quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Sete de Paus (Mario Prata)

Eu acho que um dos pontos altos para qualquer leitor assíduo é reencontrar um autor, cujo trabalho você aprecie, em um novo livro. Comigo é sempre assim quando me cai em mãos uma obra do Mario Prata para ler. 
Meu primeiro contato com o autor surgiu quase que por acidente após uma discussão de relacionamento com uma ex-namorada na casa de uma amiga, e para passar o tempo enquanto nos ignorávamos mutuamente, comecei a ler o primeiro livro que avistei ao meu alcance. Por acaso era 'Os Anjos de Badaró' de Mario Prata, e de lá pra cá, sempre que posso, incluo alguma obra sua em minha prateleira. O que é o caso da minha última leitura Sete de Paus (Editora Planeta, 262 páginas), considerado a sua estreia no gênero policial.
E como já era de se esperar, a partir do momento em que o autor coloca seus dedos em um tipo história, ela parece deixar de pertencer ao modelo padrão que define seu lugar nas livrarias. E depois de receber o carimbo de originalidade Prata, passa a ser uma outra coisa que vamos tentar definir juntos ao longo dessa resenha.

A princípio, aos mais distraídos, a estória pode sugerir apenas mais uma crônica de detetives envolvendo crimes e amores deturpados, e na verdade pode ser mesmo. Mas os mais atentos notarão o sutil toque mágico com que o autor conduz sua narrativa. Às vezes transcorrendo rápido como se lido em um único fôlego, em outras, de forma trucada, se utilizando de detalhes, adendos e diversas filosofias pessoais para construir incríveis conceitos para seus personagens. Dando a eles não somente uma vida como também um passado próprio.
O enredo traz o agente federal Ugo Fioravanti em uma sinuosa caçada a um serial killer que não faz muita questão de esconder seus planos maquiavélicos. Sua primeira vítima, um respeitado professor da Universidade Federal de Florianópolis, é encontrado com um tiro na testa e o próprio pênis enfiado na boca. Em sua virilha ensanguentada uma carta de baralho, indicando que mais seis homens estão marcados para fechar essa canastra, o sete de paus.

Além do arco principal que conduz esse roteiro, o brilhantismo do livro fica por conta de um artificie bem simples em que, cada vez que um novo personagem entra em cena, o autor estrategicamente salpica o rodapé com asteriscos que contam segredos íntimos do sujeito com a síntese de uma vizinha fofoqueira. E isso inclui os secundários e o mais insignificante dos figurantes. Na maioria das vezes esse recurso gera divertidos ganchos paralelos.
É um livro que posa de complexo, mas é simples como uma crônica de jornal. Finge que é gringo sem perder o sotaque. Se faz de despretensioso, porém é cheio de aspirações. E poderia ter sido criado por qualquer outro escritor, no entanto tivemos a sorte de ter sido imaginado por Mario Prata.

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