terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Bate-Bola! O lado 'mau' do Carnaval!

"Eu andava pelas ruas vestindo o meu bate-bola, se tu passasse na minha frente era melhor tu sair fora .Carnaval de rua perigoso e divertido, mas passei por tudo isso entre mortos e feridos." - Marcelo D2

Então,... É Carnaval. A maior festa popular do mundo com seus princípios (ou a falta deles) totalmente findados na mais genuína alegria de seus participantes. São quatro (ou cinco?) dias de folia onde, tirando dirigir embriagado e passar a mão na bunda do guarda, teoricamente tá tudo liberado. Mas, acredite ou não, até mesmo o colorido desse período possui um lado negro, todo obscuro, que envolve um estado de espírito totalmente controverso ao da tradicional euforia cultivada. 
Sim, eu estou falando é de ‘medo’ mesmo.
Quando criança, a esperada farra carnavalesca anual desses dias era a coisa que menos me atraía. Pela pouca idade eu sequer podia aproveitar os ‘benefícios’ da festa. Sem poder beber, sem poder foder, e ainda totalmente desinteressado pelos tremeliques do corpo ao som das batidas do samba, minha atenção era toda voltada para a batida dos Bate-bola!
Também conhecido como Clóvis (considerado uma variação abrasileirada da palavra inglesa clown), o Bate-Bola é uma fantasia carnavalesca característica do subúrbio carioca e redondezas. Sua aparência e vestimenta são semelhantes ao de um palhaço normal, porém sua máscara transtornada sempre procura inspirar terror nos foliões. Era bem comum encontrar essas figuras, sempre aos bandos, apitando e batendo suas ‘bexigas’ de plástico reforçado produzindo uma verdadeira quebra de paradigma pelas ruas durante o Carnaval do Rio de Janeiro. A passagem de um grupo de bate-bolas pelo baile era sempre um momento de tensão para todos os presentes.

Nunca fui fã de carnaval, mas convenci a minha mãe a me descolar uma fantasia de Bate-Bola por 2 ou 3 anos da minha infância. Infelizmente como eu não tinha idade suficiente para sair 'de onde suas vistas pudessem alcançar’, eu nunca consegui me integrar a um legítimo grupo de bate-bolas. Mas serviu pra ver que eu seria diferente quando os outros pais me apontavam e comentavam sobre aquela criança esquisita, com aquela terrível fantasia de 'mau gosto', que se destacava entre os piratas, fadinhas, bailarinas, palhaços e demais fantasias infantis do ambiente.
Durante muito tempo a prática passou a ser condenada por culpa de alguns desagradáveis que se aproveitavam do anonimato proporcionado pelas máscaras para cometerem crimes. É claro que pra mim isso não diz nada.  Quem disse que não se pode cometer crimes com máscaras dóceis como, por exemplo, as do clássico filme ‘A Fortaleza’?
Ao pesquisar o assunto para a produção deste texto, descobri que a cada ano mais grupos vem se organizando no resgate desta ‘memória’ do carnaval carioca, e fiquei muito feliz com isso. O Bate-Bola é um personagem a ser preservado como qualquer um dos demais que já conhecemos de outros carnavais. 
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