quarta-feira, 12 de setembro de 2012

ONG é proibida de doar livros em viaduto de São Paulo

'A organização não-governamental Educa São Paulo havia programado para a manhã de segunda-feira (10), a distribuição de cerca de 8.000 livros, entre obras de literatura brasileira, livros infantis e gibis, no Viaduto do Chá, região central. A intenção era, além de incentivar a leitura, protestar contra o abandono das bibliotecas da cidade, que, segundo o presidente da ONG, Devanir Amâncio, "têm livros, mas não têm leitores."
Uma perua Kombi estacionou no Viaduto do Chá por volta das 23h de domingo (9) para organizar e separar os títulos por autor e gênero, mas foram impedidos. Quatro guardas-civis metropolitanos disseram para os integrantes da ONG que eles deveriam ter autorização da prefeitura para realizar a distribuição. "Eles disseram que estavam em alerta, esperando pela ação, e que a ordem era impedir", disse Amâncio.
A iniciativa, intitulada Bienal Relâmpago, agora será transformada em Bienal Móvel. Segundo Amâncio, duas Kombis - equipadas com aparelhos de som e faixas - percorrerão locais movimentados da região central da cidade oferecendo livros às pessoas. "Devemos começar ainda pela região do Viaduto do Chá, porque ali é área de Zona Azul e, se pagarmos, podemos estacionar por um tempo para distribuir os livros."

Ainda sem itinerário ou data marcada para a ação, Amâncio disse que é provável que a distribuição seja realizada neste sábado. Segundo ele, os livros foram doados por moradores da cidade. "Os próximos gestores têm de oferecer uma política eficiente de incentivo à leitura, para que as bibliotecas não sejam depósitos de livros como são hoje." 
As informações são do jornal "O Estado de S.Paulo".

algumas palavras pessoais sobre o caso>>>
Sendo este blog pautado principalmente na literatura, achei coerente postar esta notícia que provavelmente será abafada, mal divulgada ou passará batida pelo grande público em época de eleições.
Depois de proibir a distribuição do 'sopão' para os moradores de rua, nada mais "sensato" da parte do prefeito de São Paulo do que proibir esta distribuição de livros. Isso seria uma perda de tempo. Nenhum mendigo conseguiria se concentrar durante uma leitura com o estomago roncando de fome.

É isso aí senhor prefeito, qualquer demonstração de caridade deve ser mesmo sumariamente proibida. Acho até que vou sugerir outras distribuições gratuitas que o senhor deveria considerar a possibilidade de reprimir. Como por exemplo...
...a distribuição de porrada gratuita por parte da polícia.
...a distribuição de santinhos eleitoras.
...a distribuição de panfletos religiosos (isso inclui aquele jornaleco da Universal)
...a distribuição de propagandas de restaurantes, aquelas de 'compro ouro', e também aquelas de dentistas açougueiros de fundo de quintal.

O que mais me chama atenção nesses casos, é o papel desempenhado pela Guarda Civil Municipal, que nunca descobriu a sua real função dentro da sociedade. Eles não possuem autoridade suficiente para agir como polícia e também não são um pária como um civil comum. Então eles ficam ali, fazendo o trabalho sujo da prefeitura e agindo como os Capitãs-do-mato de outros tempos. Triste sina.
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Comentários
1 Comentários

Um comentário :

  1. Que tristeza, hein!
    Sei lá o que acontece com as pessoas, ainda se fosse alguma manifestaçao que causasse confusão e tumulto...
    Sinceramente, não entendo.
    Acho uma pena tb, as pessoas não aproveitarem as bibliotecas de seus bairros. Qdo morava na Frei Caneca, não saía da biblioteca da rua da Consolação. Onde moro agora, tenho que me locomover demais até a mais próxima e sinto a maior falta.
    Gostei bastante do post, como sempre.
    Um beijo

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