sábado, 19 de janeiro de 2013

Fragmentos de uma mente em construção

Na minha última visita a uma livraria, assim que entrei no recinto corri os olhos pelas prateleiras e logo fui atraído pelo colorido da capa de um exemplar de nome comprido posicionado na sessão de literatura nacional. Bom, achei os desenhos da capa muito caricatos para um livro 'sério' e tive preguiça de ler o tal título enorme. Acabei julgando o livro pela capa e segui a minha exploração pelo resto da loja.

Percorri por entre outras prateleiras até que uma curva mal feita entre a sessão de 'religiosos' e 'auto-ajuda' me fez bater novamente de frente com o tal livro cheio de caricaturas de personalidades na capa. Desta vez peguei o livro, li o título e até o texto da quarta capa. Consultei o preço em uma daquelas maquininhas e vi que estava dentro do meu orçamento, mas ainda assim preferi devolver o exemplar ao lugar onde encontrei e gastar meu suado dinheirinho com algum best-seller de um grande autor conhecido. Segui minha exploração literária que só quem tem o estranho hábito da leitura conhece.

Na terceira vez que topei com esse livro nesse mesmo lugar, eu já devia estar a quase duas horas rodando naquela livraria e não tinha me interessado por mais nada alem daquele livro. Ainda que de uma forma tão platônica.

Acabei comprando o 'Fragmentos de uma mente em construção' do jornalista Mauricio Nunes e logo percebi que minha implicância com aquela obra não foi pela qualidade de seu conteúdo, mas sim por ela ser tão parecida com o que eu escrevo.

O livro é uma espécie de compilação dos melhores textos do autor já publicados em sua coluna semanal no jornal Metrô Nets, e trata praticamente de todo e qualquer assunto eminente a cultura pop e a essência de uma pessoa. E mesmo sendo escritos destinados à um jornal encarado como 'popular' pela maioria, Maurício não se priva de abordar seus gostos mais peculiares. Sendo assim encontra-se crônicas obre o serial killer Dexter, Dave Grohl, Bob Dylan, Chico Anysio e tantos outros seres com influencia direta (ou indireta) na vida de qualquer cidadão tupiniquim padrão. 

Se fosse um pouco menos romântico e aceitasse trabalho escravo, Maurício Nunes até poderia ter uma coluna muito bem encaixada neste blog (Olha a pretensão,rs!).
'Maurício Nunes é um jornalista-artista plural, divertido e contestador como o mais puro rock n’ roll. Aliás, é usando esse tipo de atitude e som que ele se “arma” para provocar quem quer que se aventure a descobrir os excitantes fragmentos da sua mente. Com Frank Zappa ele identificou que “a mente é como um para-quedas. Só funciona se abri-lo”. E toda semana ele se compromete a entrar na Toca do Lobo, sua coluna no jornal Metrô Nets, para abrir a mente de seus leitores, diga-se de passagem, doa a quem doer. Toda a semana, seu uivo tenta modificar o mundo e quantos leitores ele não deve ter transformado com sua mente provocativa e irônica? Uma batelada de e-mails, curtidas, compartilhamentos e RTs dão a pista do efeito encantador de suas crônicas agora compiladas para deleite de seus leitores e nós, admiradores deste escritor no melhor estilo Dexter, aquele herói-monstro, como cada um de nós tem um pouco.'
Por se tratar de um livro fragmentado (obras compostas por crônicas, pensamentos, contos e similares. Que não são um romance com uma história contínua), a melhor forma de avaliar esse tipo de publicação é pelo conjunto da obra. E sendo assim o autor não deixa o ritmo da bateria cair em nenhum momento de sua escrita. Valeu a pena cada centavo que paguei para ver o desfile de seus textos.

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