sexta-feira, 1 de junho de 2012

Perturbação Interna - 2° dia

O que fazer quando, do nada, você começa a receber e-mails com relatos sinistros de um desconhecido? Bom, eu resolvi publicar aqui no blog! 
Para isso eu criei essa sub-coluna intitulada 'Perturbação Interna' onde pretendo postar, e dividir com vocês, essas conturbadas palavras que insistem em chegar a minha caixa de entrada. 
Toda a rotina familiar alterada para que eu pudesse chegar ao trabalho em um horário completamente diferente do padrão, cheguei atrasado e sonolento (por uma noite de agitada insônia), mas como tornou-se de costume, os organizadores da reunião também estavam atrasados.
Aos poucos, as discussões começaram, com todas as culpas e falhas sendo de nossa responsabilidade.

As legislação alienada e obsoleta não era o problema. A irresponsabilidade e despreparo das outras partes envolvidas não eram o problema. Os culpados da falência progressiva de um dos setores mais importantes do país era daqueles que se desdobravam para tentar fazer o impossível com os ridículos recursos que tinham, e as absurdas demandas que eram feitas.

Minha visão pulsava, a imagem ficava duplicada e uma dessas imagens se expandia rapidamente na minha direção, entrando direto na minha cabeça e quase me fazendo desmaiar. Eu ja sabia o que iria acontecer; assim que alguma acusação fosse feita diretamente para mim, iria acontecer uma pulsação maior, e o monstro iria falar o que quisesse, sem se importar com emprego, punições ou a frágil situação de minha carreira que já não se resolve por 7 anos.
Para a minha sorte, eu não era o único.
Um colega, já com carreira consolidada e costas quentes no sindicato, mandou um dos membros da chefia para a puta que o pariu. Com todas as palavras. O clima pesou, outros colegas começaram a se levantar contra o que estava sendo falado e a chefia decidiu recuar e preencher seus relatórios sem ficar apontando um culpado a cada número que não alcançava a expectativa.

Fui salvo por uma exceção. Justamente hoje, a pessoa certa deve ter tido uma noite errada, e os calados decidiram falar. 
O foda-se que os ilustríssimos membros da mesa diretora tomaram foi tão bonito que, enquanto eles preenchiam silenciosamente os relatórios, eu dei uma saidinha da sala para ver o movimento na praça e encomendar o meu remédio.
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