quarta-feira, 31 de julho de 2013

Um bom lugar pra ler um livro...

Fala a verdade, com esse frio miserável que está fazendo lá fora, tudo que a gente mais quer é encontrar um bom lugar para ler um livro. Até porque, o hábito de leitura muitas vezes se resume aos locais que escolhemos para ler.
Há dois tipos de espaço que podemos utilizar para uma leitura: o público e o privado. Claro, também existe as áreas cinzentas com espaços compartilhados, como o quarto de um casal por exemplo. E como a  maioria das coisas na vida, essas são as nossas opções.
Outra coisa a se considerar é a sua capacidade de transformar ambientes lotados de públicos para privado, imergindo totalmente na história de um bom livro. Como a leitura é uma atividade solitária, algumas pessoas podem ter dificuldades em se concentrar com tanta agitação ao redor. Particularmente, sou bom nisso

Este post é para destacar alguns espaços mais comuns e fascinantes que selecionamos para nossas leituras, e também para atuar como um prólogo para o que eu espero que seja uma excelente futura conversa sobre o assunto nos comentários.

Públicos
Parques: Talvez a própria definição de lazer, poucas coisas podem bater um sábado à tarde lendo em seu parque favorito, seja com o clube de leitura das Mulheres de Topless, em Nova York, ou numa mesa de encosta durante um piquenique sobre a sombra de uma árvore no Ibirapuera. Mas também proporciona emoções na forma de observar as pessoas caso haja a necessidade de uma pausa no mundo das página.
Considerar a 'hora mágica' também é crucial ao se ler em um parque. A pressão da luz do sol no horizonte torna tudo mais rico, e, de fato, acrescenta um pouco mais de magia ao processo.

Bibliotecas: Embora não há como negar que seja um dos lugares mais sensatos para se abrir um livro, a biblioteca é, curiosamente, um lugar que eu nunca gostei de parar para ler algo. Eu posso passar umas boas duas horas navegando pelas suas prateleiras, mas a sensação de que os meus problemas ainda me esperam fora de suas paredes nunca me deixou confortável.
Quando estive no Acre eu acabei quebrando um pouco desse dogma. No meu tempo por lá, presenciei a inauguração de uma biblioteca pública com uma excelente área de quadrinhos e graphic novels, e por muitas vezes me peguei atravessando a capital a pé para desfrutar de algumas horas em um dos poucos espaços culturais não alcoólicos da cidade.

Livrarias / Cafés: Como as bibliotecas, livrarias e cafés apresentam um conjunto similar de sentimentos insossos. Nas livrarias acho muito complicado escolher uma leitura em meio a tantas outras opções disponíveis, e nos cafés sinto uma tremenda dificuldade em levantar e ir embora, reabastecendo minha xícara de café enquanto meu dinheiro permitir. 
Não deixam de ser dois lugares que nós associamos com uma certa necessidade de entrar em contato com a leitura.

Ônibus / Metro: Eu realmente gosto de ler em um ônibus ou metrô lotado. Claro, é muito duro de se concentrar se alguém está gritando uma conversa no celular ou ouvindo música sem um bendito fone de ouvido, mas há algo que eu acho irresistível sobre a leitura em transportes públicos. Talvez a minha maior esperança seja que através da leitura, alguém note, fique animado ou curioso em relação ao livro em minhas mãos, e inicie uma conversa a respeito ou, em silencio, procure saber mais sobre a obra e seu autor. 
Privado
A cama: A cama parece ser o local de leitura por excelência, um verdadeiro clichê que é frequentemente mostrado em filmes enfatizando a profundidade e a dimensão de seus personagens que parecem só ler na hora de dormir. Uma vez que essa leitura provavelmente seja iniciada já tarde da noite, meus anos de experiencia provam que isso só funciona mesmo como sonífero, e é quase impossível terminar um livro só o lendo dessa forma. E não é coisa da idade, isso ocorre com todos.

O Sofá: No momento eu não tenho um em casa, mas estou sentado em uma cadeira que é quase tão confortável quanto um. Um lugar onde posso sentar e relaxar sem medo de cochilar durante a leitura. Tem provado ser um excelente lugar para se tentar ler em voz alta, é incrivelmente divertido, encontrar a personalidade dos personagens, o narrador, a cadência e o fluxo das palavras em sua própria entonação. 
Um bom exercício para se tornar um escritor melhor, pois há muitas palavras que lemos mas raramente escutamos. Ouvindo-as se cria uma compreensão mais profunda do seu uso.

O Banheiro: Seja se você tem a sorte de ter uma banheira em casa, ou se só sentou para usar a privada e aproveitar o tempo para ler toda as Crônicas do Gelo e Fogo, o banheiro tem provado ser um destino popular desde que o mundo é mundo. Ainda procuro entender o apelo que me força a levar para o banheiro algo que não pertence aquele lugar, mas quando se mora com mais alguém, você acaba recuando para o banheiro como se fosse sua própria Fortaleza da Solidão. .. porque, você sabe ... Um homem precisa manter os velhos estereótipos de masculinidade.   

Assim, meu caro leitor, agora é a sua vez de compartilhar nos comentários o que você leu, onde você leu, e por que você escolheu ler ali!
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Comentários
4 Comentários

4 comentários :

  1. Oi, um bom lugar para ler é sala de espera de consultórios médicos. Sempre carrego um livro na bolsa pois você nunca sabe quanto tempo vai ter que esperar para ser atendido. Além de que é uma boa maneira de fugir dos possíveis papos chatos que surgem. Basta abrir o livro e concentrar-se na leitura (se conseguir abstrair toda a conversa) e esperar seu nome ser chamado.
    Abraços
    Ronize Aline

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  2. você tocou em um ponto sensível. eu leio as cronicas de gelo e fogo no banheiro. na verdade 95% da saga foi lida no banheiro. para desespero de minha mãe que quando me vê entrando com aquele calhamaço pro banheiro logo endoida. (só temos um banheiro em casa)

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  3. As vezes tenho que fazer trabalho de banco pra empresa onde trabalho, e sempre tem aquelas filas intermináveis. Então comecei a carregar sempre um livro na bolsa. Não que seja um lugar ideal pra ler, mas já passei 2h de pé lendo enquanto esperava na fila, e nem percebi que tinha se passado tanto tempo. Na verdade, depois que fiz disso um hábito, acho até bom chegar no banco e ver aquele taaanto de gente hauhauhahua

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  4. Como sempre carrego um livro na bolsa/mochila, em qualquer lugar que fico alguns minutos sem fazer nada, já começo a ler: fila de banco, sala de espera do dentista... Dos lugares citados, confesso que também tenho mania de ler no banheiro. Se algo me faz sentir falta de andar de ônibus, é o tempo que tinha pra ler - todos os dias - e compartilhava dessa esperança de que um dia alguém se interessasse pelo livro e puxasse assunto, mas acho que ficava tão imersa na leitura que não permitia interrupções. Ler em parque, ao ar livre, também é um prazer indispensável. Lembro de ler algumas páginas de Cem Anos de Solidão debaixo de uma árvore no zoológico e não pude deixar de contemplar o momento, ouvir os pássaros, as vozes distantes e alegres das crianças e sentir a brisa de uma bela tarde de sábado, como se por um instante respirasse o ar de Macondo! Enfim.. não importa onde estejamos, um livro é sempre uma oportunidade de estar em qualquer outro lugar!

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