sexta-feira, 22 de março de 2013

Seja você mesmo, mas nem sempre o mesmo

Uma pequena patuscada sobre o amadurecimento individual

O vinho está ótimo (Tantehue cabernet) e a coisa aqui será simples. Se você está doido para festejar, festeje. Sentiu aquela vontade abobada de sorrir sem parar, então sorria. Quando quiser chorar? Pois chore. Gritar? Grite.  AHHHHHHHHHHHHH! E sempre que a alma ordenar o seu ser: seja. Seja você fodido, iluminado, correndo, andando, estático, trabalhando, assistindo pornô, assistindo a missa, dirigindo, lendo, refletindo, beijando, atolado na bosta, assistindo a banda passar e os veteranos de 25 anos assoviando as canções de guerra do ano passado, mas, seja você no meio do circo! 
Milhões de caras que nunca souberam nada (nem sobre eles próprios) apareceram, e outros aparecerão dizendo as sábias respostas para tudo, e criticando tudo aquilo que desconhecem, porém a verdade de cada um está guardada no lugar de cada um, e é utopia querer possuir a verdade de todos. Milhões dirão em seu ouvido a melhor maneira de ouvir, e de pensar sobre o que ouviu, e de agir às informações, e de se comportar em grupo... Mas você? Ora, meu camarada, seja você sem aqueles! Nós temos é que adestrar (calejar) a mente consciente para sacar o que é o nosso bom individual, e o bom de um é o bom daquele um; é máxima utopia tentar saber o que é bom para todos. 

É claro que externamente existem coisas que nos fazem bem e são de interesse geral, como preservar o meio ambiente, o respeito mútuo, as outras espécies, porém não é o caminho que trilharemos aqui. 
Estou falando sobre ser você mesmo interiormente. Por exemplo, em meus textos já aconteceu de tudo um pouco: Porres, matanças, confissões na igreja, chuvas, dias de sol, ônibus que carregam suicidas para o paraíso, assassinos de cozinheiro, filosofias etílicas sobre paz e libertação, mais porres, falações, histórias urbanas, temática infantil, romance... Por que eu sou um ser humano, porra, eu tenho dias diferentes, pensamentos singulares, e não posso seguir sempre vestindo preto, ou verde, ou branco... Eu vou deixando o barco das cores e estados de espírito seguir... Nada mais. 

Sei que grande parte se agrada quando visto a alma de preto (geralmente é assim), outra parte se interessa quando estou de verde, ou de branco, mas não será por eles que escolherei minha roupa, não será pela vontade do próximo, nem pelo consequente desagrado com um e outro parágrafo. Entendem? Antes de fazer pelo próximo, o cara deve fazer por ele mesmo. Antes de tentar entender o pensamento dos outros, o cara deve entender a si próprio. Antes de pensar na reação do público, o cara precisa pensar em sua própria reação, e se o público lerá de fato a verdade do autor. Estamos fartos de mentiras. Estamos fartos do eterno baile de máscaras... Os rótulos são nojentos, são apenas cercados invisíveis teimando na prisão de nosso intelecto.

Seja apenas você, meu amigo. Seja o carinho e a palmatória, o incêndio e o corpo de bombeiros, mas seja você antes de tentar ser alguém. Seja você.
(E seja bem vindo outono, vamos encher a cara juntos esperando o inverno!)


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