sexta-feira, 26 de julho de 2013

Quadrinhos eróticos para mulheres

Quando se fala em quadrinhos, é normal que logo imaginemos um grande público masculino como fãs do estilo,... E se nos focarmos apenas no 'gênero erótico' então, parece que limamos de vez qualquer esperança de se encontrar alguma mulher que se interesse em ler qualquer publicação do tipo. 
Mas será mesmo que a alma feminina não pode ser compreendida no formato das HQs?
Bem, tenho aqui algumas sugestões que podem romper essa barreira e quebrar tabus, deixando o público feminino mais a vontade para se aventurar por entre esse universo. Eu diria que são quadrinhos que tratam o erotismo do jeito que uma mulher gosta de ser tratada, abordando o tema com a leveza e intimidade que elas vivem nos cobrando.
Veja abaixo:

Omaha - A Stripperde Reed Waller e Kate Worley
A história da dançarina Omaha é um dos grandes clássicos dos quadrinhos adultos. Criada em meio à efervescência da cena dos quadrinhos underground da década de 70, a publicação logo conquistou o respeito e a admiração da crítica por sua representação madura da sexualidade.
Buscando uma nova maneira de lidar com o sexo e o amor, a roteirista Kate Worley utiliza ternura, intimidade, humor e diversas peculiaridades para retratar as relações intimas entre as pessoas.
Omaha é uma bela jovem do interior que, como tantas outras, tenta ganhar a vida na cidade grande e acaba se virando como stripper para sobreviver. Apesar do que possa parecer, o enredo não mostra mais do que precisa e ainda abre brecha para o romance em suas páginas.

Giovanna, de Giovanna Casotto
Poucos quadrinhos eróticos são tão explícitos como aqueles desenhados pela italiana Giovanna Casotto, espécie de embaixatriz italiana do sexo ao lado da atriz pornô Ilona Stailer, a famosa Cicciolina. 
Em uma área dominada por profissionais do sexo masculino, Casotto obteve reconhecimento e sucesso pela Europa e Estados Unidos com suas ilustrações impecavelmente realistas. E a maneira como atinge esse elogiado realismo só serve para aumentar o interesse da crítica e, especialmente, dos leitores: ela tira fotos de si própria nas mais variadas posições, e depois as usa como molde para suas personagens cheias de curvas. 
“Giovanna” é uma coletânea de contos com fantasias femininas onde a autora nos apresenta uma série de mulheres maravilhosas, enfermeiras, empregadas, esposas, todas com um ponto em comum: embora nem sempre tomem a iniciativa, são elas que ditam as regras do sexo. 

Essa Bunch é um amor, de Aline Kominsky-Crumb
O livro funciona quase como uma autobiografia. Descreve a infância difícil da autora, a perda da virgindade na adolescência,  seus momentos hippie, suas aventuras como uma groupie atrás de bandas de rock n’ roll, e a vida de casada com o célebre Robert Crumb, incluindo uma traição que cometeu quando ainda ainda era casada com o ilustrador.
Todos os momentos são extremamente sinceros e narram a sexualidade feminina sem paradigmas e totalmente fora da ótica tarada dos homens.


Clicde Milo Manara
Claudia Christiani é uma fina e recatada dama da alta sociedade. Sexualmente reprimida, reage com repulsa ao assédio dos homens, especialmente ao do doutor Fez, um amigo de seu marido. Porém o que ela não imagina é que o doutor possui uma máquina capaz de encher de luxúria até mesmo a mais frigida das criaturas. 
Com uma pequena ajuda - não exatamente requerida - do velho Fez, Claudia logo se torna escrava de seus desejos mais secretos sendo controlada com um simples clicar de botão.
Apesar de ser um trabalho concebido por um homem, os traços finos de Manara e suas cenas devassas em lugares inusitados sempre agradaram o público feminino.
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Comentários
1 Comentários

Um comentário :

  1. Dos autores citados só conheço Giovanna e Manara e, entre os dois, prefiro os trabalhos da Giovanna porque me parecem mais "sinceros", não sei bem... Os trabalhos do Manara não me agradaram tanto, mas também não sei bem o porquê rs

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O Dito pelo Maldito é um blog voltado para a literatura de contracultura . Seus textos são provocativos, críticos, cínicos e debochados, muitas vezes não tomando partido em uma questão apenas para poder agir como uma espécie de Advogado do Diabo do caso.
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