domingo, 14 de outubro de 2012

Coletânea “Beatniks, Malditos e Marginais em Cuiabá: Literatura na ‘Cidade Verde’”

Há escritores que sejam pelos temas, pelo estilo ou pela ousadia deixam uma marca indelével na literatura. Abrem caminhos, estabelecem rupturas e são incorporados a cânones ou lista de melhores de todos os tempos. Oscar Wilde, certa vez, escreveu que toda influência é imoral, na medida em que determina como o outro deve ser. Portanto, a influência na literatura é um caso de amor e ódio. Uma faca de dois gumes. Às vezes, somos atingidos por um texto que abala o nosso mundo, e nos revela as trilhas para uma jornada rumo à nossa própria voz, que vez ou outra se confunde com a do autor admirado. Passamos a conhecer a poética do escritor, que nos retira da nossa zona de conforto. Apaixonados, o seguimos, nos contaminamos, produzimos, até não suportar mais esse liame que nos dá prazer, mas encarcera. No fim, atalhos e labirintos se confundem. O processo se estabelece em influência e criação...
A coletânea “Beatniks, malditos e marginais em Cuiabá: literatura na Cidade Verde”, organizada por Cinthia Andressa de Lima, Jana Lauxen e Wuldson Marcelo, que será publicada pela Editora Multifoco (RJ), reunirá contos e poesias, observando todas as instâncias de conflitos, zonas de interstícios e dualismos arquitetados. Procura-se com o título engendrar um cenário no qual influência e liberdade criativa, o universal e o regional, identidades cambiantes e território se atraiam, se atritem, se contaminem, mas não se anulem. Vale dizer que as referências são beatniks, surrealistas, simbólicas, marginais etc., porém as narrativas devem ser passadas em Cuiabá: uma Cuiabá descrita real ou imaginariamente, nostálgica ou contemporaneamente, ou apenas citada em um breve momento.

Por isso, os textos devem possuir uma vocação urbana, mesmo que onírica. E ter em mente a influência beatnik de contestação à vida burguesa e de classe média, ao convencionalismo e moralismo. Possuírem experiências sensoriais e libertárias, do misticismo indefinido, das paisagens-personagens (on the road em pleno centro urbano) e do fluxo espontâneo do pensamento. E de outros elementos que possam ser lembrados. Mas é preciso esclarecer que tais não se instituem como uma forma de engessamento da independência, da originalidade e da criatividade do autor participante.
A coletânea “Beatniks, malditos e marginais em Cuiabá: literatura na Cidade Verde” pretende celebrar a diversidade literária existente em Cuiabá, mas a promove buscando dar visibilidade a uma produção literária que olha de sua janela a vastidão do mundo.
O que é Beatniks? Beatniks são os participantes de um movimento de contracultura que ficou conhecido como “geração beat”. O movimento literário surgiu nos Estados Unidos, na década de 50, nas comunidades artísticas das cidades de São Francisco, Los Angeles e Nova York com proposta de transformação no campo da literatura e de comportamento social, incitando a rebeldia.
Poetas e contistas que estiverem interessados em participar da coletânea “Beatniks, malditos e marginais em Cuiabá: Literatura na ‘Cidade Verde’” podem enviar seus contos e poesias para o e-mail beatnikscuiabá@gmail.com até o dia 25 de novembro. 
A editora carioca Multifoco é a responsável pela publicação que tem previsão de lançamento em março de 2013.
Quem quiser conhecer melhor a proposta e ler o regulamento basta CLICAR AQUI

Para conhecer melhor o projeto ou eventual entrevista o contato é Wuldson Marcelo (Organizador): (65) 9239-0830
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