatividade, é sensato que você leia o capítulo anterior:
O conto-Interativo ‘Caso Perdido’ é postado todo sábado e terá sua enquete encerrada a meio-noite de terça-feia. Continuando na semana seguinte e assim por diante até o seu final que pode ser a qualquer momento dependendo do rumo que os leitores derem a história.
...
Rindo da falta de entrosamento entre o jovem perito e o velho amigo, o detetive Tim Roque os deixa conversando e se afasta alguns passos, no intuito de fazer sua inspeção particular no quarto da vítima.
Ele dá uma olhada nos títulos citados por Diogo, a maioria espalhados pelo chão do recinto como se arremessados por uma forte ventania. Resolve checar a janela, e ao aproximar-se, dá uma boa olhada através dela. A chuva havia diminuído e a rua estava vazia, exceto por uma mulher calçando longas botas vermelhas que desafiava os pingos d’água, parada logo abaixo da luz de um poste.
Apesar da escuridão da noite, do mau tempo e da distancia, o detetive percebeu que a estranha olhava em sua direção quando sentiu um estranho arrepio na base da cervical.
Seguindo seus instintos, o detetive atravessa o quarto em correria e no trajeto acaba esbarrando acidentalmente no Delegado Bilhar que se desequilibra e ao tentar se apoiar em Diogo também derruba o rapaz. Os dois acabam caindo na cama da vítima em uma posição embaraçosa. Sem prestar a mínima atenção no ocorrido, Tim dispara apartamento a fora saltando sobre o corpo da vítima, rompendo a fita plástica de isolamento policial e ganhando o corredor.
Sem paciência para esperar o elevador, ele decide descer os sete andares de escada. Mesmo sabendo que talvez não possuísse o preparo físico necessário para tal desafio.
No quarto andar precisou parar alguns segundos para recuperar o fôlego. No terceiro, diminuiu consideravelmente o pique da corrida. No segundo precisou tomar mais uma das pílulas do frasco que trazia no bolso do casaco. Enfim chegou ao primeiro andar bufando, apoiando-se no corrimão com uma mão e pressionando o peito com a outra. Sentia o peito prestes a explodir.
Ao ver o detetive chegar ao hall do prédio naquela situação, os dois policiais fardados que escoltavam a entrada sacam suas armas e correm em seu auxílio.
-Mas que droga! Acertaram o Detetive.
Tim Roque ignora o comentário desinformado do colega de profissão, passa pelos dois e continua seu caminho em silêncio até a rua. Ao sair do edifício, encontra a vizinhança tão vazia quanto seus pulmões. Nem sinal da estranha mulher.
Desolado, senta na portaria para descansar a tempo de ver o elevador chegar ao térreo trazendo o Delegado Heloisio Bilhar em seu interior.

-O que aconteceu Tim? Quem você pensa que é correndo assim? O Claudinei Quirino?
Ao notar a serenidade com que chegou o superior, os policias recolocaram suas pistolas no coldre e procuraram entender melhor o que acabara de acontecer.
-Acho que estava seguindo uma pista.
-Bom, pelo visto ela foi mais rápida que você. Escuta,... Eu tenho que voltar pra delegacia. Acha que consegue cuidar de tudo por aqui?
-É, acho que posso cuidar desse despacho de macumba.
-Se precisar de algo, consulte o Leitão. Ele é um excelente perito e pelo visto entende bem dessas ‘coisas místicas’.
Os parceiros se despedem e o delegado deixa o local em uma viatura enquanto Tim decide que precisa de uma pausa para o cigarro.  Observou o lado oposto da rua e se se questionou se a visão da tal mulher havia mesmo sido real, ou um efeito colateral dos remédios.
Suas dúvidas foram interrompidas pela chegada de um taxi que parou bem em frente ao prédio. De dentro do carro saltou uma jovem adolescente de pele bronzeada e negros cabelos curtos, quase tão curtos quanto o de um rapaz. No rosto exibia uma maquiagem pesada e no braço uma tatuagem indecifrável. Vestia uma blusa com a estampa da banda Ramones e trazia consigo apenas uma surrada mochila jeans.
O detetive soltou uma baforada do cigarro e olhou nos olhos da moça. Ela correspondeu o olhar e explodiu uma bola de chiclete como resposta.
A cada degrau da entrada do prédio que a jovem subia, Tim repetia o gesto no sentido oposto, descendo em sua direção até que se encontrassem no meio do caminho. Ficariam face a face se não fosse a diferença descomunal de tamanho entre os dois.
-Posso ajudar mocinha?
-Pode sim. Que tal começar saindo da minha frente?
-A senhorita é moradora do condomínio?
-O que te importa?
Diante da rebeldia da jovem, o detetive resolveu apelar e sacou sua identificação antes de voltar a falar.
-Sou o Detetive Tim Roque, da polícia local. Infelizmente ocorreu um crime em um dos apartamentos do prédio e o local está sobre nossa guarda.
-Que tipo de crime?
-Um assassinato.
A jovem empurra o detetive e dispara em direção ao prédio. Passa correndo pelos policiais de vigília, que dessa vez preferem não se manifestar precipitadamente diante de qualquer agitação, e sobe pelas escadas com uma velocidade incrível.
-O que estão esperando? Corram atrás dela.
A dupla fardada se move atendendo o grito do detetive e disparam no encalço da jovem. Quando os três somem de seu campo de visão, Tim caminha calmamente em direção ao elevador.
De volta ao sétimo andar ele encontra a jovem já detida por Diogo Leitão e os outros policiais bem em frente à cena do crime. Eles a seguram pelos braços enquanto ela olha fixamente para o cadáver no chão.
-Pode soltá-la, rapazes. Eu assumo daqui. Vocês dois voltem pra portaria e tentem descobrir de onde está saindo tanta mulher.
Sem entender patavinas da prenuncia do detetive, a dupla de policiais obedece a ordem e volta para seu posto utilizando o elevador. A moça é conduzida até uma cadeira na cozinha onde o Detetive Tim Roque e o perito Diogo Leitão também se sentam para uma conversa ao redor de uma mesa.
-Muito bem garota. Vamos começar com você me dizendo quem é.
-Meu nome é Cássia. E a minha irmã,...
-A vítima é sua irmã?
-Não,... Minha irmã dividia o apartamento com ela.
-Certo. Então eu tenho duas notícias pra você. A boa é que sua irmã só está desaparecida e ainda pode estar viva. A ruim é que aparentemente ela é a única suspeita deste assassinato.
-Minha irmã? Não, não é possível. Acredite em mim. O senhor está enganado...
A súplica chorosa da menina é abafada pelo som de tiros oriundos dos pisos inferiores do prédio. Cinco disparos seguidos por alguns gritos masculinos. Tim Roque saca sua arma e corre até a entrada do apartamento esquecendo-se de pular o corpo e chegando a tropeçar em um dos braços da vítima.
Ele cola as costas no batente da porta e examina o corredor apontando sua 9mm para todos os lados mas encontrando apenas alguns poucos vizinhos curiosos e assustados pelo barulho.
-Eu sou da policia. Voltem paras suas casas e fiquem trancados por lá até que eu diga que é seguro sair. AGORA!
Em poucos segundos o corredor se esvazia novamente deixando o caminho livre para o detetive tomar mais uma importante decisão em sua carreira policial.

Resultado da última enquete

Agora chegou a hora de participar desta história e dar sua contribuição para o rumo da trama. Você pode votar na enquete abaixo até a meia-noite da próxima terça (dia 22) e acompanhar o caminho escolhido pela maioria no próximo sábado.
Também é importante que vocês usem os comentários do blog para aumentar essa interatividade que é essencial para a conclusão deste projeto.

O que o Detetive Tim Roque deve fazer?
Descer sozinho em direção aos tiros de escada
Descer sozinho em direção aos tiros de elevador
Ordenar que Diogo investigue a origem dos tiros
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