sábado, 4 de agosto de 2012

Caso Perdido (conto interativo) - FINAL

Primeiramente, acho que devo pedir desculpas a todos que acompanharam e colaboraram com esse grande projeto, por ter deixado um grande hiato entre o ultimo capitulo e este final. Foi mal galera! Mas passei por alguns problemas que retardaram a movimentação do blog e me impossibilitaram de continuar a periodicidade da história.
Mas aí está o final aguardado e espero que gostem da história que construímos juntos!

Este é mais um conto-interativo que ocupou alguns sábados deste blog. A idéia foi apresentar contos curtos e interligados, onde ao final de cada um, foi apresentada uma enquete com opções para que o público decidisse a próxima ação do personagem, assim participando do enredo e influenciando diretamente no final da história.
Hoje chegamos ao seu capítulo final!
Para compreender seu conteúdo e participar desta interatividade, é sensato que você leia os capítulos anteriores:
...
Do quarto onde falhara em salvar seu companheiro, ele viu surgir o corpo da garota morta, ainda exibindo as marcas dos tiros disparados por Tim, se apoiando na parede do corredor do apartamento e se arrastando em direção a sala. A visão era aterradora.
Ignorando a presença do cadáver ambulante, a mulher, ajoelhada e desprotegida, ainda tateava o chão em sua busca. Do lado oposto do ambiente, o detetive aflito assiste a tudo e sente que precisará quebrar o encanto exercido pela reaparição da esposa e agir energicamente, como exige sua profissão.
A morta-viva chega a poucos metros de Simone e então o detetive consegue reunir forças necessárias para fazer a coisa mais sensata nesse momento de tensão.

O detetive Tim Roque é todo impulso quando se levanta com a pistola em punho e a direciona para o cadáver ambulante da menina.
A mulher de botas rubras arregala os olhos em direção ao marido e em seguida volta-se com indiferença para o corpo reanimado que se arrasta pelo corredor do apartamento. Sem esperar reação maior da mulher, Tim descarrega a arma em direção a garota morta-viva, todos os tiros bem localizados entre o tórax e a região do abdômen, porém o impacto das balas força a criatura a dar dois, talvez três, curtos passos para trás, e nada mais.
Indiferente ao embate que acontecia sobre sua cabeça, Simone trata de ser rápida em resgatar um punhal ornamentado de baixo do sofá que passou despercebido pela pericia criminal, e encaixá-lo em seu cinto. Se posta em pé com uma agilidade felina e direciona um sorriso maquiavélico ao marido que sente as pernas fraquejarem quando ouve as primeiras palavras proferidas pela esposa após anos desaparecida.
-Acabe com ele.
.
Ao ouvir as palavras da mulher, o cadáver sai do torpor que se encontrava e inicia uma marcha feroz em direção ao detetive enquanto sua esposa corre e joga-se atleticamente pela janela principal da sala, estilhaçando os vidros e sumindo em uma suposta queda livre de sete andares.
Com a arma descarregada, o coração estilhaçado e o espirito vazio, Tim Roque perde todo seu poder de reação fruto de anos de experiência policial e entrega-se ao seu triste destino. Larga a arma e cai de joelhos com os olhos fixos na janela quebrada usada como rota de fuga pela mulher enquanto a morte se aproxima na forma assustadora da garota morta que caminha com dentes expostos em direção ao detetive.
Ele abaixa a cabeça e espera.
Tudo que Tim Roque sente é um jato quente de sangue que chamusca seu rosto, logo em seguida ele percebe que não é o dono do liquido vermelho. Quando ele olha a sua frente, encontra a jovem Cássia saída da cozinha, onde estava todo esse tempo escondida, cravando um belo cutelo caseiro no crânio da zumbi que solta um urro assustador antes de cair produzindo um baque surdo no assoalho do apartamento. A jovem o salvara e ele não sabia dizer se estava agradecido por aquilo. 
Cássia estende a mão e de uma forma simbólica, ajuda o policial a se levantar.
As duas figuras ficam ali paradas por alguns minutos, praticamente petrificados diante da criatura que finalmente parece ter sido eliminada pelo golpe de Cássia. Ainda sem certeza, Tim arrisca perguntar.
-Será que desta vez está morta mesmo?
-Com certeza. Eu dei bem na cabeça dela, praticamente rachei a cuca da coisa ao meio. Sem chance pra ela.
-E como tem tanta certeza?
-Porque o golpe foi na cabeça, e esse é o segredo. Todo mundo sabe disso.
-Todo mundo?
-É,.. Bem, acho que sim. Todo mundo sabe.
-E eu achando que o Leitão que era esquisito.
Tim caminha até a janela enquanto pergunta-se se Simone sobreviveria a queda, não sua amada esposa desaparecida, mas sim aquele ser com frieza nos olhos que ordenou sua morte para um monstro infernal. 
E então ele percebe que acabou a sua procura pela mulher, e acabara de iniciar uma caçada à desgraçada.
-Ainda acha que minha irmã seja culpada de alguma coisa que aconteceu nesse apartamento?- Cássia perguntou ao distante detetive que mal lembrava do estopim disto tudo.
-Se não for, ela deve estar correndo perigo.
-Como assim?
-Às vezes,... – ele respira fundo antes de continuar- Às vezes as coisas que perdemos, não voltam da forma que nos lembramos delas.
-Você me ajuda a procura-la.
-É, eu topo. Talvez eu encontre algo que eu mesmo perdi nesse processo todo.
Os dois abandonam a cena bizarra enquanto Tim Roque pensa em uma boa história para colocar no seu relatório.

***
Resultado da última enquete

Gostaria de agradecer a todos que votaram e comentaram a cada post, alimentando o projeto e tornando sua realização viável. 
Espero novamente poder contar com suas participações nos comentários com um feedback deste final de história, e tá todo mundo contratado para participar do próximo Conto-Interativo.
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