sexta-feira, 26 de abril de 2013

Enviado Especial - Guerra nas Coreias

Matéria Especial - Guerra nas Coreias
O DpM se antecipou aos fatos recentes, e enviou o colunista Allan Pitz para ser o seu correspondente internacional na cidade proibida de Pyongyang, Coreia do Norte.

Amigos Malditos, quando a cúpula do DpM sugeriu que um de nós fosse até a Coreia do Norte, eu fui o primeiro a levantar a mão (ainda que fosse só para pedir outro copo de cerveja). E assim decidimos que, pela experiência em tratar com asiáticos, geralmente para a aquisição de novos salgados e outros petiscos variados, eu seria o enviado DpM para avaliar e trazer informações sobre a tensão vivida recentemente naquela região. Tentei argumentar que não sabia falar uma palavra no idioma dos caras, nem teria como dialogar com eles, mas o acordo ficou desse jeito aí. Na manhã seguinte, auxiliado por dois seguranças do cais do porto carioca, embarquei em um navio cargueiro chinês rumo ao desconhecido.
A viagem transcorreu sem maiores problemas, graças ao camarada Xu Pan, marinheiro gente boa que me alimentou e trouxe birita até o navio atracar no movimentado porto de Tianjin. Lá é que a putaria começou pra valer. Levando apenas meus livros e alguns dólares como moeda de troca, não deu para negociar a entrada na Coreia do Norte. O máximo que eu consegui foi me estabelecer no porão de um prostíbulo na cidade de Liaoning, o que acabou atrapalhando um pouco o meu ímpeto jornalístico.
Confesso que é difícil pensar em Kim Jong Un falando bobagens quando se tem ao lado as fogosas Yo Yo e Mei Mei (doidas pelo carnaval brasileiro) tentando um contato mais aprofundado.

Mas, seguindo em frente, eu estou aqui em Liaoning e o que posso dizer é que a situação está bem pior do que parece. O lance das Coreias é coisa antiga (mais antiga que o Jaspion), e a presença dos americanos na região faz o dedo da rapaziada do Norte coçar no gatilho. Quanto mais o americano se envolve, mais a Rússia fica com vontade de ser a Rússia, e a China entende que seu dinheiro ainda não lhe rendeu o status de país número um. Se a Coreia do Norte tem realmente poder para atacar alguém? Isso o marinheiro Xu Pan me respondeu com seu portunhol safado lá mesmo no navio, e a resposta foi sim. Ninguém sabe o número exato, a força exata, porém o país de Kim Jong Un deixou de investir em tudo para investir apenas em poderio bélico, por mais de três décadas. E tem outra, ninguém pode passar fome com armas nucleares na mão. É prenúncio certo de guerra. E sendo assim, a ONU com suas sanções moralistas não contribuiu em nada, muito pelo contrário.
O fato é que o mundo tenta desvalorizar as ameaças do baixinho comunista, mas onde há fumaça há fogo. O desespero deu início a outras guerras, e pode estar iniciando mais uma.
Agora eu volto para o meu porão, e espero sair daqui em breve, levando a boa notícia da “paz mundial” na bagagem, e quem sabe levando Yo Yo e Mei Mei comigo. Caso contrário, sigo cobrindo essa merda pra ver no que vai dar.

Vídeo militar com sons de mega drive, onde podemos perceber o poderio bélico do Norte:
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