quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Os Demônios de Deus

Vejam vocês. Foi coincidentemente em dezembro, um mês tão festivo para os cristãos, que eu iniciei uma leitura empenhada em argumentar em cima de alguns dos principais pilares da formação do cristianismo. 
Seria algum tipo de sinal divino?
Sem saber direito se por livre e espontânea vontade, obra do acaso ou por uma armadilha do destino, comecei a acompanhar o início da queda de um bem sucedido psicólogo que, diferente do que habitualmente se ouve em tradicionais testemunhos religiosos, viu sua vida quase perfeita desmoronar justamente quando teve o seu primeiro, e infeliz, contato com o todo poderoso Deus.
Foi assim que encarei a premissa do livro ‘Os Demônios de Deus’ onde o autor Alexander Mackenzie aproxima este ser divino o mais perto possível de nós, meros mortais. A ponto de levar o Criador a começar uma terapia e desabafar seus segredos mais profundos como qualquer pessoa comum. 
Achou mesmo que Deus escolheria um padre para se confessar em um momento tão crucial?

Durante este percurso, acompanhei auspiciosamente as sessões onde o conceituado profissional Rodrigo Mazal  é ‘abençoado’ com a oportunidade de inquerir essa figura onipotente e tentar sanar, ou pelo menos aprender um pouco sobre, algumas das maiores dúvidas que assolam a humanidade,... E que já não vem de hoje. Nesse processo adorei descobrir novos adendos, verbetes e ‘emendas’ a serem adicionados aos largos cantos brancos das páginas de uma bíblia. A meu ver aquele vão na diagramação, incomum em outros livros, é justamente para isso. Para o leitor fazer suas próprias anotações, questionamentos e interpretações. E isso é muito bem retratado no livro. 
Claro, aqueles que são capazes disto, os que não são podem seguir a interpretação alheia que melhor lhe convir, feito um gado a caminho do abate.

Toda essa parte da trama é conduzida de uma forma tão meticulosamente arquitetada para alimentar o interesse do leitor em progressivas doses homeopáticas, que chega a rolar uma certa frustração quando acaba ‘o horário de Deus’ e temos que voltar para a jocosa rotina do psicólogo, e esperar até a próxima semana pela volta de seu emblemático paciente. 
Por mais que uma nítida (para o leitor) cortina de fumaça cegue o protagonista perante as desgraças que ocorrem nos bastidores de seu próprio lar, confesso que fiquei tão obstinado quanto o próprio diante das revelações que se seguiam, e acabei pouco me importando com o resto do seu dia a dia.

E é claro que uma manobra celestial como esta não passaria despercebida sem que o Diabo notasse, e também participasse. Com menos altruísmo, e sem hora marcada, o vilão mais antigo do mundo utiliza das armas que dispõe para conseguir alguma vantagem em uma disputa onde sua derrota já foi determinada. 
É muito interessante ver o autor trazer essa conhecida guerra épica para um campo de batalha mais democrático, onde os conflitos são feitos de ideias e os ataques de questionamentos. Anjos e demônios guerreando pelos céus com espadas em punho funcionam muito bem como elementos de fantasia, mas um jogo de intrigas cheio de jogadas e manipulações obscuras parece mais plausível quando se trata de uma peleja que envolva seres tão complexos como Deus, e o Diabo.
Acredito que por isso o enredo perca um pouco de sua dinâmica nos momentos em que volta seu foco para a vida do psicólogo que fora do consultório vive uma novela com tudo que tem direito, infidelidade conjugal, problemas com a filha adolescente, morte de parente, e até levanta uma bola sobre incesto. 
Para abordar tantos assuntos desconcertantes não se pode utilizar meias palavras, e parece que o autor sabia disso quando mergulhou sem medo na intensidade da narrativa nos momentos em que a história culminava em alguma revelação, cena sexual ou numa reveladora cena sexual, que aliás são bem pontuais dentro do enredo.

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