domingo, 8 de setembro de 2013

1356 (Bernard Cornwell)

Já fazia um bom tempo que eu não encarava uma leitura de época, apesar de gostar muito do gênero de capas & espadas, se não fosse pela ausência de tempo, era mesmo pela falta de indicação de uma boa obra a ser peneirada em meio a tantos rascunhos genéricos que fermentam pelo mercado. Claro, sempre se tem as Crônicas de Gelo e Fogo, praticamente uma unanimidade dentro do estilo,... Mas ainda sem poder encaixar um espaço em minha agenda para me embrenhar em uma leitura tão extensa como essa, foi com 1356 (Editora Record, 419 páginas), de Bernard Cornwell, que me reconectei a era medieval e fui parar em meio a uma batalha campal entre a França e a Inglaterra.
Alguns leitores mais aficionados pelo gênero, com certeza já conhecem o nome de Cornwell como um escritor consagrado dentro deste universo, praticamente uma autoridade quando se fala em conflitos envolvendo castelos, cavaleiros e sangue, muito sangue. Mas o fato de eu constantemente alternar os temas das minhas leituras, me fez ignorar o excelente trabalho desse autor. Até agora.
E após conhecer a incrível narrativa desse livro, eu sei que eu deveria ter vergonha de admitir uma falha como essa. E acredite, eu tenho.

A história de 1356 nos leva a um dos inúmeros embates que envolveram essas grandes potencias da época, França e Inglaterra, desafetos quase que eternos. Mas fugindo dos clichês, nessa obra o autor escolheu retratar a batalha de Poitiers, considerada um evento de menor importância dentro da história dos dois países. Talvez pelo falta de registros que descrevam o fato em detalhes.
Paralelo a esses acontecimentos, misturando ficção e realidade o autor aproveita o ensejo para lançar o personagem Thomas Hookton, já conhecido da sua série 'A Busca do Graal', em uma nova aventura a procura de uma suposta espada mística nomeada apenas de La Malice. E nessa jornada, Thomas, um herege bastardo inglês de pai francês, enfrentará mais problemas do que os que já carrega consigo em seu próprio nome.
Muitos já devem identificar as descrições das cenas de combate como o ponto forte do autor, mas está longe de ser o seu único. Abrindo mão da 'fantasia' que sempre povoa esse tipo de argumento, Cornwell opta por levar seus leitores a um choque de realidade, onde, sem nenhum aparato místico que sirva de subterfúgio as personagens, o perigo de morte permanece constante.

Parte desse sentimento pode ser captado já no book trailer do livro que você assiste no vídeo abaixo:
Outro fator que acho válido ressaltar, foi a minha repentina retomada de interesse pela linha medieval de jogos de RPG, obviamente inspirado por essa saga eufórica. 
Tudo isso aliado a uma narrativa inteligente, moderna e extremamente ágil, acabou por incluir o livro, e seu autor, no topo das minhas melhores listas literárias, e após o fim dessa leitura não me demorei em correr para a livraria mais próxima a procura de mais do mesmo.

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