terça-feira, 29 de outubro de 2013

Na minha área não tem bagunça!

Aqui tem dono! 
Eu sou o xerife e o juiz de uma importante facção criminosa. Umas trinta mil pessoas são responsabilidade minha. Eu mando em tudo e digo quem é o próximo.
Eu precisava decidir. 
Segurava a pistola enquanto fumava e pensava. Uma boa lista em cima da mesa me fazia ajuizar com muito cuidado. “Não dá pra cometer injustiça. Eu tenho de manter as coisas no lugar”.

“Tem de ser o chinelo que cata tudo no quintal”, disse um dos meus. 
A nossa política, não permite esse tipo de coisa. Todo mundo tem emprego. Rouba porque quer. Tem farinha de monte pra embalar. A gente movimenta a comunidade. Mesmo assim, ele podia esperar.
“Vamos pegar o x-9, ele tá merecendo já tem um tempo”, falou outro. 
Isso não dava pra negar, o cara tinha a língua maior que a boca. Vivia esparramando conversa que não devia. Estava na lista, mas por enquanto, ele podia esperar também.
Manter a ordem é foda, não dá pra deixar a coisa descambar. Falta bala pra tanto filho da égua. Pensei bem e me lembrei de alguém, por sinal ainda não estava na lista. Só que sou eu quem dá as ordens. Então, eu faço a lista!
Escrevi o nome no papel e larguei em cima da mesa. O marmanjo descia o braço na mulher e forçava a enteada. “Verme da porra”.
Em menos de uma hora, eu olhava pra ele, amarrado na cadeira. O cheiro era forte, dava pra sentir. A poça ao seu redor, não era só de mijo, tinha feijão no meio. “O cara encheu as meias”.

Com a boca colada de fita, seus olhos suplicavam. Nem de longe parecia o machão que botava bronca em casa. Não valia a bosta que cagava e muito menos a grana da bala. Mesmo assim, eu atirei, bem no meio da cara do safado.
Eu tenho mão de ferro, mas sei o que é certo. Como xerife e juiz, eu não posso deixar passar em branco uma coisa dessas, não na minha área. “Pra não virar bagunça”.
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