quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A Caçada do Troll

A Caçada do Troll (Trolljegeren)

Diretor: André Øvredal
Roteiro: André Øvredal
Ano: 2010
País: Noruega
Atores: Otto Jespersen (Hans, trolljegeren), Glenn Erland Tosterud (Thomas), Johanna Morck (Johanna), Tomas Alf Larsen (Kalle), Urmila Berg-Domaas (Malica), Hans Morten Hansen (Finn Haugen), Robert Stoltenberg (Posl bjornejeger), Knut Naerum (E-verkssjef), Eirik Bech (Campingplasseier).

Nas terras de muitas lendas e criaturas, ursos começam a aparecer mortos. Suspeitando de uma possível caça ilegal, já que todos os caçadores são regulamentados e nenhum deles é autor de tais atos, três universitários decidem rodar um documentário sobre os acontecimentos. Enquanto isso, agentes governamentais acompanham a cena junto aos caçadores, curiosos pelas evidências que não se encaixam, criando um clima ainda mais estranho. Em meio a todos, Hans, um caçador solitário e dono de estranhos hábitos atiça a curiosidade de um pequeno grupo, que passa a seguir seus passos, sem saber que estão prestes a se colocar diante de fatos jamais imaginados.
Logo descobrem que Hans não é um excêntrico caçador de ursos, mas de Trolls. Contratado pelo governo norueguês para exterminar todos aqueles que saírem de uma região no norte do país, estrategicamente cercada pelas típicas organizações encontradas em qualquer sociedade, deixando todos à parte da existência de tais criaturas e assim evitando um possível ataque de pânico da sociedade.
Poderia tratar-se de uma maluquice no melhor estilo Bruxa de Blair (1999) encontra Troll (1986) e Cloverfield (2008), mas não. A Caçada do Troll é um filme surpreendentemente curioso, mantendo o clima de suspense do início ao fim sem deixar de lado certa comicidade ácida e uma mensagem acerca da manipulação do ser humano sob tudo que habita a terra, incluindo seus semelhantes.

O que poderia ser uma enxurrada de suposições e suspense acerca das informações apresentadas vai por água abaixo após os primeiros vinte minutos, quando tudo (ou quase tudo) é revelado. Sem rodeios, explicações forçadas, momentos de vergonha alheia ou cenas tipicamente infames facilmente encontradas em filmes envolvendo criaturas, o filme mantém-se coerente dentro da proposta.
Esqueça tudo que você já viu sobre trolls, duendes e “criaturas da natureza que matam”. A Caçada do Troll não ridiculariza a inteligência do espectador, mostrando-se definitivo para quem curte tais elementos, além de ser tanto quanto curioso ver como um documentary movie ou found footage, onde normalmente o foco permanece no desespero de seus protagonistas, se desenvolve sem perder o mistério e fascínio após tudo ser revelado e explicado. Talvez, por tratar-se de lendas originadas naquelas terras, a maneira como foi trabalhado, além do conhecimento não-superficial, mantém a história longe de ser uma produção de gosto duvidoso.
Se você gostou do também original Rare Exports (2010) e Presos no Gelo (2006) (Que cedo ou tarde falarei sobre), prepare-se para A Caçada do Troll. Mais um ponto positivo para a criatividade nórdica.

E qual o pensamento que tirei sobre?
Quando assisto filmes como este, meu amor pelo gênero cresce mais e mais. :D

Você assiste COMPLETO (Porém dublado) essa incrível produção no vídeo abaixo:
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