sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A melhor garota do mundo

Um pouco de Jazz em meu coração

Ela era a melhor garota do mundo e eu a apelidei de Jazz.
Quando eu estava por baixo Jazz me levantava, e lembrava pacientemente cada uma de minhas conquistas. Amaciava o meu ego com golpes certeiros de orgulho próprio esquecido. E me adorava até na fraqueza, nas inúmeras vezes em que eu me perdia de mim e de todos.

Jazz me conheceu através dos livros e, no fundo, eu penso que vai me dominando por capítulos curtos – para uma vida longa.
Ela espera que eu seja forte como a palavra solta, mas a palavra solta só me mantém forte por um tempo... O povo sabe que eu sou fraco, meu espelho sabe (fiasco). Mas a Jazz faz questão de tirar de mim páginas e mais páginas de coragem, dedicação, segurança, e até de amor (vejam vocês). Ontem eu percebi que a coisa ferrou de vez entre nós depois que uma mera música me levou estar ao seu lado em um piquenique no campo (ééé...) e mais outras cenas que me envergonham demais, tamanha inocência doentia.
Ela me hipnotizou pela internet como uma feiticeira digital, no meio da noite, agora serei obrigado a ser um homem inteiro. Isso é cansativo. Essa coisa de homem inteiro... Sabem? Tem que valer muito a pena ser um homem inteiro. Andei pegando o carro novamente, tentando assimilar a vida normal de um cara normal, e tudo me pareceu uma merda deprimente. Os fulanos mais escrotos tomaram 92% do espaço público, fato, eu tive vontade de arrebentar uns cinco, só na ida. 
Clima hostil. 
Cidade estranha. 
Mas daí eu penso que a Jazz está longe e eu preciso ter pernas para chegar até lá, e que preciso tomar conta para que nenhum filho da puta desses que observei na rua a sacaneie; nada de invisibilidade. É preciso deixar este livro umbilical para trás, ao menos por enquanto.

Jazz é uma linda magricela de sorriso espontâneo que roubou minha negação acerca do amor (este ardiloso), e que consegue inspirar textos sobre ela, e pernas novas para que eu ande um pouco mais, e queira seguir um pouco além do caminhar de sempre.

Jazz me ensinou em breve período que os livros são apenas reflexos gramaticais da vida de um homem, e não o contrário (eu já havia esquecido). E ela me diz entre as árvores: venha, viva, fique, faça uma legião de pequenos doidos como a gente, plantemos florestas! E eu digo: sim, Jazz, merda, mil vezes sim e sim! Vamos viver num sítio e colher frutas no pé, fazer compras no mercado de vez em sempre, dormir abraçados e acordar olhando pra cara um do outro, como que marcando cada expressão para a eternidade da lembrança.  Oh, droga... Jazz... Eu acho que realmente gosto demais de você. Não mude nada, por favor. Exorciza-me aos poucos, sorriso após sorriso, beijo após beijo, entrega após entrega, promessa após promessa, nem que seja tudo de mentirinha e eu venha a me foder bem feio depois. Faça a mágica acontecer de novo. Faça tudo de novo.

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