quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Desvendando a franquia Jogos Mortais (Terceira e última parte)

Chegamos, finalmente, à terceira e última parte...
Jogos Mortais 5 (Saw V)
Diretor: David Hackl
Roteiro: Patrick Melton, Marcus Dunstan
Ano: 2008
País: EUA, Canadá
Atores: Scott Patterson (Gilmore Girls), Costas Mandylor (Hyenas), Tobin Bell

Jamais diga que algo não pode piorar.
Novamente abusando dos flashbacks, o policial mostra a que veio, além de todo seu “envolvimento” com Jigsaw/John Kramer. David Hackl certamente acreditava que o público da franquia (nós) fosse composto por idiotas.
Este filme é o ápice do absurdo e o primeiro da franquia que NADA TEM DE INTERESANTE. Além de, se não estiver enganado, mudaram o penteado do boneco, deixando-o ridículo. Qual a necessidade disso?

E qual o pensamento que tirei sobre?
Faltam dois filmes para o término da franquia. Que Deus nos ajude.

Você pode ver os primeiros cinco minutos do filme dublado, no vídeo abaixo:


Jogos Mortais 6 (Saw VI)
Diretor: Kevin Greutert
Roteiro: Patrick Melton , Marcus Dunstan
Ano: 2009
País: Canadá, EUA, Reino Unido< Austrália
Atores: Tobin Bell, Costas Mandylor, Mark Rolston

Desde o filme anterior as regras criadas por Jigsaw não eram mais respeitadas, o que enterra a filosofia da história. Talvez seja uma maneira de mostrar que somente os criadores de uma ideia conseguem mantê-la independente do que aconteça, e jamais aqueles que querem ser como eles.
A loucura apossou-se da história e os escolhidos passam a morrer, mesmo que consigam se salvar
dos jogos.
Neste sexto filme, o desespero por fazer algo interessante é imenso. E, como nos anteriores (exceto o quinto filme), em algum momento nos deparamos com mais uma ótima ideia trabalhada de maneira porca.
O foco cai sobre William, um empresário corrupto e dono de uma empresa de seguros, que tem a seguinte política: - Não vale a pena tentar salvar alguém que carrega alto terminal – Dessa forma a pessoa morre e ele fica com o dinheiro. A proposta é realmente interessante, pois ele, sob um olhar egoísta, torna-se aquele que determina o quanto cada pessoa pode viver e tentar para permanecer vivo, sendo antagonista a Jigsaw/John Kramer, que desejava o contrário. Que a partir de um momento traumático a pessoa assumisse outra postura, valorizando a própria vida e as dos demais ao redor.
Por isso, William e seus empregados estarem sob o foco daquele que tomou o lugar de Jigsaw/John Kramer (que, diga-se de passagem, não tem carisma algum como assassino) é lógico e aceitável.
O filme apresenta questões sérias e densas que são porcamente trabalhadas, afastando qualquer possibilidade de salvação para este componente da franquia.
           
E qual o pensamento que tirei sobre?
Falta um e ainda não surtei.

Um momento mortal desta sexta obra: 

Jogos Mortais 7 – 3D (Saw 7 -3D)
Diretor: Kevin Greutert
Roteiro: Patrick Melton, Marcus Dunstan
Ano: 2010
País: Canadá, EUA
Atores: Patrick Melton, Marcus Dunstan (Terror no Pântano 2)

Talvez nem o próprio Jigsaw/John Kramer sobrevivesse, caso assistisse o que fizeram com seu legado (Legado: Palavra usada a exaustão dentro do gênero. Quase sempre de forma estranha e vinculada a uma obra de gosto duvidoso).
Um filme como este, feito em 3D, infelizmente torna-se o esperado. Cenas óbvias a fim de assustar
o espectador e uma história que novamente poderia ser excelente, mas segue caminho contrário. (Alguém aí se lembra de Scar 3D – A Marca do Mal - 2007, lançado como o primeiro filme de terror em 3D? Junto com o DVD, vinha um óculos 3D).
Neste último filme da franquia (Assim espero) Bobby lança o livro S.U.R.V.I.V.E. onde conta como sobreviveu à armadilha de Jigsaw/John Kramer e, a partir daí, torna-se o fio condutor desta bomba que permanece com as marcas registradas da “cartilha Jogos Mortais”. Novamente outra ideia pessimamente trabalhada, que só vale a pena ser assistida pelos curiosos de plantão que decidiram, como eu, fazer uma “maratona Jogos Mortais”.
E nos momentos finais, retornamos ao primeiro, fechando um círculo. O que não significa o fechamento definitivo da história e que, infelizmente, leva a crer que sim, eles têm como continuar.
Uma pena. Jogos Mortais tinha tudo para ser uma franquia inesquecível. Um assassino significativo, trazendo de volta a tortura sob uma outra ótica, aliada a ideias fantásticas e questões provocadoras. O único mérito do filme é manter-se fiel à sua estética visual-sonora.
Agora sabemos que nem mesmo excelentes ideias sobrevivem quando pessimamente dirigidas.

Trailer oficial (Sem legenda): 

FIM
(Pelo menos até agora – julho de 2014. Existem boatos de um oitavo filme prestes a ser produzido. Espero que seja mentira)
Volto a repetir que Jogos Mortais tinha tudo para ser uma franquia inesquecível. Um protagonista significativo, a troca da máscara pelo boneco, ideias fantásticas, questões provocadoras e um charme por manter-se fiel a uma identidade visual-auditiva desde o primeiro.
A franquia Jogos Mortais é a prova concreta do que acontece quando excelentes ideias são pessimamente trabalhadas desde o início. Queria muito, mas muito mesmo, ser fã de Jigsaw/John Kramer. Na verdade, sou fã de sua figura e de sua ideia principal. E só. Os filmes são uma bomba e a franquia, intragável.
Uma pena.

E qual o pensamento que tirei sobre?
Após essa maratona mereço dar uma volta na rua, tomar um sorvete e ganhar um abraço. Quero me matar.
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