quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A Maldição do Cinema - A Noite do Lobo

Filmes de terror... quem nunca? Os bons, péssimos, desconhecidos, alguns apresentados por capas barangas e que, após os 15 minutos iniciais, você está paralisado de medo. Produções vindas de países jamais esperados. Franquias gigantescas onde a lógica parece, há muito, deixada para trás. Indicações feitas por amigos, aquelas que você não leva muita fé. Clássicos que não perdem a força ao longo das décadas. Filmes que você tem vergonha de assistir acompanhado ou de dizer que assistiu. Sono afugentado. Crises de riso. Sustos apresentados como berros madrugada afora, seguidos pelo interfone tocando e o porteiro reclamando do barulho inesperada.  Acompanhado ou sozinho. Por pura curiosidade. Trilhas magníficas. Numa noite de preguiça, assistindo TV e, de repente, dá-se início. E, por que não? Aqueles que, por alguma razão, achamos que era do gênero e... surpresa! Algo totalmente diferente! Por onde começar? Ou melhor dizendo, vamos começar...

Na coluna A Maldição do Cinema, filmes de terror (e aqueles que, por alguma razão, achei que fossem e acabaram em minhas mãos) serão apresentados de forma totalmente aleatória, não seguindo nenhuma ordem referente a lançamentos, qualidade ou relevância dentro do gênero. Nenhum título será descartado, pelo simples fato de que todos os filmes merecem ser assistidos. Cada um com suas particularidades, mesmo que, no final, sirva apenas para comparação ou uma enxurrada de gargalhadas devido ao inesperado absurdo.
Regido pela total aleatoriedade na escolha das obras, como numa roleta-russa cinematográfica, seguiremos juntos um maluco e inconsequente caminho, tendo como perpétua a companhia de monstros, assassinos, sangue, mistério, demônios, espíritos, sexo fácil, fanáticos, experiências de final catastrófico e etc...
Apague as luzes, agarre-se naquilo que acredita te proteger e aperte o play...

A Noite do Lobo (Werewolf)
Diretor: Tony Zarindast
Roteiro: Brad Hornbacher e Tony Zarindas
Ano: 1996
País: EUA
Atores: Jorge Rivero, Richard Lynch, Federico Cavalli, Adrianna Miles, Joe Estevez.

Queria estrear a coluna falando de um filme que tivesse marcado uma época, algo realmente relevante, fodástico e etc...mas não rolou. Fechei os olhos, segurei um filme e só descobri qual era quando começou. E assim fui pela madrugada com Werewolf – A Noite do Lobo.
Filmado em 1996 e dirigido por Tony Zarindast, Werewolf conta a história de um grupo de arqueólogos que encontram o fóssil de uma estranha criatura, e logo deduzem se tratar de um lobisomem. Corrompido por tudo que tal descoberta possa trazer (a maior do século, como o próprio diz), o cientista Yuri tem uma “brilhante” ideia, quando bêbado e após expulso de uma festa por assediar de forma não educada a também cientista e companheira de trabalho, Natalie Burke.

A maneira como põe em prática seu plano insano é um tanto quanto curiosa, tudo isso enquanto somos apresentados a uma enxurrada de erros de continuidade, sequências absurdas e personagens que parecem ter saído sabe-se lá de onde, resultado de atuações duvidosas (Atenção para a cena da transformação na cama e os momentos da cientista quando não exercendo seu papel), e um final que... bem... melhor assistir para crer. Tudo isso aliado a uma imagem que te faz acreditar que o filme é muito mais antigo do que parece.

Um filme que certamente não causará reações além de risadas e olhares do tipo ”não acredito que isso está acontecendo...”.
Então não vale a pena assistir? Claro que vale, e muito! Acompanhado ou sozinho? Melhor com aqueles que têm um senso de humor, digamos, peculiar.
Há muito havia sido advertido sobre esse filme, do quão maluco era e coisa e tal. Mas, se não assistir, como saber?
Há uns 10 anos atrás ele era encontrado por R$9,90 nas Lojas Americanas. Hoje, só com sorte... E não faz parte dos filmes apresentados no Cine Trash, Cine Sinistro ou TV Terror.
E qual o pensamento que tirei sobre? Enquanto o tema Lobisomem oscila como muitos outros, ainda está para aparecer um filme realmente interessante sobre espantalho assassino. Caso saiba, por favor, me indique. (Não vale O Homem de Palha (Hammer, 1973), rss).

Até o próximo passo nessa caminhada. Dessa vez a bala de prata não funcionou...
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