quarta-feira, 10 de abril de 2013

Pânico nas Ilhas Rochosas

Pânico nas Ilhas Rochosas (Panic at Rock Island)
Diretor: Tony Tilse
Roteiro: Matt Ford
Ano: 2011
País: Austrália, Nova Zelândia
Atores: Grant Bowler, Zoe Cramond, Eli Kent
O responsável pelo sistema de saúde, Jim Quinn, está à beira de um ataque de nervos devido ao festival de rock que acontecerá numa ilha rente a Sidney, pois existe uma possibilidade envolvendo doenças e epidemias. Não muito longe dali, um casal de jovens invade um local proibido que dá acesso a um túnel desativado, que leva à ilha. Eles conseguem adentrar, tudo para não gastar com o ingresso para o festival. Mas, a poucos passos para sair do interior do túnel, deparam-se com um homem em péssimo estado, porém vivo.
Ao saírem do túnel, a fim de camuflar sua permanência na ilha, conseguem empregos temporários no festival. Mas não deixam de avisar sobre o homem em péssimo estado na boca do túnel. No dia seguinte, enquanto trabalham, o rapaz começa a passar muito mal. Dá-se início ao festival de rock e, enquanto uma multidão curte os shows, a enfermaria começa a super lotar. Tentam cancelar o festival, mas já é tarde, a ilha encontra-se cheia e, a fim de evitar uma epidemia, é colocada em quarentena. Quem sem aproximar ou tentar sair, será morto.

Desse ponto em diante, em meio a brigas adolescentes, show de rock, questões um tanto quanto obvias e seus protagonistas seguindo um caminho tanto quanto esperado, a ideia de bioterrorismo é implantada. O exército e seus segredos. A pessoa que carrega a verdade. Os momentos “eu te amo”; “preciso salvar minha família”; “estou arrependido(a)”. A rebeldia sendo surpreendida por extrema violência, a mãe que luta pelo filho e, claro, tudo aquilo existente na cartilha do clichê, usado à exaustão.
Certas cenas levam a acreditar que o filme seguirá um caminho mais interessante, aliadas a uma trilha sonora com bons momentos, mas não é o que acontece. Poderia ser um filme dispensável como qualquer outro, se não fosse um importante “detalhe” que divertirá todos aqueles dotados de um senso de humor peculiar. O vômito.
A partir do momento em que o rapaz começa a passar mal até momentos antes dos créditos finais, todos vomitam, vomitam e vomitam... E quando você acha que chegou ao limite do bom senso, prepare-se... pois vem mais... E, como se ainda não fosse suficiente, uma única cena que certamente... Bem, melhor assistir. Se eu contar você não vai acreditar...
Não me lembro do último filme que assisti onde mostrassem tantas cenas de vômito de forma tão absurda (Não vale Trash! Náusa Total e o vômito que vem com pedacinhos...). Aquilo era nojento, mas em Pânico Nas Ilhas Rochosas... a situação sai do controle.

E após todo o vômito você pergunta, quem traduziu Ilha do Rock como Ilha Rochosa? Por que não há no filme nenhuma relação com rochas na ilha, exceto pelas que, por motivos óbvios, existem numa ilha.
No final, nada além de um filme divertido, bom para passar o tempo e se divertir. Esperando por algo forte, denso ou complexo, passe longe. Sabe aquela noite em que você fica em casa, curtindo preguiça e, de repente, um filme começa? Então, isso é Pânico nas Ilhas Rochosas.
Esse filme ganhou, em 2011, no Qantas Telvevision Awards, os prêmios de Melhor Som. Deviam ter criado um prêmio especial para Melhor Vômito.

E qual o pensamento que tirei sobre? Estou tentando me lembrar da última vez que vomitei... Acho que foi em outubro...
Se tiver estomago forte, pode assisti-lo dublado e na integra no vídeo abaixo: 


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