quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Hellraiser 2 - Renascido das Trevas

Hellraiser 2 (Hellraiser 2 - Renascido das Trevas)
Diretor: Tony Randel
Roteiro: Peter Atkins
Ano: 1988
País: Reino Unido/Estados Unidos
Atores: Doug Bradley, Ashley Laurence, Imogen Boorman

Neste segundo filme, através de personagens que retornam e outros inéditos; porém não muito marcantes, somos levados ao mundo dos Cenobitas, apresentados à sua mitologia, o mundo onde habitam e um passado por eles quase esquecido.
A trama continua exatamente onde termina o primeiro. Após relatar tudo que aconteceu, a polícia leva Kirsty a um hospital psiquiátrico. Lá, sob os cuidados do Doutor Philip que, mais do que médico, é um estudioso do desconhecido universo que Kirsty conhece. A jovem tenta, mas só consegue apoio quando um oficial, após invadir o escritório do doutor, depara-se com uma cena inimaginável. Ela volta a ter a Configuração da Dor (A caixa) em mãos e, consequentemente, eles retornam, surpreendendo com uma ordem diferente da esperada. Daí em diante, antigos e novos caminhos começam a se encontrar, como Kirsty e Tiffany; e Philip e Julia.
O filme surpreende pela quantidade de informações. Desde seu mestre Leviatã (Que aparece no melhor estilo Olho de Sauron em Senhor dos Anéis) até como “nasce” um Cenobita. Muito deste mundo é apresentado, mas quase nada é explicado. E acredito que não estejam ali somente para causar impacto visual.
Outro ponto importante,  e afirma como o filme tem algo a dizer, é o cuidado na forma como Pinhead aparece e o tempo que permanece. Retornar um personagem tão emblemático e usa-lo à exaustão, muitas vezes não respeitando regras e condutas apresentadas na obra primogênita é algo (infelizmente) um tanto quanto comum, mas não é o que acontece aqui. Pinhead e seus companheiros fazem o que deve ser feito, mas em momento algum tornam-se os protagonistas, surpreendendo o público. Porém, o excesso de situações que remetem aos acontecimentos do primeiro filme é um pouco cansativo. Talvez uma forma de compensar um roteiro que, em alguns momentos, parece oscilar.
A não-direção de Cliver Barker, criador deste universo, aproxima a continuação de um lugar comum que, felizmente, não se concretiza. Mesmo com um orçamento nitidamente maior, cheio de efeitos e etc, não mantêm o mesmo clima do primeiro, apesar da nojeira, do ar sadomasoquista e todo o ar pomposo que envolve Pinhead. Outros detalhes também retornam aparecendo um pouco mais, incluindo o “guardião”.
Mesmo inferior ao primeiro e com alguns exageros, como a surpresa na sequência final, Hellraiser 2 é um tanto quanto válido para todos aqueles que mantiveram a curiosidade acerca dos Cenobitas...

Obs: Tiffany me lembrou demais o personagem Kristen, vivida por Patricia Arquette em A Hora do Pesadelo 03-Os Guerreiros dos Sonhos (A Nightmare On Elm Street 3: Dream Warriors. 1988). Bem, é minha leitura e todas as vezes que assisto, penso nela. Coincidência devido a um estilo visual de uma determinada época ou não? Mistério...

E qual o pensamento que tirei sobre?
Receio do que vem pela frente...

Prêmios:
1988 – Indicação: Sitges – Catalonian International Film Festival – Melhor Filme (Tony Randel)
1989 – Fantasporto – Indicação: Melhor Filme (Tony Randel)
1990 – Academy Of Science Fiction, Fantasy & Horror Flms, USA – Melhor Trilha  Christopher Young.
Indicação de melhor atriz: Clare Higgins
Curiosidades:
-Kenneth Cranham, que interpreta o Cenobita Channard, sofreu um acidente no pescoço e trabalhou apenas um dia. Foi substituído por Bronco McLoughlin pelo restante das gravações.
-O som que Leviatã emite significa Deus em código Morse.
-O nome do Doutor Channar veio de Christian Channard, o médico que realizou, com êxito, o primeiro transplante de coração no mundo,
-Hellraiser 2 teve cenas censuradas na Austrália, Finlândia, França, Islândia (Antes havia sido proibido), Holanda, Noruega, EUA e Alemanha.
-Oliver Park, que aparece no primeiro filme como carregador, transportando o colchão, retorna ao final do 2 assumindo o mesmo papel.
-A New Line Cinema deu sinal verde para esta sequência enquanto o primeiro filme estava em pré-produção.
-Andrew Robinson (Larry. O pai de Kirsty) recusou-se em retornar como Larry Cotton, obrigando assim que o roteiro fosse mudado. Isso explica a estrutura confusa da parte final do filme, e por quê Kirsty passa grande parte do tempo gritando por seu pai, mesmo após o próprio Pinhead dizer a ela onde ele se encontra e que ela jamais voltará a vê-lo.

Agora, preparem-se psicologicamente para a continuação da franquia no próximo post... Vocês precisarão...
Você assiste o trailer de Hellraiser 2 completo aqui:

Veja também:
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