quarta-feira, 12 de março de 2014

7 Livros que destroem a imagem das personalidades que os escreveram

Às vezes, o nome do autor lhe diz tudo o que você precisa saber sobre um livro: Se, por exemplo, você ler as palavras "Stephen King" na capa de uma obra, já sabe que o conteúdo vai ser assustador como o inferno. E se você ler "Charles Bukowski", terá a certeza de visitar os piores bares do subúrbio norte-americano. E caso tenha o azar de ler "Nicholas Sparks" é provável que surja um filme merda dois anos depois. Mas então, você descobre que JK Rowling escreveu secretamente um romance policial, e toda a lógica da coisa vai pra casa do cacete.
Essa brusca mudança de rumo pode parecer estranha para o público, mas esse tipo de atitude é mais comum do que se imagina. O livro adulto da autora da serie Harry Potter não é nada comparado a algumas obras bizarras, escritas por alguns autores emblemáticos que, não por acaso, caíram no esquecimento e foram apagadas de suas biografias.
Veja abaixo alguns livros que 'queimariam o filme' de grandes personalidades que tiveram o 'disparate' de escrevê-los.

HP Lovecraft escreveu uma comédia romântica maluca
A Imaginação perturbada de HP Lovecraft enriqueceu diversos pesadelos do século 20, gerando conceitos como o Necronomicon (o livro dos mortos) e Cthulhu, curiosa entidade cósmica com cabeça de polvo. Há muitos temas terríveis recorrentes na obra de Lovecraft, mas a mensagem principal em suas histórias sempre pareceu ser "Todos nós estamos fodidos e não há fuga possível desse horror, nem mesmo na morte."
Mas ele também escreveu ... 
"Sweet Ermengarde" uma novela caprichosa sobre o amor, oportunismo e um estoque de ouro enterrado sob uma fazenda.
A história roda envolta da bela Ethyl Ermengarde, a filha pura de um fazendeiro que é tirada de sua família por um homem cruel. O senhorio, então, prontamente se esquece dela quando descobre sobre o ouro enterrado no lugar. Mais tarde Ermengarde foge para a cidade e faz a vida. Ela ainda volta pra casa em busca do seu grande amor, mas por conta da fortuna desenterrada ela acaba casando com o vilão. 
De acordo com o próprio Lovecraft, a coisa toda foi aparentemente motivada pelo fato de que, no início da década de 20, essas histórias melosas atraiam dinheiro, enquanto seus contos de monstros só atraíam pesadelos. Ou seja, foi a forma que encontrou de vingar-se do gênero que monopolizava o mercado. Além disso, talvez, apenas talvez, um dia o velho HP deu um boa olhada em seu sobrenome e decidiu que ele poderia fazer uma boa grana escrevendo contos românticos, mas para nossa sorte não deu muito certo.

Nostradamus escreveu um livro de receitas 
Nostradamus ganhou um vago lugar nas páginas da história prevendo pressupostos eventos mundiais que hipoteticamente aconteceram, mais ou menos. Seguidores de Nostradamus alegam que em seu livro 'As Profecias' , publicado no século 16, ele previu coisas como a ascensão de Hitler ao poder, o assassinato de Kennedy, e os ataques de 11/9. E ainda assim o desgraçado não disse nada sobre o Ben Affleck ser o Batman.
Ou seja, é justamente a indefinição de sua escrita que dá a Nostradamus aquele ar de mistério que lhe permitiu perpetuar seu nome através dos séculos. 
Mas ele também escreveu ...
"Treatise on Make-Up and Jam" , que é exatamente o que parece: um livro de receitas especializado em geleias.
As compotas de doces de Nostradamus eram aparentemente tão gostosas que o livro conseguiu tornar-se um best-seller em 1555, na época em que apenas uma meia dúzia de pessoas de fato sabiam ler. Desde então ele passou a ser o padrão a ser seguido pelos fabricantes de Paris na fabricação de geleia. Nostradamus reuniu todas suas receitas em um livro antes de entrar para o negócio de adivinhação do futuro, quando ele era um sem rumo de 20 e poucos anos pesquisando plantas medicinais pela Europa.
O livro também inclui receitas para outras delícias como doces, pasta de amêndoas e merengues. No entanto, este ainda é um livro de Nostradamus, então naturalmente há muita besteira também. Basta dizer que uma das receitas se dizia capaz de curar a peste. Outra poderia deixar o seu cabelo loiro. E claro, tem sempre aquelas que, quando ingerido por outra pessoa, poderia convencer qualquer um a ter relações sexuais com você. 
Então, sim, talvez o sucesso de vendas do seu livro de receitas esteja mais associado a seus 'poderes' do que com a gastronomia em si.

Roger Ebert escreveu um filme indecente para os Sex Pistols
A opinião de Roger Ebert, um famosos crítico de cinema, sobre o que faz um bom filme, pode ser encontrado em literalmente milhares de páginas da Wikipedia e nas mentes de três gerações de cinéfilos. Suas resenhas são tão respeitadas que ele recebeu um Prêmio Pulitzer inédito por elas. Durante seus últimos anos de vida o homem se reinventou como um tio elegante da Internet expressando o que pensa sobre diversos temas. 
Mas ele também escreveu ...
"Who Killed Bambi?", este filme abortado estrelava os Sex Pistols como protagonistas e era tão depravado quanto a mente deturpada de Sid Vicious
A ideia em questão foi sugerida a Ebert pelo empresário dos Pistols, Malcolm McLaren, e o enredo já começava com Vicious chapado de heroína tentando matar sua mãe a tiros. Quando Sid leu o roteiro na frente de Ebert e do diretor, a sua reação foi essencialmente dizer: "Cara, vocês são malucos."
O diretor, aliás, era Russ Meyer , para quem Ebert tinha escrito alguns filmes eróticos no início dos anos 70. Foi justo esse trabalho que fez com que os Pistols contratasse a dupla para esse suposto filme que tinha tudo pra ser um 'marco' na cultura punk. Ebert aceitou o desafio e escreveu a coisa toda , enquanto Meyer saiu pelas ruas atrás dos mais belos peitos da Inglaterra para o filme.
As filmagens, na verdade, não duraram mais do que alguns dias. Logo em seguida a produção percebeu que os Sex Pistols não eram os melhores quando se tratava de administrar o próprio dinheiro. É difícil imaginar Roger Ebert sendo levado tão a sério como um crítico de cinema se tal filme tivesse saído com o seu nome nos créditos. 

Johnny Cash escreveu uma ficção científica futurista 
Johnny Cash passou os anos 60 entrando e saindo da cadeia, por vezes, no seu papel de ator com bolas de aço que poderiam domar uma multidão de prisioneiros com sua guitarra, e às vezes, como um criminoso qualquer preso por contravenções dormindo em sua minúscula cela. Quando ele não estava tentando deixar as drogas pesadas, estava escrevendo canções clássicas de tristeza e redenção que só poderiam ser interpretadas pela sua voz profunda.
Mas ele também escreveu ...
"The Holografik Danser", um conto de ficção científica sobre um futuro em que a América foi conquistada pelos soviéticos e a língua inglesa foi substituída por uma linguagem parecida com a usada hoje em dia em comentários do Facebook. 
Nem tudo é uma porcaria no mundo governado por comunistas imaginado pelo Homem de Preto, no entanto, após passar a primeira metade do livro explicando aos leitores como foi ser conquistado por uma potência inimiga, ele emplaca na história do protagonista Phil Graver que decide comprar uma projeção holográfica de uma dançarina de flamenco que entra em sua sala através da linha telefônica. Quando ele tenta entrar no mundo holográfico atrás dela, ele perde a energia da vida e morre. 
Era praticamente um episódio de 'Alem da Imaginação'. Cash escreveu "O Holografik Danser" em 1953, antes de iniciar a sua carreira musical. Na época, ele trabalhava como operador de rádio para a Força Aérea dos EUA. O conto ficou guardado em uma gaveta até 2001, quando acabou incluído no livro 'Canções Sem Rima' junto com escritos de David Byrne dos Talking Heads, Paula Cole e Steven Page do Barenaked Ladies. 

Sir Arthur Conan Doyle escreveu sobre a vida das Fadas 
As façanhas da vida real de Sir Arthur Conan Doyle vão na contra mão do estilo do seu personagem mais famoso: Considerando que Sherlock Holmes resolve seus crimes usando a lógica impecável no conforto do seu lar, Doyle saiu pra rua e salvou pessoas em guerras, resolveu alguns casos reais, e ganhou o título de cavaleiro. O homem era tão impressionante como seu bigode sugeria. É natural supor que, alem disso tudo, Doyle possuía um intelecto acima da média, afinal ele criou o homem mais inteligente do planeta.
Mas ele também escreveu ...
"The Coming of the Fairies", o título do livro nem é tão embaraçoso quanto aparenta, o mais constrangedor é imaginar que Doyle foi uma das pessoas enganadas pelas comentadas "fotos de fadas reais" feita por dois adolescentes que estavam apenas pregando uma peça com recortes de papelão, mas que na época rodou na Europa como uma espécie de viral. 
Devido ao fato, ele acabou escrevendo um vergonhoso livro inteiro sobre o porquê as fadas são reais e por que não é totalmente ridículo para um homem adulto ser obcecado com essa besteira adolescente. 
O livro abre com o argumento de que diz ser plausível que as fadas sejam separados do nosso plano astral por causa de suas diferentes vibrações. Pra piorar, Doyle ainda traz depoimentos de seus próprios filhos contado suas experiencias em contato com as fadas. 
No final a gente nunca vai saber se ele nunca viu as imagens originais falsificadas pelos garotos, ou se ele estava mesmo tão desesperado para acreditar na 'magia' que, convenientemente, esqueceu de investigar sobre as fotos.

Benjamin Franklin escreveu um ensaio sobre peidos 
O venerável Benjamin Franklin inventou coisas como o pára-raios, óculos bifocais, e os Estados Unidos da América. Ou pelo menos ele ajudou muito nesse último. A mais famosa peça escrita por Franklin foi a Declaração de Independência do Estados Unidos, seguido pela sua autobiografia clássica que ainda é um dos livros mais influentes do gênero. Afinal, é difícil competir com um cara que prestou um excelente serviço para a sua nação, e pro mundo, ao longo de sua vida. 
Mas ele também escreveu ...
"To the Royal Academy of Farting" (também conhecido como "Fart Proudly"), um ensaio acadêmico de 1.000 palavras sobre o porquê dos peidos serem tão fascinantes. No texto, o fundador argumenta que os recursos científicos deveriam ser utilizados para descobrir uma maneira de fazer os peidos cheirarem mais como perfume para que as pessoas civilizadas pudessem então apreciar os odores que saem de suas bundas, em vez de evitá-los. Ah! E ele também afirma que não peidar pode causar conseqüências desastrosas. 
A motivação de Franklin para escrever o ensaio não foi totalmente científico. Em 1781, ele estava servindo como embaixador americano na França quando ele decidiu ir a uma conferência na Academia de Bruxelas, na Bélgica. Lá, ele foi confrontado com dezenas de livros acadêmicos científicos, políticos e sobre outros "temas educativos." Horrorizado com o que ele considerava um bando de idiotas pretensiosos masturbando uns aos outros sobre os tópicos mais triviais que se possa imaginar, ele decidiu entrar em ação e resolver contribuir com mais um tópico estúpido, escolhendo logo o mais desagradável possível.
Compreensivelmente, todos os acadêmicos sérios que leram reagiram como se tivessem recebido uma 'rajada de bufa' diretamente em suas caras. Franklin simplesmente chutou o balde e assistiu como as pessoas debateram por coisas sem sentido. Ele resumiu sua opinião sobre esses acadêmicos no final do artigo quando afirma que todas as outras discussões científicas 'valiam menos que um peido'. OK, ele podia estar meio bêbado quando escreveu isso.

Paulo Coelho e o seu manual prático do vampirismo
Considerado por alguns como o maior escritor de um dos países com o pior índice de leitura do mundo, este senhor parece carregar um fardo muito pesado de arrependimentos em suas costas. Ele se envergonha de ter sido maluco, de ter tido amizade de Raul Seixas, de ter usado drogas, de ter escrito letras de Rock, de ser brasileiro, de ter morado no Brasil, dentre outras coisas.
O estilo beirando a 'auto-ajuda' desse autor o torna um dos favoritos entre as carolas desinformadas, esposas infiéis espiritualizadas e donas de casas em crise.
Mas ele também escreveu ...
'O Manual Prático do Vampirismo' de 1985, foi o segundo livro lançado por Paulo Coelho, e recolhido das livrarias logo depois (olha o arrependimento aí!). Talvez fosse a obra que faltava para ele alcançar a fatia do mercado feminino que ele ainda não domina, as adolescentes desmioladas. O próprio autor afirma que o motivo da 'auto-censura' da obra se deve a péssima qualidade de seu conteúdo (O que particularmente, eu não duvido), mas algumas fãs mais afoitas gostam de fantasiar dizendo que o livro foi recolhido por conter reais segredos dessas terríveis criaturas da noite.
Já nos primeiros capítulos encontramos a importante lição de como identificar um vampiro numa relação sexual, em seguida passamos pelo tópico com as diversas formas para se adotar um Vampiro, e no final você estará apto a salvar alguém já em adiantado estado de vampirização. Dá pra acreditar?
Eu não ficaria surpreso se por acaso esse livro tivesse uma certa culpa, ainda que pequena, pela atual derrocada do excelente mito vampírico.
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