sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Mulheres doces e homens amargos

Meus caros malditos, nesses tempos que tenho passado pelo interior do país eu andei reparando uma peculiaridade muito chata: homens comuns me dão nos nervos. Não pelo fato de serem comuns, pois isso não é demérito algum, o ponto a ser abordado aqui é outro, e diz respeito às mulheres.  

Na cidade grande o homem comum também pode se comportar de maneira rude com as mulheres, claro, nada diferente no universo da hipocrisia masculina, porém no interior isso ganha um contorno quase que dramático. Não é de se admirar que muitas prefiram buscar casamento fora de sua cidade natal, justamente para fugir dos homens amargos, os cavalos reprodutores, geralmente adestrados dentro de casa para se comportar, digamos, como machinhos medievais sem o menor respeito (educação elementar) com o sexo oposto. A mulher em certas cidades precisa imaginar um mapa dos lugares onde deve evitar passar, para não ser abordada com estupro verbal, exibicionismos e demais atitudes porcas que, por fim, dão créditos de masculinidade aos animais em questão. Coisa do tipo: esse aí é homem mesmo! Moleque bom!
Perguntei a uma delas: Por que você não xinga o filho da puta? E ela me respondeu que é muito pior revidar, que alguns se levantam e tentam até agredir fisicamente, ou xingar mais alto que ela. Então o que se vê é um bando de mulheres passando correndo, de cabeça baixa, com medo de ser bonita, com medo de ser doce e de ser mulher, enquanto os medievais passeiam tranqüilos ostentando o pênis (sua maior riqueza) sabedor de que as ruas pertencem ao seu membro. E este mesmo caralho podre e mal cuidado lhe confere direitos incontestáveis. Camaradas, existem vários tipos de abusos, o abuso do status é um deles, e o assédio sexual no interior é uma coisa extremamente nojenta. Só hoje eu tive vontade de sentar a porrada em dois malandros. Um dos caras, não satisfeito em secar uma menina que tomava sorvete, esfregava a genitália olhando em sua direção, tal qual um náufrago fazendo fogo com palha e madeira.
Uma hora eu não agüentei.... Caminhei na direção do velho e dei meu recado em bom carioquês: Ei, velhote veado, se eu te pegar esfregando  o pau pra outra menina eu vou meter o braço todo no teu rabo. Sacou? Vou comer teu cu velho na mesa de truco.
O velho correu com os olhos arregalados e eu abri um sorriso de satisfação.

Descobri que, se eu pudesse, salvaria todas as mulheres doces das garras dos homens amargos, figuras que passam longe de saber o que é um orgasmo feminino.
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