quarta-feira, 3 de abril de 2013

Área Q, um quase terror nacional

Área Q (Area Q)
Diretor: Gerson Sanginitto
Roteiro: Julia Camara
Ano: 2011
País: EUA/Brasil
Atores: Ronnie Gene Blevins, Isaiah Washington (Navio Fantasma, Romeo Deve Morrer, Lei e Ordem, Grey’s Anatomy), Murilo Rosa, Tânia Khalil.

Finalmente chegou a vez do cinema brasileiro. Não, não falarei sobre as obras do mestre Mojica (não agora), e outras recentes produções vinculadas ao gênero, e sim de Área QRealizado em 2011, Área Q me foi apresentado como um filme de terror. Mas não. Trata-se de um thriller de ficção científica e, como disse na apresentação desta coluna (Assistir um filme acreditando ser terror e, durante, descobrir que não), caso isso acontecesse, falaria sobre
O jornalista investigativo Thomas Mathews (Isaiah Washington), desesperado após o desaparecimento de seu filho, acaba viajando ao interior do Brasil a fim de pesquisar sobre aparições de ufos e histórias de abdução, exatamente nas cidades de Quixadá e Quixeramobim, também conhecidas como Área Q.
Daí em diante, entre flashbacks envolvendo o filho e vários momentos 'documentary', Thomas vai coletando relatos e informações sobre tudo que acontece na pacata cidade, não dando muita importância à outra equipe, na qual a bela Valquiria (Tânia Khalil) faz parte. Logo no primeiro esbarrão, ela demonstra interesse e, daí em diante, aproximam-se cada vez mais.

Área Q seria uma excelente tentativa de terror, mas não era o foco, então, respeitaremos o que o diretor tinha em mente. A questão é que alguns momentos da história nos confundem (Talvez, intencionamente), ao dar um ar de espiritismo. E seria uma imbecilidade dizer que tais temas não podem se misturar. Tudo pode, quando é bem feito. E nessa instabilidade que parece não levar a lugar algum, coloca em nossas cabeças certas (e ótimas) dúvidas, para em seguida a sensação de que não conseguiram ir a fundo naquilo que é apresentado. Por mais interessantes que sejam as mudanças na trama, ela acaba não se sustentando por quase nunca se situar, muitas vezes se utilizando de situações chave um tanto quanto óbvias, deixando de dar respostas (Respostas não são sinônimo de boa história. Nem tudo precisa de uma resposta, mas especialmente neste filme, incomoda). Bom, pelo menos nenhuma delas agride a inteligência do espectador.
Outro ponto negativo é o péssimo trailer, que passa uma ideia totalmente diferente do que é o filme. Portanto, se você odiou o trailer, mais um motivo para assisti-lo. Nem de longe o filme é péssimo como apresentado no trailer, mesmo após todos os pontos que considerei negativos.
Por isso Área Q transforma-se numa excelente tentativa de algo (O que não é tão excelente assim), aliado a uma trilha sonora que oscila, chegando, em certos pontos, a incomodar. Se fosse menos utilizada na tentativa de transmitir um estado, seria bem melhor.
Gostaria de compara-lo a outro filme, mas se o fizer, acabarei entregando um dos segredos da história. A única pista que posso dar é: Este filme foi lançado no Brasil sem o final e tem uma temática parecida. E, de quebra, uma das cenas finais do clip da música Foot Of The Mountain, da banda norueguesa A-HA.

Mas vale a pena assisti-lo por não cair nos estereótipos quando uma história acontece no interior do Brasil, especialmente envolvendo o Nordeste. O cuidado quanto a não transformar nada e ninguém em uma caricatura foi enorme, além de que, é excelente que nosso país produza filmes com temáticas cada vez mais diferentes, e nessa caminhada, é normal que aconteçam deslizes.
ET, entidade, avatar, não se sabe. Mas vale a pena deixar o preconceito de lado e assisti-lo, mesmo que tal, no final das contas, não te leve a lugar algum.

E qual o pensamento que tirei sobre?
Não sei. O filme não decide pra que lado vai, por que eu teria de decidir? rss
O filme encontra-se completo no youtube, mas infelizmente a qualidade não é das melhores. Deixe os possíveis preconceitos de lado e assista.
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