sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Um idiota sempre será um idiota


Caros malditos, ultimamente tenho andado fora dos meus pensamentos legítimos, fora do meu limite traçado e da minha zona de conforto literária. Fiquei, digamos, como um garoto encantado com propagandas de brinquedos, e todo elétrico com a possibilidade de possuir o mesmo brinquedo humano que todos já possuem. Mas, por sorte (ou seria o azar de sempre?), meus anjos camuflados de vespa me pegaram na ponta do nariz, e depois ferroaram meus olhos para que, através de profundas poças de sangue, eu voltasse a ver as coisas como são de fato. Sem mágicas de placebo mundano.
Às vezes um homem comum faz o que um homem comum deve fazer, e é exatamente assim que funciona. Ele segue seu rumo, sente o que lhe falta, e como um homem de verdade consegue conquistar seu objetivo. Putz... Esse texto está uma merda... Vamos recomeçar então.
Estou em um hotel legal de interior, estou na roça agora... Ontem mesmo peguei carona em uma caminhonete no meio de sacas de café. Daqui para minha casa nada menos que dez horas de viagem, no meu frigobar umas dez cervejas geladas esperando virar texto. Sacaram? Estou bêbado, longe de casa, reflexivo com um monte de bosta humana, e só tenho vocês comigo agora.
- O senhor é escritor e o que mais?
- Só escritor...
- É uma dádiva né?
- Uma maldição, senhora. Estou procurando emprego em fazendas de café.
Procuro algo no Brasil que a metrópole não vê e rejeita antes de ver. Eu quero os campos que o velho bêbado não entendeu e cagou por cima, e quero ver o mais humilde dando lições ao maioral da falácia bastarda, quero os pés na terra e a cabeça oca na lua! Fodam-se!

O homem inteiro vive na selva de concreto, e se acha sábio por viver empilhado sobre outros homens, mas ele não conhece nada que não seja sua própria distopia vista da janela empoeirada. Ele é vulgar quando desfila com suas opiniões distantes, ele é sórdido, e seco como um banco de concreto quebrado em praça pública. Só peço aos céus (e ao inferno) que me permitam ver o meu país de ponta a ponta antes de morrer. Permitam que meus olhos adentrem as mais distantes florestas e vilarejos, e veja a verdadeira sabedoria da humanidade sem os rótulos de merda antes do próprio nome.
Eu amo, mas quem não ama... Eu vivo, mas quem não vive? Eu morro, mas... e quem não morre?
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