sábado, 2 de novembro de 2013

Guerras Estúpidas (Ed Strosser e Michael Prince)

Guerra é Guerra! E no final de tudo, o vencedor ganha não apenas a glória da vitória, como também, o maior trunfo de todos. O direito de contar a história da forma que melhor lhe convir.
Foi assim que nossos livros escolares terminaram cheios de heróis renomados, ideais nobres, batalhas homéricas e fatos históricos unilaterais, cujo as datas nos forçavam a decorar indiscriminadamente, sem a menor preocupação com o real propósito da absorção de tal conhecimento. 
Mas agora creio que já somos todos crescidos e podemos conhecer esse lado obtuso dessa biografia da humanidade, e lidar com a vergonha alheia de ser o resultado incidental disso tudo, certo?
Talvez hoje você já tenha maturidade suficiente para reconhecer, e entender, que: Vencer uma guerra não significa necessariamente 'sair vitorioso' dela; ou mesmo que os seus motivos e métodos eram os certos; ou ainda que o, considerado, inimigo merecia que se declarasse aberta a temporada de caça ao próximo.

'Em tempo de guerra, urubu é frango!' Você provavelmente já deve ter ouvido essa frase por aí, e isso fica bem claro com o contexto de 'Guerras Estúpidas' (Editora Record, 320 páginas), um guia sobre golpes fracassados, ações sem sentido e revoluções ridículas. Uma obra que traz a tona todos os erros do passado de ambos os lados (vencedores e perdedores) de alguns dos maiores conflitos da humanidade e suas gafes idiotas.

De uma forma divertida, os autores desmistificam muitos ícones e episódios que sempre nos foram contados de forma tão resumida, que muitas vezes não passaram de um simples: 'Fulano atacou e derrotou ciclano. Fim da história!'.
Das infundadas cruzadas até a caricata guerra fria, tenho certeza que você verá a história com outros olhos quando descobrir que o EUA já se estabanou feio ao tentar invadir a republiqueta de Fidel. Detalhes do infortunado golpe esfarrapado de Hitler. O fiasco que foi a guerra nas ilhas Malvinas. E que os Russos aprenderam a tática de deixar o inimigo congelar na neve da pior forma quando tentaram invadir a Finlândia.

O nosso país também faz a sua parte e tem a sua desconcertante participação no livro ao ser citado na Guerra da Tríplice Aliança, quando uniu-se com a Argentina para esmagar o impertinente ditador paraguaio Solano López e sua amante prostituta parisiense. 
E posso dizer que é muito bom encontrar o Brasil em uma posição de altivez pra variar.
Na verdade, toda a América Latina parece ter uma tendencia natural em se envolver em conflitos por motivos esdrúxulos e guerras que não podem vencer. Basta citar a Guerra do Pacífico onde Chile, Bolívia e Peru duelaram ferozmente por uma área rica em, acredite se quiser, titica de pássaros (a matéria prima de explosivos da época), e que resultou no fim da única saída para o mar da Bolívia e a chance do país ter uma Marinha.
Enfim, uma leitura mais que obrigatória para quem já passou dos vinte e cinco anos, e uma verdadeira arma de enlouquecer professores de história para quem ainda está no colegial.

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