sábado, 19 de outubro de 2013

Livros que previram o futuro com uma precisão assustadora

O falecido Tom Clancy ficou conhecido por sua incrível capacidade de prever com uma incrível precisão acontecimentos futuros com os seus livros de ficção. Seu romance de 1994, "Dívida de Honra", descreve curiosamente um ataque em 11 de setembro, assim como seu livro de 2010 "Dead or Alive" descreve a captura de Bin Laden como um inimigo público.
Apesar de notável, essas aparentes premonições não são tão incomum quanto se pensa. Escritores de ficção científica vem prevendo o futuro há séculos. Jules Verne descreveu naves espaciais e submarinos antes mesmo que estes veículos de exploração existissem. Apesar de não mergulhar nas profundezas do oceano dentro de "um objeto longo, fusiforme, às vezes fosforescente, e infinitamente maior e mais rápido que uma baleia", sua previsão, enquanto distorcida, mais ou menos, tornou-se realidade.
Isso nos leva a clássica pergunta do 'ovo e da galinha': Escritores simplesmente percebem o sentido que um fenômeno cultural está tomando, ou são suas idéias que inspiraram a mudança cultural e tecnológica de uma era? Em alguns casos, a imaginação de um escritor serve como uma espécie de catalisador para novas tecnologias. Mas em outros casos, chega a ser difícil dizer se o autor tem, ou não, a ver com as eventuais invenções que surgem.
Abaixo você encontra algumas dessas previsões literárias de ficção científica que acabaram virando realidade:

A bomba atômica, de HG Wells em "The World Set Free"
Os livros de Wells são daquelas obras que, infelizmente, podem ter mudado o curso da história com suas previsões tecnológicas. Basta dizer que o físico Leo Szilard leu o livro no mesmo ano em que o nêutron foi descoberto. 
Wells escreveu:
"Certamente parece que agora nada poderia ter sido mais óbvio para as pessoas do início do século XX do que a rapidez com que a guerra estava se tornando possível. E, certamente eles não perceberam. Eles não notaram até que as bombas atômicas estourassem em suas desastrosas mãos ... "
Felizmente, ainda insistimos em criar bombas bem como as que ele descreveu que, quando lançadas, causam uma literal "explosão contínua de chamas."

A Mídia Digital, de Arthur C. Clarke em "2001: Uma Odisseia no Espaço"
Clarke não só previu o imediatismo da notícia, ele também teve um grande palpite sobre os dispositivos nos quais os leitores leriam sobre os eventos atuais. 
Ele escreveu:
"Um por um, ele iria evocar os principais jornais eletrônicos do mundo ... Mudando a memória de curto prazo da unidade de exibição, ele mantinha a página da frente, enquanto rapidamente procurou as manchetes e observou os itens que lhe interessavam."
Não é muito diferente de quando você usa o seu tablet, concorda?
Watson e outros computadores inteligentes, de Ambrose Bierce em "Mestre Moxon"
Computadores ultra-inteligentes são, na maioria das vezes, o foco dos romances sci-fi. Curiosamente, somos culturalmente fascinados pelos computadores desde que ele conseguiu bater um mestre do Xadrez com anos de experiencia. 
O Jeopardy-winning da IBM foi previsto por Bierce, no conto onde descreve o super-computador Watson como um robô invencível no jogo xadrez.
Os famosos testes que levam um ser humano a desafiar suas habilidades contra um computador, não foi praticado até que o autor escreveu "Computing Machinery and Intelligence", em 1950.
Os seus contos e as suas reviravoltas narrativas são, ainda hoje, uma referência para os estudiosos da Literatura em todo o mundo.

Os fones de ouvido, de Ray Bradbury em "Fahrenheit 451"
Além das experiências com imersão e filmes 3D descritos em um punhado de histórias curtas no livro de Bradbury, ele também previu um aparato que a maioria de nós, hoje em dia, não conseguiria viver sem: Os fones de ouvido.
Para quem não sabe, 451 graus Farenheit, ou 233 graus Celsius, é a temperatura de combustão do papel comum. Logo, dos livros. E os livros são os instrumentos que "incendeiam" as ideias. A sociedade de Farenheit 451, porém, é uma sociedade que preza a paz acima de tudo.
Vamos apenas esperar que as outras previsões feitas nessa obra não sejam tão precisas.

Conversas por vídeo, de EM Forster em "The Machine Stops"
Ainda sem uma tradução merecida aqui no Brasil, a obra 'The Machine Stops' de 1909 antecipou as nossas conversas de Skype com uma enorme antecedência.
Forster descreve:
"Mas era totalmente 15 segundo antes da placa redonda que ela segurava em suas mãos começar a brilhar. Uma luz azul fraca disparou através dela, escurecendo para púrpura, e atualmente ela podia ver a imagem de seu filho, que morava do outro lado da terra. E ele podia vê-la."
Como ainda não podemos desfrutar dessa obra em português, sugerimos a leitura de 'Maurice', escrito em 1913, mas só publicado em 1971, após a morte do autor e conforme o seu desejo. Apesar de não ser referente a tecnologias em si, esse livro antecipa alguns conflitos sociais modernos, envolvendo religião, classe social e opção sexual.
Gostou? Curta nossa fanpage no Facebook...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Comentários
0 Comentários

0 . :

Postar um comentário