quarta-feira, 29 de maio de 2013

13 fantasmas - original e remake

13 Fantasmas (13 Ghosts)
Diretor: William Castle
Roteiro: Robb White
Ano: 1960
País: EUA
Atores: Charles Herbert, Jo Morrow, Martin Milner

Os Cyrus são a família dos sonhos. Sem exageros ou pieguices, todos se amam, mantendo uma relação simples e afetuosa. Mas os problemas de dinheiro fazem com que suas vidas sejam de altos e baixos, fortalecendo ainda mais os laços de amor. 
Até que um dia, eles herdam uma mansão do excêntrico tio Doutor Zorba, que até então acreditavam já ter morrido há muito. Mas ele deixa claro em seu testamento que, para se tornarem proprietários do lugar, é preciso que morem lá. Qualquer outra tentativa, perderão a casa. Ao se mudar, coisas estranhas começam a acontecer e logo descobrem que tudo sobre seus estudos acerca do mundo dos espíritos era real. Doze fantasmas que podem ser vistos através de óculos especiais encontram-se aprisionados naquela casa e, entre aparições e sustos, descobertas referentes a uma fortuna escondida fazem com que alguém comece a criar planos para si.
O filme, de 1960, tem uma atmosfera incrível, como o melhor dos contos do terror. Personagens significantes e bem trabalhos em meio a efeitos especiais simples, mas que na época deviam ter chamado bastante atenção. Mesmo acostumados com todas as possibilidades do cinema atual, a história é tão bem construída que talvez um efeito de gosto duvidoso seria aceito. Quanto aos efeitos sonoros, trata-se de algo que merece atenção.
Filmes dessa época tem outro ritmo. Tudo é mais pausado, parece existir um tempo entre as frases que compõe o diálogo, talvez por que quisessem que o espectador fosse a fundo eu tudo ali apresentado. Algo que particularmente muito me agrada.
Um excelente filme do gênero que merece ser assistido, tanto pelo que já foi dito por também, através deste, vivenciar um excelente fragmento que compõe a trajetória de um gênero que nunca perde forças, mesmo passando por épocas quase soterrado por lixo.
Agora, se são 13 fantasmas, por que doze estão na casa? Terá que assistir para descobrir.
Uma curiosidade: A maioria dos personanes tinham nomes ligados à mitologia (Zorba, Medea, Cyrus, Nórdica: Hilda. Celta: Elaine). Curioso, não?

Agora, vamos à regravação:
Qual o intuito desse filme? Transformar um diamante numa jujuba? Pois é isso o que acontece. Mesmo com efeitos muitos superiores (o que seria no mínimo, estúpido, comparar. Afinal, décadas passaram...). O problema é que agora eles tentam dar um ar tenso, quando, na verdade, transforma-se em algo beirando à idiotice e descartável, porém divertido. Nenhum problema, exceto por ser regravação. Uma vez que tal história já exista, por que idiotiza-la? Poderia citar milhares de diferenças entre originais e remakes, mas este não é o ponto. Exceto pela falta de respeito com a história, o que é, no mínimo, abominável.
Assistir 13 Fantasmas hoje tornou-se algo engraçado. O pai da família é o protagonista de Monk, então por todo o tempo eu via “Monk” como o pai de família e, bem, o que dizer da filha, Shannon Elizabeth? Dá pra levar a sério? Ahahahhaha! Acho que 13 Fantasmas foi o primeiro filme onde ela não tira a roupa. (MENTIRA!! Numa cena de ataque, o fantasma rasga sua blusa para em seguida surgir um close em seu sutiã!). Por quê isso? É Shannon Elizabeth. E isso já explica tudo.
Ahhh sim, deixe-me voltar ao filme. Um louco vem capturando espíritos específicos para transformar em realidade seu sonho maluco, mas acaba morrendo e por isso, a família de “Monk” ganha como herança sua casa. Então vão para lá Monk, Shannon Piranha Elizabeth, seu irmãozinho, e a babá negra que parece uma versão mais nova da mãe de Chris, do seriado Todo Mundo Odeia Chris. Lá, são avisados por Salsicha (O ator que faz Salsicha no filme Scooby-Doo) sobre as reais condições da casa e tudo que ali habita. Mas agora é tarde demais. Não sendo suficiente tudo que já foi citado, há também pessoas que trabalham salvando espíritos de pessoas interesseiras (Isso mesmo que você leu) e outros a fim de trazer um lado mais emotivo à história.
13 Fantasmas é a típica regravação que transforma uma ideia original numa maluquice imbecil. Se você quer algo para assistir com um grupo de amigos. Aquele tipo de filme que dá pra assistir enquanto todo mundo fala e grita ao mesmo tempo, essa desgraça de regravação é uma boa indicação.
Mas continuo não gostando de regravações. Se as pessoas não têm mais ideias para criar, isso é um problema delas. Vá plantar uma horta, trabalhar numa ONG, mas não foda com o original!!! #Pânico4feelings

E qual o pensamento que tirei sobre?
Ser espectador não é sinônimo de ser idiota. E as produtoras deveriam saber disso. Odeio falta de respeito.
Para assistir o filme original, faça o download do vídeo clicando aqui e a legenda clicando aqui.
Já para a desgraça que é a regravação, você pode assistir por conta e risco clicando aqui.
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