sexta-feira, 4 de julho de 2014

Futebol não se aprende na escola

Na quinta feira, dia do início da copa do mundo, eu acordei ao som das cornetas demoníacas, as tais vuvuzelas estourando o meu raciocínio. No dia anterior eu tinha tomado um porre daqueles, e custei a dormir pensando em dinheiro. Você pensa em dinheiro? Pois eu sim, infelizmente... Penso o tempo todo em dinheiro, mas o odeio. Na hora que minha cabeça bate no travesseiro, as dívidas aparecem na mente. Aparecem também as coisas que preciso fazer, ler e estudar. Aparecem dúvidas ordinárias, algumas frustrações de tempo perdido, editores de livros, mulheres e mais dinheiro. Dessa vez apareceu até o Joseph Blatter mandando o povo ser mais educado. 
Apareceu futebol.

Quando moleque eu sonhava ser jogador de futebol. Era um goleirinho razoável, bem posicionado, bem disposto, mas vivia perdendo para a balança e para a bola aérea. Faltava um palmo e uns 10 quilos a menos, aí sim poderia conseguir algo melhor que a eternidade no banco de reservas. Maldição. Razoável nada, eu era bom goleiro! Lembro que uma vez o meu pai (cara mais competitivo com esportes que eu já vi na vida) Levou uma bola oficial para “brincar” comigo numa quadra de futebol de areia. O velho chutava pra valer, querendo furar a rede, e eu pegava a maioria das porradas dando voos. Quando a sessão pauleira terminou, ele veio me dizer que eu era muito bom, e isso é impossível esquecer, pois meu pai não era de elogiar sem motivos.
Futebol... O Brasil não é mais o país do futebol, é o país das diferenças que se abraçam, como eu e minha garota discutindo política e depois trocando juras de amor. O meu país não é apenas uma bola rolando, é um continente circular indo de encontro ao futuro perdido. Os moleques agitam as bandeiras e sonham com Neymar, tanto quanto seus pais e avós sonharam com Garrincha, Pelé, Careca, Falcão, Zico. A diferença é que hoje as pessoas sonham com respeito, igualdade, integridade, e algo mais do que uma felicidade aparente rolando no gramado.

As vuvuzelas seguem fazendo barulho, torturando os ouvidos. A vizinhança faz churrasco e bebe cerveja desde o início da manhã. Ainda agora dois moleques brigavam na minha calçada, um deles disse que o Messi é o melhor jogador da copa e o outro defendia o Hulk com a própria vida. Garotos.. Ontem mesmo eu era um deles defendendo o Romário e o Taffarel.

Seja lá o que Deus quiser, que os jogos do Brasil comecem. Um boa sorte e um foda-se.
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