sábado, 10 de maio de 2014

7 Livros que as pessoas afirmam ter lido, mas é mentira

Você já desconfiou do papo furado daquele seu amigo com pose de intelectual, do tipo que enche a boca pra falar que leu diversos livros, mas que no fundo você sabe que esse presepeiro nem passou perto dessas obras?! Bem, isso é mais comum do que parece. Uma pesquisa britânica revelou que dois terços dos questionados já mentiram sobre os livros que leram. O objetivo da mentira, em grande parte dos casos, não é outra senão: Impressionar as pessoas ao redor.

Foram entrevistadas duas mil pessoas para pesquisa, e o resultado acabou formulando uma lista com as obras que as pessoas mais mentem a respeito da leitura. Em meio a isso temos autores consagrados como George Orwell, Leon Tolstói e até mesmo J.R.R. Tolkien. 
Outras conclusões da pesquisa: 41% dos que responderam às questões confessaram ter espiado à última página para saber o que acontece antes de terminarem a leitura do livro. E 96% admitiram ter ficado acordados até tarde para acabar um livro.
Confira abaixo a lista dos livros 'mais mentidos':

- 1984, de George Orwell
Publicada originalmente em 1949, a distopia futurista 1984 é um dos romances mais influentes do século XX, um inquestionável clássico moderno. Lançada poucos meses antes da morte do autor, é uma obra magistral que ainda se impõe como poderosa reflexão ficcional sobre a essência nefasta de qualquer forma de poder totalitário
Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O´Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que "só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro".

- Guerra e Paz, de Leo Tolstoi
Publicado entre 1865 e 1869, Guerra e Paz é mundialmente aclamado como um dos maiores romances jamais escritos. Trata de um imenso e detalhado painel da sociedade russa durante o tumultuado período das guerras napoleônicas, de 1805 (ano da vitória de Napoleão na batalha de Austerlitz) a 1812 (quando ocorrerram a célebre retirada dos franceses durante o inverno e o incêndio de Moscou). Como fio condutor, temos a vida, as misérias e os amores de duas grandes famílias aristocratas. Uma multidão de personagens retrata as diversas camadas do mundo russo, dos camponeses ao tsar, e os protagonistas parecem ter vida própria, tão admirável é a capacidade de Tolstói (1828-1910) de representar pessoas psicologicamente complexas e profundas. Por sua ambição e pelas técnicas utilizadas, Guerra e Paz desafiou os parâmetros literários e a própria literatura do seu tempo. Se em seu magnífico romance o autor mostrou o sacrifício, o patriotismo e a grandeza do povo russo, também construiu um momumento à paz. A obra-prima de Tolstói brilha como um livro maior entre milhões de livros, deslumbra como só uma verdadeira obra de arte é capaz de deslumbrar e emociona como só as grandes histórias, contadas pelos grandes narradores, conseguem emocionar.

- Grandes Esperanças, de Charles Dickens
Charles Dickens é um dos mais célebres romancistas ingleses. É também o mais típico da Inglaterra vitoriana. Criou uma prosa original, rica de símbolos, e viu-se cercado da fama de reformador por ter narrado os horrores dos asilos, escolas e prisões da época. Sua obra, impregnada de mistérios, tem afinidades com o romance gótico e constitui um vasto painel melodramático da Londres industrial de 1830-1850. A postura essencialmente sentimental de Dickens expressou-se com muita nitidez em seus contos de Natal, publicados e lidos no mundo inteiro.
Em 1861 Dickens publicou o mais equilibrado de seus romances: Grandes Esperanças. A obra foi inspirada em sua experiência amorosa com a atriz Ellen Ternan, com a qual rapidamente se decepcionou. Grandes Esperanças é uma de suas obras-primas. Dickens acreditava, como todo inglês médio da época, na imutabilidade da hierarquia social e condensou no destino de Pip - principal personagem da obra - sua própria experiência: os perigos de uma ascensão social demasiado rápida.

O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger
O livro narra um fim-de-semana na vida de Holden Caulfield, jovem de 16 anos vindo de uma família abastada de Nova York. Holden, estudante de um reputado internato para rapazes, volta para casa mais cedo no inverno depois de ter recebido más notas em quase todas as matérias e ter sido expulso. No regresso a casa, decide fazer um périplo adiando assim o confronto com a família. Holden vai refletindo sobre a sua curta vida, repassa sua peculiar visão de mundo e tenta definir alguma diretriz para seu futuro. Antes de enfrentar os pais, procura algumas pessoas importantes para si (um professor, uma antiga namorada, a sua irmãzinha) e tenta explicar-lhes a confusão que passa pela sua cabeça. Foi este livro que criou a cultura-jovem, pois na época em que foi escrito, a adolescência era apenas considerada uma passagem entre a juventudade e a fase adulta, que não tinha importância. Mas esse livro mostrou o valor da adolescência, mostrando como os adolescentes pensam.

Uma Passagem para a Índia, de E.M. Forster
O livro reconstitui, de maneira ficcional, aspectos da colonização inglesa na Índia, detendo-se sobretudo no conflito que se estabeleceu durante o contato de duas culturas tão diferentes. "Uma Passagem Para a Índia" mistura o relato de viagem à análise da sociedade que se criou com a chegada dos colonizadores. Forster, no entanto, não esbarra em um problema comum a esse tipo de texto - a parcialidade -, e abre espaço no livro para uma pluralidade de pontos de vista que compõem painel bastante diversificado da Índia ocupada pelos ingleses. O livro conta a história de uma inglesa que viaja à Índia para visitar o futuro marido. Interessada pelos hábitos dos colonizados, a mulher tenta um contato maior do que era costume entre os colonizadores até que se vê envolvida em um crime estranho e obscuro, do qual o principal suspeito é um hindu. O episódio serve como pretexto para abordar o problema da convivência e da diferença entre as raças, o que é tratado com grande intensidade. No final, a autoria - e a própria existência - do crime é colocada em xeque, fazendo aflorar o preconceito e a injustiça envolvidos no relacionamento entre colonizador e colonizado.

O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien 
O Senhor dos Anéis é um romance de fantasia criado pelo escritor, professor e filólogo britânico J.R.R. Tolkien. A história começa como seqüência de um livro anterior de Tolkien, O Hobbit (The Hobbit), e logo se desenvolve numa história muito maior. Foi escrito entre 1937 e 1949, com muitas partes criadas durante a Segunda Guerra Mundial. 
Embora Tolkien tenha planejado realizá-lo em volume único, foi originalmente publicado em três volumes entre 1954 e 1955, e foi assim, em três volumes, que se tornou popular. Desde então foi reimpresso várias vezes e foi traduzido para mais de 40 línguas, tornando-se um dos trabalhos mais populares da literatura do século XX.


- Jane Eyre, de Charlotte Bronte
Jane Eyre é uma menina órfã que vive com sua tia, a sra. Reed, e seus primos, que sempre a maltratam. Até que, cansada do convívio forçado com a sobrinha de seu falecido esposo, a mulher envia Jane a um colégio para moças, onde ela cresce e se torna professora. Com o tempo, cresce nela a vontade de expandir seus horizontes. Ela põe um anúncio no jornal em busca de trabalho como governanta. O anúncio é respondido pela senhora Fairfax, e Jane parte do colégio para trabalhar em Thornfield Hall. Lá, ela conhece seu patrão, o sr. Rochester, um homem brusco e sombrio, por quem se apaixona. Mas um grande segredo do passado se interpõe entre eles.


E você caro leitor, já mentiu dizendo que leu algum livro que nunca não leu? Confesse esse seu 'pecado' em nossos comentários.
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Comentários
3 Comentários

3 comentários :

  1. Eu concordo plenamente que muitos dizem já ter lido quase todos esses livros, incluindo aqueles clássicos obrigatórios de escola que eu ao menos se li foi somente Capitães da areia que é mais que um clássico. Desses citados li apenas guerra e paz, mas na época eu acho que não entendi muito , li na escola e o livro era compilado, já vi edições que são enormes ...
    Adorei o post.


    Quer fazer parceria com meu blog ??
    Se tiver interesse , me envie um e-mail para notfronteiras q gmail.com
    Lá no blog tem a política de parceria ;)

    Http://maetoescrevendo.blogspot.com.br

    Beijinhos da Leeh

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  2. Tristeza é que li nenhum destes e quero muito ler todos... =(

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  3. Dos citados acima, apena não conhecia o livro Jane Eyre, mas de fato nunca tive a oportunidade de ler-los, com exceção ao 1984, que sem dúvidas foi um dos melhores livros que já pude de ler.

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