sábado, 5 de maio de 2012

Infância com Dinâmica * O Retorno do Bat-Beg

Já faz um tempo que escrevi a nostálgica trilogia de textos intitulada ‘Infância com Dinâmica’, onde divago sobre algumas particularidades vividas durante a infância da minha geração, a última a ser criada na rua. Mas nos últimos dias, um som familiar e constante tem entrado pela minha janela me instigando a fazer um breve retorno a esse assunto.

No começo custei a acreditar, cheguei a achar que meus ouvidos estavam me pregando uma peça, fui seguindo o barulho característico e logo achei sua fonte. Do outro lado da rua, meia dúzia de crianças brincava com alguns Bat-Begs.  Dependendo da sua região, talvez você conheça esse antigo brinquedo por um nome diferente, mas se passou pela infância na era ‘pré-videogames’ provavelmente se entreteve com essas duas bolas de plástico presas a um simples cordão de nylon. A ideia é exercitar a coordenação motora da criança, fazendo as bolas se chocarem com movimentos sincronizados. Pelo menos eu acho que a ideia é essa. Na verdade, na minha época eu sempre achei mais bacana usar o Bat-Beg improvisado como boleadeiras.
De qualquer forma, confesso que foi vibrante ver aquela molecada sair da frente da TV ou do PC para brincar com algo tão rudimentar, mexendo outras partes do corpo que não apenas os dedos sobre uma manete.

Durante a semana os ‘tek-tek-tek-tek’ foram aumentando e logo percebi que as crianças da minha rua não eram um caso isolado. Estamos vivendo ‘O Retorno do Bat-Beg’, a volta da moda até chegou a ser noticiado pela mídia. É oficial. De alguma forma inexplicável a simplicidade desse brinquedo tem conseguido romper a barreira do tempo e superar as infinitas ofertas de entretenimento dos jogos eletrônicos atuais.
Eu estou muito feliz por isso, mas claro que, como sempre, eu represento uma minoria.
Tenho visto pessoas da minha faixa de idade reclamando do som ‘tek-tek’ dos Bat-Begs. Esqueceram que tiveram infância ou foram alguma espécie de ‘crianças ninjas’ que brincavam em absoluto e soturno silencio para não incomodarem ninguém? Por que nas minhas brincadeiras de infância eu sempre fiz muito barulho. Claro que isso também causava muito descontentamento na minha família, mas não é porque eles foderam com a minha infância que eu vou querer o mesmo pra essa geração que tá chegando agora.
Portanto, se por acaso esse barulho inocente de criança brincando te incomodar, sugiro que abafe o som ouvindo aquela música que seus coroas odiavam no último volume e deixe a molecada curtir essa fase deles em paz ou acabarão crescendo tão rancorosos quanto eu sou. 

Confira também a trilogia Infância com Dinâmica
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Comentários
6 Comentários

6 comentários :

  1. Eu brincava com isso quando era pequena, e me diverti muito. Meu primo quebrou o dente com um negocio desses. Mas era muito divertido. Eu sinto pena dessa geração por não brincar e ser criança tanto quanto eu fui, e tô muito feliz com a volta dos bat-beg, talvez eu até compre um pra mim!

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  2. bat-beg???Aki no Ceara isso é chamado de "os zovos do tiririca"e não é mentira,podem pesquisar ou perguntar a algum cearense.

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  3. Aqui em MT isso era chamado de bate bate, era muito bom, minha mão vivia inchada com os dedos tortos, mas tinham muitos brinquedos bons como por exemplo os carrinhos de rolimã! Sdds desse tempo!

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  4. Preparem-se para a temporada de fraturas !!!! Rsssss... Por cá em Natal / RN não voltou... o iô-iô tentou um revival mais não colou !

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  5. Pooo to vendo isso diretão, também !!! Inclusive outro dia um amigo postou reclamando disso no Facebook. Ae falei bem isso: "Po, na minha época isso era mó legal. Deixa a criançada ser feliz"

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  6. Quando eu era criança, era até legal, mas hoje, andar no centro da cidade, dentro dos mercados e lojas e ter q ouvir um bando de idiota fazendo isso, dá vontade de pegar isso e quebrar na cara do infeliz.. é um inferno isso, meu vizinho q deve ter uns 40 anos passa a tarde toda batendo isso.. hoje pra mim isso parece coisa de retardado

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