sábado, 12 de janeiro de 2013

O RPG pode te tornar um profissional bem-sucedido no mercado

O nerd de hoje é o cara rico de amanhã!
Deve ter sido em 2010 que o Maurício Mota da empresa The Alchemists veio falar aqui na Editora Abril sobre transmídia e conteúdo 360º à convite da revista SUPERINTERESSANTE. Maurício é um dos maiores nomes em storytelling. Fundou sua empresa com Mark Warshaw,  um dos responsáveis pelas estratégias por trás do conteúdo 360º da série Heroes. Maurício está por trás de diversas ações publicitárias de empresas como Petrobrás, Coca-Cola e Rede Globo. Mais do que tudo, ele se considera um bom contador de histórias.
Uma das coisas que mais me chamou a atenção na fala dele foi o fato de que ter jogado RPG na adolescência se tornou um grande diferencial em sua carreira vitoriosa. Uma carreira que começou quando ele tinha só 15 anos. Nessa época, Maurício criou um kit de ensino baseado em RPG. Ele ia a escolas e feiras vender o jogo Autorias e assim começou sua primeira empresa.
Depoimento do autor!
Eu joguei RPG na adolescência. Muito. Pelo menos dos 10 aos 17 anos. Mais ainda, eu li dezenas de livros de RPG que basicamente te ensinavam como criar uma boa história (e se sua história fosse ruim, seus amigos desistiam do jogo, iam assistir TV e nunca mais voltavam), como desenvolver um personagem (quais suas características principais, suas motivações, seus pontos fortes e fracos) e também te familiarizavam com “mecânicas de jogo”.  As mecânicas de cada RPG (GURPs, AD&D, Desafio dos Bandeirantes, etc) eram a física daquele universo. As regras da vida.
Acho que é por isso que anos depois eu vim parar aqui na Editora Abril (onde hoje sou editor-chefe dos sites do Núcleo Infanto-Juvenil, que reúne SUPER, MUNDO ESTRANHO, GUIA DO ESTUDANTE E RECREIO) e me dei bem criando jogos e narrando histórias multimídia (aliás, lancei meu primeiro livro este ano também). 

Mesmo que eu não fosse um gamer tão dedicado como os amigos e designers Diego Sanches e  Juliana Moreira, eu tinha varado madrugadas inventando desafios e pensando histórias jogáveis.
Em 1994 jogar RPG não era lá muito sexy ou popular. Palavras como crowdsourcing, transmídia, storytelling e conteúdo colaborativo não estavam na boca de todos os publicitários, gurus e empreendedores. E não havia santo que convencesse os coleguinhas de colégio de que ser nerd (esse negócio de geek não tinha sido inventado ainda) era ultra descolado.
Também por isso, é legal perceber que o RPG me deu liberdade para criar, ao mesmo tempo que me obrigou a lidar com regras rígidas que determinariam quais eram os limites daquele universo fantástico onde os jogadores buscavam solucionar desafios.
dito por Fred Di Giacomo
como visto em super interessante
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