quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Atividade Paranormal 03


Atividade Paranormal 03 (Paranormal Activity 03)
Diretor: Henry Joost, Ariel Schulman (Catfish)
Roteiro: Christopher Landon, Oren Peli.
Ano: 2011
País: EUA
Atores: Chloe Csengery, Jessica Tyler Brown, Christopher Nicholas Smith.

E como não poderia deixar de ser, quase todo filme de terror de sucesso acaba transformando-se numa franquia. E onde isso vai parar, nem Deus sabe... Quatro horas da manhã e sozinho em casa. Como prometido, só descobri qual seria após apertar o play...
Após um curioso Atividade Paranormal e uma sofrível “continuação” com direito a uma péssima adaptação oriental, somos apresentados à como tudo começou, em 1988, quando as irmãs Kristi e Katie, sua mãe e o padrasto, começam a perceber estranhos acontecimentos ao longo dos dias na casa onde moram. Logo, a mais nova, Kristi, passa a conversar frequentemente com Toby, seu até então amigo imaginário. Daí para frente pode-se ter uma ideia do que está para acontecer, ao mesmo tempo que Toby mostra não ser tão imaginário assim.
A ideia é a mesma. Câmeras espalhadas por toda a casa e, quando analisadas, revelam cenas inimagináveis, seguindo a linha dos found footage (filmes apresentados como sendo reais, de filmagens encontradas, sua maioria deixadas pelos protagonistas já mortos).
As filmagens mais tensas quase sempre envolvem a câmera instalada sob o corpo de sustentação de um ventilador. Indo e vindo da cozinha para a sala, a espera pelo que pode aparecer é enorme, não decepcionando em momento algum. E gradativamente a história vai crescendo, em meio a sustos cada vez mais bem construídos, além da excelente atuação das meninas e ausência de trilha sonora, o que torna tudo ainda mais intenso.

Mas chega um momento em que sinais de falta de criatividade começam a surgir. As meninas, após ouvir sobre a possível existência de um espírito, decidem brincar de Bloody Mary (Tal jogo aparece em diversos filmes, mas com várias possibilidades: - Ela aparece e mata. - Você pode perguntar algo, mas só sair da frente do espelho quando ela permitir. – Achar que a brincadeira não funcionou e, dali em diante, você e demais pessoas do seu convívio começam a aparecer mortas. (Dentre tantos envoltos nessa ideia, Candyman (1992) é uma boa “adaptação” dessa brincadeira). Mas ok, são crianças e, uma vez sabendo da possível existência de um espírito em suas casas, tentarão algo, seja através de um jogo ou pesquisando. Mas em Atividade Paranormal 3, citar Bloody Mary soa estranho, pois nos leva a um lugar conhecido, entrando em conflito com o restante da história, que em momento algum não nos situa.
Mas o momento em que a irmã mais velha insiste para brincar de Bloody Mary com o amigo do padrasto, que está tomando conta dela, é um tanto quanto tenso. Outra cena duvidosa é a silhueta feminina da entidade. Algo que nada acrescenta, já que o foco é a existência da entidade, por que os atormenta e tal “revelação” nada acrescenta. Pelo contrário...

Infelizmente, o filme, mesmo com os poucos deslizes citados, perde todo seu mérito quando chega na parte final. Talvez, para quem não acompanha o gênero, ache legal e até mesmo surpreendente. Mas para os fãs, uma maneira preguiçosa de explicar como tudo começou. Particularmente, não aguento mais filmes de terror que tem como base da revelação........ (Não darei spoilers). Não é possível que, nos dias atuais, temas tão saturados ainda sejam utilizados como “solução inteligente”. Década após década, centenas de filmes se utilizaram dessas mesmas ideias a fim de explicar os por quês e origens. O mesmo vale para subtítulos do tipo Legado, Gênesis, Apocalipse e etc...  Por isso, toda a tensão criada pelo filme desaparece, deixando no lugar uma sensação de “não acredito que é isso...”. Agora, um exemplo de tal, utilizado de forma inteligente, encontra-se em Poltergeist 2. (Se eu falar mais, estragarei a surpresa).
Sem esse ponto final, tudo seria mais intenso e inteligente. Certas coisas não precisam de explicação. Apenas são e ponto.
E o que acontece é que Atividade Paranormal 3 entra na lista dos excelentes filmes que tornam-se péssimos devido ao final, mesmo com o mérito de ser o melhor dos 3. Agora, o que esperar do 4? Atividade Paranormal no Espaço? Sinceramente, não duvidaria, vide O Duende no Espaço 4 (Leprechaun 4: In space – 1997) e Jason X (2001).

E qual o pensamento que tirei sobre? Ao sair da escola, tendo uns 11 anos, eu e um grupo de três amigos decidimos jogar o jogo da caneta, que é igual ao do copo e a tábua ouija. Começamos e logo aconteceu uma coisa horrorosa. Ficamos diante de uma história muito séria e que ninguém daquele pequeno grupo (exceto eu, admito) seria capaz de inventar. Desde então nunca mais me aproximei de algo parecido. Não aconselho a ninguém. Deixe quem foi onde está e vá viver sua vida. 
Qual foi a história? Certas coisas melhor não alimentar.

OBS: Henry Joost e Ariel Shulman são diretores do documentário Catfish, um filme fantástico e (triste) que merece ser assistido. Se a maldição permitir, falarei sobre.
Nunca mais brinco de entrar em contato...
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