quarta-feira, 2 de julho de 2014

Desvendando a franquia Jogos Mortais (Parte 02)

Jogos Mortais 2 (Saw 2)
Diretor: Darren Lynn Bousman (Repo! The Genetic Opera)
Roteiro: Leigh Whannell, Darren Lynn Bousman
Ano: 2005
País: EUA, Canadá
Atores: Donnie Wahlberg (Sexto Sentido), Beverley Mitchell (O Corvo: A Cidade dos Anjos), Franky G (Uma Saída de Mestre)

Como não poderia deixar de ser, Jogos Mortais transformou-se numa franquia um tanto quanto dispensável. Mas, como somos um tanto quanto curiosos, vamos a ela:
Jigsaw/John Kramer, ainda mais irritado e debilitado pelo câncer que o consome, tem como aliado Amando, até então a única sobrevivente de suas armadilhas. A fim de dar uma lição em Eric, um policial chato ao extremo, sequestra seu filho e o coloca junto a alguns que Eric prendeu utilizando-se de provas falsas. A partir daí, começam as tentativas para salvar seu filho.
Próximo ao fim algo bastante interessante acontece. E só.
É neste filme que encontra-se a tão falada cena das seringas, que realmente causa incômodo.
E qual o pensamento que tirei sobre?
Corre, gente! Corre!!!

Trailer:

Jogos Mortais (Saw 3)
Diretor: Darren Lynn Bousman
Roteiro: Leigh Whannell
Ano: 2006
País: EUA, Canadá
Atores: Tobin Bell, Shawnee Smith, Angus Macfadyen (Coração Valente)

Não era necessário chegar ao terceiro filme para termos certeza de que Jogos Mortais era capaz de transformar-se numa franquia amalucada. Mesmo assim, este é superior ao anterior, o que não é, necessariamente, um elogio.
Jigsaw/John Kramer está com a saúde por um fio. Seu câncer (agora apresentado como um tumor cerebral), está prestes a mata-lo. Por isso sequestra a enfermeira Lynn (Que mais parece uma integrante do extinto grupo Pussycat Dolls), obrigando-a a opera-lo. Tudo sob o olhar doentio de Amanda, que tinha tudo para se tornar um excelente personagem, mas não, segue pelo caminho oposto, como uma caricatura descontrolada e à beira da imbecilidade. Seus momentos de conflito interno são, no mínimo, vergonhosos. Por que muitos dos ajudantes dos mestres do terror transformam-se, cedo ou tarde, nessas figuras patéticas? Será que, se não fosse desta forma, eles deixariam de ser ajudantes e se tornariam mestres? #mistério...
E como segue a cartilha desta franquia (que também acontece no anterior), chega um momento em que o filme não se sustenta, tendo de utilizar os momentos ápice do primogênito. Apesar de tudo, existe algo que torna essa zona em algo mais: Perspectiva. É interessante? Sim. Funciona? Sim. O transforma num bom filme? Não.
Dezenas de cortes em poucos segundos, interligando a tensão à revelação, aliada à uma trilha que funciona. É uma proposta, portanto, ok.
Daqui em diante, pelo que parece, se a história continuar, será através de Amanda, que facilmente preencheria a vaga caso existisse uma nova formação para Os Trapalhões.
E o que está ruim tem grandes possibilidades de tornar-se pior. Uma pena.
Uma franquia que nasceu toda errada.
E qual o pensamento que tirei sobre?
#queromorrer

Trailer:

Jogos Mortais 4 (Saw IV)
Diretor: Darren Lynn Bousman
Roteiro: Patrick Melton, Marcus Dunstan
Ano: EUA, Canadá
País: 2008
Atores: Tobin Bell, Scott Patterson, Louis Ferreira

Como toda franquia que se preze, sempre tem aquele filme em o protagonista “vive” através de alguém (Vide o péssimo Halloween III-1982 e o amalucado, porém divertido, Sexta-Feira 13 Parte 5 – Um Novo Começo – 1985). E esse momento chegou em Jogos Mortais IV.
O filme é tão insuportável quanto o II, exceto, por mais uma vez, pelos momentos finais, que são interessantes devido à ligação com o III. E só. Novamente nos deparamos com várias boas ideias mal trabalhadas.
Com a morte de Jigsaw/John Kramer, o uso constante de flashbacks para ajudar a apresentar o outro lado de uma história chega a dar sono, sinal de que sabiam que a história não se sustentava por si só.
A utilização de porcos, seja qual for, está presente desde o primeiro filme. Mas neste, um pouco mais intensa. Teria um significado ou simplesmente uma decisão estética? Talvez por que os órgãos deste animal sejam parecidos com os nossos. Pesquisando, deparei-me com isso: 
“Em 2007, estudando o genoma dos porcos, cientistas descobriram semelhanças notáveis entre os porcos e os seres humanos. Ambos aprendemos rápido e custamos a esquecer as coisas, temos corações parecidos, dentição semelhante, metabolizamos remédios e drogas da mesma maneira e tanto homens quanto porcos conseguem se reconhecer diante de um espelho. A diferença é que, no caso dos porcos, a atitude diante do espelho tem muito mais a ver com curiosidade que com vaidade. Uma equipe internacional de cientistas conseguiu mapear a sequência do genoma suíno e concluiu que ele se compara positivamente ao genoma humano.”*
Quanto a Amanda, ela não mais aparece. Algo acontece no final do III e ela poderia sim, retornar. Tanta gente retorna de situações piores...
Só vale a pena se sua curiosidade for ABSURDAMENTE INCONTROLÁVEL.
Acabou que não falei sobre a história. Qual história?          
E qual o pensamento que tirei sobre?
Ao término de cada filme, a lamentação pela existência desta franquia aumenta mais e mais...

Trailer:

* (Fonte: http://www.veggietal.com.br/semelhancas-humanos-porcos/)
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